quarta-feira, 17 de julho de 2013

PALACIO DA ACLAMAÇÃO FOI UMA RESIDENCIA


Em meados do século XIX Salvador era considerada uma das maiores cidades do Hemisfério Sul. Seu tecido urbano procurava imitar as grandes cidades europeias, inclusive Paris. Na época se construiu grandes palacetes, a maior parte projetada por arquitetos estrangeiros e uso de matérias importados.
Até mesmo no Comercio, se construiu belíssimos prédios, bem como mais adiante em de Itapagipe, como foi o caso principalmente do atual Abrigo D. Pedro II, residência da família Machado.
Na Cidade Alta, há que se destacar o atual Palácio da Aclamação que foi residência do senhor Miguel Francisco Rodrigues de Morais, comerciante na época, português de nascença. Ele o comprara em 1894 da viúva  Anna Carolina Ribeiro Miranda. Morreu em 1895 e sua viúva  Clara Cesar de Morais permaneceu no palacete até o ano de 1911 que o vendeu ao governo por trinta contos de réis, ou seja, hoje o valor de trinta milhões de reais.
Palácio da Aclamação
Jardim
Salão Principal
Mais interior

terça-feira, 16 de julho de 2013

PESSOAS INTERESSANTES E\OU FOLCLÓRICAS - IRMÃ DULCE

Segundo critérios do Vaticano ela é quase uma santa. Hoje, descansa no mausoléu anexo à sua principal obra: o Hospital Santo Antônio. Anteriormente, já por volta de 1943, já se tinha noticia que ela dirigia uma escola nos Alagados do bairro do Uruguai. Daí não parou mais. Entre 1950 e 1960 era comum vê-la andando pelo Comércio buscando dinheiro para seus doentes. De bata branca e azul, ia atrás das empresas e bancos daquela época. Correia Ribeiro do Banco da Bahia; Calmon do Banco Econômico; Pergentino Holanda do Banco Holandês; de Mamede do Super-mercado Paes Mendonça; dos Carvalhos; do pessoal das empresas de cacau; enfim de todo mundo que tivesse algum recurso extra ou sobrando.



Era incansável e só deu por satisfeita quando o governo desapropriou parte da Vila Militar dos Dendezeiros, onde funcionava a cavalariça e ela pôde levantar o seu hospital. Quando isto aconteceu, a classe médica de um modo geral deu-lhe todo o apoio. Todos faziam plantão de graça nas suas dependências. Ainda hoje é assim em grande parte.
Largo de Roma onde vai ser erguido um memorial

Então, era uma mulher forte fisicamente. Ao contrário! Magérrima. Certamente buscava força no amor às pessoas necessitadas. Uma força divina, quase inacreditável.

Também intrépida! Invadiu casas desocupadas; arcos de ladeiras; prédios públicos a fim de alojar os seus doentes. Em determinados países, seria presa. Aqui, deve ter comparecido a algumas audiências com delegados de plantão. Os caras em vez de prendê-la, pediam perdão.

Atualmente, a Prefeitura está fazendo ou vai fazer um memorial em sua homenagem. Tem que ser algo muito bom, monumental a altura de sua obra. Por muito menos, em outras plagas se fizeram estátuas gigantes.

Local onde se deu a beatificação de Irmã Dulce
Em 1924 o Governador da Bahia Francisco Marques de Gões Calmon realizou uma solenidade pública de inauguração de um espaço e recebeu em homenagem uma cesta de flores das mãos de uma garotinha linda, dez anos de idade, impecavelmente vestida, com um chapeu Panamá na cabeça. O nome dela era Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes que já adulta seria conhecida pelos baianos como Irmã Dulce, a santa da Bahia.

