sábado, 16 de outubro de 2010

SUBÚRBIO FERROVIÁRIO DE SALVADOR - 3 - ALMEIDA BRANDÃO

Estranhava-nos na postagem anterior o porquê da construção do trecho Salvador-Paripe antes mesmo da linha Salvador-Juazeiro, aliás, motivo maior da concessão feita pelo governo ao engenheiro Muniz Barreto e deste transferido para a “Bahia And São Francisco Railway Company”, uma empresa inglesa. Aprofundemos a questão.
Há de se pensar, primeiramente, que o trecho Calçada-Paripe poderia ser o principio do caminho da grande ferrovia Salvador-Juazeiro. Vejamos uma foto da área – Google – para nos ajudar a formar uma opinião.




Este é o mapa da região. O traço em vermelho começa em baixo na Estação da Calçada e, margeando o subúrbio ferroviário, alcança Paripe no alto. Para poder se dirigir para Juazeiro, teria que se inclinar para a direita em direção à Alagoinhas. Está muio bem claro!

É evidente que se a proposta inicial era fazer uma ferrovia ligando Salvador-Juazeiro, esse trecho teria sido feito como realmente aconteceu, em linha reta no espaço estudado e não se curvando pelos caprichosos contornos de nosso subúrbio.

De qualquer sorte, vamos estudar a questão com cuidado. Por exemplo: havia na época uma razão econômica ou social para se tornar uma preferência? Ao que se sabe a esse tempo essa área era uma densa mata aonde só havia fazendas. Diz-se que a maior parte da mesma pertencia a um fazendeiro chamado Almeida Brandão, o mesmo que dá o nome, atualmente, à Estação Ferroviária de Plataforma. Coincidentemente ou não, na mesma época o referido senhor construía uma usina em Plataforma. Mais tarde essa usina fechou e no local surgiu a Fábrica de Tecidos São Braz, pertencente ao senhor Bernardo Martins Catharino. Corria o ano de 1860, o mesmo da inauguração da Estação da Calçada.

Fábrica São Braz – Ruínas

Aparentemente, essa seria uma razão econômica/social, desde que a fábrica chegou a empregar três mil pessoas. Também dentro desse contexto, poder-se-ia pensar que se estava abrindo uma grande área de nossa orla interna para o turismo interno, ensejando a construção de um belíssimo balneário. Era uma ferrovia que costeava todo o subúrbio, a beira-mar. Será?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

SUBÚRBIO FERROVIÁRIO DE SALVADOR - 2 - ESTAÇÃO DA CALÇADA

Vamos começar pela Estação da Calçada. Antigamente era chamada Calçada do Bonfim. Por quê? Entre o século XVII e XVIII o acesso ao Bonfim era feito exclusivamente pela praia até Monte Serrat. Daí, tomava-se o Alto do Monte Serrat, hoje Rua Rio São Francisco e alcançava-se o Bonfim. Naturalmente, era um acesso muito importante para a cidade, desde que, nas proximidades, já existia o Porto da Lenha aonde chegava toda a madeira carbonizada para as diversas finalidades de aquecimento e fervura das coisas e alimentos da população que se concentrava na Cidade Alta.

Lembremo-nos que àquele tempo só se cozinhava com fogão à lenha ou a carvão. Ainda não existiam os fogões a gás ou elétricos. As roupas eram passadas com o chamado “ferro de engomar”. Colocava-se dentro dos mesmos, brasas de carvão. Era o aquecimento necessário.
Um belo exemplar

Hoje, uma peça de decoração.

Fogão à lenha


Outro belo exemplar

Os fogões à lenha são muito antigos. Os primitivos nada mais eram do que buracos no chão no qual se colocava fogo e o que se iria aquecer, ia por cima. A seguir, o homem começou a utilizar fogões de barro e metal.
Os índios Timbiras e Guaranís, chamavam aqueles antigos fogões de Tucuruba. Mais adiante veio a se chamar “fogão caipira” e, em seguida, “fogão à lenha”.

Enquanto isto foi “calçada” a atual Barão de Cotegipe que, por sua vez se ligava à Avenida Luiz Tarquínio e daí até a Rua Rio São Francisco e ao nosso eficiente Porto da Lenha. As carroças de tração animal começaram a atuar. Já tinham onde rolar com facilidade.

A estação da Calçada foi construída em 1860 e reformada em 1981 com a atual fachada. Quando de sua abertura denominava-se Estação da Jequitaia e era uma estação “central e marítima da estrada”, segundo descrição de Cyro Deocleciano em 1886. Depois foi denominada Estação Bahia e finalmente Estação da Calçada.

