Este blog focaliza a chamada Cidade Baixa de Salvador. Caminha pelos seus espaços olhando o presente,buscando o passado e, às vezes, projetando o futuro. O autor viveu muitos anos em Itapagipe. Vivenciou tanto o apogeu dessa área quanto a sua degradação. Tem muito o que dizer! A partir de janeiro de 2011 este blog começou a abordar também a Cidade Alta por entender que as duas partes da cidade se completam. As ladeiras e os elevadores ligam as duas; as pessoas ajudam transitando por eles.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
BRASIL E ALEMANHA NUMA COMPARAÇÃO BEM OPORTUNA
Noutro dia tivemos a oportunidade
de ver um comentário sobre a nossa seleção digno de preocupação. O internauta
dizia: “enquanto os alemães treinam em Santa Cruz de Cabrália procurando se
adaptar ao clima do Brasil, inclusive não permitindo ar condicionado nos
quartos dos atletas, a Seleção Brasileira treina em Teresópolis em temperatura
na maioria das vezes abaixo de 15º “.
Acrescentamos nós: às vezes entre 12º e 10º
Em verdade, não é um assunto para
gerar preocupações?
Vamos exemplificar melhor: se a
Copa fosse realizado no Equador onde existem cidades a 4 e a 5 mil metros de
altitude, a maioria das seleções procuraria se adaptar a essa situação
treinando em cidades com altitudes parecidas ou chegando com bastante
antecedência para adaptação a essa altitude.
Essa é uma máxima irrefutável!
Além da escolha acertada de
relação ao clima, os alemães foram muito simpáticos ao escolher o local onde o Brasil
começou; local aonde foi realizada a primeira missa, essas coisas. Dançaram com os
índios e cantaram o hino do Bahia : “Bahia, Bahia, Bahia”. Afinal de contas seu
primeiro jogo seria na Arena Fonte Nova, campo sede do Bahia e da Bahia.
Não é preocupante a preparação da
seleção brasileira que continua treinando na Granja Comary?
Teresópolis- Hoje
está bom. 15º, mas a Umidade Relativa do Ar está em 94º (péssima).
Todos de camisa comprida!
...e de touca de lã
Mas já que estamos falando da seleção, não se pode deixar
passar a oportunidade de fazer dois comentários atinentes à formação de nosso
time, deveras preocupante.
A primeira diz respeito ao nosso meio de campo. Paulinho não
está bem a um bom tempo. Tem que entrar Fernandinho. Ficou provado no último
jogo, contudo, a maioria da imprensa acha que Felipão vai manter a mesma
formação (sem Fernandinho). Haja!
A segunda não poderia ser outra senão o centro avante de
nossa seleção. Fred até que fez um gol no último jogo, mas ainda não está bem. Preocupa. Porquê de tudo isto? É
normalíssimo que um jogador não esteja bem. Acontece em qualquer posição, mas
no caso de Fred há algo a mais: o seu substituto não é jogador de seleção.
Teve um desempenho regular no Atlético Mineiro graças a Ronaldinho que,
inteligentemente, centrava bolas na cabeça da área sabendo que ele, Jô, pela altura, se tornava perigoso, mas Ronaldinho não está na seleção.
Falando em Ronaldinho. Foi um erro não convocá-lo. Daria mais
inteligência ao nosso meio de campo e se prestaria uma homenagem a esse grande
jogador.
Enquanto isto, mais uma vez a Alemanha nos dá uma lição: trouxe Klose, 36 anos de idade, afim de que o mesmo se igualasse em número de gols em Copas do Mundo à Ronaldo Fenômeno. (15 goals).
Klose - 36 anos - 15 goals
Ronaldinho - 34 anos
quarta-feira, 25 de junho de 2014
PENÍNSULA DE ITAPAGIPE - SEMPRE UM DELEITE
É sempre irresistível fotos da Península de Itapagipe. Temos que divulgá-las ou seja, oferecer aos nossos leitores o mesmo prazer. É o que faremos á partir d'agora:
terça-feira, 24 de junho de 2014
SANTO ANTONIO, SÃO JOÃO E SÃO PEDRO ONTEM E HOJE
Há de se falar obrigatoriamente
do São João de antigamente na península de Itapagipe. Repleta de veranistas de
todas as partes da cidade, fazia-se uma festa que era de toda Salvador. À frente de casa uma fogueira. Bandeirolas por
toda rua.
