sábado, 22 de janeiro de 2011

O QUE SE CHAMA “CIDADE ALTA”

À principio, a Cidade de Salvador deveria ser mais ou menos assim:

Da autoria do senhor Rubens Antônio, o trabalho acima mostra-nos como deveria ser Salvador ao tempo do descobrimento. Não é uma simples criação fotográfica. Tem uma base. Vejamos qual:

Foi fotografada uma boa parte da cidade atualmente e, em seguida, retirados todos os componentes então existentes. Restou a virgindade de seu mar, suas praias e sua encosta.

Geográficamente, esta encosta com cerca de 90 metros de altura, é onde hoje se encontra a Cidade Alta de Salvador.

Há de se reparar, contudo, que não dissemos que a referida encosta é a Cidade Alta. Foi dito, claramente, “é onde hoje se encontra a Cidade Alta de Salvador”.

Porque isto? Nenhum baiano da gema haverá de dizer na vida que em estando, por exemplo, na Graça ou no Garcia, apenas para citar duas localidades situadas na parte elevada da cidade, que ele está na Cidade Alta. Não diz! Estou no Garcia. Vou ao Garcia. Estou na Graça.

Rigorosamente, a Cidade Alta é aquela região onde se acha hoje a Praça Municipal; a Rua Chile; a Praça da Sé, a Ajuda, a Praça Castro Alves, São Bento, São Pedro, por aí, pelas redondezas.

É uma tradição? Sem dúdida que é, mas uma tradição com base na historia da formação da Cidade de Salvador. No seu começo, ela se limitava entre a Praça Castro Alves e a Misericórdia.

Seus limites eram: ao sul, porta de Santa Luzia, no sitio onde hoje a Rua Clile encontra-se com a Praça Castro Alves; ao norte, porta de Santa Catarina, no limite atual entre a Praça Municipal e a Rua da Misericórdia; à leste, a Barroquinha (barroca pequena); a oeste a Baía de Todos os Santos, o mar em si.

Decorria o ano de 1549, fundação da Cidade de Salvador.

Nascia Salvador, que seria a porta do Brasil, capital do Atlântico Sul até 1763. Começava a efetiva ocupação do Brasil pela administração lusitana





Mapa de Salvador ao tempo de sua fundação. Vê-se, claramente, as quatro portas da cidade que se fundava. Uma à direita; duas no centro do mapa (uma em cima e outra em baixo) e uma quarta à esquerda.

RESOLUÇÃO

Faz dois anos que criamos o blog “SALVADOR-HISTORIACIDADEBAIXA.BLOGSPOT.COM”. abordando toda a Cidade Baixa de nossa capital. Na abertura das postagens incluímos a seguinte mensagem:

Este blog focaliza a chamada Cidade Baixa de Salvador. Caminha pelos seus espaços olhando o presente, buscando o passado e, às vezes, projetando o futuro. O autor viveu muitos anos em Itapagipe. Vivenciou tanto o apogeu dessa área quanto a sua degradação. Tem muito que dizer!

Para nossa felicidade e modestamente, o referido blog pode ser considerado um sucesso, já tendo alcançado um pique de 4.607 visualizações em novembro de 2010, conforme mostramos abaixo:


Obséquio usar o "zoom" para melhor vizualização.


Instado por diversos amigos e seguidores, fomos levados a fazer outro blog, desta feita focando a Cidade Alta de Salvador. Criamos o mesmo em 22 de dezembro de 2010. Eis o seu texto:

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
FAZIA –SE NECESSÁRIO O MESMO COM A CIDADE ALTA
Há cerca de dois anos atrás, demos inicio a “Salvador – História da Cidade Baixa” – um blog tratando dessa parte de nossa Capital. Caminhamos desde a Ribeira até a Preguiça em aproximadas 300 postagens. Foram feitas centenas de fotos retratando a maioria dos seus espaços. Mostramos como surgiu e como cresceu ao longo dos séculos. Parece que ficou bom!Foi acessado por milhares de pessoas, prova de que se fazia necessário.

