Periférico ligando o Comercio à diversos pontos da Cidade Baixaquarta-feira, 23 de dezembro de 2009
REVITALIZAÇÃO DA CIDADE BAIXA - 5
Periférico ligando o Comercio à diversos pontos da Cidade BaixaREVITALIZAÇÃO DA CIDADE BAIXA - 4
Serão criadas seis estações: Barra – Gamboa (Solar do Unhão) – Porto de Salvador – Humaitá- Bonfim e Ribeira (Penha).
Está sendo prevista uma movimentação de um milhão de passageiros/ ano.
São grandes as opções de negócios: 1) operação da linha hidroviária. 2) exploração dos armazéns do Porto / complexo cultural e de lazer náutico. 3) exploração dos terminais e cruzeiros marítimos. 4) obras de urbanização e infra-estrutura das estações. 5) obras de concessão para exploração de centros gastronômicos integrados ao circuito.
Mas enquanto isto não vem, vamos analisar o que poderá ser feito, independente da Via Náutica.
Há um projeto magnífico de aproveitamento dos primeiros armazéns do Porto que seriam desativados. Vejamos o mesmo:
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REVITALIZAÇÃO DA CIDADE BAIXA - 3
De São Joaquim, ele avançaria pelas praias do Canta Galo e da Boa Viagem, até proximidades de Monte Serrat.
Há uma coincidência de ações que poderiam estar ligadas a essa ampliação. Uma delas seria a desapropriação feita pela Prefeitura de toda a área acima citada, conforme mapa já do conhecimento público.
O traçado em vermelho indica a área que foi desapropriada- Tem início em São Joaquim e vai até proximidades do Forte de Monte Serrat.A área desapropriada serviria para facilitar o acesso ao novo porto, procedimento semelhante ao que aconteceu na área do Comércio quando se fez o Porto de Salvador. No local, foram abertas as avenidas da França, Estados Unidos e Miguel Calmon.
Conta-se até que o governador da época, José Joaquim Seabra, no seu tradicional ímpeto de avançar sobre tudo, pretendeu botar abaixo o prédio da Associação Comercial da Bahia, situada entre as Praças Cayru e Riachuelo. Não o fez em razão das pressões exercidas por diversas entidades comerciais da época. Conformou-se, a muito custo, em fazer um contorno do obelisco que ali se acha em homenagem à Batalha do Riachuelo.
Na Cidade Alta, onde realizou grandes obras, sofreu imensas pressões, mas não teve jeito. Demoliu até a antiga Catedral e outras coisas mais, mas fez o que tinha que fazer, inclusive a atual Avenida 7 de setembro.
Em razão das grandes obras que estão por vir de ampliação do Porto de Salvador, o projeto da Via Náutica que tem seu trajeto em boa parte na área das modificações, teve que parar e vai ficar parado durante muito tempo.
REVITALIZAÇÃO DA CIDADE BAIXA - 2
Por exemplo, a via Contorno do Bonfim. Teria começo na Ponta do Humaitá. Seguiria por toda a área da chamada Pedra Furada – Rua da Constelação - Estaleiro do Bonfim- Porto da Lenha- Porto do Bonfim, até alcançar a Avenida Beira Mar.
Dizia, naquela oportunidade: “Como se sabe, entre essas localidades há diversas interrupções e é um lugar muito bonito. Possivelmente, será a continuação da avenida que a Prefeitura está cogitando fazer na Luiz Tarquínio”- (Obras de ampliação do Porto).
Avenida Contorno dos Alagados ou, simplesmente Avenida dos AlagadosTambém falhou quando não prosseguiu do lado do Porto da Lenha. Ai estancou. O morro à frente meteu medo. Está na hora de vencê-lo!
REVITALIZAÇÃO DA CIDADE BAIXA - 1
Há muito tempo que não se fazia nada de peso nessa área. Nos idos de 1940, Itapagipe foi nomeada pólo industrial de Salvador. Um gigantesco fracasso! Não restou uma indústria para contar a história. Ficou apenas a lembrança dos prédios e dos galpões hoje caindo aos pedaços e ajudando na degradação da área.
Em passado mais remoto, meados do século XVIII a princípio do século XIX, Salvador que era tida como o maior centro comercial do hemisfério sul, deixou de sê-lo quando se pôs a baixo toda uma estrutura de magníficos prédios, estilo pombalino, para se fazer as avenidas de apoio ao Porto que se instalaria em 1913.
Diz-se que foi necessário! Sem dúvida, fosse o local bem escolhido, o que não ocorreu. O Porto de Salvador jamais deveria ter começado onde começou, em frente ao Forte de São Marcelo, área de pouca profundidade e de manobra complicada, justamente pela presença do referido forte.
