domingo, 7 de abril de 2013

INAUGURAÇÃO DA ARENA FONTE NOVA


Um dia histórico para nossa cidade: Inauguração da Arena Fonte Nova. Tínhamos um estádio até com maior capacidade de público – o Estádio Otávio Mangabeira – mas caindo aos pedaços e já interditado pelos órgãos de segurança. Por outro lado, 95% ou mais dos torcedores sentavam no velho cimento e quando chovia todos se molhavam.
Ai o Brasil é escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014 e, paralelamente a Copa das Confederações. Salvador seria uma das sedes dos jogos. E agora? O que fazer? Reformar o Mangabeira ou implodi-lo e fazer um novo estádio? Decisão difícil! Não deve ter sido fácil. Felizmente, o Governo acertou. Resolveu implodi-lo e em 29 de agosto de 2010 o velho estádio veio abaixo.
Antiga Fonte Nova


Este blog registrou passo à passo esse momento dantesco, entre triste e auspicioso, se é que se pode juntar duas coisas tão díspares naquele instante, mas não encontramos algo mais condizente com o fato. Vejam as fotos e os senhores haverão de compreender:



Aí surgiu a Arena Fonte Nova. Belíssima!

As fotos acima fizeram parte de um comentário, claro! Achamos por bem transcrevê-lo afim de dar um cunho mais real da emoção que nos invadiu naquela oportunidade. Ei-lo:


O que tem a haver este blog com a implosão do Estádio da Fonte Nova? De princípio nada! Sua especificidade talvez não lhe desse esse direito, mas quem nessa terra não se interessou por este acontecimento “explosivo”. Todo o mundo. Nós inclusive e talvez tenhamos motivos suficientes para abordar o feito.
Primeiramente, o autor desse blog viu o espaço da Fonte Nova antes da construção do estádio. Tinha um pequeno campo de futebol naquela entrada do morro. Era todo de barro. Nele se fazia grandes peladas. Após o baba, dirigíamo-nos para a beirada do Dique do Tororó a fim de remover a lama que se prendia no corpo dos pés à cabeça. Éramos meninos de barro!
O dique a que estamos nos referindo não é o dique de hoje, arborizado, vias nos dois lados. Lindo! Não tinha ainda os Orixás de Tati Moreno e os guinchos de água para oxigená-lo. Só havia uma via de acesso, ao seu lado esquerdo de quem olha a partir do ex-estádio. À direita, só tinham hortas que abasteciam grande parte da cidade. Logo, o perigo que corríamos ao nos lavar nas suas águas poluídas era o mesmo da população que consumia os legumes dessas plantações. Não havia a consciência de hoje.
Depois se construiu naquele espaço um estádio com um só lance de arquibancada. Jogamos nele. Naquele tempo, antes das partidas oficiais pelo Campeonato Baiano de Futebol, se faziam jogos preliminares com clubes amadores. Éramos goleiro do Ipiranguinha de Weber. Depois jogamos na mesma posição pelo Fluminense de Arlindo Flac. Sabíamos que pessoas da família estavam nos assistindo nas arquibancadas. Caprichávamos nas apresentações. Os outros jovens também! Um privilégio.
Em seguida, fez-se o anel superior. Fomos assistir ao jogo de inauguração. Tínhamos cadeira cativa. Ajudamos de alguma forma á construir aquele monumento. Infelizmente, aconteceu aquela tragédia. O povo caindo de cima da arquibancada que se dizia ir ruir. Um falso alarme!
Outro motivo que nos faz ter o direito de falar do Estádio Otávio Mangabeira é a lembrança de alguns amigos de Itapagipe que nele jogaram como profissionais. Foram os casos de Rui, Reinaldo, Otoney e Ozanah. Jogamos juntos em diversas oportunidades tanto nos babas de praia, quanto nos campos de futebol amador que existiam na cidade: do Galícia no hoje Conjunto Clemente Mariani, do Tupi na Boa Viagem, do Papagaio no Largo do mesmo nome, do Periperi do Vereador Castelo Branco. Tempos incríveis de uma juventude sadia.
Por outro lado, fomos um dos responsáveis pela construção da piscina olímpica da Fonte Nova. Contamos essa história em nosso outro blog – origensnatacaobahia.blogspot.com – Foram mais de 10 anos treinando a equipe de natação do Esporte Clube Bahia. Fomos campeões em todos esses anos. Tínhamos uma convivência diária com a Fonte Nova.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

