ATÉ HOJE JÁ TIVEMOS MAIS DE 400 MIL CONTATOS

terça-feira, 29 de julho de 2014

O ANTIGO E O NOVO SHOPPING DO AEROCLUBE

Nos tempos da juventude, os belos tempos, costumava praticar caça-submarina em frente ao antigo Aeroclube de Salvador. Cerca de 50 metros da praia têm umas formações de recifes extraordinárias. Era o mundo dos budiões batata. À  vezes apareciam os azuis. Eram maravilhosos, mas ariscos. Era difícil pegá-los. Hoje com a contaminação de nossas águas por empresas do Polo Petroquímico, você só vê “marias preta”, um peixinho de cor negra menor que um palmo. Ninguém os pega, por isso são muitos.


Budião batata

Budião Azul

Maria Preta

Local 

Pois bem. Um dia indo pescar,  encontrei o acesso ao local fechado. Estavam demolindo o antigo aeroclube. Iam construir no local um grande shopping.  Transferiram as operações de poso e decolagem para Itaparica.

Antigo Aéreo Clube

Para os aviadores amadores não deve ter sido boa coisa. Para mim também não foi. Nunca mais pesquei  no local. Consequentemente, os budiões batata ficaram livres de minha presença. Era uma ameaça constante.
Com o tempo comecei a acompanhar a construção do shopping. Uns caixotes de cimento armado. Horríveis.  Sem nenhuma estética. Foi inaugurado. Pouca gente gostou. Tinha pouca frequência. Foi um fracasso comercial.

Antigo shopping

Agora estão prometendo algo melhor, especial, de luxo. Não sei se tem vista para o mar. Os restaurantes e os bares poderiam ser construídos com vista para o mar. Mas não acredito. Há uma espécie de inclinação para esconder o mar da Bahia. Salvador está cheia de exemplos dessa inclinação. Na Cidade Baixa os armazéns do Porto, a Rua Barão de Cotegipe e a Luiz Tarquínio na sequência,  tomam a vista do mar. Ele só reaparece na Boa Viagem.


Querem mais um exemplo? Na Vitória de antigamente todas as casas tinham a frente voltada  para a avenida e os fundos (quintais) para o mar. Quando se construíram os grandes edifícios dessa avenida, voltaram-se  para o mar, mas quem passa na avenida  ninguém  o vê. Só ressurge esfuziante no Porto da Barra e vai assim até o Cristo. Daí até Ondina o mar de novo se esconde atrás dos morros inacessíveis, desde que Bases Militares e hotéis tomaram a sua vista.

Outro exemplo marcante são as casas de Santo Antônio Além do Carmo. A frente para a rua e os fundos para o mar. Os novos proprietários estão reformando esse imóveis e abrindo espaços com vista para o mar. Dobraram o valor dos mesmos.

Exemplo significante da Bahia antiga é a Igreja da Sé que já foi catedral da Bahia. Ela tinha a frente voltada para o mar. Já a nova catedral sempre teve os fundos voltados para o mar. Tradicionalmente!

De relação ao novo shopping, estão prometendo algo sensacional. Tomara! As fotos de seu projeto indicam boa coisa.:

Maquete do novo shopping

Parte interna

UM PASSEIO NO PASSADO

Quer voltar ao passado?  É só passear pelas ruas do bairro do Comércio e apreciar os belos edifícios de antigamente.  Esqueça o térreo de cada um. Na sua maioria está instalada uma loja de moda masculina. De moda feminina tem parquíssimas.  Só olhe para cima. Eram escritórios de gente poderosa, a maioria comerciantes, exportadores, trapicheiros, advogados, etc. etc.. Também tinha consultórios médicos, dentista, esse pessoal de saúde? Não tinha! Eles preferiam a Cidade Alta. 








segunda-feira, 28 de julho de 2014

A NOVA SELEÇÃO BRASILEIRA

Depois dos 7x1 e 3x0, respectivamente contra a Alemanha e a Holanda, pensávamos em não falar tão cedo de futebol que não é a finalidade desse blog, muito pelo contrário. A debacle foi muito grande, aliás, imensa, mas como disse alguém “o futebol está na alma do brasileiro” e é muito difícil esquecê-lo. Daí o retorno ao mesmo.