Sua história começou em 1853, quando um senhor chamado Joaquim Francisco Alves Branco Muniz Barreto, recebeu do Governo Imperial a concessão por 20 anos para construir uma estrada de ferro saindo das proximidades do porto de Salvador até Juazeiro, às margens do Rio São Francisco. Muniz Barreto era engenheiro. Não se sabe como o referido senhor conseguiu a referida concessão, desde que ele próprio não tinha condições financeiras de construir uma ferrovia. Isto ficou comprovado dois anos após, quando transferiu a difícil e milionária concessão para a Bahia and São Francisco Railway Company, uma empresa inglesa.

Em conseqüência, todo o projeto foi elaborado em Londres pelo inglês John Watson e já em 1860 foi inaugurado o primeiro trecho ligando a Calçada a Paripe. Esse trecho contava com uma extensão de 13.5 km e tinha estações intermediárias nas comunidades de Santa Luzia, Lobato, Almeida Brandão, Itacaranha, Escada, Praia Grande, Coutos, Periperi e Paripe.

A informação acima compilada em determinada fonte, merece dois registros especiais. Primeiro, fica evidente que no processo da referida concessão, houve como que uma inteligente manobra jurídica/comercial. Possivelmente, o Estado não poderia fazer concessões dessa natureza a empresas estrangeiras. A um cidadão brasileiro, entretanto, poderia fazê-lo. É uma hipótese!

Segundo, seria possível um projeto dessa natureza, feito em Londres, restringir-se a um acesso muito restrito, qual seja uma ferrovia com 13.5 ligando a Calçada a uma localidade até então pouco conhecida, certamente ainda mata fechada, contornando a praia, como se fosse uma ferrovia essencialmente turística?

Ao que tudo indica, a licitação tinha outra amplitude. Ligaria Salvador ao Norte do Estado, mais precisamente, à Cidade de Juazeiro.



































SUBÚRBIO FERROVIÁRIO DE SALVADOR- 1


A Baía de Todos os Santos é uma das mais belas baías de todo o mundo, inclusive é a maior. Possui 56 ilhas como que pedras preciosas encravadas numa grande joia. Seu contorno continental também é extraordinário. Dele faz parte o Subúrbio Ferroviário.

Este contorno continental tem inicio muito forte, ou seja, nada mais nada menos, do que a Ponta do Padrão onde está localizado o Farol de Barra. Tem sequência numa praia paradisíaca, qual seja a Praia do Porto da Barra, considerada uma das três praias melhores do mundo. Os ingleses deram a classificação. É protegida por dois tradicionais fortes – Santa Maria e São Diego – nada mais seguro. Em seguida o penhasco da Vitória e do Unhão, a penha alta que abriga o mais belo clube do Brasil – o Yacht – e um corredor de belos edificios debruçados sobre o mar. Logo adiante o antigo que a Bahia não dispensa, representado pelo belíssimo Solar do Unhão, seu museu e sua igreja. A Praia da Preguiça vem logo a seguir, ela que foi ponto de desembarque de muitas mercadorias no tempo do Império. Em frente a Ladeira da Preguiça que lhe deu o nome. Diziam os escravos: “dá uma preguiça subir essa ladeira” ou então mais chistosamente à partir dos moradores do local de relação a esses mesmos escravos – “sobe preguiça que os ricos lá de cima estão precisando comer”. Depois o Porto que não deveria ser alí. Quando o construiram em 1912, já existia o Forte São Marcelo e seu entorno raso. Área perigosa para esse tipo de atividade. As consequências hoje se refletem numa deficiência técnica-estrutural. Estão tratando de corrigir. Depois da área do Porto, vem o hoje São Joaquim. A de ontem foi a Feira de Água de Meninos, incendiada de propósito, segundo alguns. Também não podia acontecer outra coisa. Foi montada sobre os condutos de gasolina dos grandes tanques da Texaco e da Esso. Depois que isto aconteceu, transferiram-na para São Joaquim, onde havia uma enseada. Dizem que a mesma foi construída nesta ocasião. Não foi! Já existia desde o tempo da Água de Meninos que a abastecia através dos saveiros que vinham do recôncavo. Após a grande feira, as praias do Canta Galo e Boa Viagem. Canta Galo porque um cara chamado Oscar, habilidoso na construção de presépios de madeira, papel e vidro, no dia do aniversário de um galo de estimação que criava, fazia uma casa de tamanho razoável; montava-a na praia; colocava dentro uma fogueira e tocava fogo naquilo tudo, menos no seu galo que em seus braços assistia assustado. Não foi, portanto, uma rinha que deu nome a rua como alguns dizem. Boa Viagem porquê aí está a belíssima e singela Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem e do Senhor dos Navegantes. Ela se engalana no primeiro dia de cada ano. Faz-se uma procissão marítima. Esta praia encosta noutro belo morro – Monte Serrat – e seu forte cheio de história e de uma beleza nunca vista em qualquer outro. Na curva desse morro surge a Ponta do Huimaitá. Igrejinha, casas centenárias, balaustradas onde também se senta, farol, pier da futura Via Náutica que nunca se viabiliza, um encanto! Na continuação a Rua da Constelação que não é outra senão a famosa Pedra Furada. A água jorra de suas entranhas a séculos. Dizem que é água pura, mas perigosa. Em cima, de onde vem, está cheio de hospitais. Humaitá que é um céu de estrelas no seu significado maior curva-se no chamado Estaleiro do Bonfim. Diz-se que ele foi um dos primeiros estaleiros construídos nos primeiros tempos da Bahia. Fica junto do Porto da Lenha onde chegava toda a lenha para abastecimento da cidade. Essa madeira subia pela Ladeira da Lenha. Tem esse nome porque os escravos que a subiam carregando os fardos de lenha nos ombros, comentavam entre si, aliás, com justa razão – é uma lenha essa ladeira. Tem uma inclinação de quase 45º. Em seguida a Praia do Porto do Bonfim que no século passado não existia em estado permanente como é hoje. O mar chegava ao cais a um altura de três metros. Quando a mará vazava, ai sim, surgia como por encanto, arrumada com limo verde e argaço marrom. Depois o Poço e seu perau. Misteriosamente, nunca vaza. Adiante, aí sim, uma praia que foi sempre permanente – a do Bugari. Na sua extremidade a Penha e sua igreja encrustada de conchas. Linda! Penetrando fundo, à direita, a Enseada dos Tainheiros que era enorme antes das invasões dos Alagados. Se ia de canoa até o Uruguai, lá perto da Calçada. Nesse ponto, praticamente, começa o Subúrbio Feroviário de Salvador. Vamos tratá-lo como merece
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CASAS DOS ROMEIROS – CASAS BRANCAS DO BONFIM

