sexta-feira, 11 de maio de 2012

ATÉ QUE ENFIM – NOVO PORTO DE SALVADOR

Este blog, por inúmeras vezes, fez referência ao atual Porto de Salvador. Sempre citou que o local foi mau escolhido, inclusive tecnicamente. O local é raso; tem o Forte de são Marcelo bem em frente. Praticamente, os armazéns 1,2 e 3 não funcionam como deviam. Por outro lado, tomam a frente do mar, fato que originou a expressão “Salvador virou as costas para o mar”. Logo, é com satisfação que podemos anunciar que a coisa vai começar a mudar. Fazendo parte das obras do PAC, do Governo Federal, será construído um novo Terminal para passageiros, justamente no espaço que hoje ocupa os armazéns 1 e 2 que serão demolidos.

 Mas a população não pode ficar totalmente satisfeita, desde que continuam os demais armazéns, 3 ao 9, terríveis, “embaçadores” de uma vista maravilhosa de Baia de Todos os Santos. Não é incrível? Temos a maior e a mais bela baia do Brasil e a escondemos aos olhos dos que aqui residem ou nos visitam.- Mas é um só um pedacinho, dirão alguns.- Não é não. Podem reparar: o mar só é de novo visto em São Joaquim, assim mesmo em meio àquela mixórdia de uma feira horrível que alguns teimam em enaltecer, Em seguida se fecha de novo a visão da baía com a Rua Barão de Cotegipe e prossegue por toda a Avenida Luiz Tarquinio. Apenas e tão somente mostra-se aos nossos olhos na Boa Viagem. Daí torna-se bela no alto da Rua Rio São Francisco, mesmo assim, com muitas interrupções. Só após o Bonfim, descendo as ladeiras em torno, voltamos a tomar contato com ela.
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terça-feira, 8 de maio de 2012

PASSEIOS DE PEDRA PORTUGUESA E DE GRANITO

Não faz muito tempo, a Prefeitura resolveu mudar a estrutura dos passeios do Porto e do Farol da Barra. Eram revestidos com a chamada pedra portuguesa, preta e branca, formando desenhos. Foi um “Deus nos Acuda”. Até Caetano Velozo se manifestou. Disse o excepcional artista : "Não posso ficar calado. É uma indecência manter as pessoas desinformadas a ponto de entrarem na guerra suicida à calçada portuguesa. O calçamento português é marca importante da nossa vida física e espiritual. Os incômodos que porventura venham de sua má conservação não são motivo para destruí-lo." Também a Associação dos Moradores da Barra foi contra e como sempre bem como políticos que nada tem a haver com o bairro, manifestaram-se contra, contudo a maioria dos moradores, em pleito feito no Farol da Barra (69%) manifestou-se à favor da mudança das chamadas pedras portuguesas por granito e concreto. Vejamos como era o tal do passeio:
Além dos problemas que causavam aos transeuntes (buracos), em verdade o passeio tinha um péssimo aspécto. O desenho feito com pedras portuguesas era muito pobre; chegava a ser feio. Acima um trecho. Por felicidade, temos do mesmo local uma foto com o novo passeio em granito e concreto:
Em nossa opinião e da maioria dos moradores do bairro, algo bem mais dígno e consentâneo e além de tudo, não tem nada a haver com o histórico do lugar. Essa foi a opinição oficial transmitida pelo Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, muito pelo contrário, afirmou o Órgão, o antigo passeio estava depreciando o local. Fosse a balaustrada, aí sim haveria problema. Ela já faz parte do ambiente a muitos anos. Mas em outros lugares do Brasil e do Mundo os passeios feitos com as pedras chamadas portuguesas são uma beleza, haja vista, Copacabana no Rio de Janeiro ou Olivença em Portugal?!
Esses trabalhos foram feitos por mestres calceteiros portugueses que vieram para o Brasil ensinar a arte. Alguns vieram para o Rio de Janeiro e Bahia no principio do século passado, aí por volta de 1910/1920. Aqui foram feitos magníficos trabalhos no Campo Grande, na Piedade e outras praças e, possivelmente na Barra. E em não havendo manutenção e não tendo sido dado sequência ao preparo de novos calceteiros, os trabalhos posteriores ficaram a desejar, tanto na parte de arte, quanto na parte do assentamento. Este último era um desastre! Em pouco tempo, as pedras se soltavam. E faltava ideia ora imitavam Copacabana, ora formavam desenhos pobres de imaginação. O da Barra era um deles. Para quem quisesse ver, na Barra, os caras colocavam um pouco de areia e iam pondo as pedras em meio ao movimento das pessoas que logo já pisavam. Antigamente usava-se cimento e era necessário 5 dias para se pisar. Assim ensinaram os calceteiros portugueses. Toda esta conversa, prende-se ao fato de que, como aconteceu na Barra, em Itapagipe, também tem havido “insatisfações” contra o granito e concreto nos novos passeios. Por favor, esqueçam! A garotada está lá para ver quem joga mais longe as pedras portugesas ao mar.