ARENA DA FONTE NOVA E O DIQUE DO TORORÓ


Quando o arquiteto Diógenes Rebouças projetou a antiga Fonte Nova – Estádio Governador Otávio Mangabeira- teve a preocupação de deixar aberto o lado que dá para o Dique do Tororó. Dizia o senhor Rebouças que além da ventilação que o estádio teria,  não se deveria esconder a beleza desse lago, mesmo àqueles que estavam no estádio com outra finalidade que era tão só assistir às partidas de futebol. Por outro lado,  tinha a imprensa trabalhando lá, principalmente aquela vinda de fora para os jogos nacionais. Em suma, a ideia básica era proporcionar um ambiente agradável e saudável.
E assim foi feito. Do lado sul, projetaram-se imensas colunas espaçadas uma das outras com a vista do dique. Nesse espaço, não haveria arquibancada.
Felizmente, a ideia do grande arquiteto baiano prevaleceu no projeto da Arena Fonte Nova. É quase igual ao que era antes. O Dique do Tororó continuará a ser visto para quem está dentro do estádio e a brisa que se origina pelos espaços criados, continuará suavizando todo o ambiente do belo estádio.
De certos ângulos, poder-se-á até ver até os Orixás do Dique, Orixás esses que não existiam ao tempo do projeto de Rebouças, mas parece que ele estava adivinhando e em boa hora o escultor Tati Moreno fez esta maravilha, hoje apreciada por turistas de todo o mundo. As estátuas como que flutuam na superfície da pequena lagoa.
Apesar da beleza, os Orixás do Dique não foram uma unanimidade. Os Evangélicos fizeram uma espécie de protesto ou queriam também uma permissão para implantar algo relativo à sua religião, talvez uma Bíblia flutuando ao meio do dique. Caso fossem aceitos, os Católicos certamente reivindicariam a instalação de uma cruz e assim por diante.
 



A Arena Fonte Nova e sua parte voltada para o Dique
 
Parte aberta do Estádio- Vê-se o elevado de Brotas
 
Os Orixás como que flutuando- A Arena ao fundo
Pelo que se relatou, o dique como que faz parte do conjunto da obra. Em verdade, quando se instalou a primeira Fonte Nova – Estádio Otávio Mangabeira -  a ideia generalizada era que no local estava se fazendo um complexo esportivo composto do próprio estádio, do Ginásio Antônio Balbino, da piscina Juracy Magalhães e  do dique, este destinado à pratica de remo, de caiaques e Jet-Skis.
Nada mais justo, então, que relembrarmos o que é o Dique, um pouco de sua história.
 Nesse sentido, em junho de 2011, este blog teve oportunidade de fazer um trabalho sobre ele. Vamos pincelar as partes mais importantes da referida publicação.
“O Dique do Tororó é uma lagoa artificial hoje com os seguintes limites: : à esquerda o bairro do Tororó; à direita, o bairro de Brotas e seus diversos distritos; ao norte pelo então Estádio Otávio Mangabeira (Fonte Nova) e ao sul pelo bairro do Garcia
 



Medidas do Dique do Tororó
 
1036 mts de comprimento e largura variável desde 92 mts. (menor) até 391 mts. (maior)
Possui cerca de 25 mil metros quadrados com profundidade variavel entre 5.60 metros (máxima) e mínima de 2.60 metros. Já foi mais fundo, em torno de 7 metros. Nessa época tinha até jacaré e diversas variedades de peixe. Consequentemente, não era poluído. Boa parte da população vizinha ao local e bebia de sua água. A sua margem direita olhando-o a partir do estádio, era repleta de hortas onde a população se abastecia e muitos lavavam roupa de ganho.
 