Uma distinta leitora do Rio Grande do Sul nos solicitou o envio de algumas fotos das Casas dos Romeiros do Bonfim, que ela chamou de "Casas Brancas do Bonfim", Mandei as que tinha naquele momento, mas achei insuficiente. Passei então no Bonfim, que é sempre um prazer e tirei a série de fotos que a seguir publico:
 






quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A IMPLOSÃO DA FONTE NOVA

O que tem a haver este blog com a implosão do Estádio da Fonte Nova? De princípio nada! Sua especificidade talvez não lhe desse esse direito, mas quem nessa terra não se interessou por este acontecimento “explosivo”. Todo o mundo. Nós inclusive e talvez tenhamos motivos suficientes para abordar o feito.
Primeiramente, o autor desse blog viu o espaço da Fonte Nova antes da construção do estádio. Tinha um pequeno campo de futebol naquela entrada do morro. Era todo de barro. Nele se fazia grandes peladas. Após o baba, dirigíamo-nos para a beirada do Dique do Tororó a fim de remover a lama que se prendia no corpo dos pés à cabeça. Éramos meninos de barro!

O dique a que estamos nos referindo não é o dique de hoje, arborizado, vias nos dois lados. Lindo! Não tinha ainda os Orixás de Tati Moreno e os guinchos de água para oxigená-lo. Só havia uma via de acesso, ao seu lado esquerdo de quem olha a partir do ex-estádio. À direita, só tinham hortas que abasteciam grande parte da cidade. Logo, o perigo que corríamos ao nos lavar nas suas águas poluídas era o mesmo da população que consumia os legumes dessas plantações. Não havia a consciência de hoje.



Depois se construiu naquele espaço um estádio com um só lance de arquibancada. Jogamos nele. Naquele tempo, antes das partidas oficiais pelo Campeonato Baiano de Futebol, se faziam jogos preliminares com clubes amadores. Éramos goleiro do Ipiranguinha de Weber. Depois jogamos na mesma posição pelo Fluminense de Arlindo Flac. Sabíamos que pessoas da família estavam nos assistindo nas arquibancadas.Caprichávamos nas apresentações. Os outros jovens também! Um privilégio.

Em seguida, fez-se o anel superior. Fomos assistir ao jogo de inauguração. Tínhamos cadeira cativa. Ajudamos de alguma forma á construir aquele monumento. Infelizmente, aconteceu aquela tragédia. O povo caindo de cima da arquibancada que se dizia ir ruir. Um falso alarme!
 