PASSEIOS E MAIS PASSEIOS EM ITAPAGIPE

Chegou ao nosso conhecimento que a Prefeitura vai prolongar o passeio que vem fazendo nos Tainheiros até a Avenida Beira Mar, naturalmente não na largura que foi possível fazer na Ribeira, mas dentro de um padrão compatível com os novos espaços à beira-mar.
Em seguida, a Prefeitura vai ter pela frente uma série de toldos colocados em baixo dos tamarindeiros da Penha, tomando todo o espaço da área. Funcionam quatro ou cincos bares com apoio de fornecimento em casas do outro lado da rua.
Sem dúvida que são agradáveis e ainda poderiam ficar lá com a cessão de algum espaço do lado do mar para que os passeios possam ser feitos em largura compatível com a área.
Ainda na Penha, a Prefeitura tem um grande abacaxi para descascar. A tal Marina da Penha. É preciso enquadrá-la. Já têve um tempo que foi espaço de pagode. Ela avança para o mar, quebrando totalmente a harmonia do local. Uma de suas laterais dá para uma pequena praia. Ali tinha uma dúzia de barracas encostadas nessa lateral. Foram derrubadas, mas no local das "finadas" vieram os guardas-sol e os terriveis isopores. Uma floresta deles. Ficou pior do que antes. O certo seria a retirada da marina do local e se não for possível, que ela ceda uma parte do lado do mar para a construção do passeio. Passaria a ter uma frente mais dígna. Poder-se-ia fazer um restaurante panorâmico. Inaceitável é a sua atual fachada de frente para a rua.
Depois, vem a Praia do Bugari e aí já existe passeio. É só tirar as pedras portuguesas. Não temos nada contra elas. Compõem desenhos magníficos, mas precisam ser bem assentadas, senão soltam-se facilmente. Tornam-se uma festa para a garotada: quando à beira-mar, são jogadas ao mar: quando não, serve para derrubar manga e cajá. Dizem até que em Salvador não se planta mais mangueiras, que é uma árvore linda, por causa da garotada à arremessar pedras portuguesas nos seus galhos. Em Itapagipe, arremessam para derrubar tamarindo no tempo que eles dão.
O próximo “sacrifício” será no Pôço. Ali também tem toldos que servem de bar, tanto no centro do local como do lado da praia. Terão que dá espaço para o passeio.
Aliás, inicialmente, foi liberada a área central. Depois cada qual ampliou sua ação comercial sobre o passeio que já existia à beira-mar.
Aliás, este fato pode ser notado através da foto seguinte. É a continuação da área do Pôço:
Percebe-se, perfeitamente, a ocupação do espaço pelos toldos. Enquanto estamos tendo esse trabalho de pesquisa que demandou um bom tempo: enquanto os novos passeios vão beneficiar a população como um todo, apesar de causar algum prejuízo à alguns comerciantes que terão que se adequar, a Prefeitura não faz passeio onde deveria fazer, ou seja, na nova praça da Praia do Bonfim, motivo de uma de nossas recentes postagens. É incrível. Demonstra falta de coordenação e planejamento. Vejam o que fizeram:
Tanto espaço e não fizeram passeio. Dava para fazer um grande passeio, tão bom quanto o da Ribeira, claro que menos largo. Em vez disto, colocaram uns blocos amarelos, enterrados na areia. O passante da área ou anda pela areia, antes tirando os sapatos ou então caminha pelos paralepípedos, competindo com os carros. Se vier algum, pula para dentro do campo de areia, mesmo estando de sapato. As nulheres, então, de sapato alto, vão ser uma graça. Não deixa de ser um exercício!