Lavadeiras do Dique - Do outro lado a Usina geradora de energia:
Usina geradora do Dique
Diz-se que os governos da época tentaram por muitas vezes bombear sua água para abastecimento da cidade. Uma dessas estações ficava no bairro de Nazaré.

Em seguida,  em 1963, lamentavelmente, o dique passou a receber esgotos das residências que se construíam no alto de suas margens, principalmente de Nazaré e Brotas.
 

Acreditamos, contudo, que a poluição do dique é anterior a 1963. Acima temos uma foto datada de 1943. Um barco com pessoas desembarcando em uma de suas margens, possivelmente no lado do Tororó. Vê-se muitas baronesas, um dos sinais visíveis de poluição.
Assim ficava o dique – um mar ou um dique de baronezas
 
Baronesa – “O Vegetal – água”

Outras denominações tem a planta pelo Brasil afora, como, por exemplo, “orelha de jegue” – jacinto d”água e miriru.
Geralmente é uma praga, mas também tem seu lado bom. Vejamos por que: ela é quase água (95%). Apresenta-se suspensa e flutua livremente enroscada em obstáculos, presa ao solo em locais de água rasa e até pode se enraizar em locais secos.
Ela flutua por que possui pecíolos cheios de cavidade de ar. Serve de abrigo natural a organismos de vários tamanhos, servindo de habitat para uma fauna bastante rica, desde microorganismos, moluscos, insetos, peixes, anfíbios e répteis e até aves. Ela é também como que um filtro natural e tem a capacidade de incorporar em seus tecidos uma grande quantidade de nutrientes.
Assim, se um lago estiver poluído, suas raízes longas e finas com uma enorme quantidade de bactérias e fungos, atuam sobre as moléculas tóxicas, quebrando sua estrutura.
Por mais incrível que pareça e pouca gente sabe disto, as baronesas estiveram no dique para ajudá-lo, senão seria um mal cheiro insuportável para os milhares de pessoas que viviam ao seu lado ou trabalhavam nas suas margens.
Claro que elas não podiam continuar. Davam um aspecto de uma área abandonada, entregue a sua própria sorte, no caso, entregue às baronesas.
Foi preciso oxigenar sua água, daí os esguichos que hoje integram a paisagem do dique. Parece uma “decoração”, mas, em verdade estão ali tentando oxigenar sua água.
Esguicho curto
Esguicho longo
 
Hoje o dique tem pedalinho e barcos a remo para diversão da população, além dos “píeres” para a prática de pesca Anteriormente e ainda hoje tem um serviço de transporte de passageiros via barco. Trajeto: margem direita à margem esquerda e vice versa. Distância: cerca de 50 metros. Utilidade: permite o acesso rápido ao centro da cidade, via Tororó de quem está na sua margem esquerda e viver-versa.
 
Muita gente ainda usa



 

 


 


 
 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A FONTE NOVA ANTIGA COM PISCINAS E GINÁSIO


Não há como negar a magnitude e a importância da Arena da Fonte Nova. Irá sediar jogos da Copa das Confederações ainda este ano e da Copa do Mundo em 2014. Poucas cidades do mundo tiveram ou terão esse privilégio. Milhões de pessoas de todo o mundo estarão assistindo aos jogos que serão realizados em nosso estádio. Verão a nossa cidade.
Contudo, Salvador pagou um preço muito alto para que tal acontecesse. Para a construção do novo estádio, foram sacrificados dois outros equipamentos que nada têm a haver com o futebol: o Ginásio Antônio Balbino e a Piscina Juracy Magalhães.
No primeiro se faziam jogos de basquete, volei futebol de salão, luta livre, box, tênis de mesa, além de shows das mais variadas espécies.  Na piscina, praticava-se natação e  pólo-aquático.
 
