sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

BONFIM- O MAR COMO CONTORNO

BONFIM - O MAR COMO CONTORNO


A foto acima é por demais preciosa. É a grande igreja da Bahia e do Brasil. Dentro de poucos dias começam as festividades em seu louvor. Hoje, contudo, vamos destacar um detalhe precioso de seu entorno: por volta dos séculos dezoito e dezenove o mar chegava bem próximo à colina; Onde é hoje o Bairro Machado, Jardim Cruzeiro, Massaranduba, Uruguai,.Mares e  tudo o mais nas proximidades.era mar.Formava-se ali a extraordinária Enseada  dos Tainheiros. No seu entorno o elevado que tinha inicio na Barra e se estendia até Santo Tomé de Paripe e Aratu. Não havia nenhuma construção. Ninguém habitava o local.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

UM PEDAÇO MARAVILHOSO DE SALVADOR

É absolutamente incontestável que o trecho da encosta que vai do Iate Clube da Bahia até a o Unhão, onde se encontra o Solar do Unhão, é de uma beleza extraordinária.

Comecemos pelo Iate Clube da Bahia, a nosso ver, o mais belo clube do Brasil. Não tem igual. Perfeito! Começa na encosta da Barra e tem a Baia de Todos os  Santos como limite de sua beleza.

Iate Clube da Bahia

Depois vem a simplicidade da Gamboa. Impressiona o contraste social  que se estabeleceu no local em relação aos grandes edifícios que se aproximaram do local. As catraias e os saveiros resistiram a velocidade e o modernismo das lanchas e escunas do clube ao lado.

Gamboa

A "casa amarela" como que determina o começo de uma grande expansão imobiliária


Favela encrustada- Tem até certa harmonia

À noite


Por fim o Solar do Unhão

O Solar do Unhão constitui-se em um expressivo conjunto arquitetônico integrado pelo Solar, pela Capela de Nossa Senhora da Conceição, um cais privativo, aqueduto, chafariz, senzala e um alambique com tanques. O conjunto atualmente sedia o Museu de Arte Moderna da Bahia.

O terreno onde se encontra foi legado por Gabriel Soares de Souza aos padres beneditinos em 1584. Suspeita-se que esse terreno pertencia ao irmão de Gabriel que veio para Salvador possivelmente integrando a caravana de Francisco Pereira Coutinho desde 1936.


Em 1690 residiu no local o Desembargador Pedro Unhão Castelo Branco que vendeu a propriedade a José Pires de Carvalho e Albuquerque e posteriormente passada à família Dias D’Ávila em 1740. Nesta data foi construída também a capela, ocasião em que batizou uma de suas netas.






N

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

CASA NAVIO DA PITUBA

Há muitos anos atrás, nos idos de 1950/1960, existia uma casa na Avenida Oceânica, em frente à praia da Pituba,que mais parecia um navio. Chamavam-na de “Casa Navio”. Pertenceu o Dr. Boureau, famoso médico da época Nosso pai, Manuel Gantois, que era Diretor de Vela do Iate Clube da Bahia. morou nela por um certo tempo. Tinha paixão pelo mar. Não poderia deixar de fazê-lo.




 Ficava localizada na esquina da Rua Pará com a  Avenida Octávio Mangabeira .  Esta casa ainda existia até o inicio da década de 70 e era uma referência na antiga e deserta orla da Pituba. Atualmente funciona neste local um posto de gasolina. Efetivamente, àquele tempo a Pituba era um local de muitos sítios e pequenas fazendas. Amaralina era como que o final da linha. O bonde só ia até ai. De resto era andar pela praia até alcançar a Pituba.





Atualmente no local funciona mm postode gasolina, esquina com a Rua Pará

CORREDOR DA VITÓRIA OU SIMPLESMENTE VITÓRIA (A RAINHA)

Como é sabido, oficialmente, o trecho que se inicia na Ladeira de São Bento e vai até o Largo do Farol da Barra, chama-se Av. 7 de setembro.Foi  Inaugurada em 1916 pelo então governador José Joaquim Seabra, e idealizada como parte do plano de reforma urbana de Salvador iniciado em 1912, buscando conectar o centro antigo aos novos bairros que surgiam ao sul da cidade.

