quarta-feira, 4 de setembro de 2013

MASCARADOS VÃO TER QUE SE IDENTIFICAR -NOVO CAPACETE PARA MOTORCICLISTA

No Carnaval baiano de antigamente a maioria das pessoas se mascarava durante os três de folia. Sim! Eram apenas três dias, diferentemente de hoje que se prolonga por quase uma semana.


Mesmo grande parte do povo  escondendo a identidade atrás de uma máscara, não se sabe que qualquer desses mascarados ou grupo deles, se aproveitasse para praticar qualquer tipo de vandalismo. Não há registros significativos.


Isso vem a propósito em razão dos mascarados dos recentes protestos que aconteceram em quase todas as capitais. Aproveitaram o “esconderijo” de uma máscara para depredar bens públicos e particulares.

Mascarado de rua

Com vistas a conter a onda de violência vista por todos pela TV, a Justiça do Rio acaba de decretar a obrigatoriedade do mascarado se identificar durante essas manifestações.

Acertadíssima a medidaInício do conteúdo e ela tem respaldo na constituição do País que diz claramente no inciso IV do artigo 5º o que segue:  É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato". A este se segue a regra do inciso XVI"...

Essa medida precisa ser tomada em todo o País, urgentemente. Não estamos mais naqueles tempos inocentes do Carnaval Baiano

Outra medida que precisa ser tomada diz respeito aos motociclistas e seus incríveis capacetes, sem dúvida protetores contra choques em caso de queda, contudo, bandidos estão se aproveitando de que os mesmos praticamente escondem a identidade da pessoa, para praticar assaltos de toda a natureza.

Está na hora de se inventar um capacete que mostre inteiramente o individuo que o usa. Aliás, já existem sugestões à respeitos como a que segue:


Capacete transparente

Refere-se a uma patente modelo de utilidade, que consiste em um capacete com o mesmo design dos existentes e mesmo sistema de segurança, atualmente utilizados, porém fabricado em material transparente, com características rígidas e leves, ficando em amostra partes importantes da cabeça do usuário ampliando também significativamente o seu campo de visão, precisamente a novidade está na transparência de partes importantes do capacete e uma numeração exposta na parte frontal e posterior que serve como registro do capacete e também como identificador do proprietário do mesmo.

O EXÉRCITO DEVERIA SE APOSSAR DO PARQUE SÃO BARTOLOMEU

No Bairro de Cabula se instalou a algum tempo o 9º Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro. Bendita hora que isto aconteceu! Em conseqüência, essa briosa unidade preservou extensa área ao seu redor, sendo hoje uma reserva ecológica das mais importantes de nossa cidade:

Nono Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro
Área preservada - Ninguém toca.

Lagoa do Cascão no espaço do batalhão

Deveria ter feito o mesmo lá pelos lados lados de Campinas e Pirajá. Não haveria a degradação que vem acontecendo, colocando em risco toda aquela área.
Dique de Campinas

Como se pode notar, o dique acima está como que sufocado pelas construções ao redor e, a qualquer tempo, poderá desaparecer, afora, certamente, a contaminação que o mesmo está sujeito. Se já não estar.

São Bartolomeu - Barragem do Rio do Cobre
Belíssima!

Cachoeira do Rio do Cobre

Até algum tempo atrás parte de Salvador era abastecida pelas águas do Rio do Cobre, contudo, após a construção de centenas de casas ao seu redor, o rio foi contaminado e o fornecimento suspenso.
Se não houver uma providência dos poderes públicos, em pouco tempo, tudo desaparecerá. Só mesmo a força de um exército para impedir esse crime.  


terça-feira, 3 de setembro de 2013

SÃO CAETANO - GRANDE PARTE DA SALVADOR DE HOJE

Sem dúvida nenhuma, a Salvador Antiga teve como que seu limite a Lapinha, desde que a Liberdade e afins são dos meados do século XX, década de 40/50. Vê-se isto no tipo de construções existentes no local, todas elas com as características dos tempos atuais, por sinal, nada agradáveis arquitetonicamente.

Já vimos, em postagem anterior, aspectos significativos do bairro da Liberdade, por sinal uma verdadeira babel, desde que sem um mínimo de organização urbana, além de complexa e agitada.

O mesmo acontece, talvez em piores condições, de relação a São Caetano e suas diversas denominações.

Diz-se que Salvador é uma das piores cidades do País à nível de arborização. Sem dúvida! O Bairro de São Caetano então é precária a situação nesse sentido. Contamos uma meia dúzia de árvores e quando encontramos uma bem razoável estava na Praça da Alegria. Tinha que ser!


Com dificuldade andamos por algumas de suas ruas que agora apresentamos nessa postagem:

Av. Eng. Austricleano

Av. Nestor Duarte - residencias

Av. Nestor Duarte - comercial

Estrada de Campinas - Comercial

Estrada de Campinas - Acesso à 324

Ainda a Estrada de Campinas - Muitas favelas ao lado

Rua Vicente Celestino
Praça Mar. Rondon


A FALHA GEOGRÁFICA DE SALVADOR - CIDADES ALTA E BAIXA

Uma falha geográfica que começa na Barra e se estende até o subúrbio ferroviário é a principal caracteristica da cidade de Salvador, dividindo-a em Cidade Alta e Baixa.

