quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A BRAZUCA E SUAS ANTECESSORAS

Nos tempos medievais, as bolas de futebol eram feitas de qualquer coisa que pudesse ser chutada. É o caso desse porta-vinho de couro antigo: 


Na falta dele, mesmo uma lata de ervilha ou algo parecido, também servia para se fazer um "baba". As traves eram dois tijolos virados mais para altura. Ai pelos anos 30/40 do século passado, nas praias de Itapagipe, fazia-se uma bola de razoável qualidade a partir de uma bexiga de galinha que após cheia era envolta em barbante. Era bastante razoável. Podia molhar e ela resistia bem. Quando começava a desfiar, parava-se o jogo e recompunha-se o alinhamento. Ficava nova de novo. Sensacional!

Infelizmente não temos uma foto de uma bola daquele tempo, mas uma foto de uma luminária feita através bexigas de galinha, mostra-nos como eram perfeitas as bolas de nossa juventude:

Eram assim, sem naturalmente a abertura para iluminação
Luminárias feitas de bexiga de galinha- Perfeitas como as nossas bolas

Àquele tempo já jogávamos também em campo de grama. As bolas eram de couro com uma costura ao centro. Pretendiam ser redondas, mas, em verdade, tinha um formato bastante irregular, mais para o oval, principalmente quando molhava. Mesmo assim, jogava-se bem. 

De couro com costura

Hoje as bolas de futebol são uma perfeição. Foram se aperfeiçoando ao longo dos anos. Os craques atuais são uns felizardos. Deveriam jogar muito mais do que os de antigamente. Temos as nossas dúvidas. 

As bolas das diversas copas

Por fim, a bola da copa no Brasil: a Brazuca:



Lindona!



COPA DO MUNDO TEM O SORTEIO NUM PARAISO CHAMADO SAUIPE

Não temos certeza de quem foi a ideia de fazer o sorteio dos jogos da Copa do Mudo de 2014 na Costa do Sauípe, distrito de Mata de São João, no litoral norte de nosso Estado, praticamente dando começo ao grande evento futebolistico.

No Brasil de hoje os grandes eventos são realizados no eixo Rio-São Paulo-Brasilia. Dificilmente o norte e o nordeste são indicados.

Por essa razão, estamos crendo que a indicação da Costa de Sauípe para o “ponta-pé” da Copa de Mundo de 2014 não teria sido uma indicação de dirigentes brasileiros. Estamos crendo mais que a escolha partiu dos dirigentes do futebol mundial, a FIFA.

Esse pessoal nas constantes visitas ao nosso estado para o acompanhamento das obras da Fonte Nova, deve ter se hospedado num dos hotéis da Costa do Sauípe e teria percebido a beleza que rodeia todos os cantos dessa localidade.

Hotéis e que hoteis!

É de cair o queixo, segundo conhecido ditado.



´Sem palavras!


Vamos ajudar mais um pouco. Além da extraordinária beleza, Sauipe pertence ao Município de Mata de São João, onde Garcia D’Ávila construiu o seu Castelo da Torre.


Castelo da Torre

A história desse personagem é extraordinária. Chegou ao Brasil na caravana de Tomé de Souza que veio assumir o Governo do Brasil em 1549. Dizem que era filho do homem. O pai deu-lhe umas terras em Itapagipe e um casal de vacas. 

Quem nos conta essa história e Gabriel Soares de Souza no seu Tratado Descritivo do Brasil,  ainda em 1587, apenas 38 anos após a chegada do fidalgo português na Bahia. Logo, bem próximo dos acontecimentos. Deve ter entrevistado remanescentes daquela época, inclusive, o seu irmão que aqui já vivia há mais anos. 

Aí Garcia D’Avila construiu diversas olarias na península com vistas certamente à construção da cidade de Salvador que se fazia no alto do morro, na chamada Cidade Alta.

