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sábado, 19 de fevereiro de 2011

TERREIRO DE JESUS- IGREJA DE SÃO FRANCISCO

A Igreja de São Francisco é um dos mais impressionantes templos de Salvador, quiça do mundo. Seu interior é magnifico

Interior
A sua fachada, voltada para o grande largo, tem influência maneirista que nem a Catedral। Possui duas torres relativamente simples e um centro mais decorado, especialmente no frontão।
O projeto da igreja é de autoria do Padre Vicente das Chagas. Primeiro se fez o convento em 1708 e a igreja foi concluida em 1723, contudo considera-se como finalizada apenas em 1782.

Igreja de São Francisco e o Cruzeiro de Jesus

Ao lado da grande igreja, temos a chamada Igreja da Órdem Terceira Secular de São Francisco. É impressionante a sua fachada.


Órdem Terceira

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

TERREIRO DE JESUS – IMAGENS VIA SATÉLITE

Estamos caminhando pelo Terreiro de Jesus faz mais de 10 dias. Fizemos referência ao atual Terreiro de Jesus, dede que o antigo, de Gabriel Soares e companhia, era toda aquela a área que ia da Praça da Sé, mais o atual Terreiro de Jesus e encostando nas ribanceiras do Pelourinho, conforme designamos.

Não satisfeitos, fomos para o espaço e via Google Earth, fotografamos esse extraordinário pedaço do Centro Histórico de Salvador. Algumas fotografias são inusitadas. Mostra, por exemplo, a Catedral Basílica da Sé como que sozinha dos demais componentes em torno dela – não se vê ao lado o antigo Colégio dos Jesuitas e a antiga Faculdade de Medicna. Tem outra muito boa: do teto da Catedral vê-se adiante a Igreja de São Francisco. Essa também aparece isolada de outros componentes.
Estes são alguns dos recursos dessa maravilhosa ferramente dos tempos modernos que é o Google Earth.


Igreja de São Francisco vista do teto da Catedral da Sé, do outro lado




Igreja de São Francisco





I

Praça da Sé


A Cruz Caída


A Cruz Caída


A Catedral de lado





Catedral vista de trás


Terreiro de Jesus



TERREIRO DE JESUS – FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA – 203 ANOS DE EXISTENCIA NA DATA DE HOJE.

“A Escola de Cirurgia da Bahia foi criada a pedido de José Corrêa Picanço, pernambucano, cirurgião da Real Câmara, lente jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra। Como membro da corte portuguesa, Picanço retornou ao Brasil em 1808. Neste mesmo ano, o Príncipe-Regente D. João, atendendo a seu pedido, fundou a Escola de Cirurgia da Bahia na cidade de Salvador pela decisão régia de 18/02/1808, expedida pelo Ministro do Reino D. Fernando José de Portugal, ao Capitão-general da Bahia Conde da Ponte (João Saldanha da Gama), na qual ressaltava”.
Acima uma citação histórica। A iniciativa da fundação da Faculdade da Bahia e a Decisão Régia datada de 18/02/1808 fundando a Escola de Cirurgia da Bahia, primeiro nome da atual Faculdade de Medicina da Bahia.
Aos nossos amigos médicos – quem não os tem – parabéns.

Acima a antiga Faculdade de Medicina da Bahia em foto datada de 1808.

Reformada recentemente


No local, hoje, funciona o Museu Afro-Brasileiro. Fala-se que o prédio voltará a ser ocupado pela Universidade da Bahia com vistas à realização de cursos de extensão. É mais apropriado.