Por fim, publicamos uma foto rara da querida irmã: ela aos 10 anos numa solenidade em 1924 entregando uma cesta de flores ao então governador da época, Francisco Marques de Góes Calmon. Estava ao lado de seu pai, dr. Lopes Fontes:


segunda-feira, 15 de julho de 2013

PESSOAS INTERESSANTES E/OU FOLCLÓRICAS - MAMEDE PAES MENDONÇA

Está ai uma figura inesquecível. e super interessante: Mamede Paes Mendonça. Natural de Serra do Machado em Sergipe onde nasceu em 1915. Começou com uma simples padaria e se tornou um dos maiores empresários do País no ramo de super-mercados.

Conta-se que numa determinada madrugada recebeu a “visita” de Lampião. O cangaceiro precisava de pão para seus seguidores. Seu Mamede negociou a entrega levando-o até “a querer pagar”. Seu Mamede não aceitou.

Essa incrível habilidade foi uma tônica em toda a sua vida. Sabia negociar como ninguém. Conta-se que, durante a Guerra, um navio alemão foi apreendido no Porto de Salvador carregado de arame farpado. Seu Mamede comprou toda a carga. Como naquela época o Brasil não fabricava o referido produto, seu Mamede a vendeu com lucros extraordinários. Diz-se que foi por ai que começou seu império.

Mamede Paes Mendonça

Sua primeira loja  de super-mercado foi em Nazaré, na Rua Jogo do Carneiro. O gerente era o senhor Pedro Oliveira que o acompanhou por toda a vida.

Onde é hoje um super-mercado, funcionou a primeira loja Paes Mendonça


Antes, contudo, tinha uma loja de atacado na Praça Marechal Deodoro, perto do seu escritório na Praça Conde dos Arcos:

Nessa rua funcionou sua primeira loja em Salvador . Era um atacado

Por muitos anos funcionou nesse prédio no Comércio o escritório do Seu Mamede


E porque sua empresa teve que vender as quase 100 lojas que construiu ou absorveu e encerrar seus negócios?

Procuramos essa resposta em diversas fontes e não se tem uma resposta convincente, mas temos nossa versão:

Primeiramente, Seu Mamede já tinha morrido. Se fosse vivo teria negociado com vantagem que nem fez com Lampião na padaria lá em Serra do Machado. Lá corria risco de vida; aqui tiraria de letra e sairia sorrindo.


PESSOAS INTERESSANTES E/OU FOLCLÓRICAS DE SALVADOR – CUICA DE SANTO AMARO

Em frente ao Elevador Lacerda na parte alta ou em frente à Câmara de Vereadores na Praça Municipal, geralmente em cima de um engradado de cerveja, atuava Cuica de Santo Amaro, o maior cordelista (literatura de Cordel) de Salvador,

Apesar do nome “de Santo Amaro” não nasceu na terra de Caetano. É natural de Salvador onde nasceu  em 1907 e morreu em 1964. Era chamado por Jorge Amado de “O Trovador da Bahia”. Outros nomes da literatura brasileira reconheceram o seu valor. Foi um mestre da cultura popular.

O Santo Amaro de seu apelido adveio de ter sido criado por uma senhora em Santo Amaro e diz-se ter a visão muito prejudicada. Morava no bairro de Quintas. Já “Cuíca”adveio do fato que num violão tirava o som de uma cuíca

Repórter popular, o poeta de cordel documentou 30 anos de crimes, desastres, escândalos sexuais e políticos da vida cotidiana baiana. Era um terror! Quando a Mulher de Brotas cortou o “principal” do marido, a Praça Municipal se encheu para ouvir seus versos a respeito. Saiu carregado!

Acompanhava de perto a política da terra, principalmente na área da Prefeitura. Tinha intenções políticas e uma vez se candidatou a vereador, mas o povo não lhe deu o merecido apoio. Fosse hoje com a irreverência  dos dias atuais e teria sido eleito. Por muito menos, Tiririca com sua graça, obteve mais de um milhão de votos; É Deputado Federal. ´Cuíca queria apenas ser vereador. Achamos que na sua inscrição de votação colocaram apenas o seu verdadeiro nome – José Gomes – ninguém conhecia essa pessoa.

