Este blog focaliza a chamada Cidade Baixa de Salvador. Caminha pelos seus espaços olhando o presente,buscando o passado e, às vezes, projetando o futuro. O autor viveu muitos anos em Itapagipe. Vivenciou tanto o apogeu dessa área quanto a sua degradação. Tem muito o que dizer! A partir de janeiro de 2011 este blog começou a abordar também a Cidade Alta por entender que as duas partes da cidade se completam. As ladeiras e os elevadores ligam as duas; as pessoas ajudam transitando por eles.
sábado, 4 de junho de 2016
sexta-feira, 27 de maio de 2016
CONTINUAMOS COM A TOCHA OLIMPICA
Fizemos
uma primeira postagem da passagem da Tocha Olímpica por Salvador. Hoje
estaremos vendo um pouco de sua história incrível e mais detalhes de sua
presença em nossa Capital. Teve momentos de grande emoção e todos inusitados.
Por exemplo, andou também sobre as águas sagradas do mar da Bahia na Baía
de Todos os Santos em standup Padlle.
Expressa força e determinação que o esporte requer
Filho
do titã Cronos e
de Reia, Zeus
é o mais novo de seus irmãos; na maior parte das tradições é casado, primeiro
com Métis,
engendrando a deusa Atena e, depois, com Hera, embora, no oráculo de Dodona, sua esposa
seja Dione,
com quem, de acordo com a Ilíada,
ele teria gerado Afrodite.[4] É
conhecido por suas aventuras eróticas, que frequentemente resultavam em
descendentes divinos e heroicos, como Atena, Apolo e Ártemis, Hermes, Perséfone (com Deméter),Dioniso, Perseu, Héracles, Helena
de Troia, Minos,
e as Musas (de Mnemosine);
com Hera,
teria tido Ares, Ênio, Ilítia, Éris,Hebe e Hefesto.[5]
“Como
ressaltou o acadêmico alemão em seu livro Religião Grega,
"mesmo os deuses que não são filhos naturais de Zeus dirigem-se a ele como
Pai, e todos os deuses se põem de pé diante de sua presença."[6] Para
os gregos, era o Rei dos Deuses, que
supervisionava o universo. Nas palavras do geógrafo antigo Pausânias, "que Zeus é rei nos céus é um
dito comum a todos os homens."[7] Na Teogonia,
de Hesíodo,
Zeus é responsável por delegar a cada um dos deuses suas devidas funções.
Nos Hinos Homéricos ele é referido como o
"chefe dos dA Grécia antiga cultuava o poder e o fogo. Na mitologia grega,
Prometeu roubou o fogo de Zeus e deu aos humanos. Para celebrar a passagem do
fogo de Prometeu ao homem, os gregos faziam corridas de revezamento.
Os atletas passavam a tocha entre si até que o vencedor cruzasse a linha de
chegada”.
Ficaria aqui por todo o tempo da vida, mas precisamos fazer outras coisas. Não fosse a grande colaboração da Dra. Desirèe Azzi |Gantois e não teria chegado nem a metade.
A TOCHA OLÍMPICA EM SALVADOR - 1
Tinha que ser. A Tocha Olímpica chegou a Salvador, primeira capital do Brasil...
E começou seu caminho pelo Pelourinho, onde, praticamente, se iniciou Salvador, que não é tão longe das Praças Municipal e Castro Alves. Pode se considerar essa área como um todo histórico inseparável (um mundo de afinidades e tradições que os unem).Lá, recebeu as homenagens da Banda Internacional do Olodum. A chama da tocha crescia. Era evidente que se agitava com a vibração dos tambores e tamborins num reflexo singular e único que nunca mais se repetirá.
Em seguida ela desce de rapel pelo Elevador Lacedra, numa cena única e inusitada. Já está na Praça Cairu,em frente ao Mercado Modelo dos reis e rainhas que o visitam.
Depois segue pelas ruas do comércio antigo, alcança o antigo Cais Dourado onde a Bahia vibrava com o comércio de tudo que vinha da Europa ( até sal, desde que era proibido, àquela época, fabricar qualquer coisa no Brasil). Alcança São Joaquim, Calçada, Dendezeiros e chega ao Bonfim, onde recebeu a benção do grande Santo junto com os Filhos de Ghandy. Não poderia ser diferente! O povo vibra. Era mais um momento inusitado, único. Nunca mais será visto neste século.
