segunda-feira, 9 de setembro de 2013

FRESCOBOL PRATICAMENTE NO MAR - SÓ EM ITAPAGIPE

Frescobol praticamente no mar
A foto acima pode parecer estranha a muita gente que não conhece Itapagipe. Um casal, joga frescobol no meio do mar, ou seja, rodeado pelo mar por todos os lados. Praticamente, joga numa espécie de ilha, desde que rodeada de água por todos os lados.
Nada disto, contudo. É o recuo do mar neste local que ainda vai baixar mais até despraiar todo este pedaço.
Mas não é sensacional? Ninguém para incomodar ou ser incomodado, diferente de  quando o frescobol é jogado na praia comum; a bolinha às vezes bate na cabeça de alguém, numa criança, por exemplo, e sempre há uma reação dos pais. Afora a raquete que na sua movimentação pode bater na cara de alguém que passe perto. Aliás, por essa razão, sua prática é proibida em muitas praias.
Mas que tal sabermos como surgiu essa prática? Não é que foi  no Brasil entre 1945 e 1946 na praia de Copacabana no Rio de Janeiro! Foi seu idealizador o senhor Lian Pontes de Carvalho que residia no edifício número 1496 da Avenida Atlântica naquela cidade. Teve sequência em 1950 com o arquiteto Caio Rubens Romero Lyra, também morador de Copacabana à Rua Bulhões de Carvalho.  Ele costumava jogar tênis com amigos na areia da praia entre os postos 4 e 5. Como as raquetes estragavam com a ação da areia e da água do mar, ele desenhou raquetes de madeira e mandou fazê-las numa carpintaria.


Av. Atlântica - Rio de Janeiro

Rua Bulhões de Carvalho - Rio de Janeiro

Frescobol em Copacabana

Também é interessante sabermos a opinião do povo em geral sobre essa prática e nada como consultar as rêdes sociais. Encontramos verdadeiras pérolas. Vamos ver algumas delas:

    ""Pensou bobagem né? Eu também.
Mas acho que é um jogo inventado pra quem não quer tomar bico nas canelas, nem correr feito maluco numa quadra de tênis,
Só na boa na beira da praia, bolinha pra lá, bolinha pra cá".
  "O nome do frescobol vem da tendência do carioca de debochar de tudo. No inicio, achavam que era um jogo para frescos. Depois foi incorporado aos esportes de praia, por ser um jogo em que só se visa desenvolver a habilidade de manter a bola no ar, batendo nela o mais forte possível na direção do outro, para que possa rebatê-la. Não há pontuação nem vencedor.
"O fato interessante e positivo do Frescobol é que não existe rivalidade; não há vencidos ou vencedores por se jogar cooperando um com o outro."

"É um esporte entre amigos. Nunca daria certo um amigo jogar contra um inimigo. A bolinha não se sustentaria por um segundo"
"O lado interessante e positivo do Frescobol é que não existe rivalidade, não há vencidos ou vencedores por se jogar cooperando um com o outro, ou seja, nada de adversários, é um jogo amistoso com comprometimento nas jogadas.

"Porque o invento era fresco. KKK. Tô brincando"





ESPIONAGEM CONTRA O BRASIL

O mundo está em polvorosa. O Brasil está em polvorosa. Os Estados Unidos vêm bisbilhotando até os Presidentes dos países, independentemente de ser amigo, inimigo ou neutro. Também está penetrando nos segredos das empresas desses países e em nosso caso, notadamente a Petrobrás. Ela que julgava ser a única detentora ou principal detentora da técnica de perfuração de petróleo na camada do pré-sal, já não é mais. O País norte americano já tem as informações que precisa para também ele perfurar o pré-sal aonde quiser desde que existem pelo mundo outras camadas de pré-sal, claro.

Plataforma

Mas, e daí, dirão alguns. Chegaria um dia que todos haveriam de saber como fazer esse serviço, mas existe um detalhe, aliás, um grave detalhe: o Brasil gastou bilhões de dólares para chegar no ponto onde se encontra e em poucos segundos os Estados Unidos tomam conhecimento de tudo, de graça, sem gastar sequer um dólar. Sensacional! Para eles.

Assim pensando, não vemos na reação do governo brasileiro algo que se fale em ressarcimento, indenização, multa ou algo parecido que obrigue aos Estados Unidos pagar ao nosso País. Por enquanto, estão pedindo uma “explicação” e até o momento os Estados Unidos estão dizendo que “isto” trata-se de uma rotina. É brincadeira!

Agora, vamos admitir o inverso da moeda, ou seja, fosse o Brasil o País bisbilhoteiro e os Estados o País bisbilhotado. Aí, sem dúvida, que a reação seria bem outra. De cara faria intervenções nas importações de produtos brasileiros; convocaria urgente a Assembléia na ONU para discutir o assunto; retiraria seu embaixador do Brasil e demais membros, etc. etc.