Naturalmente, com os ganhos obtidos, Garcia D’Ávila requisitou do pai uma pedaço de terra no outro lado da cidade, em Itapuã.  Foi ganhando espaço e chegou a Mata de São João, onde está a nossa belíssima Sauipe. Aí construiu o seu castelo que é um dos maiores símbolos de posse dessa terra, de sua colonização.

A Copa do Mundo de 2014 está tendo assim um inicio maravilhoso. Não poderia haver melhor lugar.

A vila



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

4 DE DEZEMBRO - DIA GLORIOSO DE SANTA BÁRBARA

Confessamos que tentamos fazer uma nova postagem abordando o Dia de Santa Bárbara. Pretendíamos fazer algo melhor do que aquela feita em dezembro de 2011. Uma ambição talvez natural que move as pessoas  que escreve, mas confessamos que não conseguimos nem nos aproximar do escrito anterior. Estamos a repetí-lo. Só fizemos algumas acréscimos fotográficos. O texto é, praticamente, o mesmo.

Não é que ele seja perfeito e que nada pode superá-lo. Talvez tenha sido executado ante uma inspiração recebida na hora, certamente da própria Santa que insistimos em homenagear nesse seu dia glorioso. Tomara!

"Hoje, 4 de dezembro é dia de Santa Bárbara. Um grande dia, tanto para a igreja Católica quanto para o Candomblé. Também é um grande dia para nós. Nascemos nesse dia. Justifica-se, pois, uma postagem especial, desde que de uma certa forma, estamos envolvidos com a data, tanto quanto o povo da Bahia e de diversas partes do mundo.

Comecemos bem por cima, no alto. Façamos uma oração à grande santa:




Belíssima e extraordinária oração. Começa forte citando “as torres das fortalezas e a violência dos furacões”; Pede que” as tempestades e batalhas da vida sejam vencidas”, mas não esquece “ da consciência do dever cumprido”. Amém.

Agora, vamos às origens da grande e bela santa.

Nasceu em Nicomédia, Ásia Menor. Apesar dos pais serem pagãos, conseguiu instruir-se na religião cristã. Os pais queriam que ela casasse, mas ela se opunha de todas as formas possíveis. Queria o amor supremo de Cristo. Em conseqüência, o próprio pai denunciou-a ao prefeito da cidade onde morava. Era o tempo do Imperador Maximiano nos primeiros anos do século IV. Implacavelmente foi condenada à morte, sendo que o próprio pai se ofereceu para decapitá-la. Ai ela se colocou de joelhos em atitude de oração enquanto o horrendo homem executava sua própria filha. Felizmente, ele não durou muito. Na mesma hora foi fulminado por um raio.

Bárbara era muito bonita. Hoje é apresentada com uma palma significando o martírio pelo qual passou; um cálice como símbolo de sua proteção aos moribundos e ao lado uma espada, instrumento de sua morte.

Mundialmente, Santa Bárbara de Nicomédia, é protetora das pessoas e das cidades contra tempestades, raios e trovões. Por esta razão o Corpo de Bombeiros, Mineiros e Artilheiros, têm a santa como sua padroeira.

Nicomédia (nome na Antiguidade Clássica) é uma cidade hoje conhecida como İzmit, na Turquia. Situa-se no Golfo de İzmit, no Mar de Mármara e fica a aproximadamente 100 km de Istambul (antiga Constantinopla).
Izmit
Atualmente İzmit, capital da província turca de Kocaeli com pouco mais de 200 mil habitantes, é um importante centro comercial e industrial. Possui um porto muito ativo e está localizada no mais importante eixo viário turco, o que liga Istambul a Ankara, capital da Turquia moderna.

Do seu passado só restam algumas ruínas do porto da cidade, do palácio imperial de Diocleciano, alguns trechos de um aqueduto e uma fonte do século II d.C.. No dia 17 de agosto de 1999 um forte terremoto, que alcançou 7,4 na Escala Richter devastou a região causando mais de 14 000 mortes.

