domingo, 9 de dezembro de 2012

A NATUREZA PINTA E BORDA TODOS OS ANOS


No ano passado registramos o seguinte fenômeno da natureza:

Árvores com muitas flores

Na semana seguinte, essas mesmas árvores estavam assim:

As flores se foram

Este ano voltamos a registrar o fenômeno da natureza no mesmo local.  Eis o resultado:

Floridas sob um ceu azul

Todas as flores cairam uma semana após. Até o ceu não é mais o mesmo.

AGORA SÓ NO PRÓXIMO ANO

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

600 POSTAGENS - QUE SALVADOR SE EMBELEZE


Há dias estávamos procurando um assunto para compor a 600ª postagem desse blog. Teria que ser algo significativo, por exemplo, a estatística das quinze mil consultas mês  a esse blog por leitores de diversas partes do mundo ou escolher uma postagem que tivesse marcado essa trajetória,  como  a publicada sobre a " Lavagem do Bonfim” ou até do ”Carnaval de Antigamente”, a mais lida até então.

Mas, eis que chega às nossas mãos a revista “Muito” edição do dia 25 de novembro p.p. e nela uma reportagem sobre jovens arquitetos baianos e seus projetos para “transformar Salvador em uma cidade mais confortável para seus habitantes”. São eles: Juliana Meira, Saul Kaminski. Diogo Viana, Andreas Martins e Adriano Mascarenhas.

O grupo tem pensamentos super interessantes, por exemplo: "Cidades são o maior artefato criado pelos homens. São o lugar da diversidade, por isso devem ser vistas como oportunidades e não como problema".
"Uma cidade inteligente é aquela que permite que as pessoas circulem para se encontrar".
"A arquitetura não pode ser pensada para tirar fotografia. O "Memorial da América Latina" não cria convívio público. Brasilia é uma anti-cidade"

Entre os projetos que o grupo pensa e desenvolve está  a ligação do Morro do Cristo à Praça de Ondina e o jardinamento da  Praça Castro Alves que adiante mostramos:
Ligação pela praia do Cristo com a Barra
Uma praça jardinada
Mas por que essa reportagem está sendo escolhida como matéria comemorativa de uma etapa de nosso blog? Pelo seguinte: ao longo desses três anos, mesmo não sendo arquiteto, temos salientado a importância de determinados espaços de nossa cidade que foram ou mal aproveitados quando se fizeram ou não foi feito nada para a permanência das pessoas no local.
No primeiro caso, (espaços mal aproveitados) citamos a nova Praça da Pituba denominada Praça Wilson Lins e a Praça Dodô e Osmar em Itapagipe e entre os casos que não se fez nada, citamos a Praça Divina ao lado da própria Dodô e Osmar.
 
Dissemos na oportunidade: no local a Prefeitura fez uma praça horrorosa, sem graça, sem nada. Qualquer cidade do mundo “amaria” possuir uma área como esta. Pensou-se num Oceanário e nada. Seria um grande atrativo, super diferenciado. Existem poucos no País, apesar de sua extensão litorânea.
Por exemplo, o de Aracaju:
Oceonário de Aracaju
 
Hoje, complementaríamos o nosso comentário afirmando, com base no pensamento prático  e certíssimo de nossos jovens arquitetos, que a praça da Pituba, não fixa a pessoa no local. No máximo passa-se  por ela. É até perigosa – fica num baixio. E tiverem todo esse espaço:
Um espaço extraordinariamente estratégico de rara localização. Perdemos uma grande oportunidade. Se você quizer fazer um lunche não tem onde. Salvador está com a síndrome das barracas. Barraca é ruim. Empata a vista. Toma espaço de praia, contudo, as barracas atraiam e mantinham as pessoas no lugar. Hoje não tem como "ficar" nas praias de Salvador. Noutras capitais do nordeste, contudo, elas são uma grande atração de gente.
 