Temos uma foto de um cartaz de sua propaganda. Quem poderia saber que aquela respeitável figura fosse o Cuíca de Santo Amaro. Faltou estratégia. Realidade. O povo o conhecia de outra forma. Naquela época não tinha marqueteiro. 



José Gomes


Vestia-se envolto em cartazes, chapéu de coco, calças listradas, fraque e rosa na lapela. Lembrava muito Charles Chaplin, o grande ator francês.


Cuica de Santo Amaro

Foi inspiração de personagens inseridos no Pagador de Promessas de Dias Gomes e Bahia de Todos os Santos, de Jorge Amado.

Josias Pires disse dele:

“Ele é aquilo que todo romancista queria ter criado. Personagem de mil faces, de características contraditórias. É o herói e anti-herói. Um poeta livre, das margens, popular. Era o Gregório de Matos sem gramática"

Disse mais Josias  Pires:.

“Cuíca era um sujeito muito visível. Qualquer pessoa que circulasse pela cidade tinha notícias dele, porque ele gritava poesias, livrinhos, anúncios na rua. Não se encontra ninguém que viveu aqui nos anos 1940 e 1950 e que nunca tenha visto Cuíca atuar. E a obra dele ficou muito rara, mas conseguimos reunir mais de 300 livrinhos de pesquisadores e pessoas que compraram em Salvador, Feira de Santana, Rio de Janeiro, São Paulo e Estados Unidos”, conta Josias.
Nas memórias coletadas, conta o diretor, fica também aparente o papel de 'jornalista extorquista' do poeta e comunicador de rua. Em suas crônicas de cordel, era sempre assunto a boataria dos escândalos, alvo de curiosidade dos moradores e de preocupações dos protagonistas reais daquelas tramas.

"Eram escândalos, segredos de alcovas,  traições amorosas. Tratava de muitos temas complicados, que incomodam, e que até hoje pessoas que têm amigos que sofreram com isso não querem falar. Trazia essas temáticas que se vê hoje no mundo cão da televisão, casos policiais, mães que estrangularam filha. Mas ele usava essas casos escandalosos para vender", afirma.

Mais um comentário sobre ele em forma poética:
Cuíca de Santo Amaro
Grande fidalgo baiano
Morava em São Salvador...
Um bom cronista, de faro,
Contava o cotidiano
Do coitado e do doutor...


Viveu há cinqüenta anos

Na cidade da Bahia
Que lhe rendia homenagem...
Os seus versos mais insanos
Traziam humor e alegria
E lhe abriam passagem...



Lembro o Elevador Lacerda

bem perto do meio-dia:
A multidão apressada
E gente que andava lerda
Dois minutinhos perdia
Pra ficar bem informada...



Bengala e óculo escuro

Cuíca, bem alto, lia
O seu cordel encantado...
Tinha gente sobre o muro
Que sua voz, atenta ouvia
Sobre fato consumado...



Era cego de nascença

Um cantador diferente
Que contava cada história...
Pra êle, não tinha crença
Fosse inimigo ou parente,
Que escapasse da memória...



Mulher que capou marido

Filho que matou o pai
A boazuda do patrão...
O Cuíca era inxirido
Bota pra fora o que sai
Tudo o que lhe vem à mão...



Seus livretos pendurados

No varal improvisado
Custavam o valor de um pão...
E todo o mundo queria
Participar da alegria
Que tinha em seu coração...

