domingo, 26 de agosto de 2012

SUGESTÕES E IDÉIAS AO NOVO PREFEITO


4ª PARTE – CONCEIÇÃO DA PRAIA

Ao tempo do Cônego Aquino Barbosa, grande pároco da Igreja da Conceição da Praia, a situação acima não permaneceria por muito tempo. Trata-se de um prédio vizinho à Igreja da Conceição da Praia; dele restou apenas uma das paredes laterais, justamente  aquela junto à igreja, ameaçando o grande monumento de nossa cidade.

Sem dúvida que o cônego tomaria uma providência enérgica e imediata. Iria até o fim do mundo para livrar-se do perigo.
Na falta do cônego, cabe à Prefeitura uma solução imediata, ou demolindo  o que restou do antigo prédio ou restabelecendo a sua estrutura. É uma das obrigações do futuro prefeito.
Para completar o quadro, do lado direito da igreja, subindo a Ladeira da Conceição da Praia, construíram um prédio cujas obras foram embargadas faz um bom tempo. É outro perigo, desta feita, ameaçando a outra lateral da igreja.
Para se ter uma melhor idéia, pelos espaços onde seriam as janelas, projetam-se vários tipos de plantas, algumas de algum porte. Naturalmente, os troncos e os galhos dessas plantas estão forçando  as paredes do prédio e a tendência é ele desabar, até com risco de vida de pessoas que circulam na área. Por outro lado, o aspecto é dos mais degradantes.
Outra demolição que se faz necessária é o conjunto de três prédios que sobraram no meio da Praça da Conceição,  ao tempo da construção da Avenida do Contorno.
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Nos dois primeiros, igualmente desenvolve-se uma mataria das mais generosas. A impressão que isso deve dá aos turistas não é das mais agradáveis.

A situação não é pior na área porque do outro lado, funcionam as instalações da antiga Escola de Aprendizes de Marinheiro, sempre bem cuidada.
Chegamos a acreditar que o Comando Naval não deve gostar dessa vizinhança degradada. Não fosse a igreja, que também não está essas coisas  e, possivelmente,  a Marinha já teria tomado uma providência. Aliás, fica a sugestão. Uma intervenção militar.


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

SUGESTÕES E IDÉIAS AO NOVO PREFEITO


TERCEIRA PARTE – LADEIRAS DA CONCEIÇÃO DA PRAIA E DA PREGUIÇA
Na postagem anterior focalizamos a Ladeira da Montanha, inaugurada em 1873. Agora, vamos tratar de duas outras na região da Preguiça: as ladeiras da Conceição da Praia e da Preguiça.
As duas, possivelmente, seriam as mais antigas da cidade. Registra-se que, tão logo  Tomé de Souza organizou Salvador em 1549-1550- teria ordenado a construção de uma ermida na Enseada da Conceição da Praia, hoje a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia. Para tanto  se fazia necessário um acesso à referida praia à época chamada “Enseada da Preguiça”.

Claro que a foto acima não é daquela época. Possivelmente seja do princípio do século XX.

Um dos caminhos apontados como o mais provável dos construtores da referida ermida, teria sido a atual Ladeira da Conceição da Praia, não nos moldes acima; apenas um caminho.

Por outro lado, há que se considerar que a atual Ladeira da Preguiça, poderia ter sido usada primeiramente, desde que ela fazia parte dos caminhos que  Thomé de Souza tomou quando se dirigiu da Vila Pereira na Barra até o “cume” onde  foi construída Salvador.
Julga-se que da “Vila” teriam vindo os materiais necessários para construir a cidade, inclusive há uma grande possibilidade de que a própria Enseada da Preguiça tenha sido usada pelos colonizadores para o acesso à nova cidade que se construía.

Pelo que se vê nas fotos acima, ambas as ladeiras estão com os prédios que nelas se construiram na pior situação: sujos e quebradiços (caindo aos pedaços) e isto praticamente no centro da cidade. Passam-se os anos; elegem-se novos prefeitos e nenhum deles foi capaz de consertar esse estrago.
Agora, quando se pensa na revitalização da Ladeira da Montanha que não deixem de lado as duas outras, pois as três fazem parte de um mesmo complexo: onde termina uma, começa a outra e vice-versa. Praticamente se misturam!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

SUGESTÕES E IDÉIAS AO NOVO PREFEITO

SEGUNDA PARTE

“Do lado oeste da Praça Tomé de Souza, lado do mar de Salvador, fica o Elevador Lacerda. Ele não é o único elevador público no mundo, contudo, talvez seja o mais significativo, em considerando a importância que tem no transporte de pessoas de uma parte mais baixa de uma cidade para a sua parte alta.