Outro caso lamentável, dentro da mesma ordem de pensamento, ou seja, a fixação das pessoas no local, refere-se à Praça Dodô e Osmar:
 
É absolutamente incrivel! Esse areaial que os senhores estão vendo acima foi feito para se jogar bola, os famosos babas de praia. Fixaria as pessoas no local, mas tem um problema técnico insuperável. A areia esquenta de uma forma insuportável. Tentaram reproduzir a chamada  "praia de baba", mas as verdadeiras, as autênticas,  têm a areia sempre úmida em razão da proximidade com o mar. Esse é o detalhe! Reparem também os blocos contornando o "deserto". Se um jogador ao cair,  bater a cabeça nesses monstrinhos amarelos, morre. Absolutamente ante-tudo.
No espaço acima, funcionava a Fábrica Barreto de Araújo, exportadora de cacau. Conseguiram demoli-la e tiveram condições de fazer algo muito bom. Anunciava-se que seria um "complexo náutico" (!). Ao lado está a Praça Divina, antiga Praça do Porto do Bonfim. Pensava-se que se faria uma conjução das duas. Era a lógica. Não se fez e o "feito" piorou ainda mais a situação.



Praça Divina
Sente-se um vazio insuportável. Não tem um banco. As árvores são esparsas. Não sobreia nada. Passa-se por ela em direção ao Porto da Lenha, onde há um pouco mais de vida. Divinamente horrível!


Outra postagem onde encampamos novas ideias para embelezamento de Salvador foi aquela da autoria do Prof.  Gilberto W. Almeida da Universidade Federal da Bahia, publicada no jornal A Tarde. O professor sugere a necessidade de termos mais praias como, por exemplo, uma nova praia ao norte da Ponta do Humaitá, ou seja, na Pedra Furada e outra entre o Forte de Santa Maria e o Farol da Barra. Foi um comentário e não uma reportagem. Não foram acrescentadas fotos dos locais. Quem não conhece a área, principalmente a Pedra Furada, lá embaixo, deve ter ficado sem entender e achado a idéia estapafúrdia. Para que tal não acontecesse, ilustramos com fotos os locais referidos.

Primeiramente, vamos ver a Pedra Furada. Fizemos uma postagem tratando deste extraordinário lugar, ao lado da Ponta do Humaitá.

 
No local a maré recua cerca de 300 metros, Forma-se um descampado extraordinário. Poderia ser, efetivamente uma praia desde que se faça o recuo permanente do mar. Não é uma tarefa fácil. Precisa de gente que entenda. Bulir na natureza não é fácil.
 
Em seguida, vamos ver o local da possivel praia entre os Fortes Santa Maria e Santo Antônio da Barra.
Praia de Santa Maria

Nosso professor sugere transportar areia de partes fundas do mar para formar praias nos locais há pouco vistos.

Em verdade este não é o processo correto. Não foi assim que se fez em Copacabana conforme ele cita. No Rio de Janeiro foi feito o recuo do mar através um processo de engenharia náutica, o chamado aterro náutico. (Alô Belov - Alô Dortas). Foi realizado na década de 1970 e ampliou a largura da praia em cerca de 70 metros. A obra foi realizada pelos engenheiros portugueses Fernando Maria Manzanares Abecais e Veiga da Cunha e o engenheiro brasileiro Jorge Paes Rios. Todo o projeto foi elaborado em Lisboa pelo Laboratório Nacional de Engenharia de Portugal.

De forma ocasional, isso mesmo, "ocasional" o fenômeno ocorreu em Itapagipe quando se dragou areia da Ponta da Penha para os Alagados. Em conseqüência, formaram-se praias permanentes em diversas partes da Avenida Beira Mar. Vejam o que escrevemos à respeito: “O trecho que será focalizado hoje tem uma singular particularidade: antigamente – 1960\1980 só possuía uma praia permanente, a praia do Bugari. De resto, em toda a área, cerca de 1.5 km. o mar chegava a alcançar três metros de altura no cais de contenção da Avenida Beira que a protege e as casas ao longo dela.
O que aconteceu? Fizeram uma dragagem de areia na altura da Penha para aterrar os Alagados do Porto dos Mastros e Lobato. Foram milhões de metros cúbicos de areia retirados daquele local. Em conseqüência, o mar recuou algo em torno de 3 metros, fazendo surgir diversas praias permanentes.
Nesse local o mar na enchente batia num cais de 3 metros de altura. Hoje é uma praia permanente. Há quem diga, inclusive, que o processo continua e que o mar está a recuar perigosamente. Estão tomando como referência o chamado "Pôço". E ele está cada vez menos profundo. Tinha cerca de 3 a 4 metros de profundidade na enchente e na vazante chegava a quase dois metros. Hoje na vazante está a meio metro.
Praia do Pôço - Onde se encontram ancoradas diversas embarcações
 