A Faculdade possuiu vários nomes desde sua criação em 1808:

• Escola de Cirurgia da Bahia (1808–1816)
• Academia Médico-Cirúrgica da Bahia (1816–1832)
• Faculdade de Medicina da Bahia (1832–1891)
• Faculdade de Medicina e Farmácia da Bahia (1891–1901)
• Faculdade de Medicina da Bahia (1901–1946)
• Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia (1946–1965)
• Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (1965–2008)
• Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (2008–presente)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

TERREIRO DE JESUS – CATEDRAL BASÍLICA DE SALVADOR

A igreja onde é hoje a Catedral Basílica de Salvador teve sua construção iniciada por volta de 1652 e foi concluída em 1672, portanto, levou longos 20 anos para ser levantada. A obra foi uma iniciativa dos padres jesuítas que já tinham erguido o seu colégio no atual Terreiro de Jesus e o completaram, por assim dizer, com o edifício da grande igreja, ao lado.
Por essa razão o templo era conhecido como a Igreja dos Jesuítas. Só se tornou catedral apenas em 1933, quando a Igreja da Sé que era a catedral primacial, foi demolida para dar passagem aos bondes da Companhia Circular de Carris da Bahia.
Sim! Demoliram um patrimônio datado do século XV/XVI para assentar os trilhos onde os bondes dessa empresa pudessem “circular”. É aquela velha mentalidade, tida como inovadora de, em nome do progresso e da modernidade, destruir o que se fez no passado. Isto aconteceu também no Rio de Janeiro e a nível mundial, igualmente, em Paris, creiam todos.
Hoje, os bondes praticamente desapareceram na maioria das cidades do mundo e de forma bastante irônica – no caso de Salvador – de sua existência só temos hoje as marcas dos seus trilhos no assoalho das ruas da Misericórdia por onde caminham os turistas de todo o mundo na busca das relíquias daquele passado destruído. E o que vão encontrar? Os sítios arqueológicos da Praça da Sé com proteção de grades. Deveriam deixá-los “soltos” para que fossem pelos menos pisados ou temem que eles se reergam como que num passe de mágica histórico?




Catedral Basílica de Salvador





Sítio Arqueológico da Sé


A fachada da atual igreja obedece ao estilo denominado “maneirismo” ou “tardo-renascentista" que se caracteriza pelas “fachadas compostas por figuras geométricas, frontões triangulares, janelas próximas ao quadrado e paredes marcadas pelo contraste entre a pedra e as superfícies brancas de caráter bidimensional”..
(Claro que essa descrição é dos entendidos da matéria, aqui reproduzida).

A atual Catedral de Salvador é um exemplo significativo dessa fachada maneirista encimada por volutas e com duas torres, características semelhantes à igreja jesuíta de Coimbra – atual Sé Nova de Coimbra. A Sé Nova de Coimbra, situa-se no Largo da Feira perto da Universidade de Coimbra, na freguesia de Sé Nova.
 



Sé Nova de Coimbra


Não se parecem? Claro que são parecidas, contudo o que mais chama a atenção são os nichos com imagens de santos jesuitas, no caso os padres: Santo Inácio de Loyola e São Luiz de Gonzaga à direita e São Francisco Xavier e São Francisco de Borja à esquerda.

Coincidentemente ou não, os três santos que se vêem na fachada da Catedral de Salvador são Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier e São Francisco de Borja. Sobrou apenas para São Luiz Gonzaga.

Deve ter sido uma decisão difícil escolher quem seria denegrado. Os quatro tinham histórias impresionantes. A de São Luiz Gonzaga, por exemplo,é significativa pela sua pureza: Patrono da Juventude. Fez votos de vingindade aos 9 anos e morreu como noviço da Companhia de Jesus aos 23, vitimado por contágio com os empestados de Roma. Era Italiano e nobre, filho de marqueses



São Luiz Gonzaga

Vejam essa deliciosa historia a seu respeito:

" Unido a essa feliz propensão de seu caráter e à sua piedade precoce, podia-se perceber nele o borbulhar belicoso do sangue ancestral. Assim é que o Marquês deu-lhe uma pequena armadura, elmo, espadinha e um pequeno arcabuz de verdade. E o levou ao acampamento de Casal-Major, onde deveria passar em revista as tropas que levava consigo para a guerra do rei espanhol contra Túnis.
Um dia Luís, disparando seu arcabuz, chamuscou o rosto. O pai então proibiu-o de utilizar pólvora. Mas ele, travesso e valente, noutro dia, na hora do repouso após o almoço, conseguiu escapar à vigilância de seu tutor, aproximar-se de um canhão e acender-lhe o pavio. O acampamento todo foi despertado com o estrondo, e encontraram o pequeno príncipe estirado ao solo, vítima do coice que recebeu da possante arma”.