domingo, 6 de maio de 2012

E O PLANO INCLINADO GONÇALVES CONTINUA FECHADO

Há poucos dias publicamos uma postagem sobre o Plano Inclinado Gonçalves. O mesmo se acha fechado a um ano e quatro meses. Esta paralisação está prejudicando seriamente os comerciantes da área, desde que ele provocava a movimentação de milhares de pessoas pelas ruas que lhe dão acesso, consumidores em potencial. A impressão que se tinha era que o velho “chariot” estivesse quebrado. Não está! É só ligar os motores que as duas carruagens começam a subir e descer, inversamente. Mas carruagem? É o que significa em português a palavra chariot. O plano inclinado não está funcionando porque a sua movimentação poderá abalar a estrutura de um prédio ao lado. Mas que prédio? Não tínhamos a foto necessária. Ai, fomos ao local e obtivemos a foto seguinte: Ao que parece sem muita certeza, o prédio ameaçado de cair está à esquerda da foto, devidamente sinalizado.

PRAÇA DODÔ E OSMAR- A NOVA PRAÇA DE ITAPAGIPE

Acima a antiga fábrica Barreto de Araujo ao fim da Avenida Beira Mar, nas proximidades do Bonfim, um pouco antes do Porto da Lenha. Após ser desativada, transformou-se numa favela singular. Foi retirado o teto da fábrica e mantidas as suas paredes. Quem passasse por perto tinha a impressão de que o prédio ainda estava lá, resistindo ao tempo. Mas não! Lá dentro, foram feitos divisões de madeira e zinco onde moravam centenas de pessoas. Devia ter um ponto de água e um ou mais “gatos” de luz. As necessidades fisiológicas deviam ser lançadas ao mar ao lado e ao fundo, mas isto não é melhor nem pior do que as descargas de borras de chocolate que antiga fábrica despejava no mesmo local. O ano passado, a Prefeitura conseguiu retirar essas famílias e pôs abaixo as paredes da tradicional fábrica de chocolate e no local começou a construir uma praça que se dizia ser uma peça urbana que iria se integrar ao ambiente do local, um complexo náutico ou algo parecido, algo de primeiro mundo, essas coisas.

Naturalmente, que se formou uma grande expectativa de todos que ali passavam, dos moradores, de nós que nos interessamos pelas coisas de Itapagipe, de todo mundo. O que será que estão fazendo? E essa expectativa ficou sendo maior porque o local ficou fechado por longo tempo por um tapume verde; a obra embargada, essas coisas de construções públicas. O que será que vem por aí?
Vejamos, então,:o que veio ou restou para nós todos:

Certamente, a garotada da área vai saber aproveitá-la muito bem. Serão feitos grandes babas. É só colocar dois tijolos em cada lado e está preparado o “campo”. À noite, com iluminação vai ser a hora dos barbados. Falando mais seriamente, sem dúvida que a Prefeitura perdeu uma ótina oportunidade de entregar à cidade uma grande obra. O local tinha tudo. Localizado numa das pontas da pequena enseada que é a Avenida Beira Mar, reunia excelentes condições paisagísticas. Poderia ter sido feito senão algo mais expressivo. Algo que marcasse. Não marcou. Outrossim, também perderam a chance de criar uma área de lazer agradável que convidasse as pessoas a descansar e se divertir. De relação a integração mar-terra que se falava, só a areia lembra um pouco, é quase uma praia. Vão chanar a praça de Dodô e Osmar. Para quem não sabe Ormar morava em Itapagipe. De lá saiu o primeiro Trio Elético. A oficina ficava no antigo Porto dos Mastros - Rua Domingos Rabelo. Seu irmão, Dr. Macedo morava perto, após o Porto da Lenha, próximo ao Estaleiro do Bonfim. Zenice, filha do Dr. Macedo ainda mora lá. Seus irmãos moram no Pôço. Merecida a homenagem a uma família realmente itapagipana. Grandes amigos nossos!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