O antigo complexo da Fonte Nova - (Estádio- piscinas e ginásio)

 
DETALHES
Mas se fazia necessário ocupar os espaços onde se encontravam esses equipamentos com vista a estacionamento e vias de acesso, dirão muitos.
Não se discute aqui essas necessidades. O que se lamenta á a supressão dos equipamentos e a não construção dos mesmos em outro local, como se anunciou em determinada oportunidade. Por exemplo, em Pituaçu, onde já existe um estádio e uma administração tratando do mesmo.
Desde então, já decorreram dois anos ou mais desde a implosão sensacional da antiga Fonte Nova e sem dúvida, que não se espera que no atual governo haja qualquer possibilidade dessa construção. Foi gasta toda a verba existente para o setor e mais alguma coisa.
Aí então, as esperanças se voltam para o novo governo a partir de 2015 e em nosso julgamento também não enxergamos grandes possibilidades, bastando analisar dois aspectos: a herança de dívidas anteriores e a importância política de construir dois equipamentos de pouca ressonância pública em comparação ao que se fez na Fonte Nova.
É isso mesmo! A política é cruel. Vamos citar um exemplo que acontece aqui e alhures. Trata-se da questão de saneamento básico, principalmente aquele que fica em baixo do chão. A maioria dos políticos foge da questão. Prefere as obras de fachada. Aliás, por essa razão que acreditamos na ponte Salvador-Itaparica, bem no meio da Baia de Todos os Santos. Será sensacional!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

ARENA FONTE NOVA - O MAIS CENTRAL DOS ESTÁDIOS BRASILEIROS


A Arena da Fonte Nova possivelmente seja o estádio mais central de todo o País. Central de relação ao centro da cidade e diversos bairros nas proximidades como Nazaré, Brotas, Tororó e tantos outros.
Mesmo quem mora longe como, por exemplo, os moradores da Cidade Baixa, ao chegarem ao Elevador Lacerda, parte de cima, estarão bem próximos da Fonte Nova, senão vejamos:

Praça Rio Branco - Elevador Lacerda - parte de cima

Logo após, descem pela Ladeira da Praça, a conhecida Ladeira do Corpo de Bombeiros:

Ladeira da Praça ou Ladeira do Corpo dos Bombeiros - Esquina com o ed. da Câmara Municial. Lá embaixo está a Praça dos Veteranos:
Praça dos Veteranos
Num dos seus cantos está a Ladeira da Independência
À esquerda da Lad. da Independência se encontra a Rua Joaquim Freire- aliás é uma pequena ladeira.
Alcança o Campo da Pólvora  e o estádio está ali ao lado.
Já os moradores que do outro lado da cidade como, por exemplo, aqueles cujos ônibus passam na "7 Portas".


Mercado das 7 Portas
Ali, do lado contrário, está o inicio da Rua Djalma Dutra. Esta rua desemboca na Fonte Nova, esquina com a Ladeira dos Galés.
Inicio da Rua Djalma Dutra


Inicio da Ladeira dos Galés
Ladeira da Fonte das Pedras Subindo - Estádio à esquerda

Já quem está na Piedade, esquina com a Av. Joana Angélica, o trajeto é dos mais fáceis:

Av. Joana Angélica
Vai desembolcar na Campo da Pólvora, junto ao estádio.

Por fim, para ilustrar ainda mais essa périplo, vejam as distâncias de alguns bairros e do centro da Arena Fonte Nova:
É muito central!

O SIGNIFICADO DE FONTE NOVA - VEJAM!


Estamos na semana da inauguração da Arena da Fonte Nova. A expectativa é imensa. Os ingressos para o jogo inaugural - Bahia e Vitória – foram esgotados em cerca de duas horas. Serão 55 mil torcedores afortunados que irão assistir ao espetáculo. As emissoras de TV certamente estarão transmitindo o evento. Então, nesse caso, serão milhões de pessoas vendo a realização de um sonho. Todo o Brasil estará assistindo.
Dada a importância do evento, nada mais natural que este blog dedique algumas postagens ao grande feito. Já publicamos a primeira, dias atrás. Hoje, vamos ver o significado da expressão  Fonte Nova. Para tanto, reproduziremos  uma postagem publicada no ano passado. Ela explica a provável origem desse nome.

O SIGNIFICADO DE FONTE NOVA

Em razão da realização da Copa das Federações em 2013 e a Copa do Mundo em 2014 no Brasil, alguns dos estádios de nosso futebol estão sendo reformados ou estão sendo construídas novas praças esportivas. Neste último caso está a Bahia. Possuíamos o Estádio Otávio Mangabeira, mais conhecido como Estádio da Fonte Nova, que foi demolido, e em seu lugar está sendo construída a Arena da Fonte Nova.