Santo Inácio de Loyola


Nascido Íñigo López (Azpeitia, 31 de maio de 1491 — Roma, 31 de julho de 1556) foi o fundador da Companhia de Jesus



São Francisco Xavier

Francisco de Jaso y Azpilicueta, (Xavier, 7 de Abril de 1506 - Nascido em Sanchoão, 3 de Dezembro de 1552) foi um missionário cristão do padroado português e apóstolo navarro। Pioneiro e co-fundador da Companhia de Jesus.

Francisco de Borja e Aragão (São Francisco de Borja)

Nascido em Gandia, Valência, Espanha, 28 de outubro de 1510 – 1572. Foi Duque de Gandia, bisneto do Papa Alexandre VI e bisneto do rei Fernando II de Aragão, e fez-se jesuíta logo após enviuvar। Francisco de Borja foi canonizado em 1671। Seu onomástico é celebrado em 3 de outubro. Exerceu o cargo de Vice-rei da Catalunha

TERREIRO DE JESUS – COLÉGIO DOS JESUÍTAS

É preciso muito cuidado ao tentar escrever obre as instituições localizadas no Terreiro de Jesus ou na Praça da Sé.

Como vimos em postagens anteriores há uma grande “mistura histórica” sobre esses dois locais ao tempo da fundação da Cidade de Salvador.

Quase ficou provado que os dois locais àquela época era uma coisa só, ou seja, um grande descampado, um “terreiro” segundo o cronista da época Gabriel Soares.

Votamos a registrar o que escreveu: “ocupa este terreiro e parte da rua da banda do mar um suntuoso colégio dos padres da Companhia de Jesus, com uma formosa e alegre igreja…"

Explicamos: “terreiro” para o cronista ou àquela época era uma expressão que significava um espaço de terra livre, largo e plano. Hoje, normalmente, significa local de cerimônia de cultos afro-brasileiros.

No caso acima, em razão da época em que foi escrito (1584), Gabriel Soares estava se referindo à antiga Igreja da Sé e ao colégio anexo. Parece não restar nenhuma dúvida!

Consubstanciando o que se estar a dizer acima, registre-se o que escreveu Simão de Vasconcelos (1) em “Crônica da Companhia de Jesus” em 1663:
(1) Simão de Vasconcelos - Nasceu, em 1788, o combatente liberal frei Simão de Vasconcelos, frade monástico do Mosteiro de Alcobaça, que participou activamente nas lutas contra os absolutistas, acabando por ser capturado e fuzilado em Viseu, em 1832.

“Razão tinha Manuel da Nóbrega para dar a Tomé de Sousa, quando este lhe objetava estar fora da cidade o local escolhido para o Colégio; a mesma resposta que o Padre Simão Rodrigues deu a El-Rei D. João III perante objeção idêntica, a respeito da casa de S. Roque, em Lisboa: _Não se arreceie Vossa Alteza de ficar a casa fora da Cidade; a cidade virá juntar-se ao redor da casa. E assim foi. O grande bairro dos Andrades teve como célula genética a casa de S. Roque, como o Colégio da Bahia veio a fazer do Terreiro de Jesus o ponto central de Salvador."[1]
Agora, vejam que texto curioso e importante
.