Agora imaginem os senhores que esse equipamento foi idealizado e construído em 1873, uma época que ninguém tinha carro e mesmo o transporte coletivo era precário.

Ainda como fato inédito na história das “urbis” de todo o mundo – Urbi Et Orbi” – talvez seja o único que possui uma passarela sobre uma ladeira também de grande importância urbana, que não é outra senão a nossa Ladeira da Montanha, oficialmente, Ladeira Barão Homem de Melo.”

O trecho acima foi escrito por nós em 2/2/2011. Como se vê, destacamos a importância desse elevador para a cidade de Salvador antes (1873)  como hoje (2012). Se anteriormente  sua importância era devida a precariedade de transporte, hoje, com uma população na ordem de 3 milhões de pessoas, ele se torna uma equipamento básico e fundamental de uma cidade com dois níveis como a nossa.
Apesar disso, sente-se ao longo dos anos, um descaso por parte de nossos dirigentes de relação ao referido equipamento. Pela sua importância, pelo tempo de sua existência, ele deveria ter uma excelência de serviço de primeiríssima qualidade técnica, o melhor do mundo, custasse o que custasse. Tem que se pensar assim!
Não é o que vem acontecendo. Houve momentos nesse ano e no anterior que duas ou três cabines não funcionaram por dias e mais dias, provocando filas e mais filas de usuários, tanto moradores da cidade quanto turistas.
Essas paralisações denotam que os equipamentos que possuímos não são os melhores existentes – deve ter coisa bem melhor.
Seja como for, estranha-se que após quase 500 anos de existência (463 anos), não se tenha pensado em sistemas de escada rolante ligando as duas partes da cidade. São muito mais efetivas do que qualquer elevador. Elas são ininterruptas; funcionam sem parar em nenhum momento. Não é por outra razão que os metrôs de vários níveis, como existem em São Paulo, esses equipamentos são usados com a maior eficiência. Claro que os elevadores continuariam; apenas serão ajudados na labuta de descer e subir das pessoas.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

SUGESTÕES E IDÉIAS AO NOVO PREFEITO

PRIMEIRA PARTE

Este blog durante três ou mais anos vem relatando a história de Salvador desde o seu inicio aí pelos anos de 1549 até os dias de hoje. Inicialmente, especificou a Cidade Baixa; depois, a pedidos, tratou também da Cidade Alta.
Confessamos, todavia, que detalhamos com maior especificidade, a Cidade Baixa. Moramos nela durante muitos anos - mais de 50. Tínhamos mais estudo sobre ela.
Esta preferência se tornou importante pelo fato de que esta parte da cidade é a que mais se degradou ao longo do tempo, razão pela qual, num momento como este, de eleição de novos dirigentes de nossa capital, pode ajudar de alguma forma no projeto de governo dos candidatos de relação a essa parte da cidade.
Não estamos sendo cabotinos ou fantasiosos, mas ninguém pode negar hoje em dia, a importância da internet na orientação de todas as coisas da vida, inclusive as coisas de uma cidade. É o que estamos fazendo.
Faremos uma sucessão de postagens sem nenhuma preferência pessoal por qualquer dos candidatos, tão somente interessados em colaborar de alguma forma para a gestão do vencedor.
Vamos começar com os principais acessos que a cidade possui ou venha a possuir entre a Cidade Alta e a Baixa. Primeiramente, temos as ladeiras: Montanha, Preguiça, Conceição da Praia, Pilar, Taboão, Lapinha e Água Brusca.
Em seguida há de se tratar dos elevadores Lacerda, Gonçalves, Taboão, Pilar e Calçada (Liberdade).
Sobre os mesmos (ladeiras e elevadores) fizemos diversas postagens ao longo desses anos. Vamos nos recordar de muitas delas, naturalmente acrescentando novos elementos.
CONFLUÊNCIA DA LADEIRA DA MONTANHA COM AS LADEIRAS DA CONCEIÇÃO PREGUIÇA E AV. CARLOS GOMES.

