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domingo, 27 de novembro de 2016

PRAÇA CASTRO ALVES E SEUS ELEMENTOS

No contexto da Praça Castro Alves, a primeira construção feita no local foi o Teatro São João. Ainda não existia a estátua de Castro Alves no local, dai a praça ser chamada de Largo do Teatro ou Praça de São Bento, devido a proximidade com o a igreja São Bento, em cima da ladeira.

Sua construção deu-se no governo do João de Saldanha da Gama Melo Torres Guedes Brito, Sexto Conde da Ponte (1805-1809), Começou a funcionar em 1808. Algumas fontes informam que, em verdade, o teatro começou a funcionar em 1812
.

Teatro SãoJoão -Gravura de autoria de Diognes Rebouças


Teatro São João em sua plenitude.

No local existia uma estatua dedicada a Cristóvão Colombo, dentro de um chafariz que era conhecido como Chafariz de Colombo. São desconhecidas as razões da referida instalação. Posteriormente, a estatua foi instalada numa Praça no Rio Vermelho e o chafariz acha-se abandonado  na Av. Garibaldi, segundo últimas informações. De relação à estátua do descobridor da América nem o próprio Estados Unidos conhece o assunto. 

Mas vamos retroceder ainda mais no tempo. No século 16 a praça era conhecida como Porta de São Bento da fortaleza que envolvia o núcleo da Cidade do Salvador. No início do século 19, o local ainda era chamado de Portas de São Bento, até a construção do Theatro São João, em 1812, quando passou a ser chamado de Praça de São Bento, depois, Largo do Theatro.
Finalmente, vamos falar da estátua de Castro Alves, grande marco da cidade de Salvador.

 "O monumento mede 6,80m e a estátua de bronze do poeta mede 2,34m de altura. De um lado da coluna, há um grupo em bronze, com 2,16m representando um anjo em posição de vôo, a levantar uma mulher escrava pelo braço, erguendo-a à altura.
Do outro lado da coluna, encontra-se um livro aberto com uma espada atravessada, tendo em letras douradas o seguinte verso: Não cora o sabre de ombrear com o livro.
Em placa de mármore, numa das faces da base, lê-se: A Bahia a Castro Alves.
Em 1971, por ocasião do centenário de morte do poeta, seus restos mortais foram transferidos do cemitério do Campo Santo para o monumento que, assim, passou também a ser túmulo de Castro Alves”.

Nasceu na fazenda Cabaceiras,[1] a sete léguas (42 km) da vila de Nossa Senhora da Conceição de "Curralinho", hoje Castro Alves, no estado da Bahia.
Suas poesias mais conhecidas são marcadas pelo combate à escravidão, motivo pelo qual é conhecido como "Poeta dos Escravos". Foi o nosso mais inspirado poeta condoreiro. |
Nasceu na fazenda Cabaceiras,[1] a sete léguas (42 km) da vila de Nossa Senhora da Conceição de "Curralinho", hoje Castro Alves, no estado da Bahia.
Suas poesias mais conhecidas são marcadas pelo combate à escravidão, motivo pelo qual é conhecido como "Poeta dos Escravos".

Estatua do grande poeta

A esta altura, vamos focalizar o outro lado da praça. Iniciemos com o atual cinema Glauber Rocha, Construído no começo do século XIX, pelo senhor Filinto Santoro. Originariamente foi denominado Kursaal, e sua inauguração se deu no dia 24 de dezembro do ano de 1919. 

O nome Kursaal em alemão, como era conhecido o referido cinema, significa cassino. Por uma grande coincidência, mais tarde começou a funcionar no fundo do cinema o Tabaris Night Clube, praticamente um cassino. Durou até o ano de 1968 quando se tornou apenas uma arremedo soturno do que outrora foi.



Cinema Guarani também conhecido como KURSALL (cassino)

Mais ou menos, na mesma época, foram construídos os edifícios do jornal A Tarde (1928-1930) e da antiga Secretaria de Agricultura, completando o conjunto de edificações da Praça Castro Alves. No que se refere especificamente ao edifício da Secretaria da Agricultura é importante salientar que  o mesmo substituiu um ponto muito interessante que antes era exercido pelo Teatro São João que foi destruído por um incêndio. Ele era esquina da porta Sul da antiga cidade de salvador. Na parede do prédio existe uma placa indicativa do fato.