E de imediato, as notícias não são boas. Esperavam-se medidas e providências das mais sérias, drásticas para sermos bem entendidos. De imediato, por exemplo, uma auditoria na CBF.

Mas quem a solicitaria? O governo não pode fazê-lo. Há pouco, a Nigéria foi proibida de participar de toda e qualquer competição internacional em razão de intervenção governamental.

Da mesma forma, em 2007 a Fifa proibiu a seleção do Kuwait de participar de qualquer competição oficial devido a interferência do governo na Federação de Futebol.

A imprensa poderia fazê-lo? Que nada. Os interesses são os mais diversos.

Os clubes? Não têm força nenhuma e são co-responsáveis.

O Supremo Tribunal Federal? Também não pode. Ele também é governo.

O povo? Existem outras coisas mais importantes a tratar.


Então, não tem jeito? Não tem e a tendência é piorar ainda mais em se considerando as últimas providências tomadas pelas CBF: Gilmar Rinaldi como coordenador da seleção e Dunga como técnico. De sobra, o observador da seleção anterior, Alexandre Galo.

Gilmar Rinaldi


Mas, vamos as nossas impressões:

Precisamos nos reportar às divisões de base de nosso futebol. Foram dizimadas. A maioria dos bons jogadores foi contratada pelos clubes de outros países, principalmente europeus. Isto vem acontecendo faz 10 a 15 anos.

Detalhe: um dos principais agenciadores desse mercado é justamente Gilmar Rinaldi, hoje o coordenador geral de nossa seleção.

O engraçado dessa situação é que ele próprio vai sentir na pele o trabalho que desenvolveu por anos seguidos. Não temos jogadores para uma nova seleção de peso técnico pelos próximos 10 a 15 anos. (Uma ou duas gerações).

De relação à Dunga, o Brasil já sofreu com ele em outra Copa e numa época melhor que a atual. Não será agora que irá dar certo.

Falta a análise sobre Galo. Atuou como observador da seleção. Diz-se que após um período na Europa, citou a Bélgica como sendo a melhor seleção que viu. A Alemanha agradece não ter sido devidamente avaliada. 


COMO FAZ FALTA AS NOSSAS BARRACAS\ DE PRAIA

Não é por outra razão que a exceção de Salvador, todas as demais capitais do Nordeste permanecem com suas barracas, proporcionando um bem estar incomparável. 

Diríamos até que, possivelmente, um dos fatores que influenciaram o crescimento do turismo nessas cidades, foi a manutenção desse equipamento nas suas praias, desde que avançaram no conceito das mesmas, tornando-as absolutamente confortáveis pela adição de muitos recursos materiais, incluso aí piscinas, saunas e áreas de lazer especialmente para crianças, afora naturalmente uma estrutura de saneamento básico.

Enquanto isto em Salvador, estamos limitados a um sombreiro e uma cadeira e a obrigação de consumo de bebidas. Tudo devidamente pago. O pessoal mais pobre não tem a mínima condição de usar o referido serviço. Deixaram de ir à praia.  

Mas, ninguém é obrigado a usar o serviço de cadeira e sombreiro?

Mesmo assim. Ninguém gostaria de mostrar que não pode pagar o serviço. Questão mínima de ombridade.

A praia do Bugari e da Ponta da Penha são um bom exemplo. Estão vazias, mesmo aos domingos. Ficavam cheias antes do serviço da Prefeitura. (Típico serviço de exclusão).

Não tem um banhista!

