quinta-feira, 25 de julho de 2013

O NOVO CLUBE ESPANHOL

Está para ser inaugurado o novo clube Espanhol. Será o segundo clube recuperado oriundo da crise financeira pela qual  passou junto à Prefeitura ( questões de IPTU); o primeiro foi a Associação Atlética da Bahia na Rua Barão de Itapoã, já em pleno funcionamento.

Vista aérea do novo Clube Espanhol

Esperava-se que o Clube Português tivesse a mesma sorte, mas faltou “garra” à colônia para uma composição junto com alguma construtora para fazer o mesmo que fizeram a Associação Atlética e agora o Clube Espanhol. Em consequência hoje, no lugar, existe uma praça.  

Vista aérea do antigo Clube Português

Outro que também não aproveitou a chance foi o Esporte Clube Bahia. Sua sede acaba de ser demolida e no seu lugar se construirá uma área de lazer, possivelmente uma medida mais acertada. Esta sede nunca funcionou de forma completa. Foi mal feita. Era feia. Tiveram nas mãos uma grande área e não souberam aproveitar. 

Ex-Sede do Esporte Clube Bahia

Parece que não existe mais nenhum outro  clube que se beneficiou com o beneplácito  concedido anos atrás pela Prefeitura para construções do lado da praia. O que restou da concessão, foram os hotéis construídos desse lado. Salvador Pálace Hotel, o Othom , Pestana Hotel, alem do Ondina Flat. 


Salvador Palace Hotel - Também fechou - Uma sina?

Othon - Este continua aberto

Ondona Apart-Hotel


segunda-feira, 22 de julho de 2013

O NOVO CAIS DA BAHIA MARINA E O RESTAURANTE AMADO - QUESTÕES AMBIENTAIS


Muitos haverão de lembrar-se da polêmica gerada em razão da construção da Bahia Marina na Av. do Contorno em 1999. Diversos técnicos foram contra a mesma. Estava sendo tomada grande extensão da faixa litorânea que começava ao lado da atual Praia da Preguiça, até proximidades do Solar do Unhão, numa extensão de quase 300 metros.

A principal razão dos que eram contra, dizia respeito à praia que existia no local, antigamente denominada Enseada da Preguiça, bem como, naturalmente, outras relativas à paisagem, correntezas, ventilação, etc. enfim, todo um eco-sistema do local.

No que diz respeito à praia em si, efetivamente existia no local uma bela praia e para que não fique nenhuma dúvida, fotografamos do alto o referido local e se vai constatar, por lógica irrefutável, que a mesma existiu e se permitiu a sua extinção.


O traço verde mostra a continuação da praia da Preguiça onde é hoje a Marina. Ela simplesmente desapareceu. Não é que esteja por baixo da construção.Foi aterrada.

Além de tudo que foi escrito acima, a Enseada da Preguiça, a antiga Enseada da Preguiça, é um lugar histórico. Gabriel Soares de Souza, cronista da época, comenta em seu "Tratado Descritivo do Brasil" que Tomé de Souza deslocou suas naus do Porto de Vilha Velha, atual Porto da B\arra, para a Enseada da Preguiça por questões de segurança e por estar próxima onde se construia a cidade.

Hoje, essa mesma Marina praticamente está se apossando do que restou da faixa de areia, com alegações que não convencem às pessoas que pensam um pouco sobre a cidade.

Está em pleno andamento a construção de um novo cais a partir do Trapiche onde hoje funciona o Restaurante Amado. Visa o alargamento do espaço para 200 novas lanchas e escunas.

Aos que estão a contestar, alega-se que o resto da Praia da Preguiça será preservado e até melhorado.
 
Mas como? O cais que se projeta em direção mar afora, vai prejudicar a ventilação da área, a paisagem, fluxo de correnteza, etc. etc..afora os danos causados a qualidade da água, desde que 200 novas lanchas haverão de ser limpas quase todos os dias, afora a poluição por óleo e gasolina. Não há como canalizar em separado esses detritos quase naturais de qualquer marina.
 
Por outro lado, o cais que se está a construir tem um inicio um tanto quanto estranho, quase estrabólico. Começa no fundo do trapiche onde hoje funciona o Restaurante Amado.
Claro que a Marina deve ter tentado a compra do referido trapiche, (restaurante inclusive), mas o seu proprietário deve ter pedido alto e hoje negam ter havido qualquer proposta. Não se acredita  nessa historia. O trapiche está atrapalhando o tal do cais. Parece um “apêndice” do mesmo.
 
