quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ILUSTRAÇÃO DUVIDOSA DO MORRO DO CRISTO E DE JESUS

A imagem acima é apenas uma ilustração. Tenta mostrar o final da Praia do Farol nas proximidades do Morro do Cristo. Tenta apenas, porquê de resto é muito mal montada.

Os indicativos mostram a impossibilidade de ver atrás do Morro do Cristo o Morro de Jesus e o próprio monumento. O ângulo de observação é contrastante. Pela ilustração o Morro de Jesus fica pegado ao Morro do Cristo como sendo uma continuidade do mesmo, o que não é verdadeiro. Entre os dois morros existe uma extensão de costa de cerca de 300 metros.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

MORRO DO CRISTO MERECE UMA REFORMA

Por diversas vezes este blog tem se referido ao Cristo da Barra.  Sua instalação se deu em 1967. Anteriormente, essa mesma escultura ficava no chamado Morro de Jesus, onde hoje funciona a Prefeitura da Aeronáutica. Sim! Em 1920 sobre uma formação de cristais de rocha, o Cristo da Barra foi inaugurado pelo então Governador J.J. Seabra.

No Morro de Jesus

 Lá ficou por 47 anos e só foi retirado por questões de segurança. Na época, acharam por bem instalar uma pedreira em baixo do morro e as suas denotações poderiam danificar a bela estátua.

A pedreira provocou uma fenda na formação rochosa- A seta azul indica onde ficava o monumento

Cristo do Morro de Jesus visto do alto.

 O monumento foi esculpido pelo italiano Pasquale de Chirico e trazido para a Bahia a pedido do desembargador judeu convertido ao catolicismo José Botelho Benjamin que o doou à Prefeitura de Salvador.

Pasquale de Chirico

Não se tem notícias se houve alguma repercussão da imprensa ou do povo contra ou a favor dessa mudança, tanto de relação onde se encontrava quanto ao local onde se instalava.

Em verdade, ainda hoje se dá mais importancia ao conjunto da obra, digamos assim, o morro com seus coqueiros, do que mesmo à bela estátua, diferentemente do que acontece no Rio de Janeiro com o Cristo Redentor, guardadas as devidas proporções.

Morro do Cristo à noite

Porque isto?

Sem dúvida que a primeira razão é o seu tamanho: 2.80. Segundo, o pedestal é horrível e igualmente pequeno: 4.20. A desproporção em relação ao morro é gigantesca.  


Desproporção 

Mas tudo isto vem à tona no momento que a Prefeitura anuncia novas obras na Barra, dessa vez alcançando o trecho até o Morro do Cristo. Está na hora de alguma modificação. Será que é possível? Temos algumas sugestões.

A primeira delas é elevar a altura do pedestal de sustentação. Não esse pedestal de granito, mas a antiga estrutura de cristais de rocha como era no Morro de Jesus. Fazê-la mais alta e encorpada.

A segunda providência seria colocar balaustradas que nem as da avenida ou que nem as originais quando a escultura se encontrava no Morro de Jesus. Combinaria com as balaustradas da avenida.


Balaustradas do Morro de Jesus

domingo, 21 de setembro de 2014

EM PLENA AVENIDA PRINCESA IZABEL UM MATO SÓ



O prédio adiante fica na Avenida Princesa Izabel,  em frente às antigas quadras de tênis do Clube Baiano de Tênis, hoje uma das lojas da Perini e um estacionamento.

Antiga casa na Av. Princesa Izabel entre duas unidades do Hospital Portugues
Ele fica no meio de duas unidades do Hospital Português, desde que por trás, o hospital já construiu uma passarela ligando  as duas unidades separadas pela casa.


Certamente  que esta situação não é nada agradável para o hospital que fica com sua frente fracionada. Mais do que isto, em razão do estado em que se encontra o prédio, fica uma impressão visual nada agradável, aliás, mais do que isto, de abandono e descaso.

Segundo informes não oficiais, o hospital teria comprado este prédio alguns anos atrás, contudo em razão de que o mesmo continua em estado  de abandono total, parece que não houve uma conclusão do negócio.

Ao que tudo indica, deve ser uma questão financeira. O hospital oferece X e o proprietário quer Y, mas um “Y” enorme em razão da sua posição realmente estratégica que é o menos que se pode dizer.
Em razão do provável impasse, o prédio se degrada visivelmente, desde que o hospital não compra e o proprietário não o reforma.