As pessoas vestidas a caráter, ou seja, as moças com seus vestidos de
chita; os homens com camisas quadriculadas e um chapéu de palha. As casas
repletas de iguarias da época.
Primeira delas, denominamos “O São João de Antigamente em
Salvador” datada de 12/6/12 e a segunda, dias após (14 de junho de 2012), chamada Santo Antônio, São João e São Pedro.
Isso nos satisfaz e esperamos que agrade aos nossos leitores
de todas as partes.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
SANTO ANTÔNIO – SÃO JOÃO E SÃO PEDRO – FESTAS
DA BAHIA
Estamos no mês das grandes festas do Nordeste:
SANTO ANTÕNIO - SÃO JOÃO E SÃO PEDRO. Há quem diga que elas são maiores que o
próprio Carnaval. Enquanto a festa Momesma se concentra praticamente nas
capitais e algumas delas nem fazem, as festas juninas são realizadas em, práticamente,
todas as cidades do interior, movimentando o comércio e a indústria do turismo.
Naturalmente, é sempre interessante conhecermos mais alguma coisa dessas festas. Na presente postagem vamos saber quem foram esses santos e os templos em sua homenagem.
SANTO ANTÕNIO
Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, dia 13 de setembro de
1191, e morreu com 36 anos, dia 13 de junho de 1231, nas vizinhanças de Pádua,
Itália. Por isso, é chamado Santo Antônio de Lisboa e Santo Antônio de Pádua,
um dos santos mais populares da Igreja, ‘o santo do mundo todo’ chamou Leão
XIII.
Filho de Marginho de Bulhões e Tereza Taveira, de familias
ilustres, recebeu o nome de Fernando no batismo, Quando completou 15 anos,
entrou no Convento da Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, nas
proximidades de Lisboa.
Ai ficou dois anos e pediu para ser transferido para o Mosteiro
de Santa Cruz em Coimbra, conde cursou filosofia e teologia, além de ter sido
ordenado padre,
Em Salvador as duas principais igrejas em louvor ao santo são a
de Santo Antônio Além do Carmo e Santo Antônio da Barra.
João Baptista (Judeia, 2 a.C. — 27 d.C.) foi
um pregador judeu do início do século I, citado pelo historiador Flávio José e
os autores dos quatro Evangelhos da Bíblia. Segundo a narração do Evangelho de
São Lucas, João Batista era filho do sacerdote Zacarias e Isabel (ou
Elizabete), prima de Maria, mãe de Jesus. Foi profeta e é considerado,
principalmente pelos cristãos ortodoxos, como o "precursor"[1] do
prometido Messias, Jesus Cristo. Batizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio
Jordão, e introduziu o batismo de gentios nos rituais de conversão judaicos,
que mais tarde foram adotados pelo cristianismo.
Em Salvador têm poucas igrejas dedicadas ao santo. Encontramos esta na Vasco da Gama:
Igreja São João Batista na Vasco da Gama
Enquanto isto acontece, pelo mundo o grande santo tem
grandes templos em sua homenagem. Vejam a que segue:
SÃO PEDRO
São Pedro (do grego: Πέτρος, Pétros,
"pedra", "rocha";[2]; Betsaida, século I a.C., — Roma,
cerca de 67 d.C.)[3] foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, segundo o Novo
Testamento e, mais especificamente, os quatro Evangelhos. Os católicos
consideram Pedro como o primeiro bispo de Roma.
São Pedro
E, pelo mundo, há o destaque da Igreja de São Pedro do Vaticano. Grandiosa!
Junho
é o mês das chamadas festas juninas ( Santo Antônio, São João e São Pedro. Em
Salvador de antigamente, século passado, essas festas tinham uma grande força
popular com destaque maior para o São João. Em verdade, toda a cidade festejava
a data, mas o grande destaque dos festejos acontecia em Itapagipe. Por quê?