Enquanto isto, em Fortaleza:




quinta-feira, 24 de julho de 2014

O DILMÊS JÁ COMEÇA A PREOCUPAR

Este blog tem evitado escrever sobre política e os políticos, a não ser quando interferem ou interferiram  na história da cidade, Foi o caso, por exemplo, das peripécias de J.J. Seabra no processo de modernização de Salvador e, recentemente, o trabalho que vem sendo feito pelo atual Prefeito para melhorar o aspecto de nossa cidade.Estava realmente precisando de uma “mexida” forte e severa no que restava de Salvador. A cidade estava um caos. Sentia-se isto, ou melhor, via-se isto.

À nível nacional, estamos ainda mais longe dos acontecimentos. Não nos cabe essa interferência em razão da finalidade desse blog. Deixamos para os especialistas, todavia, não poderíamos nos furtar em comentar o que muitos estão chamando de “dilmês”, ou seja, a fala da senhora Presidente quando ela improvisa nas mais diversas ocasiões em que é levada a se pronunciar.

- Mas que importância tem isto para a nação, para todos nós brasileiros?

- Tem muito!

Hoje, como ontem, em todos os tempos e lugares, as pessoas precisam se comunicar. Vamos ser um pouco mais diretos: desde que acordamos, a comunicação se faz necessária. Até os animais se comunicam entre si. Dizem até que as plantas também se comunicam umas com as outras. Imagine o homem e a mulher?

E a exceção das plantas que não emitem sons, mas se movimentam, as demais espécies se expressam por gestos ou sons. Os homens através de palavras; os animais, por meio de sons próprios de cada espécie e em alguns casos através gesticulação postural de alegria ou de dor conforme a situação.

Vamos nos deter na espécie humana. Quanto mais e melhor soubermos nos expressar, maior é a comunicação e o entendimento do que se deseja expor. Imaginem a Presidente e a sua responsabilidade.

Por essa razão é preocupante o que se publica na internet sobre os diversos pronunciamentos da senhora Presidente, absolutamente desconexos e às vezes incompreensíveis, daí se originando a classificação xistosa de “dilmês”.


Vejamos alguns deles:

Vejamos mais alguns pronunciamentos:
“É muito importante num país como o Brasil que nós ataquemos com educação todas as faixas etárias”.
“E nós seremos capazes de construir um Brasil que caiba, e caiba com espaço, cada um dos brasileiros e das brasileiras”.
“Daí porque – e nós não estamos descobrindo as Índias nem o Brasil ─ nós estamos simplesmente reiterando práticas que ao longo dos tempos foram desenvolvidas por vários países, como por exemplo, a Nasa. A Nasa tem uma política de compras específicas”.
“E eu quero adentrar pela questão da inflação e dizer a vocês que a inflação foi uma conquista desses dez últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo”.
“Até o final de 2014, desde o início do meu governo, até o final de 2014, nós tínhamos de construir, de colocar 750 mil cisternas. Nós já tínhamos 263 mil que a gente estava fazendo, que tinham sido concluídas”.
“Esses caminhões-pipa teriam por função abastecer a urgência, a absoluta urgência, porque não tem água e não dá para explicar, falar: olha, espera para depois de amanhã. Não, não tem água, é um drama. Tem de atender de qualquer jeito”.
“Eu chamei eles, todos os governadores, e disse: olha, nós temos de ter um programa, um programa forte, porque tudo indica que vai ser uma seca muito violenta e o grande problema é que muitas coisas que nós fizemos… e que nós podemos perder”.
“Eu chamei os governadores todos do Nordeste. Eu chamei os governadores e falei: olha, alguns governadores, como o do Ceará, também tinham essa mesma informação, por causa do serviço deles, ele também tem um bom serviço meteorológico, o Cid Gomes”.
“No ano passado, se não me engano no final do ano, teve uma baita enchente no Rio Amazonas, alagou o mercado inteiro de Manaus”.
“Eu acho que no Nordeste nós temos duas políticas para o Nordeste, e elas são … porque enquanto uma não fica pronta, a outra tem de entrar, junto. Quais são elas? Primeiro, é o tratamento de algo que nós sabemos que é a maior seca dos últimos 50 anos. E eu não soube hoje não. Nós temos um sistema chamado Cemaden. O Cemaden monitora desastres naturais no Brasil, de enchentes – nós criamos, é novo – de enchentes a secas”.
“Eu queria dizer para vocês, vocês sabem, antes tinha um tema que eu falava toda reunião. Era o Luz para Todos, quando a gente começou a fazer o Luz para Todos. Porque o Luz para Todos era essencial, era levar o serviço público até a zona rural. Agora, além do Luz para Todos, eu tenho, porque muito lugares ainda não acabou o Luz para Todos. E é outro motivo para o cadastro, porque agora a gente pega os nomes… A ministra Tereza Campello faz assim, ela pega os cadastrados do Bolsa Família que não têm luz elétrica, aí vai na distribuidora e fala: está aqui, nós queremos saber quando é que vão fazer a ligação”.
“Os alimentos também começaram a registrar, mesmo com todas as tentativas de transformar os alimentos no tomate, os alimentos começaram uma tendência a reduzir de preço”.
“É sempre bom lembrar que o índice anualizado, ele reflete não a inflação presente ou a futura, ele reflete a inflação que já passou”.
“A residência oficial, que tem estrutura e acabamentos das décadas de 60 e 70, carece de diversas reformas que vem sendo adiadas por décadas”.
“Eu também vou falar… eu vou falar pouco. Vou explicar por quê: todo mundo, antes de mim, disse que ia falar pouco, não é? E aí, tinha uma senhora ali, na frente, que falou o que todos nós estamos sentindo. Ela disse assim: “Eu estou com fome”. E eu vou levar em consideração ela, que falou uma coisa que todo mundo está pensando.
(Sem mais comentários).