A recíproca também é verdadeira. Sem dúvida que a extensão da Marina com suas 200 novas lanchas, o cais em si prejudicando a vista da área, irá trazer sérios prejuízos ao belo restaurante que tinha na paisagem do local um dos seus trunfos, conforme se pode ver adiante.

Não se compreende nem se aceita que os proprietários do referido restaurante tenham aceito essa aberração. Também não se aceita que a Prefeitura, Marinha, etc. não estejam vendo o que está acontecendo.


Claro que as condições do mar nessa área teriam que ser modificadas, com reflexo na Praia da Preguiça antiga “Enseada da Preguiça”.

Antiga Enseada da Preguiça

 


Nesse sentido, os próprios proprietários da Marina reconhecem o feito quando em nota à imprensa dizem:


"que a obra evitará o deslocamento da areia da Praia da Preguiça, segundo os estudos realizados durante mais de uma década, com o aval de técnicos dos órgãos de controle ambiental".

(Os grifos são nossos).

Deslocamentos de areia? Causados por quê? Claro que pela construção da Marina.

O que mais se teme com a ampliação do equipamento que estamos tratando é o fim da Praia da Preguiça, ao lado da Marina.

Alegam que nada vai acontecer. A praia vai ser preservada e até melhorada. Dá para rir! Partimos do principio de que a ampliação à direita da Marina com um cais partindo dos fundos do Restaurante Amado, vai ser tomado por lanchas e mais lanchaas. E se ainda restar praia, seus frequentadores terão com "vista" apenas as lanchas e ainda ficarão limitados a uma pequena faixa de mar. Acresce a tudo isto, a extenção que também foi feita no cais de fora.
Sem dúvida que a ampliação da Marina envolvendo a Praia da Preguiça que ficará literalmente em seu território, irá prejudicar por inteiro a paisagem da emesma.
 
Agora vamos analisar a questão do Restaurante Amado que fica ao lado da Marina. É um belíssimo restaurante. Tem vista para o mar. O cais que se está fazendo, perpendicular à Contorno, começa nas suas paredes como se poderá ver na foto adiante. Não encontramos outro termo senão este a fim de definir o referido cais: "nas paredes". Em consequência, sem dúvida alguma, o belo restaurante está a perder uma de suas melhores qualidade: a vista do mar.
 


 





Bela Vista - Belos Tempos.
 

Briga de cachorro grande”, com dizia o extraordinário radialista França Teixeira, recentemente falecido.
De relação aos aspectos jurídicos da questão, transcrevemos pareceres de especialistas em relação às praias:

"A definição de praia é importante para que esse bem seja delimitado uma vez que diversas questões jurídicas sobre ela podem surgir. Quando não for possível demarcá-la a solução é realizar pericia segundo os parâmetros da Lei 7.661 de 15/05/1988. Logo o Poder Público deve evitar a invasão, a privatização ou o desvio de finalidade desse bem que não seteja devidamente delimitado." 
, a solução é
 Já a sua proteção jurídica é garantida pelo art. 3º, inc.I, da mesma lei.

"Outras causas de degradação do ambiente praiano e marinho são as construções como barragens e portos, a expansão urbana, as instalações industrais, as obras de recreação e turismo realizadas na própria praia, a mineração costeira (retirada de areia), a construção de centros de pesquisas, bem como os bares e rertaurantes erguidos sobre as areias. Essa situação gera problemas não só ambientais como a poluição marinha e o comprometimento de sua balneabilidade, mas também problemas sociais ou socioambientais atingundo inclusive os pescadores, pois não são raras as vezes que a imprensa noticia as graves situações por que passam as pessoas que vivem da pesca que em razão da poluoção marinha se vêem privados de seu sustento"



Ainda de relação aos pescadores ou mesmo pessoas que apenas gostam de pescar, não poderão fundear seus barcos no local. Só lanchas e escunas serão permitidas, desde que paguem regiamente pelo local.
Ainda de relação à pesca, sem súvida alguma que uma marina como esta provoca a sua diminuição e até extinção. Por exemplo, antigamente pescava-se de mergulho na parte externa do cais sul do Porto.
 
 
 
No local existia muito bodião azul e batsda. Duvidamos que haja mais algbum nas redondezas.
 
.

Por fim, fala-se na construção no local de um heliporto, de um posto de combustível e um prédio de seis andares no local onde se encontra o trapiche e que seria demolido.
Sem dúvida que essas inovações provocarão novas polêmicas.  