Ladeira de São Bento

Possui uma ocupação extremamente variada no uso do solo, alternando comércio, serviços e habitações de diferentes níveis de renda, assim como instituições diversas, e divide-se em três trechos principais; o distrito de São Pedro, distrito da Vitória e o distrito da Barra, cada um desses espaços com enormes diferenças sócio-econômicas e paisagísticas entre si.

Seu sentido varia, sendo mão dupla em seu primeiro trecho, do Farol da Barra ao final do Corredor da Vitória, e se alterando para mão única a partir do Campo Grande, prosseguindo assim até o seu término.

Na citação de seu endereço de residência, os moradores não costumam citar a Avenida 7 de Setembro como sendo o local de moradia. Preferem se referir ao trecho desmembrado que caracteriza a avenida. Por exemplo, quem mora na Ladeira da Barra, ninguém cita que mora na Av. 7 de setembro número tal. O mesmo acontece para quem mora na Vitória ou no Porto da Barra e assim por diante.
Vitória

Dizem que assim fazem pelo temor da desvalorização ou seria apenas uma questão de status? Em verdade, quem mora em Salvador, sabe muito bem que socialmente, não é a mesma coisa dizer que “moro na Av. 7 se setembro” do que “moro no Corredor da Vitória”. Há uma distância social muito grande.


E o que dizer agora de recentes citações de que o Corredor da Vitória não deverá ser chamado mais assim: “Corredor da Vitória”? Sua nova designação seria apenas “Vitória” por uma razão também histórica, ou seja, as tropas vencedoras da independência da Bahia não teriam desfilado vitoriosas por ali, daí o nome de parte dessa avenida. Houve uma razão mais nobre: como grande parte dos imóveis construídos foi  levantada por ingleses, a bela avenida, a majestosa avenida, será doravante apenas Vitória, em homenagem à rainha Vitória que governava a Inglaterra. Muito mais chique e principalmente, muito mais nobre,além de econômico, ou seja, de maior valor comercial.

Vitória

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

PAU BRASIL

A  exceção de Pituaçu onde de plantaram 50 mudas de Pau Brasil, em Salvador só existe dois exemplares da referida árvore: uma no Campo Grande  e outra no Dique do Tororó.




Pau Brasil no Campo Grande

Esse fato não deixa de ser um descaso, desde que o Pau Brasil é a árvore símbolo de nosso País e como as coisas vão, tende a desaparecer ao longo do tempo.

Vejamos um pouco de história dessa árvore antes que se percam também os dados referentes a ela;

O Pau-Brasil, árvore que deu origem ao nome do nosso país, recebe uma homenagem todo dia 03 de maio. Esta data foi instituída pela Lei Federal 6.607, de 07 de dezembro de 1978, que declarou, oficialmente, o Pau-Brasil como árvore símbolo nacional. Originalmente, chamado pelos índios de ibirapitanga (ibiri = pau e pitanga = vermelho), era árvore abundante em toda a costa brasileira e foi explorada pelos colonizadores, dada a extração do pigmento vermelho de sua madeira e o uso da mesma devido a sua durabilidade e resistência. Foi necessária a sua quase extinção para que o Pau-Brasil fosse reconhecido, oficialmente, na história brasileira.’

Claro que não poderíamos deixar passar a oportunidade  de descrever detalhes de ordem cientifica da referida árvore, colhidos nos principais órgãos ligados ao assunto:

Nome popular: IBIRAPITANGA, ORABUTIÃ, BRASILEIRO, IBIRAPIRANGA, IBIRAPITA, IBIRAPITÃ, MUIRAPIRANGA, PAU-ROSADO, PAU-DE-PERNAMBUCO
Nome científico: Caesalpinia echinata Lam.

Família:Fabaceae



CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS:
ÁRVORE mede entre 8 e 12 metros de altura, com copa densa.



FOLHAS bipinadas, de cuja haste central, de 10-15 cm de comprimento, surge um conjunto de 5 a 6 pares de folhas pinadas, que se estendem em hastes periféricas de 8 a 14 cm de comprimento. Cada uma dessas hastes, por sua vez, conta com 6 a 10 pares de folhas de 1-2 cm de comprimento cada. 