Ricardo De Benedictis



Seus versos virulentos assustavam poderosos e gente comum e não havia segredo guardado a sete chaves que escapasse do seu faro para escândalos que tornava públicos na cidade através de cordéis. Esse foi, ao longo da vida, o seu ganha pão. Venal para uns, genial para outros. Uma coisa, porém, ninguém nega: esta personagem do século passado mantém uma atualidade singular, que não se insere em nenhum rótulo.



domingo, 14 de julho de 2013

PESSOAS INTERESSANTES E/OU FOLCLÓRICAS - MULHER DE ROXO


As pessoas que viveram entre os anos 60 e 70 do século passado e frequentavam a Rua Chile, deve ter conhecido a Mulher de Roxo. Era uma senhora que se vestia como se fosse uma freira, longa bata, torço na cabeça e no pescoço um cordão no qual ficava dependurado um grande crucifico prateado. Seus vestidos eram de veludo. Diz-se que sempre andava descalça com exceção apenas dos dias que se vestia de noiva com véu e grinalda. Aí calçava sapatos brancos, contudo, há registro que, de vez em quando, usava uma bota de borracha, talvez em dias de chuva.

Dizia chamar-se Florinda e completava dizendo ter sido professora. Nunca se confirmou essas informações. Deu sorte ou azar quando um incêndio destruiu um abrigo onde ela dormia e seus documentos foram perdidos. Ai ficou mais enigmática. Jamais revelou sua verdadeira identidade. Despistava quando era perguntada. Certa ocasião, um médico que lhe dava assistência psicológica, ouviu ela se referir à cidade de São Sebastião. Levou-a até lá na esperança de que algum parente a reconhecesse ou vice-versa. Nada aconteceu. Depois de dois dias, voltou a Salvador. Cita-se também que era filha de Lidia Dibano Caetano e João Bento Caetano, um funcionário da fábrica Fratelli Vita. A infância teria sido em Periperi, onde  chamavam-na  de Dodô.
Apenas especulação como outra de que teria sido proprietária ou frequentava uma casa de mulheres na Ladeira da Montanha e que teria até dançado no Tabaris. Que era muito bonita. Que foi professora e por aí segue o imaginário popular. 
De certo é que morreu no Abrigo de Irmã Dulce aos 80 anos de idade. O hospital publicou anuncio nos jornais  e retardou seu sepultamento na esperança que aparecesse algum parente. Não apareceu. 

Foi uma das figuras mais folclóricas de Salvador.









  A MULHER DE ROXO

sábado, 13 de julho de 2013

PESSOAS INTERESSANTES E/OU FOLCLÓRICAS - GOV.OTÁVIO MANGABEIRA

Ele despachava no Palácio Rio Branco. Entre 9 e 9,30 horas um carro preto subia a Rua Chile, na época mão e contra mão, conduzindo o Governador Otávio Mangabeira. Era sempre aplaudido pelas pessoas que se encontravam nos passeios da então bela rua. Agradecia com um gesto de mão e sorria. Tudo muito natural. Sabia que era merecedor. Realizava um governo sério e produtivo para toda a Bahia.

Governador Otávio Mangabeira

 No caso de Salvador foi de sua iniciativa a construção do Estádio da Fonte Nova que levou o seu nome, do Hotel da Bahia, do Forum Ruy Barbosa e da Escola Parque. Ninguém fez tanto por essa cidade. Somente J.J. Seabra poderia se igualar aos seus feitos.

De relação à Fonte Nova, é necessário frisar que o futebol baiano penava no Velho Campo da Graça de arquibancadas de madeira e outras mazelas. Partiu para a construção da Fonte Nova. Fez seu primeiro lance de arquibancada.  Recentemente, inaugurou-se a Arena Fonte Nova, após demolição do primeiro estádio que tinha o seu nome. O de hoje tem o nome de uma cerveja. Faltou sensibilidade!

Estádio Otávio Mangabeira

Quase a mesma coisa aconteceu com a construção do Hotel da Bahia. Salvador não tinha um hotel de classe. Limitava-se ao Pálace Hotel e o Meridional na Rua Chile, praticamente hotéis para viajantes. No dia seguinte a sua inauguração, um de nossos jornais comentou: “Para que um hotel tão grande?” Não é incrível?