Do outro lado a indicação da tradicional esquina era o edifício do jornal A Tarde. O espaço que abrigava, até o século XVIII, as portas de Santa Luzia, pertencente aos antigos muros de defesa de Salvador, quedou desfigurado com o sinistro [incêndio] que se abateu sobre o velho Teatro São João. A Praça Castro Alves impunha-se, entretanto, como espaço carregado de significado na imagem da cidade daqueles tempos, como ainda continua, de maneira diversa, metamorfoseada em palco das “ruidosas manifestações populares”. Era o portal de entrada de uma das ruas mais sofisticadas da Cidade da época, a Rua Chile. Tinha restado, então, somente como marco definidor da praça do poeta maior, o velho Kursaal, depois Cinema Guarany, que o Cavaleiro Filinto Santoro legou à Cidade do Salvador, mas cujos ventos da modernização acabaram por apagar sua feição original bastante peculiar. Para recompor a dignidade do antigo logradouro foi edificado no local do desaparecido teatro, o antigo prédio da Secretaria de Agricultura e um degradado sobrado foi demolido para dar lugar ao Edifício A Tarde, ambos afiliados ao Déco. Fundado em 1912, o Jornal A Tarde, ainda incipiente, deambulou por alguns locais da cidade.


SECRETARIA (HOJE PALÁCIO DOS ESPORTES)

 Antes de ter sua sede instalada na Praça Castro Alves, ocupou imóveis nas ruas da Preguiça e Santos Dumont, no Comércio, local que escapou por pouco dos efeitos de um grande incêndio ocorrido nas imediações. O jornal foi crescendo e, com a necessidade de receber novo maquinário, de maior porte, de modo a propiciar a circulação de um jornal moderno, para a época, foi adquirido, em 18/4/1928, um terreno
O edifício atual é projeto e construção da famosa firma E. Kemnitz & Cia. Ltda.5 , que muitas obras e projetos fez, em diversas partes do Brasil, Os subsolos e os dois primeiros pavimentos eram ocupados pelo jornal, assim como o primeiro andar, no qual ficavam a administração e a redação. Do segundo ao quarto andares encontravam-se consultórios médicos, odontológicos, escritórios de advocacia, negócios e escritórios de engenharia, como o da famosa Companhia Construtora Norberto Odebrecht. O quinto e o sexto andares eram ocupados por certo hotel (Hotel Wagner), desde os primeiros tempos, o que determinou um tipo de ocupação extremamente eclético para o edifício. Merece destacar o fato de que o último andar constituía-se, na composição da fachada, como uma espécie de andar ático, uma reminiscência, sem dúvida, do classicismo



0em reforma



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A BARRA AMEAÇADA PELOS GRANDES EDIFICIOS

Acaba de ser denunciada pela imprensa mais uma jogada de mestre. Desta feita no Porto da Barra, aonde Thomé de Souza chegou com suas caravelas para fundar a cidade de Salvador.

É sabido que, nesse tempo, o local já era habitado pelos portugueses que aqui chegaram e construíram uma pequena aldeia, poderíamos assim chamar, sob a direção de Francisco Pereira Coutinho, desembarcado em 1536.. Era conhecida como Vila do Pereira.

Até hoje a Barra, principalmente o Largo da Barra e pedaço da av. 7 de setembro, conhecido como Porto da Barra, vem mantendo a regra urbana, muito importante numa cidade como Salvador.

Forte Santo Antônio


Forte Santa Maria



:
O conjunto maravilhoso do forte e da Igreja de Santo Antônio no alto


Igreja Santo Antônio da Barra


Pois bem! É neste espaço de igrejas e fortes que querem consruir um hotel de 33 andares.O espaço já está devidamente reservado com tapumes, nome do arqjuiteto, prontinho para começar a obra.. O MSN já publicou na inernet uma materia com foto do dinossauro:


Sinalizado à esquerda com uma oval.

Acontece que em meio a isto, surge a informação que o sr Gedel |Vieira Lima, hoje ministro, foi apontado como sendo proprietário de um dos apartamentos. O deputado nega esta aquisição e todo o Brasil aguarda os acontecimentos. Por enquanto ficamos aguardando os acontecimentos.

O caso acima tem uma certa semelhança com o edificio construido atrás da Igreja da Vitória,. Essa igreja também é tombada pela União e toda a aréa ao sedor (300 m2) é igualmente tombada. No local existia a Mansão Wilberger que foi colocada abaixo sem dó nem piedade,,apesar de ser uma reliquia. 