No século VI, as relíquias da Santa Mártir Bárbara foram transladados para Constantinopla. No século XII, a filha do Imperador Bizantino Aleixo Comenes, que também chamava-se Bárbara, após contrair matrimônio com o príncipe russo Miguel Izyaslavich as transladou para Kiev, capital da atual Ucrânia. Hoje suas santas relíquias descansam na Catedral de São Valdomiro em Kiev.



Kiev


Santa Bárbara - Representação bem antiga

A imagem de Santa Bárbara foi trazida ao Brasil pelos portugueses ainda no período colonial e passou a ser cultuada no século XVII, quando o casal Francisco do Lago e Andressa de Araújo instituiu o Morgado de Santa Bárbara, em 1641, em homenagem à filha Francisca. Este Morgado era composto por prédios e capela dedicada à santa e localizava-se ao pé da Ladeira da Montanha, transformado-se, com o tempo, em mercado.

Devido a um incêndio no Morgado, em 1898, do qual restaram apenas ruínas e a imagem de Santa Bárbara, ela foi transferida, em 1938, para a Igreja do Corpo Santo. A imagem esteve, ainda, nas igrejas do Paço, da Saúde, no Mercado de Santa Bárbara e, atualmente, encontra-se na Igreja do Rosário dos Pretos.

Antigo Mercado de Santa Bárbara

Durante todo este período e ainda hoje a santa é invocada em momentos iminentes contra a morte trágica, trovões, armas de fogo, raios, explosões e temporais.

No Candomblé, Santa Bárbara é Iansã. Por essa razão era de se esperar que entre Santa Barbara e Iansã houvesse certa semelhança de caracteres pessoais, mas não é o que acontece, na realidade. Enquanto a Santa se resguarda na sua castidade, inclusive levando-a a ser decapitada pelo próprio pai por não querer se casar, Iansã tem um procedimento absolutamente diverso: foi mulher de Ogum com quem teve 9 filhos, abandonados por ela e em seguida foi mulher de Xangô, seu verdadeiro amor.

As filhas de Iansã são mulheres audaciosas, poderosas, autoritárias e dinâmicas. Estão sempre procurando algo para se ocupar, são cheias de iniciativa e determinação. São mulheres que nunca passam despercebidas, pois são combativas, teimosas e temperamentais, mas também podem ser doces e meigas, quando possuem interesse em seduzir algum homem.

Então, como se explica a co-relação entre as essas duas mulheres no contexto das duas religiões? Se pela igualdade de procedimento não há como, resta-nos crer na diversidade entre as duas

Achamos que é mais ou menos por ai. Por exemplo, quando da realização da procissão que se faz todos os anos em Salvador, enquanto determinado grupo entoa cantos do candomblé, outro ensaia cânticos católicos.

Conta-se, por exemplo, que numa determinada vez, o bispo sendo abordado a respeito, julgou absolutamente normal as duas manifestações, afirmando categoricamente que Santa Bárbara é Santa Bárbara e Iansã é Iansã. As duas devoções se conservam arraigadas às tradições do povo baiano, ao ponto de trabalharem juntas na organização da festa. Conta-se, por exemplo, que no meio de uma missa que antecedia a procissão, aconteceu uma passagem inusitada – os que professavam o catolicismo passaram a enaltecer Iansã e seus cânticos; por sua vez, os seguidores do Candomblé, entoavam cânticos em homenagem à Santa Bárbara. Absoluto sincretismo que costuma reger a maioria das festas da Bahia.

Outra prova: “Epa hey” uma saudação à Iansã é comumente dirigida também à imagem da santa católica. “Santa Bárbara é minha mãe” é outra muito comum e aí completa- “hoje é dia de homenagear a deusa dos ventos, a rainha das tempestades”. Isso denota o amalgama em que se fundem as religiões na Bahia.

A mesma imagem que sai do Rosário dos Pretos é levada para a porta do Mercado de Santa Bárbara, que concentra as manifestações africanas em favor de Iansã. No local de encerramento da grande festa, as duas imagens estão lado a lado na mesma gruta.


