sexta-feira, 25 de abril de 2014

AVENIDA DO CONTORNO DE ITAPAGIPE - A ESPERANÇA RESURGE

O que seria a Avenida do Contorno de Itapagipe

Em 23 de outubro de 2009, tivemos ocasião de fazer o trabalho acima. Trata-se de uma sugestão para a construção de uma avenida de contorno dos Alagados.

A nosso ver, seria a única maneira de conter o avanço das palafitas sobre o que resta da chamada “Baia de Itapagipe” ou “Enseada dos Tanheiros”.


Cinco anos após, voltamos a fazer fotos aéreas da área e se constata que o avanço das palafitas continua,  e certamente vai unir os dois lados.

O avanço das palafita continua

A esperança é agora. Temos um prefeito que está trabalhando em diversas áreas, visando a revitalização de Salvador e poderia inserir em seu plano de trabalho esta obra. Seria a mais importante de sua gestão, desde que ela atende aos anseios de quem gosta de Salvador, preservando o que ainda resta da Baía de Itapagipe.  Seria um presente à Natureza.

Nota: a foto acima é de 2009. Decorridos 5 anos, o avanço das palafitas já deve ter sido bem maior.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

ANTIGA SEDE DA WESTERN NO MEIO DA BARRA

Absolutamente curiosa a foto adiante: era a sede da antiga “Western” THE WESTERN TELEGRAPH  CO.:



Ficava no conhecido Largo dos Tamarindeiros ao final da Rua Cezar Zama na Barra.
Diz-se também que nesse largo funcionou um cinema. Possivelmente teria sido nesse mesmo prédio. 

Pelos idos de 1940/50 no lugar construíam a mansão adiante. Belíssima!

Por enquanto vamos chamá-la de "Mansão Azul" até quando alguém saiba a quem pertence e/ou pertenceu.

Na época usavam-se cabos submarinos. Ainda hoje, quem mergulha na Barra ao lado direito do Farol, ainda encontra pedaços desses cabos.



A telegrafia foi inventada por Samuel Finley Breese Morse, nascido em 27 de abril de 1791, em Charlestown, Massachusetts, Estados Unidos.
Samuel Finley Breese Morse

O telégrafo foi inaugurado no Brasil em 1857, com a instalação da primeira linha telegráfica, entre a praia da Saúde na cidade do Rio de Janeiro e a cidade de Petrópolis. Essa primeira linha tinha uma extensão de 50 quilómetros, sendo 15 quilómetros em cabo submarino no leito da baía da Guanabara.
A iniciativa partiu do Visconde de Mauá (foto abaixo)

Visconde de Mauá


sexta-feira, 18 de abril de 2014

MOMENTO ÚNICO DE UMA VISÃO




O Farol visto de um ângulo sem as balaustradas

Diz-se que o momento é a oportunidade única. É o instante de um acontecimento. No caso acima, no momento que derrubaram as antigas balaustradas para colocação de novas, fez-se um momento de fotografar o Farol da Barra de um ângulo que não lhe é comum. No momento não deu para livrar os aramados da obra que se faz no local. Por outro lado, dar-se autenticidade.

Pode relembrar o passado quando não se tinha essa proteção. Não se tinha nem mesmo a avenida. As casas ficavam próximas à praia e em dias de ressaca eram salpicadas por gotas de água salgada. 

Acima, justamente o local da foto anterior, livre dos percalços de uma obra de embelezamento que hoje se faz.  Ainda sem balaustrada e sem avenida. Apenas um caminho... caminho do mar ou da praia. Não importa, já era a Barra...

segunda-feira, 14 de abril de 2014

UMA CASA APÓS O FAROL - ESTRANHO!

O Farol da Barra e seu forte é um dos locais mais fotografados, pintados, ilustrados de Salvador, quiçá do Brasil.



Já vimos centenas de fotos de todos os ângulos do magnífico forte. O leitor certamente também.

Quase sempre é mostrada a fortaleza e o farol no seu interior. Fica localizado no Morro do Padrão uma elevação na esquina de Salvador com cerca de  12/15 metros de altura  Sua construção começou em 1696 e concluída em 1698 durante o governo Geral de João de Lencastre (1694-1702).  Também era conhecido como Vigia da Barra e é o mais antigo do continente.   

O conjunto da obra morro, fortaleza e farol, é maravilhoso e, claro, a Prefeitura procura preservar seu formato, desde que sempre tem gente querendo acrescentar algo. Foi o caso da construção de um coreto em determinado ano que não conseguimos precisar.

