Quer voltar ao passado? É só passear pelas ruas do bairro do Comércio
e apreciar os belos edifícios de antigamente.
Esqueça o térreo de cada um. Na sua maioria está instalada uma loja de
moda masculina. De moda feminina tem parquíssimas. Só olhe para cima. Eram escritórios de
gente poderosa, a maioria comerciantes, exportadores, trapicheiros, advogados, etc. etc.. Também tinha consultórios médicos, dentista, esse pessoal de saúde? Não tinha! Eles preferiam a Cidade Alta.
Este blog focaliza a chamada Cidade Baixa de Salvador. Caminha pelos seus espaços olhando o presente,buscando o passado e, às vezes, projetando o futuro. O autor viveu muitos anos em Itapagipe. Vivenciou tanto o apogeu dessa área quanto a sua degradação. Tem muito o que dizer! A partir de janeiro de 2011 este blog começou a abordar também a Cidade Alta por entender que as duas partes da cidade se completam. As ladeiras e os elevadores ligam as duas; as pessoas ajudam transitando por eles.
terça-feira, 29 de julho de 2014
segunda-feira, 28 de julho de 2014
A NOVA SELEÇÃO BRASILEIRA
Depois dos
7x1 e 3x0, respectivamente contra a Alemanha e a Holanda, pensávamos em não
falar tão cedo de futebol que não é a finalidade desse blog, muito pelo
contrário. A debacle foi muito grande, aliás, imensa, mas como disse alguém “o
futebol está na alma do brasileiro” e é muito difícil esquecê-lo. Daí o retorno
ao mesmo.
E de
imediato, as notícias não são boas. Esperavam-se medidas e providências das
mais sérias, drásticas para sermos bem entendidos. De imediato, por exemplo, uma
auditoria na CBF.
Mas quem a
solicitaria? O governo não pode fazê-lo. Há pouco, a Nigéria foi proibida de
participar de toda e qualquer competição internacional em razão de intervenção
governamental.
Da mesma
forma, em 2007 a Fifa proibiu a seleção do Kuwait de participar de qualquer
competição oficial devido a interferência do governo na Federação de Futebol.
A imprensa
poderia fazê-lo? Que nada. Os interesses são os mais diversos.
Os clubes? Não
têm força nenhuma e são co-responsáveis.
O Supremo
Tribunal Federal? Também não pode. Ele também é governo.
O povo?
Existem outras coisas mais importantes a tratar.
Então, não
tem jeito? Não tem e a tendência é piorar ainda mais em se considerando as
últimas providências tomadas pelas CBF: Gilmar Rinaldi como coordenador da
seleção e Dunga como técnico. De sobra, o observador da seleção anterior,
Alexandre Galo.
Gilmar Rinaldi
Mas, vamos
as nossas impressões:
Precisamos
nos reportar às divisões de base de nosso futebol. Foram dizimadas. A maioria
dos bons jogadores foi contratada pelos clubes de outros países, principalmente
europeus. Isto vem acontecendo faz 10 a 15 anos.
Detalhe: um
dos principais agenciadores desse mercado é justamente Gilmar Rinaldi, hoje o
coordenador geral de nossa seleção.
O engraçado
dessa situação é que ele próprio vai sentir na pele o trabalho que desenvolveu por
anos seguidos. Não temos jogadores para uma nova seleção de peso técnico pelos
próximos 10 a 15 anos. (Uma ou duas gerações).
De relação à
Dunga, o Brasil já sofreu com ele em outra Copa e numa época melhor que a
atual. Não será agora que irá dar certo.
Falta a
análise sobre Galo. Atuou como observador da seleção. Diz-se que após um
período na Europa, citou a Bélgica como sendo a melhor seleção que viu. A
Alemanha agradece não ter sido devidamente avaliada.
COMO FAZ FALTA AS NOSSAS BARRACAS\ DE PRAIA
Não é por
outra razão que a exceção de Salvador, todas as demais capitais do Nordeste
permanecem com suas barracas, proporcionando um bem estar incomparável.
Diríamos
até que, possivelmente, um dos fatores que influenciaram o crescimento do
turismo nessas cidades, foi a manutenção desse equipamento nas suas praias,
desde que avançaram no conceito das mesmas, tornando-as absolutamente
confortáveis pela adição de muitos recursos materiais, incluso aí piscinas,
saunas e áreas de lazer especialmente para crianças, afora naturalmente uma
estrutura de saneamento básico.
Enquanto
isto em Salvador, estamos limitados a um sombreiro e uma cadeira e a obrigação
de consumo de bebidas. Tudo devidamente pago. O pessoal mais pobre não tem a
mínima condição de usar o referido serviço. Deixaram de ir à praia.
Mas, ninguém é obrigado a usar o serviço de
cadeira e sombreiro?
Mesmo assim. Ninguém gostaria de mostrar que não pode pagar
o serviço. Questão mínima de ombridade.
