ATÉ HOJE JÁ TIVEMOS MAIS DE 400 MIL CONTATOS

terça-feira, 16 de setembro de 2014

OCEANÁRIO DO RIO VERMELHO - ESSA É A OPORTUNIDADE!

Como já é de todos sabido, da mesma forma que aconteceu na Barra, o Rio Vermelho será todo requalificado. Mais do que necessário! Da mesma forma que na Barra, o Rio Vermelho estava precisando a algum tempo de uma reforma de peso como a que agora se propõe a Prefeitura.

Possivelmente, o projeto já se encontra pronto, mas ainda poderá sofrer algumas modificações ou acréscimos. No caso seria  acréscimo.

Projeto da reforma do Rio Vermelho

Estamos sugerindo “acrescentar” um oceanário no referido projeto. Por quê?

Primeiramente, um oceanário é uma atração turística muito forte, inclusive financeira. Por exemplo, o Oceanário de Lisboa, recebeu cerca de 900 mil visitantes em 2012, cerca de 320 portugueses e 600 mil turistas.  O de Aracaju também  é um sucesso.

Oceanário de Lisboa

Oceanário de Aracaju


Em segundo lugar e talvez principalmente, o Rio Vermelho sempre foi um lugar ligado a atividade da pesca. A colônia de pescadores ali existente é uma das mais antigas de Salvador. Das suas praias sai todos os anos o “Presente de Iemanjá”. A rainha do mar tem uma estátua e um santuário dedicado à Santa do mar. Em suma é o lugar certo para o oceanário. Tem-se agora a oportunidade ou nunca mais.


Tradição

Onde seria? Poderia ser no espaço indicado acima.


Estendendo mais a sugestão, poder-se-ia aproveitar o bloco rochoso em frente à foz do rio que ali desemboca. Far-se-ia um "acréscimo", algo tal qual se sugere adiante:


Se o frade José de Santa Rita Durão fez surgir dessas pedras um Caramuru que nunca existiu, porque não enaltecer a beleza da mulher brasileira em formato de peixe, não é verdade?

domingo, 14 de setembro de 2014

QUINTAIS DE SALVADOR - SUA ORIGEM

Até os anos 30 e 40, mesmo 50 do século passado, a maioria das casas de Salvador possuía um quintal. Quintal?! O que é isto? Era um espaço geralmente no fundo da casa, de terra, cercado por muros altos. Nele os moradores criavam pequenos animais, galinha, perus patos, marrecos e se plantavam árvores frutíferas e verdura, bem como as medicinais e até se cultivavam flores para os arranjos da casa.







Quintais antigos

Também os quintais serviam para estender as roupas lavadas em casa; para cozinhar em determinados casos, preservando a cozinha interna para refeições mais rápidas, como o café da manhã. Era também o local onde se estocava a lenha ou o carvão para o cozimento e aquecimento das coisas. Também em muitos deles existiam fontes de água doce, naturais ou perfuradas, as cacimbas, dominando um problema mais do que crucial das cidades daquele tempo que era se servir das fontes públicas existentes ou da compra de água em barris trazida no lombo de animais.


Uma cacimba


Não se diga ou não se pense que os quintais eram uma característica das casas mais pobres, muito pelo contrário. Em verdade, começaram a fazer parte da estrutura dos imóveis ainda ao tempo dos escravos, ou seja, no século XVIII. Geralmente tinham uma entrada em separado para evitar a circulação por dentro da casa e se reservava um pequeno espaço coberto (Telheiros) onde eles dormiam ou descansavam.

Teriam os quintais influenciado no posicionamento das casas de antigamente de relação às ruas e avenidas onde se estabeleceram? Muito provavelmente que sim.  O Corredor da Vitória é um bom exemplo. Todas as grandes residências dessa  localidade tinham  a frente voltada para a rua e os quintais voltados para o morro, diferentemente do que hoje acontece quando os grandes edifícios do local priorizam a vista do mar. Nem tanto, haja vista as belíssimas quadras de tênis e piscina na borda do morro.
Corredor da Vitória e seus quadras de tênis e piscinas onde antes eram apenas quintais.

Mas no Santo Antônio não era assim. As casas tinham a frente para a rua e as suas dependências mais extremas alcançavam a borda do morro. Algumas apenas.  Não havia espaço para quintais. Se não havia no fundo, se construíam pátios internos, uma espécie de clarabóia onde se plantava e as vezes se colocava um pequeno chafariz para aproveitamento ou conservação de água. Até as igrejas assim procediam.




