segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A EXPANSÃO DA CIDADE

Não se diga que a expansão da cidade se deu fácil. Já vimos as primeiras dificuldades com o abastecimento de água e víveres outros. O terreno era uma densa mata tropical. Teve que ser desmatada desde as Portas de Santa Luzia até às de Santa Catharina.

Posteriormente se construiu o Forte de Santo Antônio, já com grossas paredes de pedras e tijolos, vindas de outros lugares, inclusive das ilhas em frente. As caieiras de Itaparica ajudaram e muito.

Saliente-se, nessa oportunidade, que antes de se expandir para o norte, construiu-se esse forte e mais o do Barbalho. A preocupação não era mais com os índios, já conformados com os novos habitantes. O problema eram tropas invasoras de outras nações como as dos holandeses custeadas pela Companhia das Índias Ocidentais. Tanto é verdade que em 1683 o atual Largo de Santo Antônio virou um campo de batalha onde se enfrentaram soldados brasileiros e holandeses.

Percebe-se uma estratégia de defesa apoiando a expansão da cidade. Lá em baixo, na Jequitaia aonde o mar chegava aos pés do morro, construiu-se o Forte de Santo Alberto.
A propósito sobre esse forte, tivemos ocasião de abordá-lo com detalhes em nosso blog sobre a Cidade Baixa। É melhor que reproduzamos em vez de fazer nova descrição. Claro!

Quinta-feira, 19 de novembro de 2009
FORTE SANTO ALBERTO
Quem passa em frente ao espaço onde funcionava a antiga Feira de Água de Meninos, próximo portanto, da atual Feira de São Joaquim, há de notar uma fortificação alí implantada. É o Forte Santo Alberto.



Forte Santo Alberto -Visto à partir da Avenida Jequitaia - Frente

Visto à partir da Avenida Eng। Oscar Pontes - Fundos

Naturalmente, vem a pergunta – Para que e porquê de um forte nesse local, entre duas avenidas de grande circulação? Baixinho! Pequenino! Longe do mar. Teria sido construído com finalidades militares terrestres, por assim dizer?

Vejamos em vista aérea a sua localização no contexto do local e ainda maior ficará a perplexidade
.

O indicador amarelo mostra o Forte Santo Alberto - A linha vermelha indica a Av. Jequitaia - A linha amarela a Av. Oscar Pontes – A linha azul indica como fica longe do Porto de Salvador (700 metros) e a linha verde, indicação da distância de relação à Feira de São Joaquim (300 metros).



Em verdade, não é bem assim. Vamos aos fatos. Ao tempo de sua construção (1594/1610) este espaço não era da forma como estamos vendo na foto Google. Era mais ou menos assim:



O mar chegava junto! Todo esse azul foi aterrado



Visto de outro ângulo – Indicador amarelo: Forte de Santo Alberto

Não se pode perder a oportunidade de observar que ainda não existia a Avenida Jequitaia Atrás,vê-se um corredor de casas, aliás, casarões. Não há espaço para a avenida que hoje existe. Deveria haver um caminho




Planta circular


Interior.


Mais significativo ainda é o fato de que o forte que estamos vendo acima, foi construído sobre um outro que existia no local e foi demolido. Verdade! Nesse mesmo local existia o Forte São Thiago de Água de Meninos, também conhecido como Forte Lagartixa, construído entre 1590 e 1610.


Forte São Thiago de Água de Meninos ou Forte Lagartixa.

Tinha como finalidade básica proteger o único acesso então existente à Cidade Alta, a Ladeira da Água Brusca, que iremos tratar em postagem posterior. O Forte do Barbalho ajudava nessa proteção.
O que restou desse forte foi descoberto em 1990. Trata-se de sinais da torre com 6,5 de diâmetro.

domingo, 23 de janeiro de 2011

A PRIMEIRA IGREJA

Teria sido a igreja de Nossa Senhora d”Ajuda a primeira igreja da Bahia e por sua vez do Brasil? Não foi! Antes dela, Diogo Álvares Correia a mando de Catharina Paraguaçu, sua esposa, que se tornara uma católica fervorosa, erigiu a Igreja de Nossa Senhora da Graça, inicialmente de taipa, coberta de palha. Decorria o ano de 1535. Só em 1645 esta igreja ganha os contornos atuais, graças aos Beneditinos, herdeiros das terras da família Álvares. Em justa homenagem, o túmulo da filha do cacique Taparica estará para sempre no seu interior. Decorria o ano de 1583.