Hotel da Bahia - Hoje Sheraton

De relação ao Forum Rui Barbosa, além de ocupar um espaço onde se montava circos e Feira de Amostras, fez uma casa dígna para a justiça do Estado, espalhada pela cidade em diversos lugares. Em 1949 os restos mortais de Rui Barbosa foram transladados para seu interior. Passou a chamar-se Forum Rui Barbosa.

Foro Ruy Barbosa

Por fim fez a Escola Parque, um exemplo para todo o mundo.

Escola Parque

Esse é que um homem interessante!

PESSOAS INTERESSANTES E/OU FOLCLÓRICAS DE NOSSA CIDADE - EDSON DA CONCEIÇÃO

Está aí uma pessoa superinteressante. O conhecemos desde menino.  Fazia parte da equipe de natação do Clube de Natação e Regata São Salvador à qual dirigíamos quando fomos técnico desse esporte. Sim, nadamos muito. Fizemos curso em São Paulo e, na época, éramos autorizados pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia de lecionar em escolas e clubes.


A família de Edson morava na Preguiça, mas foi adotado pela família do Dr. Caio Mário Pedreira, professor de Engenharia da Universidade da Bahia que morava em Itapagipe.

Morava nesta casa à Rua Visconde de Caravelas, Itapagipe (A das árvores)

Era cria da casa, como se dizia na época. Naqueles tempos, as famílias de posse tinham costume de “ajudar”  o desenvolvimento de uma  criança pobre. Chamavam-na de “cria da  casa”. Não era bem um empregado. É evidente que cumpria algumas obrigações, como que simbolicamente. Depois ia para a escola ou saia para brincar. No caso de Edson, saía para nadar. Foi um grande nadador. Fez diversas travessias, inclusive a Mar Grande-Salvador e a Travessia de Copacabana. Participou de diversos campeonatos brasileiros de piscina no Rio e São Paulo.

Já rapaz foi para São Paulo e foi ser professor de natação dos filhos de Moacir Franco. Claro que entrou no meio artístico por essas águas. Em seguida, retornou à Bahia e se fez compositor, aliás, grande compositor.  É de sua autoria a música “Não deixe o Sambar Morrer” interpretada por Alcione. É uma obra prima. Não se faz uma música desta sem mais nem menos. Temos a impressão que Edson sofria de grave doença e sabia que ia morrer ainda muito jovem. Vem de dentro de uma alma que sofria. Uma pena! Esse versos dizem tudo:
Não Deixe o Samba Morrer

Alcione
Composição: Edson Conceição e Aloísio
Não deixe o samba morrer
Não deixe o samba acabar
O morro foi feito de samba
De samba pra gente sambar 
Quando eu não puder pisar
Mais na avenida
Quando as minhas pernas
Não puderem agüentar
Levar meu corpo
Junto com meu samba Quando eu não puder pisar
Mais na avenida
Quando as minhas pernas
Não puderem agüentar
Levar meu corpo
Junto com meu samba
O meu anel de bamba
O meu anel de bamba
Entrego a quem mereça usar
Eu vou ficar
No meio do povo espiando
Minha escola perdendo ou ganhando
Mais um carnaval
Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final
Não deixe o samba morrer...


Temos a impressão que o verso “não deixe o samba morrer” era a certeza de que ia morrer brevemente.



Vimos Edons pela última vez num Carnaval. Estávamos na Praça Castro Alves e descia a Ladeira de São Bento o bloco das Muquirannas. Edon fazia parte. Quando nos viu correu em nossa direção. Foi como que um  abraço de despedida. Disse poucas palavras.  Nós também .Pouco tempo depois morreu!

As Muquiranas

Significado de Muquirana: Pessoa que não gosta de gastar e muito menos emprestar dinheiro para alguém. Sinônimo de Pão Duro - Mão de Vaca.  

Estanho não é?