Santo Antônio

Em outras partes menos nobres que nem o Corredor da Vitória ainda se vê muitos quintais, agora com piscina, cascatas e outras "benesses" dos tempos modernos:






Não estaria completa esta postagem se não abordássemos o significado da palavra “quintal”. Vem do latim QUINTANALIS, também derivado de QUINTA e nos chega à mente a palavra QUINTA que por sua vez nos leva à “quinto do inferno”. Na época Portugal enviava a esta colônia uma nau para a cobrança do imposto do quinto, ou seja, dos 20% devidos à Coroa (hoje pagamos muito mais que isso à República). Essa era a “nau dos quintos!, a qual era aproveitada para transportar degradados e demais pessoas tidas como indesejáveis em Portugal. Por isso ela é associada a coisas pouco desagradáveis, seu nome foi completado com “dos infernos” e gerou essa mimosa expressão: QUINTO DOS INFERNOS



sábado, 13 de setembro de 2014

COBERTURA DO HOTEL DA BARRA OU APENAS UM DETALHE

Hotel da Barra

A foto acima mostra-nos o Hotel da Barra ao lado do Instituto Mauá nas proximidades do Largo do Porto, recém reformado. Tem uma fachada relativamente bonita e de seus apartamentos deve descortinar uma vista maravilhosa da Baía de Todos os Santos. Fica ao lado do Instituto Mauá, tradicional instituição de Salvador ligado ao artesanato da terra.


Do lado esquerdo o Forte São Diogo - É uma área tombada- Qualquer reforma ou acréscimo no local requer autorização.

Pois bem! Seus proprietários acabaram de fazer uma “cobertura” que nós chamamos de “pombal” no último andar. Não sabemos a finalidade do mesmo. Nos Alagados de Itapagipe, essa  “armação” destina-se a enxugar a roupa de casa em razão do vento e nas horas vagas destina-se a colocação de redes de dormir, super coloridas. Um barato!


Pombais nos Alagados de Itapagipe ou simples coberturas?

Não sabemos ao certo se esta tendência arquitetônica começou nos Alagados ou os Alagados absorveram-na. Somos mais pela segunda hipótese, desde que no Bonfim, sim no Largo do Bonfim, antes praça Theodósio Rodrigues de Faria, pessoa que trouxe de Portugal a imagem do Senhor do Bonfim, existem duas antigas casas com esses pombais lá em cima. Já faz tempo.


No Bonfim

Ou teria sido uma inspiração oriunda do mesmo tipo de armação que se vê numa das casas  existentes na Ponta do Humaitá, local tradicionalíssimo de nossa cidade, certamente devidamente tombado.

Na Ponta do Humaitá há muito tempo.
Já está subindo a ladeira (Lapinha)

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

BAIXADA DO BONFIM E O PORTO DO BONFIM



A foto acima não é muito comum. Mostra-nos a parte de trás da igreja do Bonfim e ainda as palmeiras que adornam o jardim à frente do templo. Registra principalmente a chamada “Baixada do Bonfim”, o Porto do Bonfim, hoje Praça Divina, um dos locais por onde a cidade se abastecia antigamente da lenha para aquecimento das coisas.

A foto mostra-nos também dezenas de barcos de pesca, indicando uma grande inclinação da maioria de seus moradores, seja profissionalmente, seja por lazer. Sempre foi assim! Mesmo no tempo dos veranistas.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A BARRA ONDE SALVADOR COMEÇOU - 2

Nesta postagem haveremos de ver fotos da Barra antiga, trecho do Farol e Av. Oceânica:




quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A BARRA ONDE SALVADOR COMEÇOU

Como se sabe, a Barra é o mais antigo bairro de Salvador. Em verdade, ele é anterior à própria Salvador. Quando aqui aportou Tomé de Souza em 1549 o fez na Vila do Pereira ou Vila Velha, atual Porto da Barra.  Vinha com ordens do de D.João III, Rei de Portugal, para fundar nessas plagas uma cidade que viria a ser chamada de Salvador.

Vila Pereira ou Vila Velha era a sede da Capitania Hereditária da Bahia e seu primeiro donatário, Francisco Pereira Coutinho, aqui chegou em 1536 com cerca de 40 a 50 colonos, a maioria portuguesa. 

Com ajuda de Diogo Álvares Correia que vivia com os índios, esses colonos aos poucos foram se estabelecendo com pequenos sítios entre a Praia dos Índios, atual Iate Clube da Bahia e a Ponta do Padrão que não é outro senão o nosso atual Farol da Barra.

Paralelamente Francisco Pereira Coutinho fez construir um engenho de açúcar e, possivelmente, uma olaria. Neles trabalhavam os índios mediante oferta de utilidades domésticas, como espelhos, facas e utensílios de metal.

Como se sabe deu tudo errado. Em razão dos maus tratos dos colonos com os índios com o beneplácito de Pereira Coutinho, num dado momento eles se revoltaram e queimaram todos os sítios, o que obrigou  a retirada dos  colonos em navio providenciado por Diogo Álvares que os acompanhou até a Capitania de Porto Seguro. Após um ano, retornaram ,  mas infelizmente o navio encalhou nos corais de Itaparica e toda a tripulação, menos Diogo Álvares Correia, foi devorada pelos índios que habitavam a ilha sob o comando do cacique Taparica.

É essa Barra que não se reconhece como sendo Salvador àquele tempo que estaremos focalizando através fotos, gravuras e pinturas das mais antigas que se conhece em duas postagens. Na primeira (atual) veremos o Porto.