Igreja Rosário dos Pretos no Pelourinho






Tornou-se tradicional em Salvador o famoso caruru do Mercado de Santa Bárbara. Após a procissão que saí do Pelourinho; desce a Ladeira da Praça e no quartel do Corpo de Bombeiros ao fim da mesma, recebe as homenagens da corporação. Em seguida, o povo se encaminha até o Mercado de Santa Bárbara onde é servido um grande caruru. Fala-se que são mais de 70 mil quiabos.

 É organizado pela Ialorixá Risalva Silva Soares, 58 anos e conta com o apoio de mais de 80 ajudantes.


Ele teve inicio quando um dos seus filhos nasceu no dia da festa, 4 de dezembro. Como resultado, são distribuídas cerca de 10.000 quentinhas. É uma tradição que se mantêm ao longo dos anos.



Por fim fica o encanto das coisas que não se explicam. Epa hey” Santa Bárbara. Proteja-nos!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

HOMENAGEM A SANTA BÁRBARA

Hoje é dia de Santa Bárbara. Nascemos nesse dia. Somos seu devoto. Temos sua imagem em nossa sala. Vemo-la todos os dias. Pedimos sua proteção. Cremos que ela nos dá. Vivemos em paz com a nossa consciência. Amamos os que nos são próximos e acreditamos que somos amados.Desejamos felicidade e prosperidade para a nossa cidade e o País. Contribuímos


Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura. Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra e da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”

Pedimos licença aos nossos leitores para essa homenagem e que se estenda a todos a  proteção  divina.

sábado, 30 de novembro de 2013

DESTAQUE PARA A PRAIA DO BURACÃO

Há alguns dias atrás fizemos um périplo da costa oceânica de Salvador a partir do Solar do Unhão até Stela Maris. Vimos dezenas de praias, de enseadas, de foz de rios, etc. etc.. Todos maravilhosos, mas uma faixa desse extenso litoral nos chamou atenção: a Praia do Buracão no Rio Vermelho e seu entorno. 

Extraordinária. Vamos destaca-la em trabalho especial.











Piscina Natural na extensão da Praia do Buracão

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

RÉVEILLON NAS PRAÇAS DO CENTRO DE SALVADOR - UMA SUGESTÃO

Começa a ser divulgado que o reveillon desse ano em não sendo na Barra por causa das obras que ali estão se realizando, seria realizado na Praça Cairu.

Não nos parece o local certo. O local tem muitos problemas, inclusive, de segurança. Por outro lado, a visualização dos fogos seria muito prejudicada em sendo  feito no mar como é acnselhável, no Forte São Marcelo, por exemplo. O Mercado Modelo toma grande parte da vista.

Mas, na tentativa de encontrar o lugar certo, a Prefeitura está se aproximando do ponto ideal. Está quente, segundo conhecida brincadeira.

Vamos tentar ajudar.

Ha alguns anos atrás, duas ou três empresas de fogos de artifícios tentavam ganhar a concorrência pública para ganhar o direito de fazer o réveillon de um determinado ano que não conseguimos precisar (coisa de 10 a 15 anos passados).

Pois bem! Foi determinado que cada empresa fizesse uma demonstração pública de suas qualidades pirotécnicas e o local escolhido foi o Forte de São Marcelo e o cais norte do Porto. Por sua vez o público foi aconselhado a assisti-lo em três locais: Belvedere da Praça da Sé – Praça Municipal e Praça Castro Alves.


Local dos fogos - Forte São Marcelo e Cais (o do norte) - o mais aberto

Sé 
Praça Castro Alves
Praça Municipal

Pronto! Estão aí os locais mais acertados para a realização do nosso réveillon. Os fogos seriam tocados no Forte São Marcelo e o cais norte do Porto; o povo assistiria o “show” no Belvedere da Sé, na Praça Municipal e na Praça Castro Alves.