Inicio da implosão

Fim da implosão

Naturalmente, em conseqüência desses eventos, a Arena Fonte Nova está sendo citada no mundo inteiro, como um dos estádios onde se farão os dois grandes eventos internacionais. 

Naturalmente, vem a curiosidade sobre a origem do nome Fonte Nova que, à principio, indicaria a existência de uma nova fonte de água (potável naturalmente) no local ou nas proximidades.

Sabe-se, por exemplo, que ao lado do dique, em baixo do Tororó, existia uma fonte de água potável (O dique em si era contaminado). Os moradores desse bairro mais os de Nazaré se abasteciam na mesma. Possivelmente, ao descobrirem uma nova fonte mais adiante, onde hoje se acha o estádio, passaram a se referir a mesma como “fonte nova”.

Muito provavelmente, esta fonte surgiu em consequência das obras de um barreiro no local. Sim! 

Não se acredita que a referida depressão tenha sido natural com a suavidade generosa das coisas da natureza. Sem dúvida que pelo menos os homens fizeram algo nesse local.

Jogamos bola nesse espaço. Acreditem! Estudávamos no Central e em certos dias uma turma descia de Nazaré para o Dique para jogar futebol no campo de barro da depressão da Fonte Nova. Sujáva-nos todo e em seguida lavávamos as pernas nas águas do Dique do Touro, não o dique que hoje conhecemos com suas margens disciplinadas, mas um dique cheio de baronesas que se estendiam irregularmente pelas suas bordas.

Muito provavelmente, os materiais oriundos desse provável barreiro, ajudaram sobre maneira na construção da cidade, inclusive nos sucessivos aterros realizados desde a Baixa dos Sapateiros, antiga Rua da Vala, até mesmo aqueles que criaram novos espaços na Cidade Baixa. 

Já que estamos falando de nomes de estádios, vale citar aqui a origem do nome de um dos estádios mais vistos na televisão, pelo menos pelos amantes do tênis. Trata-se do Roland Garros. A origem de seu nome é inusitada, desde que pela sua importância histórica, pensa-se que Roland Garros é o nome de uma pessoa ligada ao tênis. Não é!Ele foi um aviador e nem sabia jogar tênis. Fez a Travessia do Atlântico em um pequeno avião. Esteve no Brasil. Veio dirigir o Demoiselle de Santos Dumont.



Após a sua morte, resolveram homenageá-lo dando o seu nome ao estádio de Tenis. Roland Garros:



Teve uma breve passagem pelo Brasil onde ensinou pilotagem em São Paulo.

Em 9 de Março de 1912, juntamente com Eduardo Pacheco Chaves, cada qual pilotando seu próprio avião, realizou a primeira viagem aérea São Paulo-Santos-São Paulo. Na ocasião o governo do estado oferecia um prêmio de 30 mil réis ao primeiro piloto que conseguisse esta façanha.

terça-feira, 2 de abril de 2013

QUE SENHOR DO BONFIM PROTEJA A ARENA FONTE NOVA


Que Senhor do Bonfim proteja a nova Fonte Nova, a grande arena que será entregue ao público no próximo dia 7 de abril.
Mais do que nunca se precisa dessa proteção. Por quê?  É notório o mau comportamento de muita gente ante os equipamentos públicos como telefones, iluminação elétrica, sanitários, jardins, praias e tantas outras coisas.
Dá a impressão que certas pessoas não querem que a cidade se desenvolva; outros desabafam na rua as agruras sofridas em casa ou no trabalho. É notório esse comportamento e no caso da Fonte Nova não vai ser diferente.
Sabedores dessa “verdade”, os dirigentes da nova Arena precisam tomar cuidado. Os sanitários, por exemplo, precisam de forte fiscalização em dias de jogos. Se forem 30 ou 40 sanitários -não sabemos ainda os números – se faz necessário um funcionário para cada um; Identificar o infrator e apontá-lo para a polícia.
E os pichadores?  Sem dúvida que estão na espera de qualquer vacilo da vigilância do estádio. Nada escapa da sanha desse pessoal.
Agora, se faz necessário pensar um pouco mais sobre  o novo estádio nos mínimos detalhes. Por exemplo, a venda de ingressos para o jogo inaugural. Não podia ser da forma que foi. Fazia-se necessário criar postos de vendas por toda a cidade, nos shoppings, nas sedes dos clubes, noutros espaços, a fim de evitar aquela  gigantesca aglomeração. Não podia dar em outra coisa senão no que deu. Quase quebraram os portões de acesso  às bilheterias. Começou mal...