É de autoria do Padre Serafim Leite, istoriador português, em “História da Companhia de Jesus”o seguinte texto:

A partir do século XVI a cidade cresceu os seus limites, dando formação a segunda praça, o Terreiro de Jesus, tornando-se o seu centro cultural e nervoso.
As primeiras moradias que os padres tiveram eram umas pobres casas de taipa cobertas de palhas. Eram as casas d”Ajuda. Antes de as deixar, fizeram outras no Monte Calvário, então fora da cidade e deu o Governador uma casa de barro dentro dela, perto dos muros. Nenuma delas dispunha dos requisitos indispensáveis para “Colégio”, ainda que em todas se fez catequese e se ensinaram os rudimentos de ler e escrever"


Vejam e sintam o perigo desse escrito. Logo no seu principio o sacerdote diz: “A partir do século XVI a cidade cresceu os seus limites, dando formação a segunda praça, o Terreiro de Jesus, tornando-se o seu centro cultural e nervoso”.
Ele refere-se claramente ao “Terreiro de Jesus” como sendo a segunda praça (dando formação a segunda praça).

Há de se perceber de logo que a primeira praça é a atual Praça Tomé de Souza ou Praça Municipal, e a segunda é a atual Praça da Sé. O Terreiro de Jesus, atual, digamos assim, seria cronologicamente, a terceira praça.

Logo, esqueçamos o atual prédio do Colégio dos Jesuitas, entre a atual Catedral Basilica e a antiga Faculdade de Medicina, como tendo sido o primeiro colégio dos padres jesuítas. Definitivamente, ao nosso entender, esse colégio ficava ao lado da antiga Igreja da Sé demolida em 1933 ou o colégio era nela própria.

Continuamos citando o padre Serafim: “As casas de catequese dos jesuítas daquela época eram de taipa”.

De taipa não podia ser o prédio que a imagem seguinte apresenta:





1805 - Colégio dos Jesuitas ao lado da igreja


Acima a Igreja e ao seu lado direito uma edificação com sete janelas no andar superior onde funcionou o Colégio dos Jesuítas. A igreja foi edificada entre 1652/1752. O colégio deve ser da data mais antiga. Possivelmente, já estaria funcionando antes mesmo da conclusão da igreja, em razão da sua maior complexidade de construção e decoração.

Nesse sentido, pinçamos uma informação importante: Gregório de Matos o irreverente escritor, teria estudado no Colégio de Jesuítas por volta de 1642, fato que vem confirmar o funcionamento do colégio muito antes da igreja ter suas obras iniciadas

 

A praça acima poderia ter sido assim



Este último escrito é importante para uma definição. Esqueçamos o atual prédio do Colégio dos Jesuítas, entre a Catedral Basílica e a antiga Faculdade de Medicina. O escritor fez questão de salientar o detalhe.

"As casas de catequese dos jesuítas daquela época eram de taipa".

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

TERREIRO DE JESUS – CATEDRAL BASILICA DE SALVADOR

Como se sabe, a primeira catedral de Salvador foi a antiga Igreja da Sé, situada naquele espaço onde se encontra os quatro sítios arqueológicos da atual Praça da Sé e o monumento da Cruz Caída de autoria do escultor Mario Cravo Jr. representando a demolição da referida igreja. Decorria o ano de 1933. A Companhia Linhas Circular de Carris da Bahia precisava passar os trilhos de seus bondes pelo local. Simples! Demole-se um patrimônio do século XV/VI. Sem problema!




A Cruz Caída




Sítio arqueológico da Sé




Representação da antiga Igreja da Sé de autoria do pintor Diógenes Rebouças

Desde então, a antiga igreja dos Jesuitas, como era chamada, se tornou a Catedral Basílica Primacial de São Salvador. Curiosamente, o povo continua chamando-a de “Catedral da Sé”, quando, na verdade, esta era a denominação da antiga Igreja da Sé. É a força da tradição de um povo. Talvez a sua revolta. Ninguém aceitou a monstruosa demolição. (Já comentamos esse crime histórico em postagem anterior).
Mas isto tudo é devido à interpretação dos historiadores de citações sobre as duas catedrais, digamos assim. Fazem uma verdadeira mistura histórica, senão vejamos a que segue:

“Assim, em 1551 já algumas construções davam forma ao Colégio e igreja, todos ainda em taipa, material que logo se arruinara, sendo várias vezes reedificado. Coube a Mem de Sá a construção de um templo em alvenaria, sendo inaugurada e consagrada em 1572. Os sinos vieram de Portugal somente em 1581 e quatro anos depois estava finalmente concluída.[1”.

