A imagem acima é apenas uma ilustração. Tenta mostrar o final da Praia do Farol nas proximidades do Morro do Cristo. Tenta apenas, porquê de resto é muito mal montada.
Os indicativos mostram a impossibilidade de ver atrás do Morro do Cristo o Morro de Jesus e o próprio monumento. O ângulo de observação é contrastante. Pela ilustração o Morro de Jesus fica pegado ao Morro do Cristo como sendo uma continuidade do mesmo, o que não é verdadeiro. Entre os dois morros existe uma extensão de costa de cerca de 300 metros.
Este blog focaliza a chamada Cidade Baixa de Salvador. Caminha pelos seus espaços olhando o presente,buscando o passado e, às vezes, projetando o futuro. O autor viveu muitos anos em Itapagipe. Vivenciou tanto o apogeu dessa área quanto a sua degradação. Tem muito o que dizer! A partir de janeiro de 2011 este blog começou a abordar também a Cidade Alta por entender que as duas partes da cidade se completam. As ladeiras e os elevadores ligam as duas; as pessoas ajudam transitando por eles.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
terça-feira, 23 de setembro de 2014
MORRO DO CRISTO MERECE UMA REFORMA
Por diversas vezes este blog tem
se referido ao Cristo da Barra. Sua instalação
se deu em 1967. Anteriormente, essa mesma escultura ficava no chamado Morro de
Jesus, onde hoje funciona a Prefeitura da Aeronáutica. Sim! Em 1920 sobre uma
formação de cristais de rocha, o Cristo da Barra foi inaugurado pelo então
Governador J.J. Seabra.
No Morro de Jesus
Lá ficou por 47 anos e só foi retirado por
questões de segurança. Na época, acharam por bem instalar uma pedreira em baixo
do morro e as suas denotações poderiam danificar a bela estátua.
A pedreira provocou uma fenda na formação rochosa- A seta azul indica onde ficava o monumento
Cristo do Morro de Jesus visto do alto.
O monumento
foi esculpido pelo italiano Pasquale de Chirico e trazido para a Bahia a pedido
do desembargador judeu convertido ao catolicismo José Botelho Benjamin que o
doou à Prefeitura de Salvador.
Pasquale de Chirico
Não se tem notícias se houve
alguma repercussão da imprensa ou do povo contra ou a favor dessa mudança,
tanto de relação onde se encontrava quanto ao local onde se instalava.
Em verdade, ainda hoje se dá mais
importancia ao conjunto da obra, digamos assim, o morro com seus coqueiros, do
que mesmo à bela estátua, diferentemente do que acontece no Rio de Janeiro com
o Cristo Redentor, guardadas as devidas proporções.
Morro do Cristo à noite
Porque isto?
Sem dúvida que a primeira razão é o seu tamanho:
2.80. Segundo, o pedestal é horrível e igualmente pequeno: 4.20. A desproporção
em relação ao morro é gigantesca.
Desproporção
Mas tudo isto vem à tona no momento que a Prefeitura anuncia
novas obras na Barra, dessa vez alcançando o trecho até o Morro do Cristo. Está
na hora de alguma modificação. Será que é possível? Temos algumas sugestões.
A primeira delas é elevar a altura do pedestal de
sustentação. Não esse pedestal de granito, mas a antiga estrutura de cristais
de rocha como era no Morro de Jesus. Fazê-la mais alta e encorpada.
A segunda providência seria colocar balaustradas que nem as
da avenida ou que nem as originais quando a escultura se encontrava no Morro de
Jesus. Combinaria com as balaustradas da avenida.
Balaustradas do Morro de Jesus
domingo, 21 de setembro de 2014
EM PLENA AVENIDA PRINCESA IZABEL UM MATO SÓ
O prédio adiante
fica na Avenida Princesa Izabel, em frente às antigas quadras de tênis do Clube
Baiano de Tênis, hoje uma das lojas da Perini e um estacionamento.
Antiga casa na Av. Princesa Izabel entre duas unidades do Hospital Portugues
Ele fica no
meio de duas unidades do Hospital Português, desde que por trás, o hospital já
construiu uma passarela ligando as duas unidades separadas pela casa.
Certamente que esta situação não é nada agradável para o
hospital que fica com sua frente fracionada. Mais do que isto, em razão do
estado em que se encontra o prédio, fica uma impressão visual nada agradável,
aliás, mais do que isto, de abandono e descaso.
Segundo
informes não oficiais, o hospital teria comprado este prédio alguns anos atrás,
contudo em razão de que o mesmo continua em estado de abandono total, parece que não houve uma
conclusão do negócio.