A praia do
Bugari e da Ponta da Penha são um bom exemplo. Estão vazias, mesmo aos
domingos. Ficavam cheias antes do serviço da Prefeitura. (Típico serviço de exclusão).
Não tem um banhista!
Enquanto isto, em Fortaleza:
quinta-feira, 24 de julho de 2014
O DILMÊS JÁ COMEÇA A PREOCUPAR
Este blog tem
evitado escrever sobre política e os políticos, a não ser quando interferem ou
interferiram na história da cidade, Foi
o caso, por exemplo, das peripécias de J.J. Seabra no processo de
modernização de Salvador e, recentemente, o trabalho que vem sendo feito pelo
atual Prefeito para melhorar o aspecto de nossa cidade.Estava realmente
precisando de uma “mexida” forte e severa no que restava de Salvador. A cidade
estava um caos. Sentia-se isto, ou melhor, via-se isto.
À nível nacional, estamos ainda mais longe dos acontecimentos. Não nos cabe essa
interferência em razão da finalidade desse blog. Deixamos para os
especialistas, todavia, não poderíamos nos furtar em comentar o que muitos estão
chamando de “dilmês”, ou seja, a fala da senhora Presidente quando ela
improvisa nas mais diversas ocasiões em que é levada a se pronunciar.
- Mas que
importância tem isto para a nação, para todos nós brasileiros?
- Tem muito!
Hoje, como
ontem, em todos os tempos e lugares, as pessoas precisam se comunicar. Vamos
ser um pouco mais diretos: desde que acordamos, a comunicação se faz
necessária. Até os animais se comunicam entre si. Dizem até que as plantas
também se comunicam umas com as outras. Imagine o homem e a mulher?
E a exceção
das plantas que não emitem sons, mas se movimentam, as demais espécies se
expressam por gestos ou sons. Os homens através de palavras; os animais, por
meio de sons próprios de cada espécie e em alguns casos através gesticulação
postural de alegria ou de dor conforme a situação.
Vamos nos
deter na espécie humana. Quanto mais e melhor soubermos nos expressar, maior é
a comunicação e o entendimento do que se deseja expor. Imaginem a Presidente e
a sua responsabilidade.
Por essa razão
é preocupante o que se publica na internet sobre os diversos pronunciamentos da
senhora Presidente, absolutamente desconexos e às vezes incompreensíveis, daí se
originando a classificação xistosa de “dilmês”.
Vejamos alguns
deles:
Vejamos mais alguns pronunciamentos:
“É muito importante num país como o Brasil que nós ataquemos com
educação todas as faixas etárias”.
“E nós seremos capazes de construir um Brasil que caiba, e caiba
com espaço, cada um dos brasileiros e das brasileiras”.
“Daí porque – e nós não estamos descobrindo as Índias nem o Brasil
─ nós estamos simplesmente reiterando práticas que ao longo dos tempos foram
desenvolvidas por vários países, como por exemplo, a Nasa. A Nasa tem uma
política de compras específicas”.
“E eu quero adentrar pela questão da inflação e dizer a vocês que
a inflação foi uma conquista desses dez últimos anos do governo do presidente
Lula e do meu governo”.
“Até o final de 2014, desde o início do meu governo, até o final
de 2014, nós tínhamos de construir, de colocar 750 mil cisternas. Nós já
tínhamos 263 mil que a gente estava fazendo, que tinham sido concluídas”.
“Esses caminhões-pipa teriam por função abastecer a urgência, a
absoluta urgência, porque não tem água e não dá para explicar, falar: olha,
espera para depois de amanhã. Não, não tem água, é um drama. Tem de atender de
qualquer jeito”.
“Eu chamei eles, todos os governadores, e disse: olha, nós temos
de ter um programa, um programa forte, porque tudo indica que vai ser uma seca
muito violenta e o grande problema é que muitas coisas que nós fizemos… e que
nós podemos perder”.
“Eu chamei os governadores todos do Nordeste. Eu chamei os
governadores e falei: olha, alguns governadores, como o do Ceará, também tinham
essa mesma informação, por causa do serviço deles, ele também tem um bom
serviço meteorológico, o Cid Gomes”.
“No ano passado, se não me engano no final do ano, teve uma baita
enchente no Rio Amazonas, alagou o mercado inteiro de Manaus”.
“Eu acho que no Nordeste nós temos duas políticas para o Nordeste,
e elas são … porque enquanto uma não fica pronta, a outra tem de entrar, junto.
Quais são elas? Primeiro, é o tratamento de algo que nós sabemos que é a maior
seca dos últimos 50 anos. E eu não soube hoje não. Nós temos um sistema chamado
Cemaden. O Cemaden monitora desastres naturais no Brasil, de enchentes – nós
criamos, é novo – de enchentes a secas”.