Está claro, pela época, que não se trata da atual Catedral Basílica Primacial de Salvador, e sim da antiqüíssima Igreja da Sé, que era a catedral de Salvador e ficava localizada na Praça da Sé e não no Terreiro de Jesus.

Vejam essa outra:

"Razão tinha Manuel da Nóbrega para dar a Tomé de Sousa, quando este lhe objetava estar fora da cidade o local escolhido para o Colégio; a mesma resposta que o Padre Simão Rodrigues deu a El-Rei D. João III perante objeção idêntica, a respeito da casa de S. Roque, em Lisboa: _Não se arreceie Vossa Alteza de ficar a casa fora da Cidade; a cidade virá juntar-se ao redor da casa. E assim foi. O grande bairro dos Andrades teve como célula genética a casa de S. Roque, como o Colégio da Bahia veio a fazer do Terreiro de Jesus o ponto central de Salvador."[1]

A Porta de Santa Catharina ficava localizada antes da atual Igreja da Misericordia, mais ou menos na esquina da hoje da Prefeitura de Vidro e o Banco Bradesco, no principio da Ladeira da Praça. Aí, Tomé de Souza concedeu um terreno fora dos muros da cidade, justamente na atual Praça da Sé.
Também em postagem anterior fizemos uma representação da área. Revejamo-la:


O “Terreiro” citação do cronista Gabriel Soares
 
Era um descampado plano envolvendo toda a atual Praça da Sé até as ribanceiras da atual Baixa dos Sapateiros – Rua J।J. Seabra – à direita, na parte mais extremada, ficavam as ribanceiras do atual Pelourinho; mais em baixo ainda à direita, o que se considera “centro histórico de São Francisco”, igualmente descendo para a Baixa dos Sapateiros. Gabriel denominou chamou toda essa área de “terreiro”, daí a confusão que tentamos explicar agora como antes.

Definitivamente, o atual templo onde é hoje a Catedral de Salvador, só ganhou o atual formato entre 1652/1672. Este é o quarto templo. O primeiro foi erguido em 1604.
Reparem as diferenças de datas entre as citações equivocadas datadas de 1551 e esta relativa aos anos 1652/1672, isto é, mais de um século depois.

Atual Catedral da Sé – segundo o povo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

TERREIRO DE JESUS – CATEDRAL BASILICA DE SALVADOR



Foto Google Earth da área।

Mesmo naquela época, fica difícil aceitar que a construção da Catedral Basílica de Salvador no Terreiro de Jesus, fosse feita estreitando uma passagem de rua da forma como se vê na foto acima do Google Earth. A ponta esquerda da frente da catedral, como que encosta nas construções do outro lado, deixando uma passagem insignificante, quase inadmissível.

Por mais que se queira dizer que Salvador é uma cópia das cidades portuguesas, procedimento arquitetônico como este é inaceitável. Ninguém constrói como se vê acima, como que “atropelando” os espaços, ou em outras palavras bem populares “não deixando para ninguém”. Tem que se pensar pelo menos em circulação de ar.



Através dessa foto, vê-se quanto é estreita a passagem da Praça da Sé para o Terreiro de Jesus.
Há, entretanto, uma grande ressalva a se fazer. Evidentemente quando a atual Catedral foi construída entre 1652 e 1672, o espaço ao redor não era assim. Ainda não existia o corredor de casas que estamos mostrando acima e muitos outros
Então como é que era?
Era um espaço totalmente aberto compreendendo o atual Terreiro de Jesus até a ribanceira do atual Largo do Pelourinho e mais todo o espaço da atual Praça da Sé:


Era assim! Um espaçoso campo verde. Um “terreiro” como dizia Gabriel Soares. A catedral ficava do lado do mar, bem ao meio do grande espaço. Estavam certos os jesuítas. A primeira igrejinha foi construída no século XVI – era de taipa – e entre 1652 e 1772, ergueu-se no local o suntuoso templo que hoje conhecemos.


Catedral Basilica de Salvador