Túmulo de Catharina Praguaçu

Igreja Nossa Senhora da Misericórdia

Já que estamos nessa disputa de datas, cite-se que a primeira igreja católica está em Porto Seguro. Foi construída em 1526, dedicada a Nossa Senhora da Misericórdia. Hoje, ela é um Museu de Arte Sacra. Entre suas raridades, destaca-se uma imagem de Nosso Senhor dos Passos datada de 1585. Têm os olhos de vidro, dentes de marfim e gotas de sangue em rubi.

A CONSTRUÇÃO DA CIDADE

Feito o cerco da área onde seria instalada a cidade, começaram as diversas construções. Primeiramente, das habitações de sua gente. Foram erguidas as casas de seus habitantes, todas de madeira com cobertura de palha de coqueiro (provavelmente). Certamente, não havia no reduzido espaço da cidade, alvenaria necessária.
Já o pessoal do governo escolheu a atual Praça Municipal para erguer a sede que iria dirigir a cidade. Também de pau e palha.
Na parte espiritual, quando os jesuítas chegaram junto com Tomé de Souza, nomeado Governador Geral do Brasil, deram inicio à construção da igreja de Nossa Senhora d’Ajuda, ainda de madeira e palha, mas já com a imagem maravilhosa da santa trazida pelo próprio governador em sua bagagem. Media 30 centímetros de altura.

Nos primeiros dias de governo da nova cidade, é de se imaginar a preocupação com o abastecimento de água e víveres de um modo geral. O local era limitado e ainda por cima, lá no alto da colina. Fazia-se necessário descer até Vila Pereira ou mesmo nos arredores da Preguiça. Certamente nesse local haveria fontes de água doce vinda do morro, bem como peixe e outros animais que habitam os mares.

Nasceram as primeiras ladeiras, inicialmente caminhos inclinados em meio à mata virgem. Sobre o assunto, permita-nos reprisar uma postagem inserida no blog da Cidade Baixa. Ela fala bem das nossas ladeiras.

LADEIRAS QUE LIGAM AS DUAS CIDADES - ALTA E BAIXA

A cidade de Salvador foi fundada sobre uma falha geográfica medindo aproximados 75 metros।
Em razão desse fator geográfico, a cidade se formou em dois níveis, chamados Cidade Alta e Cidade Baixa. Em conseqüência, foram surgindo naturalmente os caminhos que, ao longo do tempo, transformar-se-iam em ladeiras, ligando os dois planos da cidade.

Em postagem bem anterior, dissemos que a primeira ladeira assim reconhecida foi a Ladeira da Jequitaia, hoje Ladeira da Água Brusca, ligando o Santo Antônio Além do Carmo (isto é, além da Porta do Carmo) à Praia da Jequitaia.

Dissemos, na oportunidade que, para garantir este acesso, foram construídos dois fortes nas proximidades. Na parte de cima, o Forte do Barbalho e na parte de baixo, o Forte Santo Alberto.

Talvez pareça inusitada a construção de duas fortalezas com este objetivo. Não é! A Cidade Alta, onde começou Salvador, precisava de abastecimento de víveres, de carvão para aquecimento e de tantas outras coisas necessárias a sua sobrevivência. E tudo isto vinha da Cidade Baixa, do Porto da Lenha e outros locais de atracação de embarcações provenientes das diversas localidades da Baia de Todos os Santos. Para os lados da Vila Pereira, a coisa nunca andou muito bem. Até o donatário daquela área foi devorado pelos índios. Por essa razão e outras, a Porta Sul foi uma das últimas a ser aberta em direção a essa região.