Em conseqüência, o prédio foi tomado por trepadeiras daninhas que o encobre pelo menos 50% a 60% de suas paredes. Parece uma mataria suspensa na lateral da avenida. (Vê-se muito disto no antigo Pilar no Comércio, mas às escondidas).

Em razão disso, muito provavelmente, este prédio está sujeito a desmoronar a qualquer momento e se tal acontecer, e se no momento passar alguém pelo seu passeio, vai  ocasionar um problema muito sério.

Está na hora da Prefeitura intervir na questão. Quem aviso amigo é.



sábado, 20 de setembro de 2014

MORRO DO CRISTO AINDA VIRGEM!


É curiosíssima a foto adiante. Primeiramente, a balaustrada que se vê no primeiro plano circundava o Cristo da Barra. Sim! O Cristo que hoje vemos no chamado “Morro do Cristo” ficava no Morro de Jesus, hoje Morro da Aeronáutica.





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Cristo ainda no Morro de Jesus

Ai permitiram a instalação de uma pedreira na base desse morro, ameaçando severamente o desmoronamento da estátua. Resolveram mudá-la para o atual Morro do Cristo, fato ocorrido em 1975.

Cristo da Barra
Substituíram os cristais de rocha por uma sustentação de granito. Poderiam reverter esta mudança. 

Também há que de se notar, o Morro do Cristo ainda virgem, sem as mansões que o caracterizava, hoje substituídas que estão por excepcionais prédios de apartamentos.



terça-feira, 16 de setembro de 2014

OCEANÁRIO DO RIO VERMELHO - ESSA É A OPORTUNIDADE!

Como já é de todos sabido, da mesma forma que aconteceu na Barra, o Rio Vermelho será todo requalificado. Mais do que necessário! Da mesma forma que na Barra, o Rio Vermelho estava precisando a algum tempo de uma reforma de peso como a que agora se propõe a Prefeitura.

Possivelmente, o projeto já se encontra pronto, mas ainda poderá sofrer algumas modificações ou acréscimos. No caso seria  acréscimo.

Projeto da reforma do Rio Vermelho

Estamos sugerindo “acrescentar” um oceanário no referido projeto. Por quê?

Primeiramente, um oceanário é uma atração turística muito forte, inclusive financeira. Por exemplo, o Oceanário de Lisboa, recebeu cerca de 900 mil visitantes em 2012, cerca de 320 portugueses e 600 mil turistas.  O de Aracaju também  é um sucesso.

Oceanário de Lisboa

Oceanário de Aracaju


Em segundo lugar e talvez principalmente, o Rio Vermelho sempre foi um lugar ligado a atividade da pesca. A colônia de pescadores ali existente é uma das mais antigas de Salvador. Das suas praias sai todos os anos o “Presente de Iemanjá”. A rainha do mar tem uma estátua e um santuário dedicado à Santa do mar. Em suma é o lugar certo para o oceanário. Tem-se agora a oportunidade ou nunca mais.


Tradição

Onde seria? Poderia ser no espaço indicado acima.


Estendendo mais a sugestão, poder-se-ia aproveitar o bloco rochoso em frente à foz do rio que ali desemboca. Far-se-ia um "acréscimo", algo tal qual se sugere adiante:


Se o frade José de Santa Rita Durão fez surgir dessas pedras um Caramuru que nunca existiu, porque não enaltecer a beleza da mulher brasileira em formato de peixe, não é verdade?

domingo, 14 de setembro de 2014

QUINTAIS DE SALVADOR - SUA ORIGEM

Até os anos 30 e 40, mesmo 50 do século passado, a maioria das casas de Salvador possuía um quintal. Quintal?! O que é isto? Era um espaço geralmente no fundo da casa, de terra, cercado por muros altos. Nele os moradores criavam pequenos animais, galinha, perus patos, marrecos e se plantavam árvores frutíferas e verdura, bem como as medicinais e até se cultivavam flores para os arranjos da casa.







Quintais antigos

Também os quintais serviam para estender as roupas lavadas em casa; para cozinhar em determinados casos, preservando a cozinha interna para refeições mais rápidas, como o café da manhã. Era também o local onde se estocava a lenha ou o carvão para o cozimento e aquecimento das coisas. Também em muitos deles existiam fontes de água doce, naturais ou perfuradas, as cacimbas, dominando um problema mais do que crucial das cidades daquele tempo que era se servir das fontes públicas existentes ou da compra de água em barris trazida no lombo de animais.