Vamos começar por esse lugar que pouca gente trata, mas que é muito importante. Fica localizado na confluência entre as Ladeiras da Montanha, Conceição da Praia, Preguiça e Avenida Carlos Gomes, bem no centro de Salvador, proximidades da Praça Castro Alves.

Antigamente funcionava ali um estacionamento para carros pertencente a uma dessas empresas especializadas do setor. Sua estrutura era em três níveis, descendo a Ladeira da Preguiça,  conjuntamente com a Ladeira da Conceição da Praia e ainda acesso pela Ladeira da Montanha. Ainda estão lá as divisórias em telas de arame.

Pois bem! Antigamente esse lugar era assim:

Quatro grandes prédios ocupavam este espaço, como que vindos da Ladeira da Montanha.  Na esquina ainda não existia o Edifício Sulacap. A Avenida Carlos Gomes segue no meio dessas edificações paralelas.
Em seguida, fez-se o Edifício Sulacap e ainda a esse tempo, os quatro prédios referidos que vinham da Ladeira da Montanha, permaneciam no lugar:

Há de se reparar a “falha” , digamos assim, que o ex-estacionamento provoca.  É como que um buraco bem no centro da cidade. Simplesmente horrível!
Mas por que estamos iniciando esse trabalho ressaltando esse espaço? Pela seguinte razão: fala-se muito na recuperação dessa área a partir da Ladeira  da Montanha, construída no século XIX na gestão do Presidente da Província da Bahia, Barão Homem de Melo, daí o seu nome oficial: Ladeira Barão Homem de Melo.

Segundo se fala, a Ladeira da Montanha passaria por uma revitalização que prevê a transformação dos imóveis da área em pousadas, restaurantes, etc., além da criação de belvederes para contemplação da vista da Baia de Todos os Santos. Voltaria a se tornar uma área de boemia, como era no passado, guardadas as devidas proporções.
No mesmo projeto, a Rua Chile vai passar por uma recuperação das fachadas de seus prédios que devem ser transformados em futuras moradias e ter as calçadas alargadas.
Abrindo aqui um parêntese, ainda de relação à Rua Chile, não se acredita muito em transformação dos prédios em moradias, desde que grande parte da famosa rua é ocupada de um lado pela lateral do Palácio do Governo e do outro pelo ex Hotel Pálace,  (vamos ser mais realistas). Seria melhor pensar na recuperação do hotel que tem uma estrutura belíssima. Talvez fazendo uma cobertura de toda a rua e transformando-a num shopping, fosse muito melhor. Providência dessa natureza já foi realizada em alguns países.
Retornando à nossa extraordinária Ladeira da Montanha com o Elevador Lacerda passando por cima (única no mundo), cabe-nos salientar que são horríveis os prédios à direita da ladeira.
Melhor seria que eles fossem demolidos  afim de descortinar a excepcional vista da Baía de Todos os Santos, aliás, como é hoje em dia parte dela:

E se perderia a ideia de transformar a ladeira num espaço boêmio como se está dizendo?
Primeiramente, esqueçamos que não estamos mais no tempo do 63 ou do 64. Se se pensa recuperar o espírito de uma época, é de bom alvitre lembrar que estamos noutros tempos e lugares: por exemplo, hoje temos toda a orla marítima para os diversos devaneios.
O que realmente se deve fazer é o aproveitamento do espaço do antigo IAPI, ou seja, do ex-estacionamento e aí construir belvederes, bares, restaurantes com vista para o mar. O local está pronto para esta realização pelo futuro prefeito.

sábado, 11 de agosto de 2012

A SALVADOR DE ANTIGAMENTE

Por mais incrível que possa parecer, cerca de 6 quilômetros de vista do nosso mar está obstruída na Cidade Baixa a partir do 1º Armazém do Porto no Comércio, até o Largo da Boa Viagem. Especificando a obstrução: primeiramente, são os armazéns  números 1 a 9; em seguida as duas feiras– Água de Meninos (desativada) e São Joaquim (em reforma); Largo da Calçada; toda Barão de Cotegipe; Largo de Roma; igualmente toda a Av. Luiz Tarquínio até o Largo da Boa Viagem. Só ai o mar reaparece.