A segunda ladeira assim reconhecida foi, sem dúvida alguma, a Ladeira da Conceição, com referências históricas desde 1587. Gabriel Soares, cronista da época escrevia:

“está no meio dessa cidade uma honesta praça em que se correm touros quando convém..., e dessa mesma banda da praça, dos cantos dela, descem dois caminhos em volta para a praia, uma da banda norte que é de serventia da fonte que se diz do Pereira e do desembarque da gente dos navios..."

Na forma de escrever de hoje seria algo mais ou menos assim: “ havia no meio dessa cidade uma praça onde se faziam corridas de touros ocasionalmente, e de um dos cantos dessa praça, desciam dois caminhos, um em direção à praia e outro em direção à Vila Pereira, onde existia uma fonte e se fazia desembarque de pessoas de navios”.

As dúvidas surgem, quando o atencioso cronista faz citação de uma “praça honesta”. Poderia ser a hoje Praça Thomé de Souza, como também poderia ser a hoje Praça Castro Alves. Por enquanto é imprecisa a definição, entretanto quando o cronista se refere que “nesta correm touros quando convém”, é lógico deduzir que não seria na praça principal, a Thomé de Souza que essas corridas seriam convenientes "quando convém". É mais ou menos crível que a praça principal fosse preservada. Os touros deveriam destruir tudo ou quase tudo.

À sua esquerda, em direção ao Carmo, muito menos, desde que era uma área onde a população fazia suas casas. Só nos resta a hoje Praça Castro Alves, onde se localizava a porta sul da cidade. A mais afastada, a menos habitada, consequentemente, a mais conveniente para corridas de touros, se é que havia.

“...dos cantos dela descem dois caminhos em direção à praia e outro em direção à Vila Pereira”.

Não há registro de caminhos que descem da Praça Thomé de Souza. Poder-se-ia registrar a Ladeira da Praça, em direção à Baixa dos Sapateiros, Nazaré, etc. que não é o caso.

O mais viável e lógico é aventar que a tal “praça honesta” não é outra senão a atual Praça Castro Alves. Dela saem duas ladeiras: a da Conceição da Praia que vai dar no lugar onde os padres haveriam de erigir a Basílica da Conceição da Praia e a Ladeira da Preguiça que, bem ao meio, tem uma junção com a Ladeira de Santa Tereza, esta em direção à Vila Pereira.

Por outro lado, há um detalhe importante há considerar. A Ladeira da Misericórdia só ia até ao meio do morro. Até hoje é assim.

Àquele tempo, ainda não existia a Ladeira da Montanha. Seus planos de construção começaram em 1873 e somente cinco anos após começaram os trabalhos de sua construção (1878).

De modo que, a hipótese de que a Ladeira da Misericórdia tivesse alguma ligação com a Cidade Baixa através da Ladeira da Montanha, cai por terra, montanha abaixo.

ONDE COMEÇOU EFETIVAMENTE SALVADOR


Vimos na postagem anterior o mapa da Salvador de 1549/51, contudo a Baía de Todos os Santos que banha grande parte da cidade foi descoberta em 1501 através uma expedição chefiada por Gaspar de Lemos. Presente na mesma o cartógrafo Américo Vespúcio que vinha dando nome às localidades por onde passava a nau. De acordo com o santo do dia, o referido profissional dava o nome à localidade. Coube a Salvador o nome de Baia de Todos os Santos. Tinha que ser de todos os santos!

Teria esta expedição deixado gente nas costas baianas? Acredita-se que não. Vinha com uma única designação. Posteriormente, outras que lhe sucederam vieram com essa incumbência, inclusive aquela que em 1536 trouxe o primeiro donatário que se tem notícia: Francisco Pereira Coutinho. Ele fundou o Arraial do Pereira, entre o Porto da Barra e a Ponta do Padrão, hoje Farol da Barra. Deve ter se estendido até a enseada onde hoje se encontra o Yacth Clube da Bahia. Fez-se então o povoado de Vila Velha, como também era chamado.

Mas, antes disso, em 1510 uma nau francesa naufragava na altura do Rio Vermelho. Morreu quase todo o mundo em conseqüência do próprio naufrágio ou mortos pelos índios Tupinambás. Sobreviveu um filho de Deus: Diogo Álvares Correia, o Caramuru.
Diz-se que usou de estratégias mirabolantes para se manter vivo, mas isto são histórias que se contam, a maioria fantasiosa.



