domingo, 9 de fevereiro de 2014

VAMOS PRESERVAR NOSSOS SIRIS-BOIA

Fomos cerca de quatro ou cinco vezes à Fortaleza e em apenas uma delas podemos comer lagosta em um dos seus restaurantes. Nas outras ocasiões, obedecia-se a Lei do Defeso da Lagosta. Ninguém podia pescar o saboroso crustáceo ou vendê-lo nos restaurantes. Finalidade: preservação da espécie.

Aqui em Salvador não temos conhecimento em nenhuma época da prática dessa lei. Por exemplo, os Tainheiros era um viveiro de tainhas e este peixe era pescado todos os dias do ano e se seu extermínio não se desse com a prática abusiva da pesca, dar-se-ia mais tarde com  a invasão dos Alagados, tomando grande parte da grande enseada e do que ela possuía de bio-diversidade em prol dos peixes e crustáceos que existiam no local: os manguezais e grande extensão de enseada.



Cardume de tainhas

Outro exemplo impressionante é a pesca do siri-boia. Tínhamos os maiores siris-boia do Brasil e hoje esta espécie talvez seja menor que um siri puã ou caxangá. Como se sabe, existiam siris-boia de quase meio metro de ponta a ponta de suas garras abertas. O casco tinha quase um palmo de extensão. Moradores e pescadores antigos poderão comprovar.





Siri Caxangá

Siris-boia já cozidos

Hoje, não passam de meros 25 centímetros e já não é aquela atração que motivou a abertura na Pedra Furada de restaurantes especializados em siris-boia. Dona Maria do “Restaurante Tia Maria” que o diga. 


Restaurante Tia Maria - Tem sempre siri-boia

Outro grande pecado contra o siri-boia é a captura das fêmeas e até sua negociação. A foto adiante foi tirada na Penha onde existe uma colônia de pescadores:

Muitas fêmeas num tabuleiro de vendas de siri na Penha em Itapagipe - Muitos ainda pequenos, outros com ovas.

Para finalizar postamos uma foto do maior siri do mundo. Ele tem uma envergadura de 3 metros:





sábado, 8 de fevereiro de 2014

NÃO HÁ MAIS LUGAR PARA SE SENTAR E FICAR EM ITAPAGIPE

A Penha e o Bugari estão mudados completamente e dentro de pouco tempo também o Poço irá sofrer severas modificações. Tiraram todos os toldos, mesas e cadeiras dos espaços do lado do mar.Mas, como nem tudo são flores, acabaram todos os bares restaurantes. As baianas também sumiram. Está ficando difícil "ficar" em Itapagipe.

A Penha hoje está assim - Totalmente livre de toldos, mesas e cadeiras

Anteriormente era assim:

Penha dos toldos

O que está certo e o que está errado. Esta é a questão. Na verdade, a Penha sem os toldos proporciona uma imagem quase severa ou como se fosse um lugar proibido. Na praia não tem um pé de gente, como se costuma dizer. Já com os toldos tornava-se alegre e convidativa.. Dava para ficar, como já dissemos.

Eis a questão: até que ponto a Prefeitura está certa em proibir o funcionamento de bares e restaurantes nesse lugar e até de baianas de acarajé? No caso da Penha até baianas de peixe frito, muito comun no local..  Qual a alternativa que ela oferece à população no lugar dos toldos? Até agora, nenhuma. Enquanto isto dezenas de pessoas perderam o emprego e pequenos comerciantes do ramo terão que fechar suas micro empresas. 

Já no Bugari nos pareceu acertada a medida de retirar grande parte das mesas e cadeiras que tomavam todo o espaço da praia. Vejam como era:


Agora está assim:

Tem até espaço para jogar fute-voley

Enquanto isto está se permitindo  a venda de peixes e mariscos na ponta da Praia do Bugari: em barracas caindo aos pedaços, sem nenhuma higiene, etc. etc. Até no passeio vendem-se  mariscos.. Certa feita tivemos ocasião de tirar uma foto de um tabuleiro de siris-boia, muitos dos quais fêmeas. 

Antigas barracas de peixe


Muitas fêmeas e a cada ano os siris são menores

JOGOS OLÍMPICOS DE INVERNO DE SOCHI

Na noite de ontem, no Estádio Olímpico Fisht, a beira do Mar Negro o presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou oficialmente abertos os jogos Olímpicos de Sochi.

