Desde a nomeação de Itapagipe como Pólo Industrial de Salvador pelos idos de 1940, implantou-se na península dezenas de indústrias, principalmente de beneficiamento de chocolate. Foram cinco no total, algo em torno de 14% do montante conhecido.
O cacau, àquela época, comandava o espetáculo das exportações brasileiras. Só a indústria Barreto de Araujo processava um milhão de sacas por ano, algo em torno de US$ 120 milhões.
Justamente esta indústria tem uma história muito ligada a Itapagipe de antes e de agora. Foi instalada no chamado Porto do Bonfim, ao lado do Largo do Bonfim, próximo ao Porto da Lenha. Subindo as ladeiras próximas, chega-se à Colina do Senhor do Bonfim.
Antes de se instalar como fábrica de chocolate o local serviu como depósito de pólvora. Sim, isto mesmo! Pólvora! Na época era um produto dos mais importantes ao ponto de a própria capital ser bombardeada por questões de ordem política. Antes dos tiros verdadeiros, deram dois tiros de pólvora como aviso. Brasileiros contra brasileiros. Baianos contra baianos. Decorria o ano de 1912 e precisamente no dia 10 de janeiro, às 14 horas, teve inicio um bombardeio com canhoneio oriundo do Forte do Mar (Forte São Marcelo), Forte de São Pedro e Forte do Barbalho. Os tiros atingiram o Palácio do Governo, a Biblioteca Pública, a Câmara e um quartel da Policia Militar. O “espetáculo dantesco” durou quatro longas horas.
O cacau, àquela época, comandava o espetáculo das exportações brasileiras. Só a indústria Barreto de Araujo processava um milhão de sacas por ano, algo em torno de US$ 120 milhões.
Justamente esta indústria tem uma história muito ligada a Itapagipe de antes e de agora. Foi instalada no chamado Porto do Bonfim, ao lado do Largo do Bonfim, próximo ao Porto da Lenha. Subindo as ladeiras próximas, chega-se à Colina do Senhor do Bonfim.
Antes de se instalar como fábrica de chocolate o local serviu como depósito de pólvora. Sim, isto mesmo! Pólvora! Na época era um produto dos mais importantes ao ponto de a própria capital ser bombardeada por questões de ordem política. Antes dos tiros verdadeiros, deram dois tiros de pólvora como aviso. Brasileiros contra brasileiros. Baianos contra baianos. Decorria o ano de 1912 e precisamente no dia 10 de janeiro, às 14 horas, teve inicio um bombardeio com canhoneio oriundo do Forte do Mar (Forte São Marcelo), Forte de São Pedro e Forte do Barbalho. Os tiros atingiram o Palácio do Governo, a Biblioteca Pública, a Câmara e um quartel da Policia Militar. O “espetáculo dantesco” durou quatro longas horas.

Passado os tempos, eis que em 1960 se instala nesse local a indústria a que estamos nos referindo. Também uma bomba. Jogava seus dejetos no mar ao lado – borra de cacau. A água nas proximidades ficava roxa. Deve ter provocado muitos problemas de saúde.


Findo o grande periodo do cacau da Bahia, entre os anos 1980/1990, todas as fábricas de beneficiamento do cacau fecharam as suas portas, inclusive a Barreto de Araujo. O prédio ficou abandonado por muitos anos até que por volta de 2004/2005, o mesmo foi invadido por pessoas de baixa renda e instalaram dentro de suas dependências, uma favela. Outra bomba.
Até que o ano passado a Prefeitura conseguiu desalojar os invasores e botou abaixo a ex-grande fábrica, encerrando defitinivamente essa história bombástica.
Agora vai se iniciar uma outra história, qual seja o aproveitamento dessa área de 6.675 metros quadrados. Fala-se na construção de um centro de atividades náuticas, com pier e atracadouro para pequenos barcos. Cuidado! É preciso estudar bem a questão. Essa área em horas de maré vazia, fica absolutamente raza à uma distância aproximada de 300 metros, tornando-a abolutamente imprópria para a navegação de barcos até de pequeno porte.Não é por outra razão que a Marina do Bomfim ao lado, construiu um pier com cerca de 200 metros de extensão, para facilitar a operação dos barcos.

Não quer isto dizer que haja absoluta impropriedade do local para ativades do mar, mas é preciso estudar bem a questão.Por outro lado, ficamos temerosos que se faça algo de mau gosto que nem foi feito na Pituba, após a demolição do Clube Português.
Aqui, o mau gosto imperou em todos os sentidos, do mar, da terra, do ceu! Outra bomba!





























Noutra foto, vemos a antiga igreja de São Pedro e o largo do mesmo nome. Um bonde circula num dos seus lados, bem encostadinho. Pois bem! Esta igreja e este largo foram destruídos para dar passagem a atual Avenida 7 de Setembro aí por volta de 1920. J.J. Seabra, então governador, queria por que queria, abrir os caminhos para a sua avenida, não importando as tradições históricas e a importância arquitetônica do que quer que fosse.
Na foto acima, um bonde se acha ao lado da Praça Castro Alves à direita e outro está lá em cima da ladeira, onde ela se curva. Logo no principio da Ladeira de São Bento à direita, vê-se ainda antigo prédio de três andares e junto a ele um mais alto de quatro andares. Esses dois prédios foram colocados abaixo para se construir no local o atual Edificio Sulacap, oportunidade em que se alargou a Rua Carlos Gomes.
A foto acima mostra-nos já o Edifício Sulacap construído। Há de se reparar que os casarões ao fim da Ladeira da Montanha, ainda se encontram no lugar. Só muitos anos depois, foram demolidos.







Na sequência de belas fotos da Salvador do principio do século XX, temos acima o espaço aonde veio a funcionar a antiga feira de Água de Meninos ( a primeira – não confundir com a atual Feira de São Joaquim). Também o espaço em torno era muito bonito. A igreja é da Santíssima Trindade, hoje caindo aos pedaços e servindo até de abrigo para famílias pobres.