Diogo Álvares Correia


Assustando os índios, ou melhor, às índias


Uma delas, a mais famosa, de que se servindo de um mosquetão havia matado um passarinho à frente dos índios que começaram a chamá-lo de “Homem Trovão da Morte Barulhenta” e as diversas variações que se conhece, ou referindo-se a sua arma, diziam que o “pau cuspia fogo”.

E de relação ao nome Caramuru, o que se diz por toda a parte? “Parecia uma enguia saindo das pedras”, é a mais em voga. Daí Caramuru.Tem até fogos com esse nome.

Tanto uma referência como a outra fogem à realidade das coisas. É difícil acreditar que um náufrago tenha podido se manter vivo nadando, todo vestido, com botas inclusive e ainda uma espingarda na mão no mar revolto do Rio Vermelho. No mínimo, essa espingarda teria ficado prejudicada pela água.

Quando ao nome, também não se pode crer que os índios, bons pescadores, não soubessem o que era um caramuru, ao ponto de confundi-lo com um homem com quase dois metros de altura. Bota moréia nisto!

Como se sabe, esse nome foi criado pelo Frei José de Santa Rita Durão em seu famoso poema, estilo camoniano, Caramuru, séculos depois. Sim! Muitos séculos depois.

O que se pode crer, em verdade, é que este homem devia ser muito habil no trato com as pessoas, a começar que em sendo português, viajava numa nau francesa. Quando foi se casar, preferiu a França e chamou de Catharina a sua esposa, em homenagem a uma rainha igualmente francesa ( Catherine des Granches, esposa de Jacques Cartier).
Evidentemente que colaborou e muito com os franceses em todos os sentidos. Para se ter uma melhor idéia dessa “colaboração” clandestina, desde que atuava em terras portuguesas, os franceses chamavam a Ponta do Padrão (hoje Farol da Barra), marco de posse de Portugal de Ponta do Diogo ou Ponta do Correia. Não reconheciam a posse da mesma pela nação lusa.

Por outro lado, não deixava de colaborar com os postugueses que se instalaram na Vilha Velha, mas foi incapaz de evitar que seu donatário, Francisco Pereira Coutinha, tenha sido devorado pelos índios Tupinambás, com os quais convivia até maritalmente.

Mesmo com o fim trágico do donatário português, Diogo Álvares Correia conseguiu “emplacar” três dos seus filhos (Gaspar, Gabriel e Jorge) como “Cavaleiros” em solenidade presidida por Tomé de Souza, pelos serviços prestados à Coroa Portuguesa.

Um “monstro da comunicação”. Os pobres dos índios foram presas fácil do seu encanto pessoal. Tinha um harem na Graça, onde se instalou.

Uma espécie de caramuru

sábado, 22 de janeiro de 2011

O QUE SE CHAMA “CIDADE ALTA”

À principio, a Cidade de Salvador deveria ser mais ou menos assim:

Da autoria do senhor Rubens Antônio, o trabalho acima mostra-nos como deveria ser Salvador ao tempo do descobrimento. Não é uma simples criação fotográfica. Tem uma base. Vejamos qual:

Foi fotografada uma boa parte da cidade atualmente e, em seguida, retirados todos os componentes então existentes. Restou a virgindade de seu mar, suas praias e sua encosta.

Geográficamente, esta encosta com cerca de 90 metros de altura, é onde hoje se encontra a Cidade Alta de Salvador.

Há de se reparar, contudo, que não dissemos que a referida encosta é a Cidade Alta. Foi dito, claramente, “é onde hoje se encontra a Cidade Alta de Salvador”.

Porque isto? Nenhum baiano da gema haverá de dizer na vida que em estando, por exemplo, na Graça ou no Garcia, apenas para citar duas localidades situadas na parte elevada da cidade, que ele está na Cidade Alta. Não diz! Estou no Garcia. Vou ao Garcia. Estou na Graça.

Rigorosamente, a Cidade Alta é aquela região onde se acha hoje a Praça Municipal; a Rua Chile; a Praça da Sé, a Ajuda, a Praça Castro Alves, São Bento, São Pedro, por aí, pelas redondezas.