Comentamos vastamente o assunto em postagens anteriores. Estamos apenas reabilitando alguns detalhes de maior importância. O seu começo deveria ter sido após o então Cais do Ouro, até mesmo em Água de Meninos ou até em São Joaquim.
Levantamos até a hipótese de que o Porto de Salvador deveria ter sido construído em Aratu, que hoje tem melhor desempenho funcional que o da Capital. Os dados são oficiais!
Se os homens daquela época tivessem tido esta visão, o Comércio seria hoje um lugar maravilhoso com seu Cais das Amarras, com o mar batendo no cais da Associação Comercial e teria sido preservado o Cais Dourado, hoje Praça Marechal Deodoro das feiras de rolo e outras mazelas sociais.
sábado, 19 de dezembro de 2009
PREGUIÇA
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Faltou dizer ainda que as ladeiras de Salvador, como em qualquer outro lugar, formaram-se em razão da necessidade de acesso de um determinado lugar para outro, logo, uma questão absolutamente racional. No caso da Ladeira da Conceição, os padres que construíram a primeira igreja da Conceição da Praia, precisavam de um acesso que ligasse a Cidade Alta com a Baixa, onde se construiria uma igreja a mando do então governador, Thomé de Souza. A Ladeira da Conceição começava nas proximidades da Porta Sul da Cidade (Praça Castro Alves) e alcançava exatamente o local onde a igreja passou a ser construída.
A Ladeira da Preguiça também foi construída dentro de uma determinada finalidade funcional. Por ela eram transportadas as mercadorias procedentes de diversas partes da Baia de Todos os Santos (Cidade Baixa) para abastecer as pessoas que moravam na Cidade Alta.
Os saveiros aportavam na Enseada da Preguiça e os escravos conduziam no lombo as diversas mercadorias trazidas.
Diz-se que o nome “preguiça” surgiu desse serviço. Os moradores das casas em torno da ladeira, em tom de chacota, gritavam: “sobe preguiça”. Ou então, os próprios escravos comentavam entre si que "essa ladeira dá uma preguiça". Seria algo parecido com o que originou o nome de Ladeira da Lenha: “essa ladeira é uma lenha”, comentavam eles.
Com o passar do tempo, no local se construíram depósitos destinados a guardar essas mercadorias quando não pudessem subir à noite, por exemplo, ou uma intempérie que a tornasse escorregadia. Daí para a comercialização das mercadorias, foi um passo natural.
Enquanto isto, as ladeiras que eram verdadeiros caminhos, foram se alargando, por vezes se calçando com pedras “cabeça de nego” e outros materiais, e aí chegaram as carroças com tração animal e a vida foi melhorando, principalmente para os escravos.
Essa ladeira tinha outra importância: dela partia duas ligações para o extremo sul da cidade. Uma, a hoje Ladeira Visconde de Mauá, com saída no Largo Dois de Julho e a outra pelo Sodré, uma transversal da Rua do Cabeça.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DA PRAIA - 2
Em verdade, a festa começa 9 dias antes. São as novenas. Na manhã do dia 8 é realizada uma grande missa, geralmente celebrada pelo arcebispo. À tarde, é realizada uma procissão pelas ruas do Comércio. São os únicos atos de contrição, porque de resto é muito samba, muita capoeira, muita bebida e muita briga.
IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DA PRAIA
Seu interior é barroco com destaque para a pintura do teto de autoria de José Joaquim da Rocha.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
CONCEIÇÃO DA PRAIA - 3
Efetivamente, ela mostra a nossa Rua da Conceição à esquerda, mas uma das torres do antigo Mercado Modelo esconde a igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, que lhe dá o nome.Por sorte, entretanto, buscando com maior cuidado, encontramos outra mais significativa que, efetivamente, mostra a localidade em toda a sua plenitude. Não poderiamos nos furtar!

Começamos pela esquerda. A antiga Alfândega, hoje o novo Mercado Modelo. A Praça Cayru devidamente arborizada como era e deveria ser até hoje. Em seguida, o Elevador Lacerda. Um pouco à direita, o antigo Mercado Modelo e à frente deste a Rua da Conceição, com inicio no próprio Elevador Lacerda e se estendendo até a Igreja da Conceição da Praia. Ao lado desta, a Ladeira da Conceição.
Um detalhe também pode ser acrescentado. Ainda não existia a ligação entre as avenidas da França, Estados Unidos e Miguel Calmon com o espaço onde hoje começa a Contorno.