Ao que tudo
indica, deve ser uma questão financeira. O hospital oferece X e o proprietário quer
Y, mas um “Y” enorme em razão da sua posição realmente estratégica que é o
menos que se pode dizer.
Em razão do
provável impasse, o prédio se degrada visivelmente, desde que o hospital não
compra e o proprietário não o reforma.
Em conseqüência,
o prédio foi tomado por trepadeiras daninhas que o encobre pelo menos 50% a 60%
de suas paredes. Parece uma mataria suspensa na lateral da avenida. (Vê-se muito disto no antigo Pilar no Comércio, mas às escondidas).
Em razão
disso, muito provavelmente, este prédio está sujeito a desmoronar a qualquer
momento e se tal acontecer, e se no momento passar alguém pelo seu passeio, vai ocasionar um problema muito sério.
Está na hora da Prefeitura intervir na questão. Quem aviso amigo é.
sábado, 20 de setembro de 2014
MORRO DO CRISTO AINDA VIRGEM!
É
curiosíssima a foto adiante. Primeiramente, a balaustrada que se vê no primeiro
plano circundava o Cristo da Barra. Sim! O Cristo que hoje vemos no chamado “Morro
do Cristo” ficava no Morro de Jesus, hoje Morro da Aeronáutica.
í
Cristo ainda no Morro de Jesus
Ai permitiram a instalação de uma pedreira na base desse morro, ameaçando severamente o desmoronamento da estátua. Resolveram mudá-la para o atual Morro do Cristo, fato ocorrido em 1975.
Cristo da Barra
Substituíram os cristais de rocha por uma sustentação de granito. Poderiam reverter esta mudança.
Também
há que de se notar, o Morro do Cristo ainda virgem, sem as mansões que o caracterizava,
hoje substituídas que estão por excepcionais prédios de apartamentos.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
OCEANÁRIO DO RIO VERMELHO - ESSA É A OPORTUNIDADE!
Como já é de todos sabido, da mesma forma que aconteceu na
Barra, o Rio Vermelho será todo requalificado. Mais do que necessário! Da mesma
forma que na Barra, o Rio Vermelho estava precisando a algum tempo de uma
reforma de peso como a que agora se propõe a Prefeitura.
Possivelmente, o projeto já se encontra pronto, mas ainda
poderá sofrer algumas modificações ou acréscimos. No caso seria acréscimo.
Projeto da reforma do Rio Vermelho
Estamos sugerindo “acrescentar” um oceanário no referido
projeto. Por quê?
Primeiramente, um oceanário é uma atração turística muito
forte, inclusive financeira. Por exemplo, o Oceanário de Lisboa, recebeu cerca
de 900 mil visitantes em 2012, cerca de 320 portugueses e 600 mil turistas. O de Aracaju também é um sucesso.
Oceanário de Lisboa
Oceanário de Aracaju
Em segundo lugar e talvez principalmente, o Rio Vermelho
sempre foi um lugar ligado a atividade da pesca. A colônia de pescadores ali
existente é uma das mais antigas de Salvador. Das suas praias sai todos os anos
o “Presente de Iemanjá”. A rainha do mar tem uma estátua e um santuário dedicado
à Santa do mar. Em suma é o lugar certo para o oceanário. Tem-se agora a
oportunidade ou nunca mais.
Tradição
Onde seria? Poderia ser no espaço indicado acima.
Estendendo mais a sugestão, poder-se-ia aproveitar o bloco rochoso em frente à foz do rio que ali desemboca. Far-se-ia um "acréscimo", algo tal qual se sugere adiante:
Se o frade José de Santa Rita Durão fez surgir dessas pedras um Caramuru que nunca existiu, porque não enaltecer a beleza da mulher brasileira em formato de peixe, não é verdade?
domingo, 14 de setembro de 2014
QUINTAIS DE SALVADOR - SUA ORIGEM
Até os anos 30 e 40, mesmo 50 do século passado, a maioria
das casas de Salvador possuía um quintal. Quintal?! O que é isto? Era um espaço
geralmente no fundo da casa, de terra, cercado por muros altos. Nele os
moradores criavam pequenos animais, galinha, perus patos, marrecos e se
plantavam árvores frutíferas e verdura, bem como as medicinais e até se
cultivavam flores para os arranjos da casa.
