quarta-feira, 4 de março de 2015

FAROL DA BARRA VISTO DO MAR EM 1928 E ATÉ ANTES



Sem sombra de dúvida,  o  Farol da Barra é uma das maravilhas de Salvador. Junto com o Elevador Lacerda, são os dois maiores ícones de Salvador. Quase que obrigatoriamente, incluem-se nessa lista a Colina do Senhor do Bonfim, o Pelourinho, a Ponta do Humaitá , a Ribeira, Itapuã, etc. etc. Uma lista interminável. 

Conta-se aos milhares as fotos, gravuras, ilustrações, pinturas etc. do nosso Farol da Barra. Sinceramente, julgávamos que havia esgotado todas as formas de apresentá-lo. Ledo engano: de frente, de lado, das alturas e agora nos chega ao conhecimento uma apresentação da parte de trás do grande monumento. Há de se reparar que a Avenida Oceânica já delineia o seu caminho três a quatro metros acima da praia. Outro detalhe significativo é o morro do Gavazza, ainda sem nenhuma construção. Absolutamente virgem!

Farol da Barra


Já a foto adiante, praticamente do mesmo ângulo, mas obtida em 1828 por um navio alemão, mostra uma barra ainda sem a Avenida Oceânica. 
1828- Ainda não existia a Avenida Oceânica. Puro mato!

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A PREFEITURA DE VIDRO DE SALVADOR



Salvador poderia até se orgulhar de possuir a única Prefeitura do Mundo toda em vidro e até desmontável, ou seja, pode ser reinstalada em qualquer outro lugar.
Hoje ela se encontra na Cidade Alta, em plena Praça Municipal, onde, praticamente começou a construção da Cidade de Salvador. Amanhã poderá estar na Cidade Baixa, por exemplo, no meio da Praça Cairu em frente ao Mercado Modelo, ou poderia estar nos Alagados, em meio às palafitas ou do que restou delas ou no seio daquelas que continuam sendo instaladas na incessante progressão desse problema social.

Quando se construiu a dita cuja, teve gente que gostou e outros tantos que não toleraram. A crítica estourou de todos os lados, a maioria contra “a cristaleira”. O próprio autor, senhor Lelé (João da Gama Filgueiras Lima) certa feita se expressou afirmando que até ele já estava se acostumando com a obra.

 Em verdade não é uma questão de se acostumar ou não: ela é indiferente e inexpressivo. O seu valor estar realmente no fato de que pode ser desarmada rapidamente e instalada em qualquer lugar. Isso é incontestável!

Teve gente que afirmou que ela era melhor do que o “cemitério de Sucupira” (espaço deixado pelo incêndio da antiga bibilioteca). Nesse caso, apenas lembramos que o cemitério de Sucupira era apenas um espaço vazio e não uma obra arquitetônica. Não deve ser comparado! É insano!


 A prefeitura de vidro

Palácio da Aclamação (Apenas para uma comparação)

Por fim, é imcompreensível a afirmação de um dos defensores da prefeitura de vidro: disse ele que ela tenta maneter um diálogo entre ela e o Palácio de Aclamação. Mas que diálogo?! Vamos devagar! É figurativo, mas muito inapropriado.



MISERIORDIA - UMA RUA EXTRAORDINÁIA



Não resta a menor dúvida que uma das atrações pelo menos turística de Salvador é o seu centro histórico, detalhe que muitas cidades pelo mundo gostariam de ter e não tem. Ai começam a levantar edifícios de quase cem andares; fazer grandes pontes; belíssimos hotéis, teatros maravilhosos e tantas outras coisas que as tornem diferenciadas. 

Enquanto isto uma pequena cidade construída a séculos passados tem uma atração muito maior que as megas cidades de hoje e sabem porquê: não se construirá outra igual; foi feita uma vez e nunca mais, resultado da inspiração divina  e única de uma pessoa.



Este é o caso de Salvador. Foi construída assim, muito embora de princípio tenha havido um planejamento, mas um planejamento estratégico visando á segurança da cidade. Só isto!

Em sendo assim, Salvador e outras cidades do seu estilo ou parecido, tinham que ser preservadas para o resto da vida, mas, infelizmente, não é o que acontece. Primeiro as intempéries inevitáveis e, infelizmente, a ignorância dos homens e das organizações.

Vamos focalizar um caso entre dezenas de outros que a nossa cidade sofreu. Fixemo-nos na Rua da Misericórdia bem no centro de Salvador. Uma via especial não pela sua extensão ou qualquer outra grandiosidade, mas tão somente pelos prédios que a compõem. Pela harmonia. Torna-se bela e única.

Ela tem inicio na Praça Municipal, no alto da Ladeira do Corpo de Bombeiros, tendo à sua direita o prédio da Câmara Municipal de Salvador que já foi a  Prefeitura. Bem na esquina funcionava a Pastelaria Triunfo, o primeiro grande estabelecimento do ramo da cidade (era especialista em importados), ponto de encontro de pessoas da sociedade  da cidade, das pessoas mais ricas, essas diferenciações que se tem que fazer para compor um quadro social.

Antiga Biblioteca Pública e a Pastelaria Triunfo à direita



Em foto mais antiga
A beleza de um rua (Misericórdia)
Pastelaria Triunfo à noite


Num determinado ano a Pastelaria Triunfo pegou fogo. Destruiu todo o prédio. E agora? Terão condições e capacidade de reconstituí-lo? Dificilmente e efetivamente no local levantaram um prédio horrível respeitando apenas o gabarito do local. Instalaram no local uma agência bancária. Não deixou de ser um privilégio. Em plena Rua da Misericórdia, um “Bradesco antigo”. Um destino imprevisível!

 Bradesco da Misericórdia