ATÉ HOJE JÁ TIVEMOS MAIS DE 400 MIL CONTATOS

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

MERGULHO COM CADEIRA DE RODAS NO " PARAPRAIA "

Fazem quase dois anos que por motivo de saúde, não ia à praia. Questão de locomoção! Dependia de uma pessoa para  chegar perto de alguma praia e elas estão perto de minha residência. Menos mal até ai, talvez nada demais.

 As verdadeiras agruras começam quando se chega à própria praia. Estamos numa cadeira de roda comum; rodas finas que penetram fácil naquela areia. Mas aí vem a primeira surpresa: inventaram uma cadeira de rodas abauladas e largas. Não afundam na areia. É a primeira grande novidade.


Quando chegam na beirada  do mar, vem a segunda novidade: a cadeira flutua com você ainda sentado.  É uma sensação um tanto estranha, mas ai você já está praticamente dentro do mar.

Dois profissionais seguram-me pelos braços. Tudo bem, perguntam?  Você ensaia um sorriso de aprovação, mas a verdade é que você se sente como que flutuando. Leva alguns  minutos essa sensação. Posso nadar, pergunto? Após aprovação nado cerca de 10 metros. Não arrisco mais. Tenho que voltar. Volte, você é um bom nadador e ai a cadeira flutuante já está ao seu lado para conduzi-lo até a praia são e salvo daquela aventura marina.

Fui um bom nadador: inveterado mergulhador; jogador de polo aquático; presidente da Federação Baiana de Natação e professor de natação por cerca de 10 anos. Talvez o meu depoimento possa ter certa importância. Fiz questão de fazê-lo como forma de agradecimento a esse grupo maravilhoso de profissionais, homens e mulheres do mar, da areia, do céu, no cenário de sua operação.


Claro que voltarei outras vezes, principalmente após as pesquisas na Internet. Vi um cadeirante do mar mergulhando em meio a um universo de corais. Claro que levarei meus tubos de ar comprimido. Está criado um novo esporte. Falta lhe dar um nome.


Mergulho com cadeira de rodas

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

CARNAVAL DOS JAPONESES - A BELA E A FERA

É incrível, mas o Carnaval já está às portas do Brasil. Será  no princípio de fevereiro, mas em alguns estados ele já entrou forte e firme com os blocos de rua do Rio de Janeiro. Deve ser um Carnaval diferente, de muita gozação e ironia, aliás, como o povo gosta. O circo está pegando fogo e o povo está jogando mais lenha na fogueira para virar tudo cinza e começar tudo de novo.

 Olhando pela televisão os primeiros blocos saindo pelas ruas do Rio de Janeiro, que se antecipou a  Salvador, você não vê ninguém infeliz. Muito pelo contrário. É só riso e o povo dançando e o país se acabando.

Domingo e segunda a coisa brilha, se veste de ouro e de cristais na Marquês de Sapucaí. Ivete e Daniele arrastam multidões da Barra até Ondina e na quinta feira Carlinhos Brown trata de voltar com este povo para a Barra. Mas quem resiste a uma Sabrina, mesmo de azul.




Mas segundo se diz este será um Carnaval um tanto diferente: um Carnaval de máscaras como era antigamente. Muitos políticos estarão retratados, aliás, mascarados de Lula, de Dilma, de Delcidio, mas principalmente de um japonês chamado Newton Ishii da Polícia Federal. (O homem ouvia as conversas dos presos e repassava-as a quem de direito)  E ele estava em todas!



Máscara do japonês que vai bombar no Carnaval


domingo, 17 de janeiro de 2016

O DIQUE DO TOTORÓ TEM DUAS ÁRVORES DE PAU BRASIL

È Sabido que o Pau Brasil  crescia  com extrema abundância no sul do Estado da Bahia, desde as costas de Ilhéus até Porto Seguro, possivelmente até Caravelas bem ao sul e, possivelmente, alcançava o Espírito Santos. Há algumas referências sobre a existência desse arbusto em Pernambuco, mas nada de extraordinário.