“Eu queria dizer para vocês, vocês sabem, antes tinha um tema que
eu falava toda reunião. Era o Luz para Todos, quando a gente começou a fazer o
Luz para Todos. Porque o Luz para Todos era essencial, era levar o serviço
público até a zona rural. Agora, além do Luz para Todos, eu tenho, porque muito
lugares ainda não acabou o Luz para Todos. E é outro motivo para o cadastro,
porque agora a gente pega os nomes… A ministra Tereza Campello faz assim, ela
pega os cadastrados do Bolsa Família que não têm luz elétrica, aí vai na
distribuidora e fala: está aqui, nós queremos saber quando é que vão fazer a
ligação”.
“Os alimentos também começaram a registrar, mesmo com todas as
tentativas de transformar os alimentos no tomate, os alimentos começaram uma
tendência a reduzir de preço”.
“É sempre bom lembrar que o índice anualizado, ele reflete não a
inflação presente ou a futura, ele reflete a inflação que já passou”.
“A residência oficial, que tem estrutura e acabamentos das décadas
de 60 e 70, carece de diversas reformas que vem sendo adiadas por décadas”.
“Eu também vou falar… eu vou falar pouco. Vou explicar por quê: todo mundo, antes de mim, disse que ia falar pouco, não é? E aí, tinha uma senhora ali, na frente, que falou o que todos nós estamos sentindo. Ela disse assim: “Eu estou com fome”. E eu vou levar em consideração ela, que falou uma coisa que todo mundo está pensando.
(Sem mais comentários).
domingo, 20 de julho de 2014
O DIQUE DO TORORÓ MERECE TAMBÉM AS BIKES DO ITAÚ
As bicicletas do Banco Itau já
são um sucesso em Salvador. Porque só agora elas surgiram?
Sem dúvida em razão da melhoria
de nossas ruas e avenidas que tiveram
começo com a requalificação da Barra feita pela atual gestão da
Prefeitura. Foi o ponto de partida. Na
sequência, diversas vias foram sinalizadas, com espaços específicos para a
circulação das amarelinhas.
Também se deve o sucesso da
iniciativa à nova mentalidade de grande parte da população favorável à prática
dos exercícios físicos. A bicicleta dá uma grande ajuda.
Na sequência dessa euforia mercadológica tanto privada quanto pública,
nos parece ter chegado a hora de uma melhor aproveitamento do Dique do Tororó, essa joia que a natureza achou por bem presentear a nossa cidade, com algo ligado também aos exercícios físicos e na mesma linha das bikes da Barra.
Mas como? Ao redor do dique? No seu entorno?
Não. Dentro d´água. Naquela água que os Orixás estão a proteger. Mas
como?
sexta-feira, 18 de julho de 2014
MORRE JOÃO UBALDO RIBEIRO- UM DOS MAIORES CRONISTAS DE NOSSA ÉPOCA
Morreu João Ubaldo Ribeiro, o
excepcional escritor e cronista baiano, nascido em Itaparica. Todos os domingos
ele estava presente no jornal "A Tarde" com crônicas maravilhosas cujo tema
principal era figuras e fatos da bela ilha. Um deles, a questão da ponte. João
Ubaldo era contra.
Este blog teve oportunidade de transcrever sua opinião:
quinta-feira, 17 de julho de 2014
ELEVADOR LACERDA - AINDA MAIS BELO APESAR DE NÃO SER INÉDITO
Em 11 de dezembro de 2009, tivemos ocasião de fazer uma postagem
sobre o Elevador Lacerda e dizíamos naquela oportunidade: existem
pelo mundo alguns elevadores que impressionam pela beleza arquitetônica, mas
nenhum deles ao que estamos sabendo, tem uma passarela sobre uma rua, como é o
caso do Elevador Lacerda. Em baixo, passa a Ladeira da Montanha.
A Ladeira da Montanha passa por baixo do elevador
Hoje, precisamos corrigir esta afirmação. Encontramos um
elevador em Portugal que também tem ou
tinha uma rua que passava por baixo dele.
Trata-se do chamado Elevador do Município em Lisboa. Era conhecido
também como elevador da Biblioteca ou Elevador São Julião. Foi inaugurado em 12 de janeiro de
1897. Funcionou até 1915 e sua estrutura foi desmontada em 1920. A rua que
passava em baixo era conhecido como Calçada de São Francisco.
Projeto
Elevador do Município - Calçada de São Francisco
E o que dizer do ineditismo do projeto de nosso elevador,
projetado pela empresa dinamarquesa Christian-Nielsen, pioneira no emprego do
concreto armado em grandes estruturas? Através dessa empresa foi convidado o
arquiteto da mesma nacionalidade Fleming Thiesen e os reajustes foram feitos no Brasil
pelo escritório de arquitetura Prentice@Floderer do Rio de Janeiro.
Hoje podemos dizer que não é tanto assim. Além do Elevador do
Muncipício que mostramos acima, já existia um elevador muito parecido com o
nosso Elevador Lacerda. Referimo-nos ao existente em Kronac, Istanbul, Turquia.
Vejamos suas fotos:
Elevador em Kronac - Istanmbul-Turquia
E agora? Nosso elevador perdeu também o posto do mais bonito do mundo? Evidentemente que não. As fotos adiante mostram a grandeza de sua beleza:
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