Após o show, como acontecia na Barra, teria inicio as comemorações “terrestres” nas três grandes praças de nossa cidade. Há espaço para tudo. Grandes palcos, muitos artistas e muita gente, além da valorização do centro de nossa cidade. Simples! Antigamente ao tempo de Tomé de Souza as comemorações se faziam na Praça Municipal. Diz-se  que tinha até touradas!

Se se quiser ir mais adiante, Olodum , Ilê, Timbalada e outros do gênero poderiam desfilar entre a Praça da Sé e a Praça Castro Alves, passando pela Misericórdia e Rua Chile, como nos carnavais do passado. O povo certamente desfiliaria junto. Seria uma festa total! Carlinhos Brown saberia dar o toque necessário!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ENSEADA DA PREGUIÇA - A FICÇÃO E A REALIDADE

De acordo com o que escreveu Gabriel Soares de Souza em seu Tratado Descritivo do Brasil, Tomé de Souza após aportar suas naus e caravelas no Porto – Vila Velha – não achou segura a permanência das mesmas nesse local. Vejamos o que escreveu o nosso primeiro cronista:

“Como Tomé de Sousa acabou de desembarcar a gente da armada e
a assentou na Vila Velha, mandou descobrir a baía, e que lhe buscassem
mais para dentro alguma abrigada melhor que a em que estava a armada
para a tirarem daquele porto da Vila Velha, onde não estava segura, por
ser muito desabrigada; e por se achar logo o porto e ancoradouro, que
agora está defronte da cidade, mandou passar a frota para lá, por ser
muito limpo e abrigado; e como teve a armada segura, mandou descobrir
a terra bem, e achou que defronte do mesmo porto era melhor sítio que
por ali havia para edificar a cidade, e por respeito do porto assentou que
não convinha fortificar-se no porto de Vila Velha, por defronte desse
porto estar uma grande fonte, bem à borda da água que servia para
aguada dos navios e serviço da cidade, o que pareceu bem a todas as
pessoas do conselho que nisso assinaram”.

Pelo que se depreende, claramente, Tomé de Souza transferiu suas naus para um novo “porto e ancoradouro”. Logo percebeu que defronte desse porto era o melhor lugar para edificar a cidade.

Para quem conhece Salvador e vem pesquisando sua formação, defronte onde seria a cidade só mesmo a Preguiça, inclusive onde se torna mais fácil a subida e descida das pessoas, mas será que seria ela desprotegida ou descampada como hoje acontece, não fosse a construção de uma Marina no local?

- Evidentemente que não – Gabriel referiu-se ao local como sendo um porto e ancoradouro e a frota foi logo transferida para lá.

Em assim sendo, é absolutamente lógico e claro que no local havia uma enseada, aliás, uma grande enseada, ou seja, uma deslocação para dentro da linha do mar.

Enseada da Preguiça - Como deveria ser

Como seria a Enseada da Preguiça (Traço Branco): Teria começo na praia à direita ao lado do Restaurante Amado. Aprofundava-se até a altura da Igreja da Conceição da Praia (na época apenas uma ermida); corria pela atual Rua da Preguiça até próximo ao atual Elevador Lacerda; prosseguia até o Plano Gonçalves e fechava onde é hoje a Praça Riachuelo.

Vamos tentar consolidar esta hipótese trazendo à mostra fotos e representações do local. A primeira delas é um painel existente na sede da Companhia Navegação Baiana. Belíssimo e esclarecedor. É da autoria do artista Udo Knoff:


Painel existente no Terminal Marítimo de Salvador

O mar chegava próximo à igreja e ao Elevador Lacerda, na época ainda Elevador da Conceição. Reparem o cais de contenção. É evidente que é apenas uma representação, daí embarcações dos tempos de hoje.


Enquanto atrás tivemos a ficção de uma representação artística, a foto acima atesta uma realidade - o mar chegava próximo à encosta, junto às casas, igrejas, elevadores, etc... Era uma enseada mesmo!
Excepcional gravura da Enseada da Preguiça de Diógenes Rebouças