ATÉ HOJE JÁ TIVEMOS MAIS DE 400 MIL CONTATOS

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

BONFIM DA DISNEY

A exceção do Vaticano, a Igreja do Senhor Bonfim talvez seja o templo mais fotografado, desenhado, ilustrado, pintado etc. do mundo. No Brasil não há termos de comparação.
Uma das mais belas ilustrações do grande templo é esta que estamos vendo adiante, ressaltado no filme “Você já foi à Bahia" em 1944, de Disney.




quinta-feira, 6 de agosto de 2015

FORTE REDUTO DO RIO VERMELHO

É sabido que Salvador foi escolhida como primeira capital do Brasil em razão de sua posição estratégica que a Baia de Todos os Santos representava para os navegadores portugueses, já que por ali escoava a maior parte do pau-brasil obtido. Esta baia tinha todas as condições naturais para a parada segura de suas embarcações.

Claro que essas condições foram logo percebidas por outras nações que, constantemente, viam até aqui com suas naus, não somente para reabastece-las,   como se apossar do Pau Brasil, na época considerado de grande valor.

Pau Brasil
Pau Brasil em tempos floridos
Folhas


Para quem não sabe, o pau Brasil é uma madeira nobre, destinada especialmente para a construção de instrumentos musicais  como violino e violão celo, bem como móveis de luxo. A resina vermelha era utilizada pela indústria têxtil européia como uma alternativa aos corantes de origem terrosa e conferia aos tecidos uma cor de qualidade superior. Isto, aliado ao aproveitamento da madeira vermelha na marcenaria. Naturalmente, criou -se uma enorme demanda no mercado, o que forçou uma rápida e devastadora “caça” ao pau-brasil nas matas brasileiras. Em pouco menos de um século, já não havia mais árvores suficientes para suprir a demanda e esta atividade econômica foi deixada de lado, embora espécimes continuassem a ser abatidos ocasionalmente para a utilização da madeira (até os dias de hoje) usada na confecção de arcos para violino e móveis finos. O Pau Brasil é também conhecido através outros nomes como sendo a ibirapitanga, orubatã, brasileto, e outros, bem como  foi muito utilizado na construção civil e trabalhos de torno. 

 Cessada a busca do Pau Brasil, a presença de naus de outras nações continuaram  por aqui, desde que Salvador  incorporou novas atividades: um porto de apoio as rotas do Oriente e se tornou um grande centro de exportação de açucar. Apesar da importância dessas atividades sumamente importantes, a cidade não possuía um sistema de segurança à altura da mesma, muito embora tivesse uma estrutura geográfica ideal  para se tornar um local efetivamente seguro. Nesse ponto, D. João III, Rei de Portugal, resolveu nomear um Governador para o Brasil. Coube a Tomé de Souza a incumbência e aqui chegou em 1549. 

De principio, o próprio projeto da construção da cidade firmava-se num formato basicamente defensivo. A cidade começou a ser construída  no local mais alto e protegido, cercado por pântanos quase intransponíveis e com vista sobre toda a Baia de Todos os Santos.

Efetivamente, a primeira defesa militar construída foi uma grande muralha de taipa e barro, apenas suficiente contra as flechas de índios. Posteriormente, a muralha foi ampliada e reforçada com pedra e cal, ganhando baluartes no lado de frente para o mar e torres encasteladas nas portas voltadas para São Bento e o Carmo. Somente no século XVI, ante a uma grande ameaça estrangeira levou ao aumento do número de posições fortificadas em Salvador. 

Abaixo um trabalho mostrando o sistema de defesa de Salvador:

Este blog já comentou sobre a maioria dos fortes dessa relação. Faltava um trabalho mais completo sobre o Reduto do Rio Vermelho.

 Era um forte localizado  onde hoje está localizada a nova igreja do Rio Vermelho e à direita a Casa da Sereia e uma Colônia de Pescadores. 


Rio Vermelho antigo - A figura vermelha indica posição desse reduto - Vê-se ainda as paredes do antigo forte.

A nova igreja do Rio Vermelho. Antes, no local existia o Reduto do Rio Vermelho


Planta do Reduto do Rio Vermelho


Muro do antigo forte do Rio Vermelho

quinta-feira, 23 de julho de 2015

UMA CASA BEM EM FRENTE A IGREJA DO BONFIM!



A igreja do Senhor do Bonfim é um dos mais importantes templos católicos do Brasil. É visitado por centenas de milhares de pessoas de todo o mundo. As festas populares em sua homenagem reúnem milhões de pessoas, principalmente na chamada Lavagem do Bonfim. Em conseqüência, os escritos sobre essa igreja são muitos. Este blog, por exemplo, foi pródigo em publicar diversas postagens sobre o grande templo. Tudo começou quando o capitão de Marinha Teodósio Rodrigues de Farias cumpriu uma promessa em 1745 mandando confecionar duas imagens - Senhor do Bonfim e Nossa Senhora da Guia e as trouxe para o Brasil em 1745. 