Edificio Wildberger


O conjunto da obra

´Mansão Wildbeger


Destruida sem dó nem piedade

Repete-se, portanto, em termos bem parecidos com o que houve no |Largo da Vitória quendo se construiu um predio gigantescom nas proximidades da Ifreja da Vitoria qie é tombada peloa \União;

HOTÉIS PALACE E MERIDIONAL

Não é questão de saudosismo. Em verdade trata-se de  beleza estética urbana. Estamos nos referindo a derrubada do edifício onde funcionava  o Hotel Meridional na Rua Chile e em seu lugar  foi construído o atual edifício Bráulio Xavier de não sei quantos andares. Corria o ano de 1960. Ultra- moderno, um gigante urbano, em meio às belas casas da Rua Chile já chegando na Praça Castro Alves, ao lado do Edifício A Tarde.



Vejamos fotos da época, desde que só palavras não bastam. É preciso ver. Felizmente, contamos com excelentes fotos daquela época (1930/1950). Bem em nossa frente, um pouco à esquerda, vamos o edifício onde funcionava o Hotel Meridional. Um pouco artrás o Palace.



Palace em reforma

sábado, 1 de outubro de 2016

O PREFEITO TEM UM PROBLEMÃO NAS MÃOS.

Neste domingo teremos a votação chanada municipal, ou sejam prefeitos e vereadores. Sempre é uma oportunidade de se pedir que votemos nos canditatos mais capacitados, mas desta vez, o pedido é para escolher as pessoas mais capacitadas e principalmene honestas.

Sabemos que é dificil determinar quem é sério ou não e mesmo quem é ou não capactiado, mas temos que usar todos os meios possíveis para determinar estas qualidades. As pessoas enganam muito.

Um dos caminhos é verificar se o candidato já exerceu a pofissão em outra oportunidade e o que fez pela sua cidade. Senão, precisamos pesquisar dentro da comunidade quem é a pessoa fisica dentro desse contexto. .

Tem havido casos de se votar em analfabeto e principalmene, há inúmeros exemplos de candidatos que sao jogadoes de futebol, palhaços, etc.  e se aproveitam da fama. O que irão fazer essas pessoas nas câmaras? Nada!

Felizmente, Salvador está livre dessas escolhas exêntricas que nada tem a haver com a direção da cidasde, É o caso da escolha para prefeito. O candidato ACM Neto teve ocasião de fazer uma gestão como prefetio senãio impecável, pelo menos, muito substancial. Praticamene, mudou a face da cidade em muitas localidades.

Se for eleito e é o que parece pelas pesquisas, deverá se dedicar a estruturar nossa cidade com mais hospitais, escolas, creches, encostas, isto é, toda uma área básica de uma cidade onde se possa viver com mais tranquilidade e terá que ser rápido desde que pretende se candidatar a governador. Serão apenas dois anos e meio. É um tempo muito curto.

Por essa razão o seu vice deve ser bem preparado e so há um geito dessa situação ser bem resolvida: este homem deve governar praticamente junto com o \prefeito desde o principio do governo. Só tem esse jeito.

É um problemão, mas tenho confiança no "baixinho de dilma" para tudo sair bem,

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

UM 'CACIQUE" MUDANDO A HISTÓRIA

Faz pouco tempo que fizemos uma postagem sobre a Praça Castro Alves. Destacamos, principalmente, o que se considera como a verdadeira Praça Castro Alves, ou seja, onde se acha o monumento ao poeta Castro Alves.

Mais antigamente, a praça possuia o famoso Teatro Castro Alves destruído por um incêndio em 1939. No local foi construído um edifício onde veio a funcionar a Secretaria de Obras Públicas do governo baiano.

Anteiormente, ostentava uma chafariz com um monumento dedicado a Cristovão Colombo. Hoje está no Rio Vermelho, sem chafariz.


Palacio dos Esportes - Foto antiga

A foto acima mostra o referido edifício. Hoje, no local funcionam Federações de Esportes.

Na sua esquina começa a Rua Chile e exatamente ali foi construída a Porta de Santa Luzia, ao tempo da construção da cidade de Salvador na atual Praça Thomé de Souza.

Tudo então perfeitamente delineado e tido como definitivo.

Antigamente, em frente à praça funcionava um abrigo de bondes.

E do outro lado o que funcionava, desde que a Praça Castro é todo um conjunto de prédios e monumentos ali existentes, tanto de um lado como do outro?

A maioria das publicações históricas informa que do outro lado da praça funcionava o Cinema Guarany e o enorme prédio do Jornal A Tarde, hoje sendo reformado para se tornar um hotel de luxo. Além dissso, funcionava o Restaurante Cacique. Publicamos foto do mesmo em postagem anterior.