E começou seu caminho pelo Pelourinho, onde, praticamente, se iniciou Salvador, que não é tão longe das Praças Municipal e Castro Alves. Pode se considerar essa área como um todo histórico inseparável (um mundo de afinidades e tradições que os unem).Lá, recebeu as homenagens da Banda Internacional do Olodum. A chama da tocha crescia. Era evidente que se agitava com a vibração dos tambores e tamborins num reflexo singular e único que nunca mais se repetirá.
Depois segue pelas ruas do comércio antigo, alcança o antigo Cais Dourado onde a Bahia vibrava com o comércio de tudo que vinha da Europa ( até sal, desde que era proibido, àquela época, fabricar qualquer coisa no Brasil). Alcança São Joaquim, Calçada, Dendezeiros e chega ao Bonfim, onde recebeu a benção do grande Santo junto com os Filhos de Ghandy. Não poderia ser diferente! O povo vibra. Era mais um momento inusitado, único. Nunca mais será visto neste século.
quarta-feira, 25 de maio de 2016
ARQUIBANCADA DE BENGALA NA ARGENTINA
Acordei cedo pensando em atualizar meu facebook e blog.
Tinha muito coisa atrasada. Estive fora por alguns dias. Por exemplo tinha a tocha olímpica que passou por salvador e outros assuntos. Passou em frente ao meu apartamento
Tinha a política
e seus 200 ladrões da Pátria. Queria ver o próximo jogo do Barsa; tinha que me
atualizar das lutas livres dessa semana no UFC. Gosto e fico admirado que após
o encerramento de cada confronto, as duas feras, arrebentadas, se abraçam e sorriem; tinha
filmes da NetFlix para ver, enfim tinha tanta coisa que na minha ausência ficou
para trás, por exemplo, os ladrões da Pátria. A cada dia surge mais um.
Bandidões! E o povo pobre de nosso País sofrendo. 11 milhões de desempregados.
Como pode uma coisa desta?. O que comem no dia a dia? E a dignidade indo
embora. Deus tenha pena dessas pessoas. Dê aos novos dirigentes do País a
inteligência necessária para resolver essa questão. Não vai ser fácil. Roubaram
ou deixaram roubar o último centavo. Não sabem nem como começar. A cadeia pune, mas não resolve.
Mas eis que me deparo com o menino argentino, deficiente
físico, dando uma de suas bengalas a um
amiguinho para que ele também pudesse assistir a um jogo de futebol de seu time preferido, o Rosário Central da Argentina. Jogava contra o Barsa de Neimar. Imperdível! Construíram uma arquibancada de bengala. Dava para ver o jogo.
terça-feira, 12 de abril de 2016
A BELA BACIA DO CABRITO NO SUBÚRBIO DE SALVADOR
Ao
longo desses 6 anos que é o tempo da existência desse blog, fizemos uma série
de postagens sobre a invasão dos Alagados do Porto dos Mastros. Seria o
bastante não fosse novos elementos esclarecedores que a todo momento surgem.
A bacia ainda com mangues
Mostramos a ação impiedosa de
aterragem de grande parte do mar desde as proximidades do Largo do Papagaio até
principio da Ribeira, oferecendo todas as condições para a construção de
milhares de palafitas que deram origem ao que se chama “Alagados, hoje
abrigando mais de cem mil pessoas.
No todo o que há de mais cruel e
lamentável foi a tomada pelas palafitas do mar, desde uma das extremidades do
Largo do Papagaio, ao lado da Fábrica de Tecidos dos Machado, ainda hoje com
sua faixada em pé, até o principio da Ribeira. A partir dai se construiu um
cais que se estende até o Porto da Lenha. Nesse espaço o mar foi respeitado até
hoje.
Antiga fábrica de produtos testeis no \largo do \Papagaio
Há quem duvide que essa contenção
deveu-se a construção desse cais. Teria ajudado na decisão o fato de que ali se disputavam
as famosas regatas de barco à remo. (Deve ter contribuído).
.
Hoje temos uma prova mais cabal e
consistente dessa contenção por um cais. Está ali, na própria Baía de
Itapagipe! Referimos-nos a Bacia do Cabrito nas proximidades. Nela não houve
invasão de palafitas ou o quer que seja.
Em seguida publicamos uma foto do seu interior:
Bacia do Cabrito- \bucólico- acolhedor - poético
Não houve invasão de palafitas e ate o mangue foi relativamente preservado.