Não poderiamos encerrar essa postagem, informando que de relação ao projeto do espaço entre o Cristo e a Ondina, já havia um projeto de melhoria desse espaço de autoria do arquiteto Alexandre Prisco Paraiso Barreto. Ei-lo:
 
 
 

Não quer isto dizer que um novo projeto está invalidado, ou um supera o outro. Todos os dois são válidos e torcemos que novas idéias surjam para este mesmo espaço e outros de nossa orla que é muito pedregosa entre a Barra e Ondina.



 
 
 
 
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

FUTEBOL TAMBÉM É HISTORIA


Após uma década de altos e baixos, mais de baixos, o futebol baiano poderá deslanchar a partir de 2013. Primeiramente, os seus dois maiores clubes estão na primeira divisão do futebol brasileiro. Em seguida, no próximo ano, inaugura-se a Arena da Fonte Nova.
Arena da Fonte Nova
Imaginem os leitores o que será um BA-Vi no novo estádio. 56 mil torcedores.  Renda provável de 3 milhões de reais. Seria a redenção de nosso futebol? Ainda não! Fosse na Europa, por exemplo, no Allianz de Munique, esta renda alcansaria dez milhões de reais, mais os direitos de transmissão do jogo pela TV para todo o mundo e a arrecadação chegaria a algo em torno de 50 milhões reais, por baixo.
Nessas condições, as três grandes potências do futebol do velho continente, Espanha, Alemanha e Itália e muito provavelmente a França, podem contratar os maiores jogadores do mundo para abrilhantar seus espetáculos. Paga-se ingressos até de 800 reais (mínimo 150 reais) mas assiste-se  a um verdadeiro show de bola.
Allianz Arena
Com base nessa comparação, só voltaremos a ter um grande futebol se os ingressos ao novo estádio forem mais condizentes. Não se quer dizer que sejam no patamar europeu, contudo "condizentes" como dissemos, com a nova situação. Só assim, os clubes poderão contratar bons jogadores não só no mercado brasileiro, como igualmente no sul-americano, como vem fazendo o Rio e São Paulo.
Muitos haverão de dizer que estamos colaborando para o aumento do custo de vida de nossa cidade.  Essas coisas de nossa terra. As avaliações por baixo. O complexo de inferioridade e Salvador é a terceira capital de maior população, bem como seu poder aquisitivo melhorou sobremaneira.

Precisamos acabar com a velha história de geral. Geral da Graça; Geral da Fonte Nova. Ingressos populares até por um real, como aconteceu certa feita.
Enquanto isto acontece, espetáculos de outra natureza, como os shows de cantores ou uma peça de teatro, são cobrados ingressos de até 800 reais a um mínimo de 100 reais. Nas baladas de todos os sábados, o ingresso não é menor do que cinquenta reais e as casas lotam.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