Cacique
Forçoso fazer uma ressalva: esta foto é absolutamente isolada, ou seja, não se a tem no conjunto da praça. Será que o Cacique que se vê acima não é o restaurante a que estamos nos referindo?  Mas o porque da dúvida?

A mesma surge à partir do momento que se descobre uma outra foto do conjunto de prédios existentes desse lado da praça. Ei-la:

O outro lado da praça



Não aparece na mesma o Cacique retratado e nominado anteriormente. O que está havendo? Contra fatos não há argumentos. A foto acima é incontestável! Mostra o outro lado da praça em toda a sua plenitude e o "Cacique" que vimos anteriormene não aparece. No local, vê-se um prédio com três ou quatro andares, relativamente grande, metade das dimensões do cinema ao lado. Parece mais uma igreja, cercado, plantações à frente, sem dúvida bonito, mas algo extranho, não sabemos porquê, mas extranho volto a repetir. Seria uma residência? É o mais provável por um detalhe: à sua frente vê-se um cercado. Fosse outra coisa é não haveria o mesmo, bem como plantações.

E com essa extranhesa no ar, deveremos voltar ao assunto, mas peço aos meus leitores de todas as partes que se manifestem para  a ajudar a esclarecer essa grande dúvida.













terça-feira, 20 de setembro de 2016

PRAÇA CASTRO ALVES - PRAÇA DO POETA

Toda e qualquer cidade tem seu destaque urbano, nem que seja formada por uma só rua. Conheço algumas no interior do Estado. Tratemos de Salvador, cidade à beira-mar. Na maioria das cidades nessas condições, a avenida que contorna o mar, é o grande destaque. Os prédios são construídos com vista para o mar. Tem maior valor monetário. Salvador não foge a regra. Contudo, quem vem de fora pode dar maior valor visual a uma rua ou praça do centro de onde pouco se vê o mar ou simplesmente não é visto. São Paulo, por exemplo, é uma dessas cidades onde suas grandes avenidas e suas praças conseguem ser admiradas.

Salvador tem as duas coisas: o mar em diversos pontos da cidade e, consequentemente, suas avenidas de contorno, mas é inegável que certas partes do seu centro chamado histórico, impressionam mais o visitante e mesmo ao habitante natural. Falta cuidado dos poderes públicos para aumentar essa admiração.

Enquanto isto não acontece, poder-se-á aumentar o interesse de todos historiando a origem desses locais, significados e tantos outros recursos expressivos a que se pode recorrer.


O primeiro destaque, talvez prioritário, da cidade de Salvador é a Praça Castro Alves, bem no centro de Salvador, conhecida de todos na maioria dos seus detalhes, mas, possivelmente, desconhecida da sua história. Esta é bem significante e curiosa. Como se formou este lugar tão escasso de espaço? Tão irregular! Às vezes não parece uma praça. O tráfego de veículos se faz bem ao meio, separando-a um lado do outro. Num desses lados expõe a bela estátua de Castro Alves; noutro um cinema com sua história e ao lado um edifício enorme que abrigou o maior jornal de Salvador e agora se prepara para ser um grande hotel. Deverá ser maravilhoso: terá como vista principal a Baia de Todos os Santos


Antiga Praça Castro Alves- Esta foto é posterior ao incendio do Teatro São João

Ao lado do antigo cinema Guarany funcionava o Bar e Restaurante Cacique. Ficava aberto o dia todo, mas era de noite ou na madrugada, que vibrava com a presença dos grandes boêmios da noite baiana e das lindas mulheres do Tabarís Night Club que funcionava ao lado do Cinema Guarany, bem ao fundo, como que escondido. Sua entrada era na lateral do cinema. A famosa casa de diversão dos anos 30 a 60 fechou suas portas em 1968. Exibiu as grandes companhias do Brasil e do mundo, as grandes orquestras, os melhores cantores.

Cacique



Entrada do Tabaris ao lado do Cima Guarany


Quando não era o Cacique, eram os bordéis da Ladeira da Montanha que acolhiam os incansáveis boêmios do centro de Salvador e, em seguida, iam comer o feijão de Zé do Muro na própria praça. Muitos, entretanto, desciam a Ladeira da Preguiça em direção ao antigo Mercado Modelo e ficavam lá até o dia clarear ao som dos berimbaus que começavam a ser tocados pelas suas cordas maravilhosas.