É uma tradição? Sem dúdida que é, mas uma tradição com base na historia da formação da Cidade de Salvador. No seu começo, ela se limitava entre a Praça Castro Alves e a Misericórdia.

Seus limites eram: ao sul, porta de Santa Luzia, no sitio onde hoje a Rua Clile encontra-se com a Praça Castro Alves; ao norte, porta de Santa Catarina, no limite atual entre a Praça Municipal e a Rua da Misericórdia; à leste, a Barroquinha (barroca pequena); a oeste a Baía de Todos os Santos, o mar em si.

Decorria o ano de 1549, fundação da Cidade de Salvador.

Nascia Salvador, que seria a porta do Brasil, capital do Atlântico Sul até 1763. Começava a efetiva ocupação do Brasil pela administração lusitana





Mapa de Salvador ao tempo de sua fundação. Vê-se, claramente, as quatro portas da cidade que se fundava. Uma à direita; duas no centro do mapa (uma em cima e outra em baixo) e uma quarta à esquerda.

RESOLUÇÃO

Faz dois anos que criamos o blog “SALVADOR-HISTORIACIDADEBAIXA.BLOGSPOT.COM”. abordando toda a Cidade Baixa de nossa capital. Na abertura das postagens incluímos a seguinte mensagem:

Este blog focaliza a chamada Cidade Baixa de Salvador. Caminha pelos seus espaços olhando o presente, buscando o passado e, às vezes, projetando o futuro. O autor viveu muitos anos em Itapagipe. Vivenciou tanto o apogeu dessa área quanto a sua degradação. Tem muito que dizer!

Para nossa felicidade e modestamente, o referido blog pode ser considerado um sucesso, já tendo alcançado um pique de 4.607 visualizações em novembro de 2010, conforme mostramos abaixo:


Obséquio usar o "zoom" para melhor vizualização.


Instado por diversos amigos e seguidores, fomos levados a fazer outro blog, desta feita focando a Cidade Alta de Salvador. Criamos o mesmo em 22 de dezembro de 2010. Eis o seu texto:

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
FAZIA –SE NECESSÁRIO O MESMO COM A CIDADE ALTA
Há cerca de dois anos atrás, demos inicio a “Salvador – História da Cidade Baixa” – um blog tratando dessa parte de nossa Capital. Caminhamos desde a Ribeira até a Preguiça em aproximadas 300 postagens. Foram feitas centenas de fotos retratando a maioria dos seus espaços. Mostramos como surgiu e como cresceu ao longo dos séculos. Parece que ficou bom!Foi acessado por milhares de pessoas, prova de que se fazia necessário.

Não acreditamos que tenhamos esgotado o assunto, desde que, possivelmente, alguns detalhes não teriam sido percebidos, bem como a cidade a cada momento cresce e se modifica.

- E porque você não faz o mesmo com a Cidade Alta? Foi a pergunta que fizeram diversos amigos e seguidores.

Analisamos a possibilidade. Há algum vácuo no que já se contou sobre essa parte da cidade? Havia. Sempre há! Por exemplo, ninguém a descreveu da forma como fizemos com a Cidade Baixa, indo aos detalhes de sua configuração, caminhando pelas suas vielas que não são notadas, olhando restos dos prédios que se modificaram, buscando um pouco de vida onde não mais existe.

Essa também vai ser a didática do presente blog. Não temos certeza se o resultado será sempre satisfatório. As modificações ocorridas na Cidade Alta foram mais fortes e profundas do que aquelas feitas na Cidade Baixa. Buliram em muita coisa. Por exemplo, se tomarmos a Praça Municipal como referência, é desastroso o resultado. No lugar onde era a Biblioteca Pública, construiram uma obra futurista que estaria bem melhor em Brasilia do que em Salvador.

Logo uma biblioteca!


Pois bem, hoje já foram feitas 30 postagens. Já deveria está consolidado nas páginas de consulta do Google, mas não. Nós próprios fizemos diversas consultas bem explicitas e específicas – Salvador-História Cidade Alta – e para nossa surpresa o resultado é o que segue, na íntegra, como se diz:


Obséquio usar o "zoom" para melhor vizualização.