ARENA FONTE NOVA - RETROSPECTO


Claro que a Fonte Nova faz parte de nossa história. É o esporte. É da cultura de nosso povo. Por essa razão este blog sempre o tratou com destaque. Agora, então, que o Brasil vai sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada,  estamos com as vistas voltadas pelo que se faz para o sucesso desses certames.
Na Bahia, em Salvador, constrói-se um novo estádio que irá se chamar Arena Fonte Nova. Parece que vai ser belíssimo.
Desde os primeiros momentos dessa iniciativa, este blog esteve presente, inclusive no dia 29 de agosto de 2010, quando o antigo estádio foi implodido. Uma cena impressionante, principalmente para as pessoas como nós que vimos nascer a antiga Fonte Nova; melhor ou pior ainda, jogamos “baba” na depressão então existente ao lado do dique quando estudávamos no Central. Quando se fez o estádio, ainda com um só lance de arquibancada, jogamos no seu campo defendendo o gol do antigo Fluminense de Arlindo Fraga, que disputava os preliminares dos jogos principais. Sim, antigamente era assim. Havia dois jogos, a preliminar com clubes amadores e o principal com clubes profissionais. Essa fórmula propiciou o surgimento de grandes jogadores.
Quando se fez o segundo lance de arquibancada, 1970, estávamos presente para assistir Bahia e Flamengo e Vitória e Grêmio. Um dia de festas para nosso futebol e em meio dessa festividade, aconteceu a tragédia de torcedores caindo lá de cima, em razão de um falso alarme de que a nova arquibancada estava desabando. Não se acreditava que ela fosse segura.
Mas a antiga Fonte Nova não era somente do futebol. Do lado tinha o Ginásio Antônio Balbino onde se jogava basquete, voley, futebol de salão e se fazia lutas livres. Desse último esporte é inesquecível a luta de Waldemar Santana contra Hélio Grecie. Tempo também de grandes dirigentes do esporte amador como João Alfredo e Cardonski.
Do outro lado, brilhava ao sol a piscina Juracy Magalhães, onde a natação da Bahia se recuperou. Tempo de Walter Figueredo, Tavinho, Carlos Cordeiro, eu próprio. Tempo de Sônia Maria de Jesus, campeã sul-americana. Tempo do Olímpico de Sérgio Figueredo, atual Presidente da Federação de Desportos Aquáticos.
Complexo da Fonte Nova
De outro ângulo
As piscinas
Ginasio Antônio Balbino



E aí num determinado dia, 29 de agosto de 2010, resolveram botar abaixo o grande complexo da Fonte Nova.  Salvador tinha sido  escolhida para uma das sedes do Torneio das Confederações e da Copa do Mundo de Futebol. O velho estádio não reunia condições suficientes para sediar referidos eventos e precisando de todo o espaço então existente, as piscinas e o ginásio inclusive, implodiram a velha Fonte Nova.
Claro que o pessoal da natação e dos esportes do ginásio que nada tinham a haver com a questão, foram em cima dos governantes e esses prometeram construir uma nova piscina e um novo ginásio, possivelmente em Pituaçu, mas, parece que até hoje nada se fez. Vai ser difícil.
Como começou

Ápice da implosão



Mais ápice

Passado o impacto que tudo isto causou, este blog teria que se render aos fatos e não poderia fazer outra coisa senão manifestar um grito de esperança e de apoio para que tudo corresse bem com o novo estádio, uma arena. Nesse sentido publicamos a seguinte postagem em dia de muita esperança e de boa vontade.
Milhares de baianos estão aguardando com ansiedade o dia que terão acesso às dependências da Arena Fonte Nova. O velho estádio transformara-se num monumento esportivo digno de nossa cidade e das tradições de nosso futebol.
Um gigante de rara beleza. Um mutante. Transforma-se magicamente. De dia é esta beleza:
Adere-se aos Orixás que lhe estão próximos e absorve a energia que emana deles. À noite, ilumina as águas que lhes contornam numa simbiose extraordinária de duas representações monumentais:
Parece uma coroa monumental. Não há domínio de uma coisa sobre outra, muito pelo contrário, há uma homogeneizada entre componentes tão diversos. E esse dia vai chegar com as graças de todos os Santos da Bahia.
A Arena hoje
Estão montando a cobertura de todos nós torcedores


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

IGREJA DE SÃO FRANCISCO-PRINCIPALMENTE SEU INTERIOR


A Igreja de São Francisco é desses lugares de rara, mas de raríssima beleza. Quando você entra não  sabe para que lado olhar. É um sonho tornado realidade. Os artistas que a fizeram foram guiados pela mão de Deus. Não há palavras que possa descrever o que se vê. Poupemo-nas e vamos às imagens que melhor haverão de expressar essa(i) realidade:
Mesa de celebração
Altar-mor
Corredor
Mais completo