Inicialmente elas foram abrigadas na Igreja da Penha enquanto se construía  a igreja que as abrigaria até os tempos de hoje: a Igreja do Senhor do Bonfim, numa colina em Itapagipe e em 1754, ainda a igreja em construção,  elas foram transferidas em meio a uma grande procissão.

Somente em 1772 ela foi concluída.

Fotos, ilustrações, pinturas foram publicadas às dezenas nesse blog ao ponto de pensarmos que havíamos esgotado o que existe sobre a mesma em todos os canais de comunicação. Ledo engano! Essa postagem vai mostrar, não se diga uma falha ou engano, mas um detalhe bastante interessante, quase inusitado.

Vejamos ao que estamos nos referindo;


Acima uma belíssima ilustração da grande igreja. Talvez uma das primeiras. É a colina do Senhor do Bonfim. Em baixo, à esquerda, três casas de madeira, possivelmente pertencentes à escravos. À direita as primeiras casas da hoje Ladeira dos Romeiros. Contudo o detalhe mais curioso  dessa foto é a presença no alto de uma grande residência em frente à igreja, tomando a frente da vista das portas principais do templo. 

Claro que esta residência é anterior à construção da igreja. Depois foi demolida.

A seguir, uma imagem  já sem a casa referida acima. O grande detalhe é a  cerca de ferro na baixada, sustentada em parte por grandes colunas brancas de alvenaria.





Por fim, uma comemoração como muitas que se fazem em frente à igreja. O "importante", contudo, são as proteções que se fizeram das futuras grandes palmeiras que hoje caracterizam a colina; 





sexta-feira, 17 de julho de 2015

CRISE NO ESTACIONAMENTO DA BARRA

Quando a Prefeitura iniciou as obras da Barra e as concluiu, foram elogios por todos os lados. Em pouco tempo, entretanto, viu-se que havia sido cometido um grande erro: não havia estacionamento para carros. Isto mesmo; vivemos uma época onde a maior parte das pessoas usa carros para alcançar os diversos lugares da cidade. As praias do Porto e da Barra é um desses lugares. Mas não há lugar para estacionar.


  1. Porto da Barra

Mas você estaria sendo retrógrado  defendendo o uso do carro- diriam alguns. Não estamos!O carro faz parte da vida da maioria das pessoas que moram nas grandes cidades. Os usuários dos caiaques, das pranchas, as pessoas que tem crianças, enfim, um mundo de coisas, depende dos carros.

Mas, até então estamos defendendo uma situação supérflua que pode ser substituída por outras formas de agir e de ser. Talvez! Mas então vamos argumentar outro lado: o lado dos então comerciantes da Barra. Então? Sim, uma boa parte está fechando as portas por falta de clientes. Os restaurantes são os mais prejudicados. Quem tem carro não vai a um restaurante à noite sem ele. Com os demais tipos de negócios, está acontecendo mesma coisa.

E ai o Shopping Barra resolve cobrar taxa de estacionamento.(Na hora certa!) Todo mundo estava colocando seus carros em seus espaços e dando um pulo num armarinho ali perto; ou no salão de beleza que cobra mais barato do que o existente no shopping. São tantos os lugares! Inclusive no super-mercado ali de junto. É a hora de ganhar mais dinheiro, pensaram os donos do shopping, mas, parece que não está dando muito certo. O movimento de pessoas no shopping diminuiu mais de 50% e  está prejudicando os donos das lojas.


São os novos tempos! Cuidado com o Rio Vermelho. Se fizerem a mesma coisa, já era o principal espaço boêmio dessa cidade maravilhosa.

Rio Vermelho

segunda-feira, 30 de março de 2015

SALVADOR COMEÇOU NA BARRA

Claro que num blog como este que focaliza principalmente a Cidade de Salvador, não poderia passar sem registro a data dos 466 anos da cidade de Salvador, comemorada no dia 29 de abril de 2015. Faço-o no dia de hoje, um dia após, ainda no limiar das comemorações que se fizeram a respeito.

Todas as vezes que se trata do aniversário da cidade, ressurge antiga celeuma sobre a data que se deva comemorar o feito, se na própria data da chegada de Tomé de Souza com suas sete naus ou meses depois quando realmente a cidade se construiu que nem em parte, 

 Os historiadores divergem: Pedro Calmon e Edgard Cerqueira Falcão sugerem 1º de maio de 1549, uma data digamos mundial. Talvez mesmo por esta razão de caráter universal, teria sido rejeitada. 


Pedro Calmon 

Teodoro Sampaio também admite a chegada de Tomé de Souza em Março e sugeriu uma data posterior em considerando o tempo de sua construção. Sugeriu  13 de junho, dia de Corpus Christi, sem dúvida, uma data forte. Nesse dia se fazia e ainda se faz uma grande procissão.


Theodoro Sampaio

Diversas outras pessoas e entidades sugeriram diversas outras datas e estava ficando difícil encontrar uma unanimidade, digamos lógica.

Esta celeuma histórica foi resolvida em 1952 pela portaria 299 de 11 de março assinada pelo então prefeito da época o senhor Osvaldo Gordilho e “sacramentada”, digamos assim, pelo Primeiro Congresso de História da Bahia; seria mesmo em 29 de março, data da chegada de Tomé de Souza no Porto da Barra..