Como se sabe, no século passado, entre 1920 e 1960, Itapagipe se tornou como
que um balneário de Salvador ou, no mínimo, um centro de veraneio de milhares
de famílias que residiam na Cidade Alta. Para se ter uma ideia dessa
preferência popular, até o Governador se transferia desde dezembro para
Itapagipe (Era alugado o Solar Marback para tal) e lá ficava até o mês de
março). Também o Arcebispo procedia da mesma maneira, quando permanecia por
três meses nos anexos da Igreja da Penha.
Embora
a época do veraneio fosse os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, muitos dos
veranistas já tinham construído residências próprias que no São João e São
Pedro eram ocupadas e se faziam grandes festas juntamente com os itapagipanos
residentes. A maioria se caraterizava com vestimentas alusivas aos festejos; as
casas se enfeitavam; colocavam-se folhas de pitanga pelo chão; eram feitas
canjicas e bolos; abasteciam-se de bebidas, principalmente licor de jenipapo;
em frente a cada uma delas era armada uma fogueira e a Prefeitura enfeitava
todas as ruas com bandeirolas de papel.
Era
costume também as visitas de grande parte dos moradores aos vizinhos, mesmo que
não tivessem tido relações anteriores. Passavam a ter na oportunidade, dentro
de um conceito de confraternização hoje inexistente ou quase impossível. Também
era costume a queima de Adrianino e Carumuru, bombas (1,2 e 3), cobrinhas,
pistolas, vulcões, fósforos coloridos, traques, carretilhas, rodinhas,
estrelinhas, fósforos coloridos, foguetes de flecha e tantos outros que a
memória não deixa lembrar. Mas a grande emoção da época, era os balões, não
somente no momento de soltá-los para ganhar os céus, mas desde os instantes que
eram feitos pelos próprios soltadores, desde a compra do papel de ceda e a
farinha de goma, o gaz ou a parafina e a estopa para a bucha impulsionadora do
grande vôo.
Hoje as festas juninas mudou de lugar e com novos conceitos. Estão sendo realizadas no centro da Cidade, mais precisamente no Pelourinho. Um bom lugar. Tomara que cresça e se estenda por exemplo para a Praça da Sé.
Belíssima decoração do Pelourinho
sábado, 21 de junho de 2014
SALVADOR COMEÇA A VIRAR A FRENTE PARA O MAR
Foi inaugurada a nova estação de passageiros do Porto de
Salvador. Belíssima! Ainda faltam os espaços laterais que permitirá a visão do
mar após mais de 100 anos, mais precisamente 108 anos.
Desde então, Salvador virou às costas para o mar. Esse
processo começou justamente com os armazéns do Porto numa extensão perto de
dois quilômetros.
Os armazéns do Porto
Em seguida, tínhamos a Feira de Água de Meninos e logo após
a de São Joaquim quando aquela se incendiou. Também encobriam o mar.
Espaços da antiga feira de Água de Meninos e a atual feira de São Joaquim em frente ao mar
Av. Luiz Tarquinio- Colégios, Abrigo, Fábricas e casas encobrem o mar. A frente voltada para a avenida e os fundos para o mar.
Dando sequência à “brincadeira” de esconder o mar, eis que
alcançamos a Calçada e à rua que deu nome à estação – Barão de Cotegipe ou Rua
da Calçada.
Chegamos a Roma, e ainda não se vê o mar. Está atrás dos
casarões fábricas e depósitos da Av.
Luiz Tarquínio.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
BRASIL X MÉXICO - ALÉM DO CONTEXTO
O Brasil está estupefato: Brasil 0 x México 0. Vamos
analisar as razões. Primeiramente, o México nunca foi um adversário fácil de
ser vencido. Há registro de várias vitórias do time mexicano.
Por outro lado, não
se compreende as modificações táticas feitas em nosso time por Felipe Scolari.
Oscar, melhor jogador no jogo contra a Bósnia, foi deslocado para a esquerda,
na posição que antes jogava Neymar. Resultado: fez a sua pior partida.