Não acreditamos que tenhamos esgotado o assunto, desde que, possivelmente, alguns detalhes não teriam sido percebidos, bem como a cidade a cada momento cresce e se modifica.

- E porque você não faz o mesmo com a Cidade Alta? Foi a pergunta que fizeram diversos amigos e seguidores.

Analisamos a possibilidade. Há algum vácuo no que já se contou sobre essa parte da cidade? Havia. Sempre há! Por exemplo, ninguém a descreveu da forma como fizemos com a Cidade Baixa, indo aos detalhes de sua configuração, caminhando pelas suas vielas que não são notadas, olhando restos dos prédios que se modificaram, buscando um pouco de vida onde não mais existe.

Essa também vai ser a didática do presente blog. Não temos certeza se o resultado será sempre satisfatório. As modificações ocorridas na Cidade Alta foram mais fortes e profundas do que aquelas feitas na Cidade Baixa. Buliram em muita coisa. Por exemplo, se tomarmos a Praça Municipal como referência, é desastroso o resultado. No lugar onde era a Biblioteca Pública, construiram uma obra futurista que estaria bem melhor em Brasilia do que em Salvador.

Logo uma biblioteca!


Pois bem, hoje já foram feitas 30 postagens. Já deveria está consolidado nas páginas de consulta do Google, mas não. Nós próprios fizemos diversas consultas bem explicitas e específicas – Salvador-História Cidade Alta – e para nossa surpresa o resultado é o que segue, na íntegra, como se diz:


Obséquio usar o "zoom" para melhor vizualização.


Fizemos uma consulta (1º quadro) e a resposta está no 2º quadro: Surpresa! Historia de Salvador – Cidade Baixa “NOSSO BLOG SOBRE A CIDADE ALTA” E “LADEIRAS QUE LIGAM DUAS...”
Da cidade alta, nada. Nosso blog sobre esta parte da cidade, praticamente não existe.
Aí, há de se imaginar a frustração que sentimos – claro – de escrever para ninguém. Escrever no vazio para um público imaginário.

Aí, resolvemos tomar uma decisão. Vamos escrever sobre a Cidade Alta em nosso blog sobre a Cidade Baixa, inclusive transcrevendo todos aqueles já postados.

Antes de fazê-lo contudo, analisamos devidamente se havia uma incongruência, forte discrepância nesse procedimento. Precisávamos estar tranqüilos sobre o que havíamos decidido. Não faríamos nada que fugisse a uma determinada lógica. Se haveria algum prejuízo para quem quer que seja.

Não encontramos nada, muito pelo contrário, o instinto pedia que fizéssemos algo que corrigisse o que estava acontecendo.

Também analisamos a coisa pelo lado técnico da própria divulgação e concluímos que a Cidade Baixa se completa com a Cidade Alta de Salvador. As duas estão intimamente ligadas pelas ladeiras e pelos elevadores e principalmente, pelas razões históricas de suas existências

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

NOSSO BLOG SOBRE A CIDADE ALTA

Atendendo a diversos pedidos, resolvemos fazer um blog sobre a Cidade Alta। Claro que ainda não está tendo o mesmo número de acessos do relativo à Cidade Baixa. Estamos apenas começando. Precisa de divulgação. É o que estamos fazendo no momento.

Ele se torna interessante principalmente pelo fato de que Salvador começou efetivamente na Cidade Alta. Construiu-se uma fortaleza, toda murada entre a Praça Castro Alves e a Praça Tomé de Souza. Tinha portas, denominadas Santa Luzia, Santa Catarina e Barroquinha. Àquela época, além dos índios, havia a cobiça de diversas nações de relação à nova terra descoberta por Pedro Álvares Cabral. Os holandeses e os franceses foram os mais assíduos freqüentadores.
Convidamos, pois, nossos amigos seguidores a consultar esse trabalho que foi iniciado com a seguinte postagem:

“Há cerca de dois anos atrás, demos inicio a “Salvador – História da Cidade Baixa” – um blog tratando dessa parte de nossa Capital। Caminhamos desde a Ribeira até a Preguiça em aproximadas 300 postagens. Foram feitas centenas de fotos retratando a maioria dos seus espaços. Mostramos como surgiu e como cresceu ao longo dos séculos. Parece que ficou bom!Foi acessado por milhares de pessoas, prova de que se fazia necessário.