Outro motivo que nos faz ter o direito de falar do Estádio Otávio Mangabeira é a lembrança de alguns amigos de Itapagipe que nele jogaram como profissionais. Foram os casos de Rui, Reinaldo, Otoney e Ozanah. Jogamos juntos em diversas oportunidades tanto nos babas de praia, quanto nos campos de futebol amador que existiam na cidade: do Galícia no hoje Conjunto Clemente Mariani, do Tupi na Boa Viagem, do Papagaio no Largo do mesmo nome, do Periperi do Vereador Castelo Branco. Tempos incríveis de uma juventude sadia.
 
Por outro lado, fomos um dos responsáveis pela construção da piscina olímpica da Fonte Nova. Contamos essa história em nosso outro blog – origensnatacaobahia.blogspot.com – Foram mais de 10 anos treinando a equipe de natação do Esporte Clube Bahia. Fomos campeões em todos esses anos. Tínhamos uma convivência diária com a Fonte Nova.



Ex-piscinas da Fonte Nova

Por fim, coube-nos ver a sua implosão, encerrando um ciclo de vida. Não pensávmos que um dia tal poderia acontecer. Será construída no local uma arena que deve ser belíssima.


A nova Arena.

Eis a sequência da implosão, detalhe por detalhe. As imagens são impressionantes.





























segunda-feira, 30 de agosto de 2010

AS BARRACAS DE PRAIA DE ITAPAGIPE


O Bugari de hoje - sem as barracas

Está todo mundo falando e muito. "Tiraram as barracas de praia de Salvador". Na Cidade Baixa, no trecho entre a Penha e o Bugari, não ficou uma para contar história. História? Sim. As barracas de praia têm uma história. Pelo menos história comercial! Era um negócio que proporcionava rendimento a milhares de pessoas, tanto aos seus proprietários quanto aos funcionários. Por outro lado ainda, era um grande canal de consumo que proporcionava às indústrias de cerveja e refrigerantes, por exemplo, altos rendimentos, inclusive à Prefeitura através dos impostos.


Bugari como era antes - Imagem via satélite do Google Earth

Ainda mais, as barracas de praia de Salvador eram tradicionais. Surgiram nos meados do século passado. Caracterizavam de forma muito singular as nossas praias. O soteropolitano estava acostumado a elas. Formou-se um hábito. Quem ia à praia, passava na barraca. Tomava-se uma cerveja, acompanhado de um acarajé das Baianas que sempre estavam próximas e depois “acontecia” o banho de mar, quando acontecia, desde que muita gente, se restringia aos comes e bebes.

Hoje o soteropolitano não sabe nem como faz. Sente-se um "deslocamento". Poder-se-ia dizer, quase um mal estar. Nossa orla não estava preparada para uma outra alternativa como existe, por exemplo, no Rio de Janeiro, em Copacabana, com a série de barres no calçadão.

Falamos acima em nossas Baianas. Estas também estão sofrendo as conseqüências da extinção das barracas. Elas como que se integravam ao ambiente como um todo. Ficavam próximas.

Em consequência, e não era para se esperar outra coisa, os ex-barraqueiros e mesmo os ex-funcionários, estão improvisando aqueles horríveis isopores protegidos por um guarda-sol já usado, o que está tornando a paisagem de nossas praias um tanto quanto breguíssima.

Por outro lado, enquanto se tiram as barracas, deixam-se as mesas e cadeiras das empresas de bebidas onde sempre elas estiveram, isto é, ocupando o espaço dos banhistas que foi um dos motivos de sua retirada e com o passar do tempo, certamente, não diriamos que voltarão as barracas, mas sem dúvida, estabeleciará algo bem pior do que elas próprias. Aliás, já está acontecendo! É só olhar. Os isopores estão se juntando como que num aglomerado e se faz uma só cobertura.


Já deram um jeito!É próprio do brasileiro!

Sinceramente, não foi legal a forma como a coisa foi feita. Era necessário, quase obrigatório, antes da demolição, que se apresentasse uma alternativa de negócio aos barraqueiros. Vamos demolir as barracas, mas vocês poderão continuar desta ou daquela maneira. Qualquer maneira! No Rio estão se fazendo módulos de vidro em pleno calçadão. Estão substiduindo pequenos pontos de venda de côco e cachorro quente, que começavam a proliferar em Copacabana.