No lugar
do Huck, em vez de ser substituído por outro atacante, o técnico colocou um homem
de meio de campo ( Ramirez). Paulinho que não vem jogando bem, foi mantido e se
tinha no banco um Hernandes que o substituiu no último jogo com mais sucesso.
Vamos ser francos. Fred pode ser gente boa, simpático, mas quase não pegou na bola. Foi substituído por Jô. Aí a coisa complicou ainda mais. Não é jogador de seleção. Faltou um Luiz Fabiano ou mesmo Pato. Ficam para a próxima, na Russia.
Vamos ser francos. Fred pode ser gente boa, simpático, mas quase não pegou na bola. Foi substituído por Jô. Aí a coisa complicou ainda mais. Não é jogador de seleção. Faltou um Luiz Fabiano ou mesmo Pato. Ficam para a próxima, na Russia.
Mas o que mais nos assusta no time brasileiro é um principio de vedetismo, deveras perigoso. Três fatos nos chamaram a atenção: primeiro,
na véspera ou no dia do jogo, a belíssima Bruna Marchesini foi visitar
Neymar no hotel. Deve ter sido um alvoroço. Desconcentração total! Imaginem!
Belíssima!
Segundo, o próprio Neymar e Daniel Alves surgiram em campo com os cabelos
quase brancos ou mais rigorosamente de um amarelo esbranquiçado ou de um branco amarelado.
Terceiro, quebrando o protocolo de todos os
jogos, Cafu, grande campeão de outra Copa, entra em campo durante o aquecimento
do time brasileiro e cumprimenta cada
jogador com beijos e abraços. Certo? Errado! Se todas as seleções fizerem isto
e todas têm os seus ídolos do passado, vai ser uma brincadeira e nunca dá certo.
Em verdade, esses afetos deveriam ser feitos no vestiário e não na arena de
jogo. Por outro lado deu uma impressão de "já ganhou" e só empatou.
Cafu durante o aquecimento da seleção
sexta-feira, 13 de junho de 2014
A ABERTURA DA COPA DO MUNDO
Claro que este blog haveria de comentar mais uma vez a Copa do Mundo de Futebol. É muita história e como tal cabe aqui como matéria mais do que importante. Por outro lado, fomos jogador de futebol amador ao tempo do Ipiranguinha de Weber e do Fluminense de Arlindo Fraga.Praticamente, somos do ramo. Jogamos na antiga Fonte Nova, na preliminar de jogos principais. Só tinha craque. Poucos derivaram para o futebol profissional. Não compensava financeiramente. Por outro lado, os profissionais daquela época não eram bem vistos pela sociedade: eram considerados "marginais".
O assunto de hoje não poderia ser outro senão a solenidade de abertura do certame e o primeiro jogo de nossa seleção.
Sobre a solenidade, infelizmente todos estão decepcionados. Fez-se uma solenidade muito simples, aliás, mais do que simples. Contrataram uma coreógrafa belga e um diretor italiano. Deve ter sido a Fifa. Essa entidade não sabia que aqui no Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, vivem os maiores coreógrafos do mundo; que fazem o maior espetáculo da terra que é o Carnaval Carioca. Certamente, teriam feito algo maravilhoso adaptado ao tema.
Principal atração da cerimônia
Possivelmente ficaram com receio que os nossos profissionais colocassem na Arena do Corinthians uma centena de mulheres maravilhosas de biquíni ou quase sem ele, mais a bateria da Mangueira com seus 400 integrantes o que faria sambar o mundo como um todo. Não queriam samba: queriam valsa.
Mesmo incompatível com o espetáculo, seria muito melhor do que a "mesmice" que fomos obrigados a assistir.
Carnaval Carioca
Inadmissível também foi a pouca importância dada ao sistema "Interface cérebro-máquina (ICM)", invenção de um cientista brasileiro. Trata-se um robô comandado pelo cérebro humano que daria o chute inicial do certame. Seria um momento divino. Condensaram esse movimento na lateral do campo para não atrasar a "cerimônia" quase intragável que fomos forçados a assistir.
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