Também os quintais serviam para estender as roupas lavadas em
casa; para cozinhar em determinados casos, preservando a cozinha interna para
refeições mais rápidas, como o café da manhã. Era também o local onde se estocava
a lenha ou o carvão para o cozimento e aquecimento das coisas. Também em muitos
deles existiam fontes de água doce, naturais ou perfuradas, as cacimbas, dominando
um problema mais do que crucial das cidades daquele tempo que era se servir das
fontes públicas existentes ou da compra de água em barris trazida no lombo de
animais.
Uma cacimba
Não se diga ou não se pense que os quintais eram uma
característica das casas mais pobres, muito pelo contrário. Em verdade,
começaram a fazer parte da estrutura dos imóveis ainda ao tempo dos escravos,
ou seja, no século XVIII. Geralmente tinham uma entrada em separado para evitar
a circulação por dentro da casa e se reservava um pequeno espaço coberto
(Telheiros) onde eles dormiam ou descansavam.
Teriam os quintais influenciado no posicionamento das casas
de antigamente de relação às ruas e avenidas onde se estabeleceram? Muito
provavelmente que sim. O Corredor da
Vitória é um bom exemplo. Todas as grandes residências dessa localidade tinham a frente voltada para a rua e os quintais
voltados para o morro, diferentemente do que hoje acontece quando os grandes
edifícios do local priorizam a vista do mar. Nem tanto, haja vista as belíssimas quadras de tênis e piscina na borda do morro.
Corredor da Vitória e seus quadras de tênis e piscinas onde antes eram apenas quintais.
Mas no Santo Antônio não era assim. As casas tinham a frente
para a rua e as suas dependências mais extremas alcançavam a borda do morro.
Algumas apenas. Não havia espaço para
quintais. Se não havia no fundo, se construíam pátios internos, uma espécie de clarabóia
onde se plantava e as vezes se colocava um pequeno chafariz para aproveitamento
ou conservação de água. Até as igrejas assim procediam.
Santo Antônio
Em outras partes menos nobres que nem o Corredor da Vitória ainda
se vê muitos quintais, agora com piscina, cascatas e outras "benesses" dos tempos modernos:
Não estaria completa esta postagem se não abordássemos o
significado da palavra “quintal”. Vem do latim QUINTANALIS, também derivado de
QUINTA e nos chega à mente a palavra QUINTA que por sua vez nos leva à “quinto
do inferno”. Na época Portugal enviava a esta colônia uma nau para a cobrança
do imposto do quinto, ou seja, dos
20% devidos à Coroa (hoje pagamos muito mais que isso à República). Essa era a “nau
dos quintos!, a qual era aproveitada para transportar degradados e demais
pessoas tidas como indesejáveis em Portugal. Por isso ela é associada a coisas
pouco desagradáveis, seu nome foi completado com “dos infernos” e gerou essa mimosa expressão: QUINTO DOS INFERNOS
sábado, 13 de setembro de 2014
COBERTURA DO HOTEL DA BARRA OU APENAS UM DETALHE
Hotel da Barra
A foto acima mostra-nos o Hotel
da Barra ao lado do Instituto Mauá nas proximidades do Largo do Porto, recém
reformado. Tem uma fachada relativamente bonita e de seus apartamentos deve
descortinar uma vista maravilhosa da Baía de Todos os Santos. Fica ao lado do
Instituto Mauá, tradicional instituição de Salvador ligado ao artesanato da
terra.
Do lado esquerdo o Forte São Diogo - É uma área tombada- Qualquer reforma ou acréscimo no local requer autorização.
Pois bem! Seus proprietários
acabaram de fazer uma “cobertura” que nós chamamos de “pombal” no último andar.
Não sabemos a finalidade do mesmo. Nos Alagados de Itapagipe, essa “armação” destina-se a enxugar a roupa de
casa em razão do vento e nas horas vagas destina-se a colocação de redes de
dormir, super coloridas. Um barato!
Pombais nos Alagados de Itapagipe ou simples coberturas?
Não sabemos ao certo se esta
tendência arquitetônica começou nos Alagados ou os Alagados absorveram-na.
Somos mais pela segunda hipótese, desde que no Bonfim, sim no Largo do Bonfim,
antes praça Theodósio Rodrigues de Faria, pessoa que trouxe de Portugal a
imagem do Senhor do Bonfim, existem duas antigas casas com esses pombais lá em
cima. Já faz tempo.
No Bonfim
Ou teria sido uma inspiração
oriunda do mesmo tipo de armação que se vê numa das casas existentes na Ponta do Humaitá, local tradicionalíssimo de nossa cidade,
certamente devidamente tombado.
Na Ponta do Humaitá há muito tempo.
Já está subindo a ladeira (Lapinha)
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