domingo, 20 de julho de 2014

O DIQUE DO TORORÓ MERECE TAMBÉM AS BIKES DO ITAÚ

As bicicletas do Banco Itau já são um sucesso em Salvador. Porque só agora elas surgiram?


Sem dúvida em razão da melhoria de nossas ruas e avenidas  que tiveram começo com a requalificação da Barra feita pela atual gestão da Prefeitura.  Foi o ponto de partida. Na sequência, diversas vias foram sinalizadas, com espaços específicos para a circulação das amarelinhas.


Também se deve o sucesso da iniciativa à nova mentalidade de grande parte da população favorável à prática dos exercícios físicos. A bicicleta dá uma grande ajuda.

Na sequência dessa euforia  mercadológica tanto privada quanto pública, nos parece ter chegado a hora de uma melhor aproveitamento do Dique do Tororó, essa joia que a natureza achou por bem presentear a nossa cidade, com algo ligado também aos exercícios físicos e na mesma linha das bikes da Barra.



Mas como? Ao redor do dique? No seu entorno?

Não. Dentro d´água.  Naquela água que os Orixás estão a proteger. Mas como?

Com as bicicletas aquáticas que as fotos adiante apresentam:






Mas já existe os “pedalinhos” e não são bem usados. Não são porque lhes faltam a motivação do exercício que as bikes proporcionam. Vejam as fotos seguintes:


...só diversão!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

MORRE JOÃO UBALDO RIBEIRO- UM DOS MAIORES CRONISTAS DE NOSSA ÉPOCA

Morreu João Ubaldo Ribeiro, o excepcional escritor e cronista baiano, nascido em Itaparica. Todos os domingos ele estava presente no jornal "A Tarde" com crônicas maravilhosas cujo tema principal era figuras e fatos da bela ilha. Um deles, a questão da ponte. João Ubaldo era contra.


Este blog teve oportunidade de transcrever sua opinião:




Infelizmente, João Ubaldo não verá o resultado deste imbróglio. Ficam os personagens de suas cronicas, entre eles Zé Comunista e Zé da Ilha para defender as idéias do amigo de todos os domingos.