Antigamente, aí pelos idos do principio do século XX, esta falha possuía uma vegetação compacta que lhe dava um aspecto sumamente agradável para quem a olhava a partir do mar.


Ainda temos vestígios dessa vegetação, desde o Corredor da Vitória onde está mais preservada até o Loboto no Subúrbio Ferroviário. Vejamo-las:

.Corredor da Vitória

Em frente à Água de Meninos e São Joaquim

Capelinha de São Caetano e Lobato


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

LARGO DO TANQUE

Antigamente o atual Largo do Tanque era um dique, ou seja, um local de represamento de águas oriundas das partes mais altas no seu entorno, principalmente do Corredor da Liberdade e São Caetano. As boiadas que passavam no local aproveitavam para beber dessa água.

Posteriormente, se construiu no local um conjunto de lojas que, muitos dizem ter sido o primeiro shopping de Salvador e em 1999 no seu lugar, construiu-se uma praça.

A atual praça


Dessa praça abre-se um leque de diversas avenidas e ruas de nossa cidade. São os casos da Estrada da Liberdade; da Av. San Martin; da Nilo Peçanha e das diversas avenidas e rua que levam até São Caetano.

Mapa da área

(sugere-se usar o zoom do CP)

domingo, 1 de setembro de 2013

COMO SE INICIOU O ESTÁDIO DA FONTE NOVA

Com a inauguração da Arena Fonte Nova ainda recentemente, este blog vem dedicando algumas postagens de relação a sua história, principalmente do local onde foi construída e da origem de seu nome. Dissecamos o assunto, como se costuma dizer.

Julgávamos que havíamos esgotado o mesmo, principalmente no que se refere ao seu passado, quando no local existia uma depressão que facilitou a construção de uma parte de sua arquibancada.(Lado da Rua Djalma Dutra).

Mas eis que  no prosseguimento de pesquisas, deparamo-nos com duas fotos realmente incríveis.

A primeira delas mostra um detalhe que pouca gente sabia: antes mesmo do inicio de sua construção se fez o campo e se disputaram até partidas nesse espaço. Ei-la:

O gramado foi feito antes do levantamento dos primeiros lances da arquibancada

A segunda foto mostra-nos o inicio do primeiro lance de arquibancada:

Inicio da construção do primeiro lance de arquibancada

LIBERDADE DO ILÊ AIYÊ

Há grande divergência de relação aos limites da Liberdade. No sentido norte, muitos dizem começar no Largo da Lapinha estendendo-se até o Largo do Tanque. A oeste desce até São Joaquim e Calçada e a leste alcança o bairro de Pero Vaz que muitos consideram como sendo ainda Liberdade

Os limites da Liberdade

Tem uma população estimada em cerca de 300 a 400 mil pessoas, a maioria de cor negra sendo, por essa razão, considerada como sendo a maior concentração negra fora da África.

Claro que por essa razão  tem uma tendência de expressar com mérito indiscutível as raízes da cultura afro descendente, cujos sinais se manifestam em todas as partes: nas roupas, nos cabelos trançados, na paixão pela música percussiva e na devoção aos orixás.

Nesses dois últimos casos, está na Liberdade a maioria dos afoxés de Salvador bem como terreiros de candomblé. No primeiro caso, destaca-se o Ilê Aiyê, considerado  um patrimônio da cultura baiana.É responsável pela reafricanização do Carnaval da Bahia, desde que eles preservam a expandem a cultura afro-brasileira.Fazem isto desde 1974 quando foi fundado.
Ilê Aiyê significa casa de candomblé, terreiro. São muitos na Liberdade, todos importantes e significativos. 

O Ilê com seu presidente à frente (Vovô)

Na Avenida
Significativo também  é a existência de três importantes igrejas em seu espaço, todas elas bem de acordo com a cultura local. São elas, as Igrejas de São Lázaro, São Cosme e Damião e Santa Bárbara.
Diz-se que a Liberdade tem de tudo, ou seja, tem vida própria, comercialmente falando. Seus moradores não precisam ir ao centro da cidade ou aos shoppings de Salvador, para fazer suas compras. Efetivamente, tem um comércio variegado que abastece seu povo de tudo. Verdade que esse comércio infringe determinadas regras de organização, agravado pela mão dupla de suas ruas e barracas de camelôs ocupando boa parte dos passeios. Em conseqüência, o povo é obrigado a circular pelas ruas, arriscando a própria vida.
Não temos a menor dúvida que algo precisa ser feito pelos poderes competentes. Sugere-se, por exemplo, uma mão única para veículos de toda a natureza. O retorno dos ônibus ou seria feito pela Rua Pero Vaz ou seguiria em frente em direção ao Largo do Tanque, São Caetano, etc. Cabe aos técnicos a viabilidade dessa sugestão.Sabemos que é difícil. De relação aos camelôs, ainda mais complicado.


Centro da Liberdade