Uma visão mais completa


Trapiche- Praia e principio da atual Marina


O novo cais avança rapidamente


Interior do belo restaurante

Por fim, colocamos abaixo uma foto aérea do local da obra, a Marina, as praias (uma de areia e outra de cascalho) e o restaurante. Através dela, o leitor terá uma melhor ideia do que está ocorrendo..


Vista aérea do local

Por muito menos, o Ministério Público proibiu o funcionamento de barracas nas praias de Salvador ou próximo delas. E agora? Como ficamos? Irá acontecer a mesma coisa que os piers do Corredor da Vitória? Apesar de multados, continuaram funcionando. É a mesma encosta que a Marina se apossou. de forma definitiva e agora busca ampliar!

domingo, 21 de julho de 2013

PASSEATAS E MAIS PASSEATAS- SAQUES E MAIS SAQUES

A “coisa” está ficando preta. Nesta semana o Leblon, um dos melhores bairros do Rio de Janeiro foi saqueado no bom sentido da palavra. Destruíram 25 lojas e algumas portarias de prédios residenciais.

Av. Delfim Moreira - Leblon - Rio de Janeiro

Rua Aristides Milton- Leblon - Rio de Janeiro

Os manifestantes convocados pela Internet alegam que não são eles os autores dos saques e sim bandidos infiltrados na massa.

Claro! Não se tem a menor dúvida quanto a isto.

O que se pode e deve ser contestado é que se não houvesse essas passeatas quase todos os dias, não haveria os saques.

Ao que nos parece, a mensagem da rua, do povo, já foi suficientemente dada. O governo já está ciente. Infelizmente, não tem como resolver a curto ou médio prazos.  Aliás, mais rigorosamente,  não há como resolvê-los em se mantendo a estrutura política que ai está.


Dessa maneira, é bom que se parem as manifestações, antes que o próprio País pare de vez. A Rua Aristides Milton já está com barricadas. O direito de ir e vir e até de morar já estão prejudicados.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

É FERRO NA BONECA- DIZIA O RADIALISTA FRANÇA TEIXEIRA

Nos idos de 1960/1970 França Teixeira entrava no ar através à Radio Cultura. Seu programa era esportivo e chamava-se “Resenha do Meio Dia”. Tinha uma audiência extraordinária. A televisão ainda não tinha a força que hoje possui. O rádio talvez fosse mais forte. Seus comunicadores ficavam famosos ao ponto de se tornarem políticos. 

França Teixeira

Foram os casos de França Teixeira que foi Deputado Federal em duas oportunidades; Newton Moura Costa que foi Deputado Estadual; Pacheco Filho que foi vereador e Fernando José que se tornou Prefeito de Salvador.

É da autoria de França Teixeira expressões que ficaram famosas em toda a Bahia como, por exemplo, "é ferro na boneca" e "briga de cachorro grande".

Infelizmente, no dia hoje anuncia-se a sua morte. 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

PALACIO DA ACLAMAÇÃO FOI UMA RESIDENCIA


Em meados do século XIX Salvador era considerada uma das maiores cidades do Hemisfério Sul. Seu tecido urbano procurava imitar as grandes cidades europeias, inclusive Paris. Na época se construiu grandes palacetes, a maior parte projetada por arquitetos estrangeiros e uso de matérias importados.
Até mesmo no Comercio, se construiu belíssimos prédios, bem como mais adiante em de Itapagipe, como foi o caso principalmente do atual Abrigo D. Pedro II, residência da família Machado.
Na Cidade Alta, há que se destacar o atual Palácio da Aclamação que foi residência do senhor Miguel Francisco Rodrigues de Morais, comerciante na época, português de nascença. Ele o comprara em 1894 da viúva  Anna Carolina Ribeiro Miranda. Morreu em 1895 e sua viúva  Clara Cesar de Morais permaneceu no palacete até o ano de 1911 que o vendeu ao governo por trinta contos de réis, ou seja, hoje o valor de trinta milhões de reais.
Palácio da Aclamação
Jardim
Salão Principal
Mais interior

terça-feira, 16 de julho de 2013

PESSOAS INTERESSANTES E\OU FOLCLÓRICAS - IRMÃ DULCE

Segundo critérios do Vaticano ela é quase uma santa. Hoje, descansa no mausoléu anexo à sua principal obra: o Hospital Santo Antônio. Anteriormente, já por volta de 1943, já se tinha noticia que ela dirigia uma escola nos Alagados do bairro do Uruguai. Daí não parou mais. Entre 1950 e 1960 era comum vê-la andando pelo Comércio buscando dinheiro para seus doentes. De bata branca e azul, ia atrás das empresas e bancos daquela época. Correia Ribeiro do Banco da Bahia; Calmon do Banco Econômico; Pergentino Holanda do Banco Holandês; de Mamede do Super-mercado Paes Mendonça; dos Carvalhos; do pessoal das empresas de cacau; enfim de todo mundo que tivesse algum recurso extra ou sobrando.