Ladeira da Preguiça


Ladeira da Montanha

Retornando exclusivamente á  praça, primeiramente, se instalou um monumento que teria sido um “pelourinho”. Depois veio um monumento representando uma índia; posteriormente a estátua em homenagem a Cristovão Colombo até alcançarmos o belo monumento ao poeta dos poetas, nosso grande Castro Alves. Morreu cedo; se tivesse vivido mais  e o mundo estaria mais aos seus pés, encantado. Foi um homem apaixonado em todos os sentidos: pelas mulheres e pela sua cidade.                                      

Castro Alves


Claro que algo precisava ser feito em frente ao teatro. Formou-se uma praça. De logo foi feita uma balaustrada do lado do mar com acesso de moradores que possivelmente moravam mais abaixo do morro Só há essa explicação para as duas curvaturas da refeida balaustrada que veremos na gravura adiante. Não se pode concluir de outra maneira. No centro da praça colocou-se um monumento que parece ser o “pelourinho” de Salvador.


Praça com a picota no cenro e a balaustrda em curvas


Muitos haverão de extranhar que se fale ou se refira a Pelourinho que não o grande espaço de praças, casas, igrejas e museus de todos nós conhecido. Sem dúvida que continua sendo o mesmo conjunto maravilhoso.

Em verdade, contudo, pelourinho também é o local onde se toturava escravos antigamente. Geralmente era representado por uma coluna e, naturalmente algo onde se prendia o escravo a ser torturado.
Em algumas cidades era conhecido como picota. Perteciam à Prefeitura, mas também tinham direito a um pelourinho ou picota os grandes donatários, bispos e os mosteiros, como prova e instrumento da jurisdição feudal.

Segundo a Wikipédia os pelourinhos foram pelo menos desde finais do século XV, considerados o padrão ou o símbolo da liberdade. Para alguns historiadores, como é o caso de Alexandre Herculano, o termo pelourinho só começa a aparecer no século XVII, em vez do termo picota, de origem popular. A partir dessa altura passou a ser apenas o marco concelhio. Antes dessa altura, segundo Herculano, o pelourinho era uma derivação, de costumes muito antigos, da ereção nas cidades do ius italicum das estátuas de Marsias ou Sileno, símbolos das liberdades municipais. Mas outros historiadores remetem para a Coluna ou Coluna Moenia romana, poste erécto em praça pública no qual os sentenciados eram expostos ao escárnio do povo.”

Pelourinho ou picota de Mariana



Picota do Maranhão

Mas antes da praça ser do peeta, onde se encontra o seu corpo, ela foi a Praça do Teatro. Efetivamente do lado sul do morro  que ali existia, ergueu-se um teatro, estilo pombalino, chamado Teatro São  João em homenagem ao rei D.João III de Portugal. Ele esteve em Salvador conhecendo o mesmo.


Esse teatro pertencia ao governo, era ponto de encontro dos aristocratas e intelectuais, onde funcionou o Conservatório Dramático da Bahia (CDB).  Foi fundado pelo dramaturgo Agrário de Menezes, para incentivar os escritores a acolher grupos de dramaturgia da cidade.
O teatro São João foi freqüentado por inúmeros nomes das artes cênicas, musicais e literárias, como Xisto Bahia, um dos maiores comediantes brasileiros, o maestro Carlos Gomes e o poeta Castro Alves. O edifício colonial foi destruído em 1923, por um incêndio misterioso.

Xisto  Bahia 



Em cima do morro - este foi o começo

Parece que antes do século XV terá havido algumas execuções nos pelourinhos. Mas a partir daí não há provas que tal sucedesse, pelo menos em relação às execuções capitais.

Posteriormente, os pelourinhos foram usados para serem o local onde eram lidos os “pelouros”, que eram as decisões tomadas pelas Câmaras Municipais de cada cidade. E assim sendo por todo o Brasil há registro de pelourinhos, cada um de uma forma.


sábado, 27 de agosto de 2016

A MAGIA AEÓLICA DOS JOGOS

As Olimpíadas do Rio terminaram no último domingo.Foi uma festa incrível. Saiu do lugar comum  de muitas outras.


Destacamos de inicio o desfile dos atletas sempre necessário, mas longo e cansativo. O Rio eliminou a mesmice. Os atletas desfilaram no centro do campo. Menos enfadonho, apesar de ter sido acrescentado novos elementos como foram  as bicicletas enfeitadas de flores e crianças conduzindo mudas de plantas e os atletas sementes que foram depositadas em pequenas cubas que serão plantadas daqui a um ano em Deodoro formando a floresta dos atletas com cerca de 24 milhões  de árvores. Se não bastasse as novidades acrescentadas, ao final de cada grupo quatro ou cinco bateristas de nossas escolas de samba davam mais alegria a cada conjunto. Separava-os com o nosso samba.




Bicicleta do desfile
       







  


A menina da planta