Uma cacimba


Não se diga ou não se pense que os quintais eram uma característica das casas mais pobres, muito pelo contrário. Em verdade, começaram a fazer parte da estrutura dos imóveis ainda ao tempo dos escravos, ou seja, no século XVIII. Geralmente tinham uma entrada em separado para evitar a circulação por dentro da casa e se reservava um pequeno espaço coberto (Telheiros) onde eles dormiam ou descansavam.

Teriam os quintais influenciado no posicionamento das casas de antigamente de relação às ruas e avenidas onde se estabeleceram? Muito provavelmente que sim.  O Corredor da Vitória é um bom exemplo. Todas as grandes residências dessa  localidade tinham  a frente voltada para a rua e os quintais voltados para o morro, diferentemente do que hoje acontece quando os grandes edifícios do local priorizam a vista do mar. Nem tanto, haja vista as belíssimas quadras de tênis e piscina na borda do morro.
Corredor da Vitória e seus quadras de tênis e piscinas onde antes eram apenas quintais.

Mas no Santo Antônio não era assim. As casas tinham a frente para a rua e as suas dependências mais extremas alcançavam a borda do morro. Algumas apenas.  Não havia espaço para quintais. Se não havia no fundo, se construíam pátios internos, uma espécie de clarabóia onde se plantava e as vezes se colocava um pequeno chafariz para aproveitamento ou conservação de água. Até as igrejas assim procediam.




Santo Antônio

Em outras partes menos nobres que nem o Corredor da Vitória ainda se vê muitos quintais, agora com piscina, cascatas e outras "benesses" dos tempos modernos:






Não estaria completa esta postagem se não abordássemos o significado da palavra “quintal”. Vem do latim QUINTANALIS, também derivado de QUINTA e nos chega à mente a palavra QUINTA que por sua vez nos leva à “quinto do inferno”. Na época Portugal enviava a esta colônia uma nau para a cobrança do imposto do quinto, ou seja, dos 20% devidos à Coroa (hoje pagamos muito mais que isso à República). Essa era a “nau dos quintos!, a qual era aproveitada para transportar degradados e demais pessoas tidas como indesejáveis em Portugal. Por isso ela é associada a coisas pouco desagradáveis, seu nome foi completado com “dos infernos” e gerou essa mimosa expressão: QUINTO DOS INFERNOS



sábado, 13 de setembro de 2014

COBERTURA DO HOTEL DA BARRA OU APENAS UM DETALHE

Hotel da Barra

A foto acima mostra-nos o Hotel da Barra ao lado do Instituto Mauá nas proximidades do Largo do Porto, recém reformado. Tem uma fachada relativamente bonita e de seus apartamentos deve descortinar uma vista maravilhosa da Baía de Todos os Santos. Fica ao lado do Instituto Mauá, tradicional instituição de Salvador ligado ao artesanato da terra.


Do lado esquerdo o Forte São Diogo - É uma área tombada- Qualquer reforma ou acréscimo no local requer autorização.

Pois bem! Seus proprietários acabaram de fazer uma “cobertura” que nós chamamos de “pombal” no último andar. Não sabemos a finalidade do mesmo. Nos Alagados de Itapagipe, essa  “armação” destina-se a enxugar a roupa de casa em razão do vento e nas horas vagas destina-se a colocação de redes de dormir, super coloridas. Um barato!


Pombais nos Alagados de Itapagipe ou simples coberturas?

Não sabemos ao certo se esta tendência arquitetônica começou nos Alagados ou os Alagados absorveram-na. Somos mais pela segunda hipótese, desde que no Bonfim, sim no Largo do Bonfim, antes praça Theodósio Rodrigues de Faria, pessoa que trouxe de Portugal a imagem do Senhor do Bonfim, existem duas antigas casas com esses pombais lá em cima. Já faz tempo.


No Bonfim

Ou teria sido uma inspiração oriunda do mesmo tipo de armação que se vê numa das casas  existentes na Ponta do Humaitá, local tradicionalíssimo de nossa cidade, certamente devidamente tombado.

Na Ponta do Humaitá há muito tempo.
Já está subindo a ladeira (Lapinha)