SOCHI

Foi um espetáculo deslumbrante como nunca se viu antes, apesar das críticas da imprensa internacional por uma falha no principio da cerimônia,  quando a televisão soviética ao apresentar os arcos olímpicos, o fez com uma falha incrível: em vez do quinto arco idêntico aos demais, surgiu uma “catraca” estilizada dessas existentes na indústria.
(?!)
Uma catraca
Estariam os russos dando ao mundo uma mensagem de força  de sua indústria ao ponto de incluí-la no contexto olímpico?
- Claro que não! Foi falha mesmo, logo corrigida, mas infelizmente o mundo já havia registrado.
Aliás, esse mundo estava procurando uma oportunidade para “denegrir” esses jogos, aliás, sem muita razão. Não encontramos nenhuma. O fato de que a região é insegura, não se justifica. Hoje em dia, qualquer lugar do mundo é inseguro. No ano passado, por exemplo, em plena Maratona de Boston, detonaram duas bombas em plena avenida da corrida.
Em razão desse clima nebuloso, muita gente deixou de ir a Sochi e diz-se que em razão da diminuição do número de turistas (pelo menos 30 mil) os organizadores tiveram que dar ingressos grátis à população local para encher o estádio.
De resto ou no mais, os russos proporcionaram ao mundo um espetáculo deveras maravilhoso como nunca se viu antes.
Delegação brasileira
Um dos estádios.
Público
Fogos
Tocha Olímpica

Maria Sharapova

Se não bastasse tanto beleza ainda designaram uma das mulheres mais belas do mundo para conduzir a tocha olímpica. Detalhe: uma das poucas vezes onde ela aparece com os cabelos soltos e rindo, desde que na maioria das vezes os cabelos estão presos sob um boné e uma expressão sempre séria, que nem o seu presidente. O homem não rí. Aqui Maria ria. Sabia que bilhões de pessoas estavam apreciando sua beleza. 

Concentração ou compenetração. Os termos são parecidos, mas não iguais!

domingo, 2 de fevereiro de 2014

BALAUSTRADAS DA BARRA

Quando se construiu o atual passeio do Porto da Barra e até  mesmo  parte da Avenida Oceânica entre o Farol e o Cristo, substituindo as pedras portuguesas por cimento e granito, foi um "Deus nos acuda", inclusive com a realização de um plebiscito entre os moradores sobre o que achavam melhor. Ganhou a proposta do novo passeio de granito e cimento.

Contudo, a palavra final foi dada pelo Instituto Histórico que opinou que a mudança do passeio nada tinha a haver com o histórico do local. Completou: fosse a balaustrada, aí sim haveria problema, desde que ela é uma peça que faz parte da história de Salvador, ou seja, desde o principio do século passado, (mesmo um pouco antes) esse equipamento decorou diversos lugares de nossa capital, principalmente as praias.

Logo, as nossas balaustradas são algo como que sagrado. Sem elas os lugares ficariam como que faltando algo e perderiam sua beleza, inclusive o Bonfim que também ostenta uma linda balaustrada que vai da ladeira até onde fica a igreja.

Bonfim
Também na ladeira principal - Balaustrada em modelo todo próprio.

A colocação de balaustradas na Barra começou por volta de 1912/16 quando das grandes reformas que a nossa cidade sofreu.durante o governo de J.J. Seabra. Há quem diga que ela é do principio daquele século ou até antes.

Calçamento da Avenida Oceânica - Colocação de Postes de iluminação e a balaustrada já estava delimitando os espaços - Por volta de 1912.

Não dá para ver com nitidez o modelo da balaustrada, entretanto, percebe-se que não tem pilares. Deve ter sido este:

Recortada

E é justamente esse modelo que está sendo usado em toda a extensão da nova avenida, absolutamente coerente com o que havia antes no mesmo local.
Nova Barra

Enquanto isto, não se entende porquê o trecho que vai do Farol até o Porto da Barra existe outro modelo de balaustrada, ou seja, com pilares na sua formação. Vejam:

Espaço entre o Farol e o Forte Santa Maria - Balaustrada com pilares




Até o Porto é assim.

Não seria uma discrepância? Até um certo ponto (Farol) balaustradas sem pilares e a partir daí balaustradas com pilares? Ou é interessante essa variação? Temos a impressão que irão permanecer os dois modelos. Se, por acaso, optarem por uma uniformidade, claro que a Prefeitura vai optar pelo modelo que está sendo feito na Barra. Dizem, inclusive , porque é mais resistente e menos caro.

Noutra linha de reciocínio, alguns opinam que se houvar uma uniformização o modo com pilares (o do Porto) deveria ser escolhido porquê é anterior ao da avenida, sem esquecer ainda que a cidade começou nesse local quando chamava-se Vila Velha ou Vila do Pereira, primeiro donatário de Salvador que aqui chegou em 1936, treze anos antes de Tomé de Souza que só aportou na Barra em 1549.



Praia do Porto já de balaustrada com pilares faz muito tempo- Ainda no tempo dos oitizeiros.




sábado, 1 de fevereiro de 2014

NOVA BARRA - NOVOS TEMPOS

Temos boas noticias de relação às obras de modernização da Barra. Por exemplo, o trecho entre o Barra Center e o Farol praticamente está pronto, inclusive as novas balaustradas.