Fizemos uma consulta (1º quadro) e a resposta está no 2º quadro: Surpresa! Historia de Salvador – Cidade Baixa “NOSSO BLOG SOBRE A CIDADE ALTA” E “LADEIRAS QUE LIGAM DUAS...”
Da cidade alta, nada. Nosso blog sobre esta parte da cidade, praticamente não existe.
Aí, há de se imaginar a frustração que sentimos – claro – de escrever para ninguém. Escrever no vazio para um público imaginário.

Aí, resolvemos tomar uma decisão. Vamos escrever sobre a Cidade Alta em nosso blog sobre a Cidade Baixa, inclusive transcrevendo todos aqueles já postados.

Antes de fazê-lo contudo, analisamos devidamente se havia uma incongruência, forte discrepância nesse procedimento. Precisávamos estar tranqüilos sobre o que havíamos decidido. Não faríamos nada que fugisse a uma determinada lógica. Se haveria algum prejuízo para quem quer que seja.

Não encontramos nada, muito pelo contrário, o instinto pedia que fizéssemos algo que corrigisse o que estava acontecendo.

Também analisamos a coisa pelo lado técnico da própria divulgação e concluímos que a Cidade Baixa se completa com a Cidade Alta de Salvador. As duas estão intimamente ligadas pelas ladeiras e pelos elevadores e principalmente, pelas razões históricas de suas existências

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

NOSSO BLOG SOBRE A CIDADE ALTA

Atendendo a diversos pedidos, resolvemos fazer um blog sobre a Cidade Alta। Claro que ainda não está tendo o mesmo número de acessos do relativo à Cidade Baixa. Estamos apenas começando. Precisa de divulgação. É o que estamos fazendo no momento.

Ele se torna interessante principalmente pelo fato de que Salvador começou efetivamente na Cidade Alta. Construiu-se uma fortaleza, toda murada entre a Praça Castro Alves e a Praça Tomé de Souza. Tinha portas, denominadas Santa Luzia, Santa Catarina e Barroquinha. Àquela época, além dos índios, havia a cobiça de diversas nações de relação à nova terra descoberta por Pedro Álvares Cabral. Os holandeses e os franceses foram os mais assíduos freqüentadores.
Convidamos, pois, nossos amigos seguidores a consultar esse trabalho que foi iniciado com a seguinte postagem:

“Há cerca de dois anos atrás, demos inicio a “Salvador – História da Cidade Baixa” – um blog tratando dessa parte de nossa Capital। Caminhamos desde a Ribeira até a Preguiça em aproximadas 300 postagens. Foram feitas centenas de fotos retratando a maioria dos seus espaços. Mostramos como surgiu e como cresceu ao longo dos séculos. Parece que ficou bom!Foi acessado por milhares de pessoas, prova de que se fazia necessário.

Não acreditamos que tenhamos esgotado o assunto, desde que, possivelmente, alguns detalhes não teriam sido percebidos, bem como a cidade a cada momento cresce e se modifica।

E porque você não faz o mesmo com a Cidade Alta? Foi a pergunta que fizeram diversos amigos e seguidores।

Analisamos a possibilidade। Há algum vácuo no que já se contou sobre essa parte da cidade? Havia. Sempre há! Por exemplo, ninguém a descreveu da forma como fizemos com a Cidade Baixa, indo aos detalhes de sua configuração, caminhando pelas suas vielas que não são notadas, olhando restos dos prédios que se modificaram, buscando um pouco de vida onde não mais existe.

Essa também vai ser a didática do presente blog। Não temos certeza se o resultado será sempre satisfatório. As modificações ocorridas na Cidade Alta foram mais fortes e profundas do que aquelas feitas na Cidade Baixa. Buliram em muita coisa. Por exemplo, se tomarmos a Praça Municipal como referência, é desastroso o resultado. No lugar onde era a Biblioteca Pública, construiram uma obra futurista que estaria bem melhor em Brasilia do que em Salvador.

Logo uma biblioteca!