Em determinado ano fizeram um coreto em frente ao farol

Mas eis que nos surge uma foto do grande ícone com uma casa construída após a fortaleza. Não é coisa de muito antigamente. Deve ser algo a partir de 1942, desde que ao lado dessa foto temos o Edifício Oceania inaugurado nesse ano. Vê-se um bonde transitando no local. 


 Uma casa após a fortaleza ! Seria uma montagem?

Sinceramente não sabemos do que se trata; estamos curiosos por saber e se alguém souber que nos informe. 

LUMINÁRIAS CENTRAIS NA AV. OCEÂNICA- ERA ASSIM!

Antigamente era  muito comum as principais avenidas das cidades serem iluminadas com luminárias centrais, ou seja, colocadas no meio das ruas com ou sem proteção de pequenas ilhas.

Não temos certeza das verdadeiras razões desse procedimento, se uma questão de economia de energia, de melhor iluminação ou teria uma razão estética.

Verdade que naquele tempo não havia a intensidade de trânsito que hoje as grandes cidades possuem,   fator que praticamente descarta a centralização das luminárias centrais hoje em dia.


Mas que eram um charme não temos a menor dúvida em afirmar. Vejamos, por exemplo, a Avenida Oceânica de Salvador do principio do século passado.

Luminárias no meio da rua



Quase um obelisco... (pelo menos uma marca)
A mesma avenida noutro lance

Vista do alto - À direita a Av. Oceânica - À esquerda a Rua Afonso Celso

A mesma avenida  ainda sem os postes centrais- Perdeu muito!

domingo, 13 de abril de 2014

FAROL DA BARRA E SEU CORETO

Ao longo dos anos o entorno do Farol da Barra sofreu inúmeras modificações visando torná-lo ainda mais belo.  Atualmente estamos vendo as obras de embelezamento das avenidas e largos que lhe são próximas.

 Afinal de contas o Farol, como é conhecido em todo o mundo, é um dos maiores ícones de nossa cidade juntamente com o Elevador Lacerda, Pelourinho, Mercado Modelo  e a Colina do Senhor do Bonfim.

Essa preocupação vem de muitos anos atrás quando até um coreto já foi construído na base do morro onde ele se encontra. Não ficou muito bem e tanto isso é verdade que pouco tempo depois o tiraram.

Em verdade, não só o Forte e seu Farol são os seus atrativos. Também o morro, localizado na ponta da grande península que é Salvador, chamado Ponta do Padrão, é parte do conjunto que chamamos de Farol da Barra. É uma localização privilegiada, algo absolutamente incomum!


Resta-nos então, mostrarmos o referido coreto em fotos da época, possivelmente do principio do século XX. Não ficou bem e deve ter sido retirado às pressas.

Farol da Barra e seu coreto

Coreto do Farol com direito a bancos. Era a época das filarmônicas.Coretos como este eram seu palco

sábado, 12 de abril de 2014

FONTE DA MÃE D'ÁGUA NO MORRO DO FAROL DA BARRA

Diz-se que Francisco Pereira Coutinho, primeiro donatário da Capitania da Bahia, teria residido onde é hoje o Forte Santo Antônio da Barra, o nosso Farol da Barra.

Se isto for verdade, o local teria água doce potável, fácil de pegar. É! Parece que tinha. Estamos nos referindo à Fonte da Mãe D’Água que ficava localizada na parte de baixo da Ponta do Padrão, junto ao mar. Por demais interessante, quase inusitado ou pelo menos raro. 


Fonte da Mãe D'Água em baixo à direita

Fonte da Mãe D'Água

Depois de algum tempo ficou assim. Poderiam ter deixado.

Vista aérea do local

E de onde vinha a água da Fonte da Mãe D'Água? Do próprio Morro do Padrão, como era conhecido antigamente? De outro morro nas proximidades como é o caso do Morro do Gavazza? Do Rio dos Seixos na Avenida Centenário ou do próprio mar? Do próprio mar? Isto mesmo. Vejamos uma matéria sobre o caso.

"Por ocorrerem em profundidade e não serem tão visíveis como as águas de superfície, as águas subterrâneas são menos fotogênicas e sempre foram tidas como misteriosas. Por esses motivos, muitas foram as hipóteses sobre a sua origem. Alguns filósofos gregos acreditam que a sua formação devia-se a infiltração de ar nas cavernas, sob as montanhas. Outros defendiam a hipótese de infiltração de água do mar em cavernas e uma posterior purificação para a retirada do sal. Já o astrônomo alemão Johann Kepler, no século XVI, assemelhava a Terra a um monstro enorme que retirava água dos oceanos e a digeria, descarregando o resto como água subterrânea, Porém, Vitrúvio, um arquiteto romano no século I a.C já sugeria a possibilidade de as águas subterrâneas estarem diretamente relacionadas à infiltração de água superficial"