Se houve um rigor exagerado na demolição das barracas porque elas estavam à 33 metros da beirada do mar – terreno de marinha – faixa de 33 metros contados para o lado da terra a partir de onde chega a maré alta – o mesmo não ocorreu com os píeres dos edifícios do Corredor da Vitória. Eles estão dentro do mar e seus acessos nas encostas estão a 33 metros aonde chega a maré alta. A imprensa noticiou a intervenção federal. Todos foram multados, cada um em cem mil. Tiraram de letra. Deram-se prazos e tudo ficou na mesma. Ai, há de se pensar: Dois pesos e duas medidas! Não há outra maneira de raciocinar.

Ao longo do tempo e o que falar dos Alagados de Itapagipe? Tomaram milhões de metros quadrados da Enseada dos Tainheiros. Poluíram tudo, até a Baia de Todos os Santos. Isto começou a acontecer na década de 1940. Em 1953 completou-se o feito com a tomada de toda a frente de mar da Avenida Porto dos Mastros. Influenciou até no eco-sistema da península. Este lamentável acontecimento é do tempo das barracas. Dir-se-ia mais. Essa gente alí instalada deve ter incentivado, de alguma forma, o negócio das barracas, desde que, ao mesmo tempo, fecharam-se as 35 indústrias que existim nas proximidades. E agora? Vão demolir os Alagados que nem fizeram com as barracas? Não há como. Iria criar um gravíssimo problema social. Mas grave também é a extinção das barracas da forma como foi feita. É também um problema social! Precisa ser considerado.

E encerramos com a reprodução do art. 5º de nossa Constituição: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida...”

sábado, 28 de agosto de 2010

AGRADECIMENTO AOS MEUS SEGUIDORES

Quando iniciei meu blog sobre a Cidade Baixa de Salvador, não imaginava que havia tanto interesse sobre a mesma. Comecei a organizá-lo movido por uma constatação: não havia outra publicação com os detalhes que conhecíamos e poderíamos transmitir. Por outro lado, lamentavelmente, havia informações truncadas e até inverídicas que não nos cabe aqui citá-las por questões éticas.
E, à medida que íamos publicando cada postagem, foram surgindo os “Seguidores”, hoje em número registrado de 25 pessoas, afora, naturalmente, os que preferem não se identificar.
Acho que devo agradecer a esta “fidelidade” em uma postagem específica como esta.
Por outro lado, fica a promessa de revisão constante do que já foi escrito, de acompanhamento dos comentários, de aceitação permanente de sugestões.



Não acredito que tenha esgotado o que se pode escrever sobre a Cidade Baixa de Salvador. Por esta razão, continuamos pesquisando e à medida que tenhamos novos temas, as postagens serão feitas Agora mesmo, estamos com um deles em elaboração e se refere à pesca em Itapagipe. Entre muitas de suas modalidades uma aconteceu por acaso: pescaram uma baleia na Enseada dos Tainheiros. Mas uma baleia de dimensões avantajadas. Não foi qualquer cachalote por acaso perdido naquelas águas. Foi preciso chamar Valtinho Acarajé para arpoá-la, ele que era um exímio mergulhador e um destemido.
Também estamos pesquisando a culinária de Itapagipe. O modo de comer dos peninsulares. E aí nos perguntamos: teria importância esse tema? Acho que sim! Vejam o que dizem os especialistas sobre a alimentação:

A alimentação é uma preocupação constante na rotina das pessoas. Seja para obter um estilo de vida saudável, seja para perder peso, melhorar a saúde ou, simplesmente, satisfazer uma necessidade fisiológica, comer é sempre bom. Contudo, uma nutrição adequada se preocupa com algumas questões importantes: o que, quando, quanto e como consumir os alimentos.
O grande avanço da ciência na área da nutrição transformou
o simples ato de comer em uma ferramenta poderosa na promoção da saúde”.





Ainda mais e de uma importância extraordinária para todas as pessoas: comer bem e barato. O “papa-fumo” de nossos dias. Há diversas formas de fazê-lo. As nossas marisqueiras haverão de dizê-las. O carapicu, sensacional tira-gosto. Dá de pancada na Ponte de Plataforma. O siri-boia que está desaparecendo ou está diminuindo a cada dia em razão da pesca predatória. O que fazer para que isto não aconteça? Como preparar as diversas espécies de crustáceos? Tem uns duros que ninguém agüenta. É o caso, por exemplo, do rala-coco, o complicadíssimo “trachycardium muricatum.” Será que cozinhando-o com uma cebola dentro da panela, resolveria o problema? Com o polvo ela resolve.

Esta é uma pequena amostra do que poderá ser escrito.Há muita coisa!

Voltando à finalidade principal dessa postagem, aos meus amigos SEGUIDORES, muito obrigado!