Agora, abre-se uma nova perspectiva com a demolição dos armazéns 1 e 2 para a construção de uma nova estação marítima e nessa oportunidade parte do mar se descortinará aos nossos olhos. Verdade que   a "abertura" não deve passar dos 500 metros, mas é tão carente a Cidade Baixa de mar que lhe é tão próximo, que já estamos comemorando o feito como se fosse uma redenção extraordinária e poderá sê-lo.

Quem sabe se após a conclusão da obra, mais dois ou três, talvez cinco armazéns, não sejam postos abaixo e toda essa área possa nos colocar de novo junto ao mar, como era antigamente.

Será que estamos sonhando coisas impossíveis de acontecer? Não estamos! Sabe-se que nos planos de expansão do porto, fala-se em construções de novos atracadouros projetados na vertical das avenidas que lhe dão acesso, inclusive, muitos deles na projeção onde era a Feira de Água de Meninos. Por outro lado, comenta-se com frequência, a desapropriação dos imóveis (caindo aos pedaços) de toda a Barão de Cotegipe e Luiz Tarquinio e a construção de uma grande avenida à beira-mar.

Mas ali funciona um comércio de muitas lojas, principalmente de equipamentos elétricos e outros? Claro que não devemos esquecê-las. As mesmas poderiam ser deslocadas para "shoppings" com 4 a seis andares ao longo dessa avenida com espaçosos estacionamentos neles próprios, como são os que hoje temos para outros setores do comércio. Na Pituba, por exemplo, tem um shopping só de materiais para casa e outros destinos. Vive cheio! Claro que as vendas iriam crescer. O que não pode é continuar a degradação arquitetônica desses dois lugares, além da obstrução da vista do mar e a falta de estacionamento.

  Infelizmente, não somos arquitetos para formar uma maquete de como ficaria esta região. Em compensação, temos um arquivo de fotos e pinturas de como era a Cidade Baixa antes da intervenção dos diversos governos nessa área; melhor dizendo, antes mesmo dos aterros. Era uma cidade belíssima, tendo o mar como seu principal ornamento. Vejamo-la:


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Inicialmente, uma reprodução da tela de Diogenes Rebouças da Enseada da Preguiça. Uma praia em frente a um corredor de prédios de quatro andares. No alto da tela, o Convento de Santa Tereza.


  1. O painel acima acha-se na Estação da Navegação Baiana, junto à Via Náutica. Mostra parte da Preguiça; a Igreja da Conceição da Praia e o Elevador Lacerda (o antigo). No alto vê-se os arcos da Ladeira da Conceição da Praia.
Na sequência, outra tela do mesmo pintor. É o nosso atual Mercado Modelo. Na época era a Alfândega. O mar chegava nas suas laterais e fundo. Como deveria ser belo!


Acima uma foto das imediações da  antiga Rampa do Mercado Modelo (antigo). Entretanto, está aqui situada mais para mosgtrar a "pérgola" dos fundos da antiga Alfândega, hoje o novo Mercado Modelo. Nessa pérgola, funcionam atualmente os restaurantes de Maria de São Pedro e Camafeu de Oxóssi.
Na sequência o famoso Cais das Amarras. Os prédios (todos eles) foram construídos ao estilo pombalino, originado em Portugual (Lisboa). Inicialmente uma tela e em seguida fotos; uma delas a estrutura de um prédio pombalino:





Acima, outra foto do Cais das Amarras. Vê-se, ao alto, a antiga Sé da Bahia (à direita) e a atual Catedral. A primeira tem a frente voltada para o mar e a segunda deu as costas para o mar (velha tendência). Entre as duas, as edificações do antigo bairro da Sé, destruído para dar passagem aos bondes da antiga Companhia Circular da Bahia. Hoje é a Praça da Sé.



À esquerda da foto acima, vê-se os prédios que circundavam o Cais das Amarras e um sem número de pequenas embarcações. No mais os prédios baixos do antigo Comércio.