Por outro lado, em termos de marketing, a proliferação dos pontos de venda daria a oportunidade de divulgar o evento por toda a cidade com faixas, boxes, maquetes, etc. etc.

Confusão generalizada num dos portões

Parte interna no novo estário

Maquete

Ainda de relação à faixa  do Senhor do Bonfim, claro que os seus patrocinadores andaram pensando no que aconteceu recentemente no Rio de Janeiro com o Engenhão, bem como  as ocorrências na inauguração do segundo lance de arquibancada na antiga Fonte Nova.  Dessa feita, lembraram-se do Senhor do Bonfim e estão pedido o a sua proteção. Se Deus quizer, vai correr tudo bem!


segunda-feira, 1 de abril de 2013

AS GRANDES MARÉS DE VAZANTE EM ITAPAGIPE


É deveras interessante o que acontece em Itapagipe a cada Lua Cheia ou Nova. Na vazante o mar recua de 200 a 300 metros e se formam imensos bancos de areia. O fenômeno pode ser observado desde a Pedra Furada no Humaitá até a Ponta da Penha, já na Ribeira.
Se quiser fazer um “cooper” ou jogar um futebol, há milhares de metros quadrados para essas atividades num lugar onde, seis horas antes era  mar é só armar duas traves. O tempo será marcado pelo próprio avanço do mar. Não é legal esse detalhe?
O espaço, entretanto, é usado para a pescaria de mariscos, principalmente papa-fumo por moradores ali residentes, principalmente  dos Alagados.
Torna-se uma atividade de cunho eminentemente socioeconômico, desde que muitas famílias se alimentam quase que exclusivamente dos mesmos, bem como obtêm ganhos financeiros de sua comercialização. São vendidos nas proximidades de suas residências ou comercializados nos entrepostos especializados da cidade.
Muitos haverão de perguntar em que momento esse fenômeno acontece na sua plenitude. Claro!
Em dias de Lua Cheia ou Nova, precisamente às 10 horas da manhã ou 22 horas da noite. No dia seguinte, 40 minutos após e assim sucessivamente até que em dias de Quarto Crescente e Minguante, o fenômeno se registra digamos pela metade e muda o horário. Às 16 horas da tarde e às 6 horas da manhã.
Maré vazia em Pedra Furada - Humaitá
Maré cheia em Pedra Furada - Humaitá

  • E o porquê dessa intensidade de relação aos quartos de lua? Tudo é uma questão de atração do Sol e da Lua sobre a Terra, mais precisamente da gravidade que esses astros exercem sobre a terra. É uma atração que faz com que as águas dos mares e dos oceanos avancem e recuem, conforme a posição em que os  astros se encontram.
Demonstração do que acontece- Sugere-se o uso do zoom do computador

Maré vazia na Av. Beira-Mar


Maré vazia no Pôço - Aqui a natureza fez um "pôço" que, mesmo nas grandes mares de vazantes, há condições dos barcos atracarem. Na maré baixa ainda tem pelo menos um metro de profundidade. Até 1950, existia uma colônia de pescadores nesse local. Naquela época, o pôço tinha, pelo menos, 3 metros de profundidade na maré baixa.

A Lixa

Vê-se uma linha de corais há 300 metros da praia. Só nas grandes marés de vazante esta formação aparece à flor dágua. De resto tem uma profundidade de 4 a 5 metros. É o paraiso dos chicharros olho de boi. Também dá muita tainha.