FRUTO seco, em forma de vagem, coberto por longos e afiados espinhos, dotado de 1-5 sementes e com uma média de 7 cm de comprimento. A fruta verde, torna-se marrom quando madura e se abre espontaneamente por meio de torção.


FLORES muito aromáticas, sustentam-se como em um cacho, sobre um eixo alongado. Possuem 4 pétalas amarelas e uma menor, vermelha.



 TRONCO de 40-7

Corte transversal de árvores de Pau-Brasil, a primeira com 12 anos e a segunda com 27 anos




Sementes

domingo, 28 de dezembro de 2014

A EVOLUÇÃO DO BANHO DE MAR E SUAS ROUPAS

Salvador é uma cidade eminentemente “praiana”, ou seja, suas principais ruas e avenidas tem o mar como cenário maior. Consequentemente, os prédios residenciais, os grandes hotéis procuram ser construídos “a beira mar” e para quem pode, constrói uma casa de praia em frente ao mar.

Mas nem sempre foi assim. No Rio por exemplo, em 1917, o prefeito carioca Amaro de Brito regulamentou os horários de funcionamento das praias. Inicialmente, as senhoras banhavam-se de madrugada para não serem vistas. De 1º de Abril a 30 de novembro, podia-se entrar n’água das 6 h às 9 h e das 16h às 19h. No verão, das 5h às 8 h. e das 17h às 19h. Quem fosse pego em outros horários era punido com multa ou cinco dias de cadeia.

A liberdade de freqüentar a praia sem a perseguição da policia começou com os esportes aquáticos. Em 1880 aconteceram às primeiras regatas e a primeira mulher a vestir um maiô de peça inteira, colado ao corpo, foi a campeão olímpica Annette KELERMAN na Olimpíada de Estocolmo em 1912.


EM 1946, o francês Louis Reard chocou o mundo ao mostrar dançarinas de cabaré com o umbigo à mostra, vestidas apenas com a sua invenção, o biquini, 


15 anos depois, a polêmica chegou ao Brasil: o biquini foi proibido nas praias nacionais pelo pacote moralista do presidente Jânio Quadros que vetou também corridas de cavalo, rinhas de galo e o lança perfume. Mas a moda já tinha pegado por aqui fazia tempo.

Proibir algo assim é coisa de maluco mesmo.



Em 1964 a novidade foi o monoquíni (ou topless) que foi criticado pela igreja, mas apoiado por Roberto Carlos em músicas como “Eu sou fã do monoquíni”. Em 2000 depois de tirar a parte de cima do biquini na praia do Recreio, a carioca Rosemeri Costa foi presa por 20 policia.

Mas nem udo é perfeito. Inventaram algo tentando imitar a coisa para homens. Foi um desastre:

Monoquini

Em Salvador, nota-se a aversão pelas praias e o mar quando se construíram as primeiras casas desde a Vitória até Santo Antônio. A frente é voltada para a avenida e o fundo para as encostas.
Vale salientar nessa oportunidade que desde os tempos de Tomé de Souza, decretaram que todo o lixo produzido na cidade que era alta fosse jogado na parte baixa. Praticamente foi assim que começou o aterro do Comércio.


praia do farol

Mas, voltando ao passado, vejamos como era o banho de mar de antigamente:




sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

LADEIRA DA CONCEIÇÃO DA PRAIA - SERIA A PRIMEIRA DAS LADEIRAS DE SALVADOR.?..


Quando Tomé de Souza transferiu sua frota do Porto da Barra para a Enseada da Preguiça por questões de segurança, aproximou-se do ponto onde seria montada a Cidade de Salvador no alto da colina. Claro que precisava de um ponto menos íngreme para alcançar o local onde seria montada a cidade. Vejamos na ilustração abaixo esta situação já com novos elementos acrescentados através dos tempos.



Ilustração: Seta vermelha indica a Igreja de N.S. da Conceição;  Seta Azul indica o caminho tomado pelos colonos para alcançar à Praça Castro Alves; Seta amarela mostra os elevadores.

Em sendo assim, a Ladeira da Conceição teria sido a primeira ladeira de Salvador. Essa primazia é dividida com a Ladeira da Preguiça que fica ao lado da Conceição da Praia. É difícil determinar.



Ladeira da Conceição da Praia

Artífices da ladeira da Conceição

Estás a passear ou....?