Ao final do Cais das Amarras, deparamo-nos com o prédio e o obelisco da Associação Comercial da Bahia. O mar ficava próximo ao monumento. Sensacional! Vejam a foto seguinte. É impressionante a beleza da praça onde se encontram esses dois monumentos:


A rua Miguel Calmon veio desembocar nessa praça. O então governador da época queria passar por cima do monumento e da Associação Comercial. Há de se reparar o Cais das Amarras ao fundo com seus prédios alinhados ao estilo pombalino. Foram todos derrubados para que fosse feito o aterro do qual originou o atual Porto de Salvador. Além do erro técnico da construção de um porto nesse local, (assunto já largamente comentado nesse blog), faltou sensibilidade. Essa gente não tinha nenhum conceito de beleza. Ou não conheciam a cidade ou não gostavam dela, ou as duas coisas juntas e tanto isso é verdade que a bombardearam à partir do Forte de São Marcelo.



Acreditem que é verdade! Este é o Forte Santo Alberto em Água de Meninos . Foi construido pelo Governador D.Diogo de Oliveira e reconstruído em setembro de 1722 pelo Vice-Rei, o Conde das Galveas.
Hoje, quem passa pela Avenida Jequitaia vê o referido forte, agora pintado de branco. Antes o mar batia em seus costados.
Seguindo, uma rara pintura da Igreja e Orfanato São Joaquim. O mar chegava perto. Só não lhe alcançava porquê existia um elevado verde à sua frente. Reparem atrás que, ainda não havia nenhuma construção no morro. Hoje é uma imensa favela que se estende até Paripe.


Colégio e Igreja de São Joaquim

Finalizando, reproduzimos duas fotos preciosas. Uma da área onde mais tarde se instalou a Feira de Água de Meninos.
A outra foto é onde hoje está a Praça Marechal Deodoro no Pilar. Reparem a beleza que era. Um bonde caminha pelos trilhos que marcavam o chão da antiga Salvador. Sente-se que a cidade era bem cuidada e belíssima.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O MAR SERÁ VISTO DE NOVO – NOVA ESTAÇÃO MARÍTIMA

Na postagem anterior focamos a retirada de dois armazéns do porto de Salvador para que no lugar possa ser construída a nova estação marítima de Salvador. Claro que é importante, contudo o que é mais significativo para a cidade é a possibilidade de voltarmos a ver o mar que esconderam faz quase 100 anos. Mas era necessário fazer um novo porto e, conseqüentemente, os armazéns. Voltamos a dizer: claro! Mas, ao longo de muitas postagens nesse blog, tivemos ocasião de enfatizar que o porto de Salvador foi mal planejado- não deveria começar onde começou, ali em frente ao atual Mercado Modelo (fundos). Por quê? Vamos às razões: 1 – O local é raso para um porto que iria receber grandes navios; 2) Logo à frente dos armazéns 1 e 2, acha-se o Forte de São Marcelo, construído em cima de uma corroa. (local raso). Sua localização dificulta sobremaneira a manobra dos navios
Mas, então, onde deveria ter seu inicio? A principio onde hoje se localiza o armazém número 7, mas ainda com alguma restrição. O mais certo seria o local onde funcionou a antiga Feira de Água de Meninos, local, aliás, onde está sendo feita a ampliação do equipamento.

sábado, 4 de agosto de 2012

O MAR SERÁ VISTO DE NOVO- NOVO TERMINAL DO PORTO

A foto acima só pôde ser obtida após mais de 98 anos. Por quê? No lugar desse longo muro que hoje isola parte do Porto de Salvador, existiam ou “funcionavam” os armazéns números 1 e 2, pertencentes às Docas da Bahia. Verdadeiros monstrengos, quase inúteis, desde que construídos bem em frente ao Forte São Marcelo, uma das partes mais rasas da entrada do porto. Por essa razão pouco valor tiveram. Em seu lugar, será construído o novo Terminal de Passageiros do Porto de Salvador, com inauguração prevista para 1913.


O terminal terá todos os recursos que os dias de hoje proporcionam, mas o mais importante é a possibilidade de o mar da Bahia voltar a se mostrar,escondido que se encontrava atrás de velhas e arcaicas paredes. Vivas, muitas Vivas!.Aleluia!