A nova Barra

Trata-se de algo totalmente diferente do que temos atualmente ou no passado de qualquer parte da cidade: não tem passeios tanto de um lado como do outro. É um calçadão livre apenas para as pessoas à pé ou no máximo de bicicleta. Estamos crendo que não se permitirá o uso de motocicletas na área. Aí seria o fim!

E o Carnaval e seus enormes Trios Elétricos?

Pelo menos este ano vão permitir, mas estamos crendo que nos próximos  haverá uma reformulação. É muito peso. Certamente causará determinado estrago.

Quando um exemplo é bom tende-se a copiar. Muito provavelmente a Prefeitura vai partir para fazer o mesmo em outras partes da cidade e desde já temos algumas sugestões de espaços.

Por exemplo, a antiga Baixa dos Sapateiros seria um bom local para um "calcadão" semelhante virando um shopping a céu aberto.

Antiga Baixa dos Sapateiros

 Que tal a nossa querida Rua Chile? Ficaria ainda mais elegante ou voltaria a sê-lo.

A nossa eterna Rua Chile

 A Rua da Misericórdia é outra rua bem nos "conformes" dessa nova modalidade de rua.

Como era bela a Rua da Misericordia!

 A Praça da Sé bem como o Terreiro de Jesus já possuem algo diferenciado mas ainda pode melhorar. No Comércio a nossa Rua Portugal, antiga Rua das Princesas. Se escolhida voltará a ser uma rua imperial. 

Rua das Princesas- Hoje Rua Portugal





quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

IEMANJÁ - FESTA DO RIO VERMELHO

Dois de Fevereiro, Festa de Iemanjá. Mais uma vez o Rio Vermelho é palco de uma das maiores festas de Salvador. Milhares de pessoas vão ao tradicional bairro oferecer suas oferendas à Rainha do Mar, geralmente flores e perfume. Essa festa teve inicio em 1923 quando houve uma diminuição na oferta de peixes. Ai os pescadores saíram ao mar para ofertar presentes à rainha das Águas, Iemanjá, na esperança de dias melhores. Hoje, independente da religião, as pessoas comemoram da mesma forma, levando presentes para a Rainha do Mar. No caso, as esperanças são de uma vida melhor.

 Este blog apresenta nesta postagem uma série de fotos do Rio Vermelho antigo e atual. Relembra que o nome Rio Vermelho advém da cor das águas do Rio Camarajipe antigamente,  Este rio desemboca na Praia da Mariquita.

 O nome Rio Vermelho se origina da flor chamada Camará de coloração vermelha, que era abundante em suas margens.


Camará

Já o nome Mariquita advém do tupi-guarani (mairaqiquig) e quer significar "assombro dos franceses" ou "naufrágio dos franceses".
.Rio Camaragipe desembocando na Praia da Mariquita
(Alguns chamam esse rio de Camarugipe (!)




Antigo Rio Vermelho - A antiga igreja à esquerda- Não existia nem a Casa de Iemanjá e a Colônia de Pesca do local.(sinalizadas).

Um pouco mais adiante ainda sem a Casa de Iemanjá


Nos tempos atuais

Promessa de pescadores - Assim pode ter começado a festa

Poucos anos depois - Ainda uma festa de pescadores e suas famílias.
Hoje em dia - Um mundo de pessoas noutra paisagem, inclusive com a nova Igreja. O povo de um modo geral..



O cenário de hoje


Iemanjá

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

CARNAVAL DA BARRA AINDA É UMA DÚVIDA?

Diferentemente de outros anos, a montagem dos camarotes do Carnaval da Barra só agora está começando, faltando pouco mais de um mês para a grande festa.

A razão dessa demora se deu em razão da dúvida (ainda existente) de que talvez não fosse possível a conclusão das obras que as suas principais avenidas estão sofrendo
.
Outro indicativo fortíssimo foi a desistência da cantora Daniela Mercury em montar seu tradicional camarote na Avenida Oceânica. Estaria a artista sabendo de alguma coisa ou foi apenas uma coincidência?

De relação à Prefeitura a quem cabe a organização do grande evento, ainda não houve um pronunciamento oficial de confirmação da festa no circuito Barra-Ondina.

Tem-se a impressão que há ainda alguma dúvida, vez que tem ainda muita coisa a ser concluída desde a própria Avenida Oceânica até espaços próximos ao Porto da Barra, onde se concentram os Trios Elétricos.


As  fotos adiante mostram o estágio das obras.

Rua Barão de Itapuã no Porto


Próximo ao Hospital Espanhol

Nas proximidades do Farol

Muito material!