Em nosso entendimento esta determinação sugere que, efetivamente Salvador começou na Barra, independentemente da construção ou não de uma cidade no alto do morro e a Barra nos dias de hoje pelo menos pela sua beleza a Barra faz jus a essa indicação.


Porto da Barra - Aqui chegou Tomé de Souza


sexta-feira, 13 de março de 2015

MÃOS SUJAS DE PETROLEO DESDE GETÚLIO

Esse pessoal que vem metendo a mão no dinheiro da Petrobrás deveria saber e decorar a história do descobrimento do petróleo no Brasil. É o momento exato! Coube ao Engenheiro José Inácio da Silva, morador de Itapagipe, nas terras lodosas de Lobato, Salvador.

 Após a descoberta,  começou a lutar para entrar em contato com o então Presidente da República, Getúlio Vargas, a fim de oficializar a descoberta e dá inicio às primeiras providências para a instalação de um poço do precioso óleo no Brasil. Nada conseguiu! Sua correspondência não chegava até o Presidente. 

Desesperado procurou o Presidente da Bolsa de Mercadorias da Bahia, Sr. Oscar Cordeiro que morava próximo a sua casa e foi este senhor que, em nova carta, se dirigiu ao Presidente e por fim este tomou conhecimento do feito. Em seguida,  acertaram a sua vinda à Bahia, fato ocorrido em 1940.

. Claro que foi uma festa do arromba nas dependências do hidroporto da Ribeira com a presença de todas as autoridades do Estado e do País e, naturalmente, do senhor Oscar Cordeiro, já tido como o descobridor do petróleo brasileiro.

 Foram de lancha até o local e lá Getúlio mergulhou uma das mãos no pequeno poço que aflorava à flor da terra. A imprensa brasileira, toda ela presente, registrava o momento histórico. 

E o senhor Inácio, o verdadeiro descobridor do petróleo brasileiro, não deveria também estar presente? Claro! Mas o engenheiro agonizava num hospital em Conquista onde morreria. Diante da impossibilidade, alguém da família não deveria ter sido  convidada para acompanhar a “comitiva” que se dirigiu ao Lobato ou pelo menos  comparecer ao hidroporto? Sem dúvida alguma! Mas não havia nenhuma preocupação nesse sentido, muito pelo contrário. As honrarias estavam concentradas apenas no senhor Cordeiro.

 Somente muitos anos depois, o poço já desativado pela pouca produtividade, mas já com uma torre simbólica no local e uma placa salientando que o Sr.Oscar Cordeiro foi o descobridor do petróleo brasileiro, a esposa do senhor Ignácio debruçada sobre a mesma, aos prantos, tomava conhecimento da injustiça ou da omissão.

Posteriormente, ao bem da verdade, diga-se que a Petrobrás foi muito digna ao conceder a referida senhora uma pensão vitalícia e nas referências futuras sobre esse descobrimento, o Sr. Inácio já era citado como também “descobridor” do petróleo e em verdade, primeiro e único.

Aliás, o descobrimento do petróleo brasileiro sempre foi muito controverso, desde o ano de 1892 quando o fazendeiro Eugênio Ferreira de Castro perfurou o primeiro poço em sua fazenda na cidade Bofete (interior de São Paulo), porém o poço de 488 metros de profundidade teve como resultado apenas água sulforosa.

Defender idéias naquela época, mesmo aquelas em benefício de um Brasil melhor não era para qualquer um, principalmente pessoas envolvidas de uma forma ou de outra com outros correntes de governo. Era considerado subversivo, espião, sabotador, etc. etc. Foi assim com Monteiro Lobato que chegou a ser preso.

Não fosse isso, e o petróleo brasileiro teria sido descoberto muito antes de Lobato, não rigorosamente por ele próprio  Lobato, mas por outros empresários que lhe sucederam.

Mas tinha que ser na Bahia, diriam os proféticos. Estamos com eles, com as ressalvas feitas acima.




Getúlio










terça-feira, 10 de março de 2015

PEDREIRA DE SANTA LUZIA NO LOBATO

Pedreira de Santa Luzia no Lobato

É sabido pela maioria das pessoas  em Salvador que o calçamento de grande parte da cidade foi feita com paralepípedos, ou seja, um bloco retangular de pedra extraído de antigas pedreiras, então existentes na cidade.

Uma dessas pedreiras, talvez a maior delas, é a Pedreira de Santa Luzia no Lobato. Teria funcionado até os anos 50 do século passado. Quem é daquela época, deve se lembrar dos estampidos provocados por dinamite introduzida na rocha.


Paralepípedos

Com o advento do asfalto, as ruas de paralepípedos vão desaparecendo, ou melhor, vão sendo cobertas em prol de uma melhor uniformidade e, possivelmente, de custo. Entretanto continuam sendo usados como elemento decorativo de composição estética.

Na Ribeira - Asfalto e paralepípedos- Beleza ou custo?