Beira-Mar do Cabrito
Mas nada é por acaso. O cais que contorna toda a ||Bacia do Cabrito foi construído para sustentar a ferrovia que se ia construir no local, ligando Salvador ao Rio São |Francisco; Parte dela passaria pela |Bacia do Cabrito. e em 28 de junho de 1860 foi inaugurada.pela empresa Bahia and San Francisco Company,O trem contornava toda a Bacia do Cabrito.até que em 1952 foi inaugurada a \ponte São João, ligando Lobato a Pla
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sábado, 2 de abril de 2016
BAIA DE ITAPAGIPE
Diz-se que no momento da decisão
de onde seria construída Salvador, Tomé de Souza e seu arquiteto Luiz Dias,
cogitaram escolher Itapagipe como local da nova cidade, possivelmente movidos
pela extraordinária beleza de seus
contornos e da existência de “elevados” (montes, por exemplo), que permitiria
uma visão do espaço que se cogitava preservar contra ataques de inimigos.
Itapagipe tinha tudo isto, mas
apresentava claramente uma grande inconveniência; ficava no fundo de uma baia e
poderia ser isolada de abastecimentos de diversas ordens.
Prevaleceu então o bom senso. Optou-se então por um local
elevado, praticamente na entrada da baía, protegendo-a e construir-se-iam
alguns fortes como foram os casos dos fortes Santo Alberto na Jequitaia e Monte Serrat bem
lá atrás. De sobra ainda se contava com o Forte do Barbalho e do Santo Antônio,
mais ao alto.
Estabelecida a cidade, desenvolvida sua estrutura, de logo
se apresentou um grave problema. Ela não
tinha um porto. Os navios ficavam ao largo. Mercadorias e passageiros usavam
balsas para alcançar os melhores pontos de desembarque, praticamente na praia.
Iniciaram então os trabalhos de aterro com lixo proveniente
da cidade alta. Tudo seria jogado em baixo. Há os que são de opinião que foi
usada areia e terra. De onde, há de se perguntar? Fiquemos com a primeira
hipótese, apesar de altamente degradante, mas com mais lógica.
Uma prova absolutamente incontestável de que o lixo da
cidade alta era jogado na cidade baixa que ainda se formava, é a disposição das
casas feitas em toda a encosta de Salvador, desde a Barra até Pirajá. Todas,
mas todas mesmo, têm o fundo voltado para o mar, a fim de facilitar o processo
natural de despejo das coisas de todas as pessoas.
Mais do que palavras, vejamos como era a Baia de Itapagipe
antes dos aterros que se fizeram
Belíssima imagem da Bacia do Cabrito \\(Arquivo de Desirèe Gantois)
As invasão do mar por palafitas (em azul)
Hoje é assim a Península de Itapagipe
A ponte
domingo, 27 de março de 2016
CANOAS A VELA TRANSPORTAVAM PESSOAS ENTRE PLATAFORMA E RIBEIRA
Antigamente, mais ou menos ente 1940 e 1950, o transporte de
pessoas entre Plataforma e Ribeira era feito através grandes canoas à vela.
Quem morava em Plataforma usava quase que exclusivamente esse meio de
transporte.
Estranhamente não há nenhum registro desse sistema de
transporte, inclusive na internet, que geralmente aborda a grande maioria dos
fatos e não se diga que não era importante. Era! Milhares de pessoas, dia e
noite, usavam-no.
Infelizmente, o sistema foi proibido pela Prefeitura após um
naufrágio de um dessa canoas, justamente num segunda-feira Gorda da Ribeira,
quando o povo em terra se divertia atrás de blocos puxados por instrumentos de percussão (ainda
não havia sido inventado o Trio Elétrico).
Após um bom período de entendimentos entre os proprietários dessas
canoas e a Prefeitura, resolveram voltar ao sistema, contudo, em vez de velas
as canoas usariam motor de popa, sistema que durou até o ano de 2014, mais
precisamente no dia 14 de setembro desse ano.
Já que estamos num momento de correções, vale a pena fazer
uma correção urgente sobre o significado do nome Plataforma. Diz a Internet que
se tratava de uma balsa (uma plataforma) que transportava passageiros entre as
duas localidades.
Em verdade, nunca existiu essa balsa, a não ser que tenha
sido no século XIX ou até antes. Não há registro. Por outro lado, da Ribeira ou Penha, não há sinais de que em qualquer lugar tenha havido uma plataforma.
Aprofundando um pouco mais a questão os dicionários da vida referem-se a |"plataforma" à Plataforma como sendo uma área plana e elevada o que não é, evidentemente "Plataforma", elevada mas não plana.
\Plataforma e uma bala abaixo.
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