SUGESTÕES AO NOVO PREFEITO – 6ª PARTE – RIBEIRA DAS NAUS

Faz dois anos ou mais que a Prefeitura vem tentando melhorar a Ribeira. Duplicou a largura dos passeios nos Tainheiros, mas quando chegou próximo da Penha, a obra parou. Tem uma enorme árvore na frente e ai ficou um monte de areia e barro, misturado com pedras portuguesas, etc. etc...Horrível e lamentável, desde que falta apenas alguns metros para a conclusão da obra neste local. Da mesma forma na Avenida Beira mar. O mar derrubou um bom pedaço de cais e passeio anexo. É preciso complementar o remendo.

 Esperamos que o novo Prefeito resolva esses pequenos problemas logo tome posse. Mas, enquanto nos referimos a “pequenos problemas”, ainda na Ribeira o novo Prefeito vai ter uma “parada” pela frente, ou seja, um problemão: estão transformando os Tainheiros ou num cemitério de naus ou aquilo está virando um estaleiro. É deprimente o quadro. São diversas e coincidentemente, enormes escunas, caindo aos pedaços, encalhadas próximas à balaustrada. Quase em frente ao Solar Amado Bahia, tem uma delas e como este solar está se acabando, quase uma ruína, o panorama geral é desolador. E, por azar, as agências de turismo estão levando o pessoal de fora para um passeio nessa área. É de se imaginar a impressão que estão tendo. Complementando a folia náutica, a marina que funciona no antigo Hidroporto, aumenta a cada dia o seu píer de atracação à direita, já prejudicando a vista do mar. Em dias de regata, só se vê os barcos quando eles já estão chegando próximo a raia de chegada. As emoções do páreo que são mais fortes na altura do hidroporto, não mais se percebem.

terça-feira, 1 de maio de 2012

SUGESTÕES AO NOVO PREFEITO – 5ª PARTE - UMA QUESTÃO GRAMATICAL

É sabido que antes de "F" não se coloca "M" e sim "N", mas como se explica que no Largo de Roma existe uma placa da Prefeitura indicando Bomfim com M? A foto não nos deixa mentir. Existem outras na área da mesma forma. Tem uma no Bugari e mais duas bem próximas da Colina, no final da Avenida Dendezeiros do Bonfim e no final da Rua da Imperatriz, quase esquina com a Baixa do Bonfim. É evidente que a Prefeitura precisa corrigir o erro. É uma de nossas sugestões ao novo Prefeito.

Mas, antes que o faça talvez ele precise consultar a história que é bem interessante. Diz-se que a imagem veio de Portugal, mais precisamente de Setubal, trazida pelo militar Teodósio Rodrigues de Farias, nascido lá. Era um setubalense devoto. Como surgiu o nome Bomfim lá em Portugal? Diz-se que a imagem foi encontrada próxima a Setubal (sempre a imagem foi “encontrada” e não “feita”). A partir do seu descobrimento, procurou-se dar a mesma um “bom fim”. Ficou sendo Senhor Bom Jesus do Bomfim. Pode ser também o bom fim de todas as coisas, o bom fim da vida ou o bom fim da morte. Que tudo tenha um bom fim, este é o nosso desejo, poderíamos dizer para alguém que persegue um objetivo ou tenta a solução de um problema. (REF: CARVALHO FILHO – 1932).

Não foi por outra razão que o militar Teodósio Rodrigues de Farias que tinha uma patente alta na hierarquia das forças armadas portuguesas, portanto um homem com algum conhecimento das coisas, possivelmente de gramática, ao registrar a Irmandade dos Devotos do Senhor do Bomfim, o fez acertadamente com M. Ele era um setubalense dos mais devotos e o fez com todas as letras. E agora senhor novo Prefeito? Vai obedecer a história ou à gramática?