Teria alguém dúvida disto? Achamos que não. É uma questão de princípios, no caso, princípios diplomáticos. Os Estados Unidos agem assim como a grande potência que é. O Brasil e demais países, caminham até com medo de ofender a grande nação. Vão tateando, agachados e tudo vai ficar em nada. Alguém tem alguma dúvida?


sábado, 7 de setembro de 2013

QUINTAS DA BARRA OU SIMPLESMENTE FAROL DA BARRA


Temos visto várias fotos de como era a Barra antigamente na altura do Farol. A maioria focaliza o lado do mar, notadamente a Ponta do Padrão.  E como era a parte de trás da Barra? Pouco ou quase nada se sabia, até que localizamos a foto acima que é um postal enviado pelo “Brother Joseph" para  a sua irmã Kisses  em 1908. (Arquivo de J.Mello).

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

PRAÇA DA SÉ E LADEIRA DE SÃO BENTO ONTEM E HOJE

Vamos reparar através fotos dois casos de parte de nossa cidade anos atrás e hoje em dia. Além de curioso, não deixa de ser importante observar as mudanças arquitetônicas ocorridas.

O primeiro deles é a Praça da Sé fotografada  a partir da Catedral:


Esta foto deve ter sido obtida entre 1934/1935. Ainda circulavam os antigos bondes. Dois deles se dirigem para a Rua da Misericórdia. Há que se destacar também os prédios em frente, cinco no total, bem como as oito luminárias ao centro da praça. Belíssimas!


 Hoje é assim a Praça da Sé, vista do mesmo ângulo.  Foram retiradas as luminárias centrais e se construiu uma fonte luminosa que raramente funciona. Os bondes não mais circulam, mas a grande modificação havida no local é o prédio em frente. Ele substituiu os cinco imóveis então existentes. Teria sido para melhor ou para pior? Sem dúvida que para pior. É uma construção moderninha, constatando com as demais existentes na praça. Guardadas as devidas proporções, o mesmo aconteceu na Praça Municipal com a transparente Prefeitura de Salvador, bem em frente ao magnifico Palácio Rio Branco.

O segundo caso é a tradicional Ladeira de São Bento e no seu alto o belíssimo Convento de São Bento e a Basílica anexa dedicada à São Sebastião. 


Há de notar nesta foto a movimentação de terra à esquerda  em frente aos edifícios.Merece também registro as luminárias na extremidade dos passeios dos dois lados. Reparem a última luminária à direita. Ela se acha ao fim do passeio junto à igreja. Esse detalhe é importante porquê mostra que a igreja e o convento delimitavam a ladeira, ou seja, ela terminava exatamente ai ou no máximo, havia um corredor mais do que estreito à direita. Foi por essa razão que J.J. Seabra quando partiu para construir a Avenida 7 de setembro, quis demolir tanto a igreja quanto o convento. Não conseguiu .Os frades fizeram um movimento em contrário que envolveu toda a sociedade e a imprensa. E como a avenida prosseguiu à direita? É o que veremos na foto seguinte:



Simplesmente derrubando os prédios à direita como se vê na foto acima, preservando a igreja e o convento.. As setas indicam o que foi feito.

Há de se notar ainda nessa foto, as extensões gradeadas à esquerda em frente às casas. Na foto anterior, essa área estava sendo removida. Todas são sustentadas por grossas pilastras. Reparem a uniformidade. Só não combina toalhas e afins enxugando ao sol. Bem provinciano!

Outro detalhe: há de se reparar que as luminares existentes no local foram todas removidas. Também pode se destacar a tentativa de arborizar a área  de ambos os lados (proteções de madeira). Reparem também que as futuras árvores estão dispostas na rua e não nos passeios como é de costume.

Por fim, vamos ver como está o local hoje em dia:


Parece outro local. Primeiramente, à direita o Ed. Sulacap. Algumas árvores, principalmente à esquerda. Deve ter sido aquelas protegidas pelas armações de madeira. Ao final a Igreja e o Convento. Anteriormente, o local era residencial. Agora é só comercio, pelo menos na parte térrea.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

RIBEIRA SEM O AEROPORTO

É sempre muito agradável o encontro de uma foto antiga de um determinado lugar, principalmente se você viveu nele. É o caso presente. Parte da infância e toda a juventude moramos nas proximidades.

Acreditamos que a maioria das pessoas tem esse sentimento. É como se fosse o encontro com o passado.
É o caso da presente foto encontrada por acaso: os Tainheiros sem o seu "aero-idro-porto".