Não acreditamos que tenhamos esgotado o assunto, desde que, possivelmente, alguns detalhes não teriam sido percebidos, bem como a cidade a cada momento cresce e se modifica।

E porque você não faz o mesmo com a Cidade Alta? Foi a pergunta que fizeram diversos amigos e seguidores।

Analisamos a possibilidade। Há algum vácuo no que já se contou sobre essa parte da cidade? Havia. Sempre há! Por exemplo, ninguém a descreveu da forma como fizemos com a Cidade Baixa, indo aos detalhes de sua configuração, caminhando pelas suas vielas que não são notadas, olhando restos dos prédios que se modificaram, buscando um pouco de vida onde não mais existe.

Essa também vai ser a didática do presente blog। Não temos certeza se o resultado será sempre satisfatório. As modificações ocorridas na Cidade Alta foram mais fortes e profundas do que aquelas feitas na Cidade Baixa. Buliram em muita coisa. Por exemplo, se tomarmos a Praça Municipal como referência, é desastroso o resultado. No lugar onde era a Biblioteca Pública, construiram uma obra futurista que estaria bem melhor em Brasilia do que em Salvador.

Logo uma biblioteca!

sábado, 18 de dezembro de 2010

NATAL NA CIDADE BAIXA



A Cidade Alta está toda enfeitada de arranjos de Natal; a Barra também. O Dique do Tororó está uma beleza. Enquanto isto, a Cidade Baixa não recebe nenhum reforço festivo da grande data. Parece que se está em outro lugar, avesso a comemorações dessa natureza.

Procurando o passado, não encontramos nada. Não se sabe ter existido qualquer enfeite nessa importante parte de nossa cidade.

Seria por que lhe falta locais apropriados para tal ou é mesmo descaso do órgão encarregado por esse serviço?

Estamos pela segunda hipótese, senão vejamos:

Acima, mostramos o extraordinário e belíssimo Forte de São Marcelo. É um dos marcos de nossa cidade. Visto do alto, dos “belvederes” que a nossa cidade é pródiga, ele é belíssimo. Caberia em seu espaço uma grande árvore de Natal. E que tal contorná-lo com luzes de todas as cores, corredeiras, faiscantes.

Ao seu lado esquerdo corre o cais sul, contornando-o. Poderia também ser iluminado com paralelas de gambiarra. O mesmo poderia ser feito no cais norte, se não houver qualquer impedimento técnico por parte da Marinha.

Complementando, o nosso tradicional Mercado Modelo, poderia receber uma iluminação no contorno de sua fachada.


Por sua vez, a Marinha, a nossa querida Marinha, (temos uma admiração muito forte por essa corporação) poderia iluminar feericamente a sua Escola de Aprendizes de Marinheiro.

Aí o cenário ficaria completo!



Oh! Espere! Ainda tem o Elevador Lacerda. Pode-se se fazer muita coisa em sua estrutura.



Até no Coliseu se deu um jeito. Trata-se de um pinheiro de 25 metros trazido anualmente dos Alpes Italianos e que passou a colorir a noite do Coliseu a partir de 2006.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

AS SEMELHANÇAS ENTRE AS PONTES DE SALVADOR E A DO RIO

A ponte Salvador-Ilha de Itaparica tem semelhanças impressionantes com a ponte Rio-Niteroi, ao tempo de sua construção. Começa pelas suas dimensões. A do Rio de Janeiro tem 13.10 km. de extensão. A de Salvador, deve medir algo bem parecido. Fala-se em 13 km.

Antes de sua construção, fazia-se o percurso Rio-Niteroi-Rio em barcas que transportavam passageiros e veículos, mais aqueles do que estes. Havia uma precariedade! Caso contrário, os veículos se dirigiam até a cidade de Magé o que demandava uma distância superior a 100 km.

