quinta-feira, 22 de novembro de 2012

MEU BAIRRO QUERIDO - AMARALINA



Há algum tempo atrás , escrevíamos sobre Amaralina. Dizíamos que o nome Amaralina advém de uma antiga fazenda pertencente ao senhor José Alves Amaral que seria neto do Visconde do Rio Vermelho, Manuel Inácio da Cunha e Meneses, militar, comerciante e politico (foi vereador, vice-presidente de provincia e senador do Império do Brasil de 1829 a 1850). Este senhor acumulou grande riqueza, inclusive as terras de Amaralina e outras em Itapuã.
Até meados do século passado, a praia da Amaralina notabilzava-se pela pescaria de arrasto do xaréu que dava em grande número nesse local.
Pesca do xaréu
 
A atividade atraia grande número de curiosos, bem como ela própria necessitava de muitos pescadores e várias embarcações.
Porque a pesca do xareu era feita em Amaralina, bem como na praia da Armação? Principalmente por que essas praias estão livres de recifes que impediriam a puxada das redes.
Praia da Amaralina
 
Armação
 
Inicialmente, a pesca do xaréu era feita por escravos que se transformaram em pescadores. Por essa razão, cercava a atividade com todo o folclore característico do povo africano e que a Bahia absorveu na sua plenitude. Cânticos e rezas eram comuns antes, durante e depois da pesca.
Pela sua abundância, a pesca do xaréu era considerada como a maior do Brasil, quiçá de toda a América do Sul.
Rua Marques dos Santos
Inicio do Quartel de Amaralina
Ministério da Defesa
 

Av. Amaralina
 
Verdadeira praia de Amaralina
Largo de Amaralina
Rua Conde de Castahesa

MEU BAIRRO QUERIDO - RIO VERMELHO - 2

Hoje estando em Ondina, mesmo na Barra, fica fácil e rápido alcançar o Rio Vermelho. Uma via asfaltada liga essas localidades. Ônibus e carros levam poucos minutos. Até o pessoal do Cooper mais caprichando, vai até lá.
Mas antigamente, na metade do século XIX até quase os anos 30 do século XX até  40, não existia essa facilidade.. Entre essas localidades existia uma fechada Mata Atlântica, onde se tinha sítios e pequenas fazendas.
O único acesso conhecido daquele tempo era meio complicado. Foi implantada uma linha de trilhos entre o Campo Grande e o Rio Vermelho rasgando a mata. Essa trilha até então só era feita à cavalo ou a pé para os que podiam andar bem.
 


Foi usado um trem à vapor chamado "a máquina". Saía do Campo Grande pela atual Rua Leovegildo Filguieras, contornava os terrenos dos Padres Jesuítas para vencer a forte declitividade, daí o topônimo “Curva Grande”, passava por baixo do 1º Arco, atingia a Rua Gomes Brandão, depois a Av. Garibaldi, passando por baixo do 2º Arco e, finalmente, Rua da Paciência, já no Rio Vermelho.
Trajeto do Trem
Trajeto do Bonde (15)


Há poucos metros do Rio Vermelho
Pedra da Sereia
 
Rua Pedra da Sereia
 
 Praia da Paciência

A primeira igreja - A nova e a Casa de Iemanjá
Destaque para a praia- Belíssima
Casa de Iemanjá indica a placa. Em frente a nova Igreja

 Casa de Iemanjá

Teatro e ao fundo o Hotel Pestana

Esta casa é um teatro

Está sendo alugada- Vender não pode
Casa da Dinda - a Verde
Espinha de Peixe
Largo da Mariquita

Praaça Cristovão Colombo

Rio que dá nome ao bairro

Centro de gastronomia e hoteis no alto

Hotel Pestana
Hotel Ibis
Café e Cognac- Tradicional e premiada casa alemã

A Sereia

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

MEU BAIRRO QUERIDO - RIO VERMELHO - 1


Sob determinados termos,  o Rio Vermelho pode ser comparado à Itapagipe do princípio do século XX até meados do mesmo. Referimo-nos a aspectos como sendo afastado do centro da cidade, lugar de praia e de pescaria.
Muitos haverão de estranhar a última referência (pescaria). Não deveriam! Naqueles tempos o mar era mais preferido não para tomar “banho de mar” como se diz, e  sim pelo que ele oferecia de atração para divertidas e as vezes prósperas pescarias, bem como para descanso. E da mesma forma que aconteceu na península, as pessoas de maiores recursos, moradores da Graça e da Vitória, construíram belas casas no Rio Vermelho, algumas delas ainda existentes.
Outra similaridade que encontramos entre as duas localidades era a participação desses veranistas nas festas que se organizavam no bairro como, por exemplo, o Bando Anunciador nas proximidades do Carnaval, inclusive uma segunda feira, que nem a da Ribeira, com muita fantasia de seus moradores.
Adiante, algumas das belas residências do antigo Rio Vermelho:



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Casarão
 
Bem ao centro da praça
 
 
 
 
 
 
 
 
Estas que vimos acima ainda estão no seu lugar original, bem como mantidas as suas características arquetetônicas, contudo, na sua grande maioria, ou foram demolidas ou suas fachadas foram treansformadas para pior - algo muito feio:
 
 
 
Este até que tentou - Pintou um gradeado na fachada
 
Rua do Meio - Inteiramente modificada - para pior


terça-feira, 20 de novembro de 2012

MEU BAIRRO QUERIDO - ONDINA

Ondina é uma das divindades da água. Dá o seu nome a um bairro bastante interessante em nossa orla. Está repleto de grandes e belos hotéis.

Salvador- Pálace - passa por reformas
 
Bahia Othon Hotel
 
Portobelo Hotel
 
Ondina Flata Hotel
 
Rua do Cristo
 

Universidade Federal da Bahia