CONCEIÇÃO DA PRAIA - 2
Já em 1623, ganha nova dimensão e em 1765 é iniciada a construção do seu atual aspecto, obra concluída em 1849. O projeto é atribuído a Manoel Cardoso Saldanha. Na época foi contratado o mestre-pedreiro, Eugênio da Mota que em Portugal acompanhou a modelagem das pedras de Lioz que compõem a sua fachada. Viajou com elas. Deve ter acompanhado o transporte das mesmas da nau que as trouxe até a Enseada da Preguiça e fez questão de supervisionar sua montagem. Verdadeiro “quebra-cabeça! As peças eram todas numeradas. Conta-se que algumas delas se perderam num naufrágio. Foi necessário encomendar outras. Imagine o trabalho que deu para saber a numeração das mesmas.
Mas o que seria a pedra de Lioz de que tanto se fala? Vejam essa descrição e ninguém terá mais dúvida:
“O lioz é um calcário compacto formado há cerca de 97 milhões de anos (Cenomaniano – Cretácico), apresentando fósseis abundantes, entre os quais se destacam lamelibrânquios coloniais construtores de bancos recifais designados de rudistas. Os rudistas são um grupo extinto de bivalves, com aspecto muito diferente dos que existem atualmente. A presença de fósseis destes animais nas rochas carbonatadas da região de Lisboa é um testemunho da existência neste local de um antigo mar tropical costeiro, pouco profundo, de águas quentes e límpidas, com fundos formados por vaza (lama) carbonatada. Os rudistas viviam semi-enterrados no fundo lodoso, formando grandes aglomerados, ou bancos, que ocupavam extensas regiões dos fundos marinhos de então. Estes animais extinguiram-se no fim do período Cretácico, na mesma altura em que se extinguiram a maioria dos dinossauros.”
À título de curiosidade, as antigas calçadas de Manaus foram feitas com pedras de Lioz. A Torre de Belém em Portugal também foi construída com pedras de Lioz.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
CONCEIÇÃO DA PRAIA
Acima uma representação de como poderia ter sido a Conceição da Praia antes do incêndio que destruiu o antigo Mercado Modelo. A faixa amarela seria o mercado e em frente o corredor de prédios de 4 a 5 andares que ainda hoje existem nesta rua. Para quem conheceu a área que é o nosso caso, sente-se um vazio à esquerda. Não só um vazio espacial de algo que não existe mais, mas de um vazio sentimental. Também um vazio de gente, de povo movimentando-se freneticamente, vazio de sociabilidade. Hoje, o comércio dessa área fecha mais cedo que em outros lugares. É a vez dos prostíbulos que desceram da Montanha.
Nota: “amostra” – dicionários – “ fração representativa de uma população”
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
LADEIRA DO TABOÃO - A VERDADEIRA "BAIXA DOS SAPATEIROS"
E por onde se pode constatar a antiguidade da Ladeira do Taboão, desde que há poucas referências sobre a mesma? Por um simples detalhe. Seu inicio dá-se na confluência entre a Ladeira do Pelourinho e a Ladeira do Carmo, recantos dos mais antigos. Nas proximidades, começou a cidade.
O retângulo representa o Largo do Pelourinho. Seu baixio termina na Rua do Taboão que o povo prefere chamar Ladeira do Taboão, devido a sua inclinação descendente a partir desse ponto. Também a alcançavam pelo chamado Caminho Novo do Taboão, que não é outro senão a Ladeira do Pilar, onde se concentravam os trapiches. Se na época ainda não existiam, havia por outro lado a praia onde se faria mais tarde o famoso Cais do Ouro ou Cais Dourado. Poderíamos chamá-la de Praia do Ouro. Belíssimo nome!
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Outro detalhe importante sobre a Ladeira do Taboão ou Rua do Taboão. Era aqui a verdadeira Baixa dos Sapateiros! A versão de que a Avenida J.J. Seabra ganhou o nome de Baixa dos Sapateiros em razão da instalação de uma fábrica de sapatos por imigrantes italianos, não se sustenta. Eram muitos os sapateiros instalados no Taboão. Ainda existem alguns. Mas o comércio ainda hoje é muito inclinado para artigos de couro e suas variantes modernas de plástico, caracterizando suas origens.
Por outro lado, a hoje Avenida José Joaquim Seabra, ainda não existia. No local passava o Rio das Tripas ou Camurugipe. Somente no final do século XIX foi feita uma drenagem e o rio foi tubulado a uma profundidade de 7 metros.
Há notícias que no século XVIII o local reunia inúmeras hortas, daí a denominação de Rua das Hortas, como era chamado o local. Também o chamaram de Rua da Vala, por abrigar uma grande vala por onde desaguava o Rio das Tripas. Nada de Baixa de Sapateiros! A verdadeira fervilhava há muito tempo numa transversal da Rua da Vala, em direção aos Bairros do Comércio e do Pilar. A nossa hoje Ladeira do Taboão.