Há muitos anos, desde o tempo da guerra, quando os americanos o construíram, estávamos acostumados a ele, vivemos com ele e sempre em horas agradáveis. Por exemplo, quando os aviões Catalina pousavam na Ponta da Penha e como que acariciando as águas da grande enseada, deslizavam por ela até chegar ao belo aeroporto, ou então nas grandes festas do São Salvador em dias de regata ou ainda quando corríamos através dele para acompanhar o páreo que se decidia naquela altura. 

Visto de terra

Visto do alto

Pousando nas águas tranquilas da Penha

E a foto? Ei-la:

A CURIOSA PRAÇA DE "MATA" FECHADA DE SALVADOR

A Praça Cairu no bairro do Comércio é desses lugares que as pessoas que circulam pela Cidade Baixa de Salvador se obrigam a passar, seja em direção ao Mercado Modelo, seja principalmente, em direção ao Elevador Lacerda. Os turistas, então, são os passantes mais assíduos.

Consequentemente, teria ser um lugar bem tratado, bonito, para uma cidade que depende muito do turismo.

Entretanto, não é o que vem acontecendo de certo tempo para cá. Estabeleceu-se no local uma feira de artesanato quase que injustificável sob muitos aspectos. Um deles, talvez o principal, diz respeito que essa feira está em frente ao templo do artesanato de Salvador que é o Mercado Modelo.

Seus comerciantes se dizem prejudicados, desde que enquanto eles pagam impostos, energia, água, encargos sociais, etc. os barraqueiros da praça estão longe disso.

Em suma, estamos diante de uma situação inusitada. E não se diga que seja uma feira organizada. Não é! Inclusive ela esconde um dos importantes monumentos públicos de Salvador dedicado ao Visconde de Cairu. 
A feira é uma mixórdia

Mas antigamente era assim? De forma alguma. A Praça Cairu era uma praça modelar de um beleza invulgar. Vejamo-la:
Um belo gramado e em torno uma fileira de árvores devidamente cuidadas. Ao centro o belo monumento.

Curiosamente, antes disso, ela foi como que uma "mata" fechada. Verdade!. A foto não nos deixa mentir.



Incrível! Hoje seria um paraíso para os ladrões (1913/1915)

O ATERRO DO PORTO DE SALVADOR COM MAIS DE 100 METROS MAR Á DENTRO

Cais das Amarras - Lindão

Inicialmente o nosso “porto” era da forma que estamos vendo acima. O mar chegava ás proximidades dos edifícios, ou seja, apenas uma rua os separava.

Mais para  frente, com o monumento à Batalha de Riachuelo encimando o pedaço, esse mar batia no cais onde o mesmo estava próximo:


Praça Riachuelo - Monumento à Batalha do Riachuelo

O prédio à direita faz parte daquele conjunto maravilhoso em frente ao Cais das Amarras. Vejamos melhor esse detalhe na foto seguinte:


Ai está! O monumento ao final da rua do Cais das Amarras. Juntinho ao mar com suas embarcações ancoradas nas proximidades.

Antes de darmos sequência às considerações atinentes, há de se registrar a beleza do entorno ao grande monumento. Cercado por uma belíssimo gradeado que se sustenta em alvenaria com desenhos coloridos. Luminárias encimadas no portão de entrada. Internamente um belo jardim, formando um mosaico em torno do monumento. Extraordinário!


Pois bem! Com o aterro do porto, esse belo conjunto como que se interiorizou, ou seja, ficou em frente à Rua Miguel Calmon que é terceira rua à partir dos armazéns do Porto:


Também ficou bem. Os prédios em frente não são mais aqueles ao estilo pombalino do Cais das Amarras. São construções bem mais modernas e não tenhamos pejo em dizer, mais feias. O da esquina à direita é a maior representação dessa última classificação. Funcionava ai uma repartição do governo federal, o atual INPS.

Muitos pensam que os armazéns do porto foram construídos ao final do Cais das Amarras, ou seja, colocaram abaixo dois ou três quarteirões de edifícios à esquerda e aí surgiram os armazéns na ponta do cais.

Não foi assim! Após o Cais das Amarras começou o chamado “aterro do porto”, ou seja, o mesmo avançou mar a dentro mais de 100 metros, buscando uma profundidade maior que, segundo se sabe, chegou aos oito metros.


Distância a que ficou o monumento dos armazéns – 163 metros. Desde que ele se encontrava a cerca de 13 a 15 metros desse cais antes do aterro, conclui-se que esse aterro avançou cerca de 150 metros mar a dentro, ou melhor, mar afora.

 O grande aterro
Vejam como o mar chegava junto! Antiga Alfândega, hoje Mercado Modelo. Ao seu lado esquerdo o principio do Cais das Amarras.


Hoje é assim. Há um espaço enorme até proximidades do mar

Retornemos ao passado. A mesma Alfândega e atrás dela se construiu um dos armazéns. Como se sabe, eles são enormes. O mar chegava junto como vimos anteriormente.