Era incansável e só deu por satisfeita quando o governo desapropriou parte da Vila Militar dos Dendezeiros, onde funcionava a cavalariça e ela pôde levantar o seu hospital. Quando isto aconteceu, a classe médica de um modo geral deu-lhe todo o apoio. Todos faziam plantão de graça nas suas dependências. Ainda hoje é assim em grande parte.
Largo de Roma onde vai ser erguido um memorial

Então, era uma mulher forte fisicamente. Ao contrário! Magérrima. Certamente buscava força no amor às pessoas necessitadas. Uma força divina, quase inacreditável.

Também intrépida! Invadiu casas desocupadas; arcos de ladeiras; prédios públicos a fim de alojar os seus doentes. Em determinados países, seria presa. Aqui, deve ter comparecido a algumas audiências com delegados de plantão. Os caras em vez de prendê-la, pediam perdão.

Atualmente, a Prefeitura está fazendo ou vai fazer um memorial em sua homenagem. Tem que ser algo muito bom, monumental a altura de sua obra. Por muito menos, em outras plagas se fizeram estátuas gigantes.

Local onde se deu a beatificação de Irmã Dulce
Em 1924 o Governador da Bahia Francisco Marques de Gões Calmon realizou uma solenidade pública de inauguração de um espaço e recebeu em homenagem uma cesta de flores das mãos de uma garotinha linda, dez anos de idade, impecavelmente vestida, com um chapeu Panamá na cabeça. O nome dela era Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes que já adulta seria conhecida pelos baianos como Irmã Dulce, a santa da Bahia.

Por fim, publicamos uma foto rara da querida irmã: ela aos 10 anos numa solenidade em 1924 entregando uma cesta de flores ao então governador da época, Francisco Marques de Góes Calmon. Estava ao lado de seu pai, dr. Lopes Fontes:


segunda-feira, 15 de julho de 2013

PESSOAS INTERESSANTES E/OU FOLCLÓRICAS - MAMEDE PAES MENDONÇA

Está ai uma figura inesquecível. e super interessante: Mamede Paes Mendonça. Natural de Serra do Machado em Sergipe onde nasceu em 1915. Começou com uma simples padaria e se tornou um dos maiores empresários do País no ramo de super-mercados.

Conta-se que numa determinada madrugada recebeu a “visita” de Lampião. O cangaceiro precisava de pão para seus seguidores. Seu Mamede negociou a entrega levando-o até “a querer pagar”. Seu Mamede não aceitou.

Essa incrível habilidade foi uma tônica em toda a sua vida. Sabia negociar como ninguém. Conta-se que, durante a Guerra, um navio alemão foi apreendido no Porto de Salvador carregado de arame farpado. Seu Mamede comprou toda a carga. Como naquela época o Brasil não fabricava o referido produto, seu Mamede a vendeu com lucros extraordinários. Diz-se que foi por ai que começou seu império.

Mamede Paes Mendonça

Sua primeira loja  de super-mercado foi em Nazaré, na Rua Jogo do Carneiro. O gerente era o senhor Pedro Oliveira que o acompanhou por toda a vida.

Onde é hoje um super-mercado, funcionou a primeira loja Paes Mendonça


Antes, contudo, tinha uma loja de atacado na Praça Marechal Deodoro, perto do seu escritório na Praça Conde dos Arcos:

Nessa rua funcionou sua primeira loja em Salvador . Era um atacado

Por muitos anos funcionou nesse prédio no Comércio o escritório do Seu Mamede


E porque sua empresa teve que vender as quase 100 lojas que construiu ou absorveu e encerrar seus negócios?

Procuramos essa resposta em diversas fontes e não se tem uma resposta convincente, mas temos nossa versão:

Primeiramente, Seu Mamede já tinha morrido. Se fosse vivo teria negociado com vantagem que nem fez com Lampião na padaria lá em Serra do Machado. Lá corria risco de vida; aqui tiraria de letra e sairia sorrindo.