Coincidentemente, a “poupança” de trajeto quando a ponte de Salvador estiver construída é de 91 km, em linha reta. Com as voltas, chegaremos aos mesmos 100 km. da do Rio de Janeiro.

A ponte Rio-Niteroi trouxe notável desenvolvimento turístico à chamada Região dos Lagos. Ao contrário do que se falava, não acabou nem degradou nenhuma dessas cidades, muito pelo contrário.




PONTE RIO-NITEROI


Agora, vamos dar asas à imaginação – Em dia de sábado ensolarado, o cidadão soteropolitano resolve tomar uma banho de mar em Jaburu. Pega seu carro e em cerca de 15 a 20 minutos já estará do outro lado. Resolve almoçar. A ilha está repleta de belos restaurantes. Os investimentos nessa área foram grandes. Sem dúvida já às 15 horas estará em casa.

O mesmo acontece com o itaparicano. Que tal tomar um banho de mar na Praia do Porto? Em pouco tempo já estaciona na Barra. Depois resolve fazer umas compras em um de seus shoppings. Logo em seguida retorna.

Vamos torcer para que isto se torne verdade!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PONTE SALVADOR-ILHA DE ITAPARICA

A ponte que se pretende construir ligando Salvador à Ilha de Itaparica é o assunto do momento em nossa capital. Realmente é importante!

As pessoas que pensam no progresso enxergam nesse equipamento uma diminuição de cerca de 120 quilômetros de distância entre o sul e o norte. Isto é, os veículos ao chegarem a Santo Antônio de Jesus, pegam a estrada que liga esta cidade até Mar Grande e daí atravessam na ponte (ou de ponte, como queiram) até Salvador. São 91.075 km. a menos do que se dirigir até Feira de Santana e daí para Salvador, numa distância de 176.533 km.

Servimo-nos do Google Earth para precisar esses dados.


 
Santo Antônio-Salvador – 85.458 km. (TRAÇO VERMELHO / Salvador-Feira de Santana-Salvador –176.533 km. (TRAÇO AMARELO).

Já as pessoas lúdicas (1) só pensam que a ilha vai acabar, principalmente Itaparica. Seu grande forte virá abaixo. A Igreja de Nossa Senhora da Piedade será violada e o Solar do Rei será invadido pelos pobres de Salvador.

(1) O nome Luddismo (com dois d) se origina de Ned Ludd, líder do movimento de pessoas que invadiram as indústrias e destruíram as máquinas em 1811 na Inglaterra. Segundo eles, as máquinas estavam tirando o emprego de muita gente.
Da mesma forma que a Revolução Industrial modificou o mundo como um todo, apesar dos prejuízos localizados e pessoais dos ingleses, a Ponte Salvador-Ilha de Itaparica trará grandes benefícios à região como um todo, a médio e a longo prazos.

Numa hora como essa, não se pode pensar e agir como os operários ingleses. Tem-se que se pensar em Nazaré das Farinhas, em Santo Antônio de Jesus, em Valença e tantas outras cidades do recôncavo sul cujos produtos de seu naipe de produção chegarão a Salvador mais rapidamente e, consequentemente, com um custo de frete bem mais em conta. A metade praticamente!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A NATUREZA PINTA E BORDA


A foto acima é da Estação Ferroviária da Calçada. Em frente à mesma existem três grandes árvores, praticamente encobrindo quase toda a fachada do referido imóvel, pelo menos do ângulo que a mesma foi tirada. Nada de excepcional! Muito pelo contrário! As suas folhas estão minguadas e partes há que nem isto tem. Chega a ser patético.

No mês passado, entretanto, elas estavam assim: pintadas e bordadas de rosa pela Natureza.
Não fosse o cuidado que tivemos em focá-las do mesmo ângulo, dir-se-ia que não se trata do mesmo lugar. Impressionante!
Fica como um presente aos meus seguidores.