Altar lateral
Mais de perto

Outro altar

Mais outro

 Sacada

Teto
Parte do teto
Ainda o teto
Detalhe

Outro detalhe
Mais detalhe

Fachada da Igreja de São Framcisco e Cruzeiro

domingo, 2 de dezembro de 2012

FONTE DAS PEDRAS E OUTRAS


Em todos os tempos a água potável foi determinante na formação dos aglomerados humanos, desde as primeiras aldeias de índios até as grandes cidades de hoje.
Salvador não foi diferente. Aliás, quando Tomé de Souza se preparava para viajar para o Brasil já recebia do Rei D.João III a seguinte recomendação: “espero que este seja e deve ser um sitio sadio e de bons ares e que tenha abastecimento de água e porto em que possam amarrar os navios”...
E em aqui chegando, encontrou um  porto onde pôde amarrar seus navios, Porto da Barra hoje ( Vila Velha a principio) e em seguida, ele e seu arquiteto Luiz Dias, escolheram uma faixa de terra na parte mais alta do morro que o local possuía (sadio e de bons ares) e, principalmente, que tivesse água.
Sim! No local havia muita água. Era só descer pela porta da Barroquinha, poucas vezes citada, e lá em baixo corria o Rio das Tripas, afluente do Rio Camurugipe que, além de fornecer o precioso líquido, dava condições de nas suas margens plantar e criar animais de corte.
Com o tempo a cidade foi crescendo, principalmente para os lados do norte, acompanhando a encosta do morro que se estendia para esses lados, distanciando-se da matriz da água.
Ai se fez necessário o transporte dessa água em barris de madeira e outros materiais, tanto em lombos de animais, quanto pelas próprias pessoas. Além de penoso, nem sempre era eficiente.
Naturalmente que esta situação forçou a busca de outras fontes de água. Esse é bem o termo – fontes de água. Simplesmente minadouros de onde brotasse água potável. Muitas delas foram encontradas nas encostas do grande morro e outros, desde que a cidade era pródiga de elevados de toda ordem.
Inicialmente, mantiveram-se as características do local, mas logo os governos da época trataram de dá um  melhor aspecto a cada um deles, bem como melhorando o fluxo das águas. Surgiram os chafarizes, geralmente decorados com azulejos . (1)

(1)        Todos esses azulejos foram importados, A Bahia não os fabricava.
Muitos dessas fontes e chafarizes alcançaram os tempos de hoje, mas chegaram degradados, apesar do seu valor histórico.
É o caso, por exemlo, da Fonte das Pedras, nas proximidades onde se está construindo a Arena da Fonte Nova, ela própria, no passado uma fonte de água. Havia uma grande fonte em torno do dique (lado direito). Os moradores do Tororó e Nazaré se abasteciam nela. Ali perto estava uma depressão do morro de onde se extraiam pedras e barro. Na labuta dessa atividade, surgiu uma nova fonte, uma Fonte Nova.



Quase toda em baixo da terra (!?)
(Esta é a versão mais coerente da origem do nome Fonte Nova).


Fonte das Pedras


Hoje, faz-se um novo estádio que se chamará Arena da Fonte Nova com vistas à Copa das Confederações em 2013 e Copa do Mundo em 2014.
Está tudo sendo modificado ao redor do estádio e seria bom que também seus antigos acessos que serão ainda usados, sejam melhorados pelo menos no seu aspécto. Um deles, talvez o principal, é a Ladeira da Fonte das Pedras e nela se encontra o novo estádio.


Ladeira da Fonte das Pedras - À direita a Arena Fonte Nova ainda sendo construída.
Que as grandes construtoras, a maioria com direção de pessoas de nossa terra, pensem no assunto e recuperem para o mundo a tão esquecida Fonte das Pedras.
É o mesmo caso do chafariz do comércio ao lado da Escola de Aprendizes de Marinheiro. Só anda enferrujado e funcionamento prejudicado. Seria interessante que a Marinha cuidasse dele. Está quase dentro de seu terreno. Poderia ser feito um convênio com a Prefeitura.


Um bom exemplo na área foi dado pela Marina do Comércio. Na Av.  Do Contorno que passa em frente, plantaram diversos tipos de árvores e estão cuidando de seu crescimento.
A oportunidade é excelente para falarmos ainda de uma outra fonte que jamais teve um “cuidado” dos órgãos governamentais. Referimo-nos a fonte da Pedra Furada. Antiquíssima! Hoje ela se encontra dentro do espaço de uma residência. Precisa-se pedir licença para entrar. Foi o nosso caso, quando tiramos a foto adiante.

Pedra Furada