Princípio do Século XXReparem a simetria dos prédios. Quase todos da mesma altura. Vejamos um comentário super significativo sobre a mesma:
“Ao caminhar devagar pelas ruas, antes de chegar ao antigo elevador, é possível apreciar o visual dos prédios com suas fachadas em estilo art déco, com altura média de quatro a seis andares. O que impressiona é a simetria. Parecem miniaturas do legendário Empire State Building, de Nova Iorque, o maior exemplo desse estilo em todo o mundo.”

Prédios da verdadeira Baixa dos Sapateiros.
Foi nessa rua que Ary Barroso se inspirou para compor a sua famosa “Baixa dos Sapateiros” em 1938. Diz-se que na época o excepcional compositor ainda não tinha conhecido a Bahia. Surgiu n' alma. Questão de genialidade!
"Na Baixa do Sapateiro encontrei um dia a morena mais frajola da Bahia Pedi-lhe um beijo, não deu Um abraço, sorriu Pedi-lhe a mão, não quis dar, fugiu Bahia, terra da felicidade Morena, eu ando louco de saudade Meu Senhor do Bonfim Arranje outra morena igualzinha pra mim Oh! amor, ai Amor bobagem que a gente não explica, ai ai Prova um bocadinho, ô Fica envenenado, E pro resto da vida é um tal de sofrer Ôlará, ôlerê Ô Bahia Bahia que não me sai do pensamento Faço o meu lamento, ô Na desesperança, ô De encontrar nesse mundo Um amor que eu perdi na Bahia, vou contar Ô Bahia Bahia que não me sai do pensamento..."
Tem mais história sobre essa ladeira. Em torno dela aconteceu a Revolta dos Malês (negros muçulmanos) e foi cenário da história de Quincas Berro D’Água.
Falta falar o porquê do nome Taboão. Diz-se que se originou do fato de terem sido encontradas grossas vigas de madeira no Rio das Tripas, sugerindo que ali teria existindo uma ponte ou, simplesmente, um apanhado de tábuas sobre essas vigas, daí Taboão (!)
Super duvidosa essa referência. Desde que temos encontrado ao longo de nossas pesquisas, inúmeras citações que não correspondem à realidade, fomos fundo na pesquisa desse ainda estranho nome “Taboão”. Não nos convenceu a história da ponte e suas vigas, muito menos as tábuas achadas sobre essas vigas. Seriam tábuas de uma resistência incomum!
Na verdade, trata-se de um nome da língua tupi-guarani – TABAPUÃ – de taba (aldeia) + puã (alta): “aldeia alta” como “Tábua” e “Taboão”. OK? Taboão da Serra, em São Paulo nos inspirou na procura.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
LADEIRAS QUE LIGAM AS DUAS CIDADES - ALTA E BAIXA - 2
As duas ladeiras sinalizadas - A Visconde de Mauá e a Rua do Sodré. A primeira tem inicio ao fim da Rua Democrata no Largo 2 de Julho. A segunda tem seu começo no Cabeça, bêco que dá acesso ao mesmo Largo 2 de Julho.Resta-nos dizer como andam as duas primeiras ladeiras nos dias de hoje: a da Conceição e a da Preguiça. Estariam também degradadas que nem a Montanha? Pior! Uma lástima!
Sucessivos governos esqueceram essas ladeiras e muitas outras partes da Cidade Baixa. Agora tentam uma recuperação. Até algum tempo elas foram importantes na ligação entre os dois lances da cidade. Em primórdios tempos era a única forma de acesso das pessoas. Depois vieram os elevadores e planos inclinados. Perderam parte dessa importância, mas ainda assim, os veículos ainda as usavam. Em seguida, construiu-se a Avenida do Contorno. Ai o golpe foi mortal.
Mas, isso não pode justificar o abandono total de suas estruturas, tanto viária quanto habitacional. Somente agora surgem idéias de recuperação. As primeiras irão atingir a Ladeira da Montanha, mas, não temos dúvidas, essa recuperação se estenderá para as demais nas proximidades, como são os casos da Ladeira da Conceição e da Preguiça. As três ladeiras como que se completam.
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Muito menos este! Alguém começou a construir esse prédio que teria sido depois embargado por justas razões. Pegado à igreja. Porque não colocá-lo abaixo ou, então, fazer um grande mural. Pena que Genaro já tenha morrido mas ainda está aí um Tati Moreno. Tem muita capacidade! É só olhar o Dique do Tororó.
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