Pau Brasil

Tão logo foi descoberto, constataram-se diversas qualidades em sua madeira.  Uma das características é ser uma madeira pesada com a presença interna de um extrato que gera uma espécie de tinta vermelha utilizada na indústria têxtil. Por outro lado, sendo uma madeira de alta qualidade, era muito usada na fabricação de instrumentos musicais como, por exemplo, violinos, harpas, violoncelos e violas. Era, portanto, um  empreendimento altamente lucrativo. Tornava-se ainda maior graças às facilidades de sua obtenção, ou seja, um litoral extenso, pouco explorado e quase sem nenhuma fiscalização do estado, ou seja, sem tributação.Em poucas palavras: de graça.

Flores e frutos do Pau Brasil

Para tornar a coisa mais lucrativa, abundante e organizada, as nações que aqui vinham buscá-lo, foram aos poucos trazendo gente especializada ou mesmo sem nenhuma qualificação para os trabalhos mais pesados, gerando naturalmente demarcações de terra ao seu bel prazer. Claro que os índios habitantes naturais desse território, também foram envolvidos no lucrativo negócio por diversos sistemas de troca e comércio. Quando não aceitavam eram mortos. 



Pau-brasil é o nome genérico que se atribui a várias espécies de árvores do gênero Caesalpinia presentes na região da Mata Atlântica brasileira. O nome de nosso país teve origem nesta árvore.Determinadas citações denominam o Brasil, especialmente a Bahia como a  "terra do coco". Que nada, o belo coco veio boiando desde o oriente até aqui e foi crescendo pelas praias do Brasil.]

As fotos acima sem dúvida que sugerem fortemente que seus frutos seriam comestíveis. Devia ser mais comida de índio, contudo, recentemente, encontramos uma receita onde aparece o fruto do Pau Brasil  como ingrediente de uma salada de de um restaurante granfino.


 4 orquídeas lilás 
4 flores de hibisco vermelho 
20g de flor de begônia 
10g de flor de pitanga 
20g de flor de pau-brasil 

15 g de semente de papoula 

Modo de Preparo: 
Higienize bem as flores, despetale os hibiscos e as flores de pau-brasil, as outras entram inteiras. Corte a laranja em livro: descasque, sem deixar vestígio da parte branca e vá cortando nas divisórias da laranja, descarte as sementes e as pontas.

No centro do prato coloque os gomos de laranja, ao redor as pétalas do hibisco e saia soltando as sementes de romã. Solte as pétalas de pau-brasil e as outras flores, tanto no centro, quanto nas laterais, finalize com uma ou duas orquídeas comestíveis e semente de papoula.

A Mata Atlântica como o próprio nome está a dizer era uma mata próximo ao mar. Ocupava curto espaço de terra. Com o advento das cidades litorâneas ela foi desaparecendo a ponto de hoje ser uma árvore quase rara.

Em Salvador é difícil encontrá-la. Fomos descobrir dois exemplares no Dique do Tororó, isoladas e mal tratadas.Que importância terá hoje?

\:
Pau Brasil no Dique do Tororó

Numa delas a "baiana" que ali faz ponto foi quem nos informou de que árvores se tratavam. Os sacos amarelos dependurados (dá a impressão de uma jaca.) Não são! São os apetrescos de seu trabalho.Estamos na Bahia!.



Quem quiser vê-los, estão na frente dos restaurantes ali existentes.








quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

DIQUE DO TORORÓ DEFESA OU PRESENTE DA NATUREZA?

Há uma enorme controvérsia sobre  se o Dique do Tororó é normal ou artificial. Alguns historiadores afirmam que é artificial, contudo, eles próprios não apresentam provas convincentes dessa artificialidade. 

Os mais contundentes dizem que foram os holandeses que aqui estiveram por apenas um ano, os autores dessa maravilha que hoje encanta o mundo.

Na minha modesta opinião, afirmo categoricamente que não foi.  Não tiveram nem tempo de “conhecer” a cidade, quanto mais construir uma lâmina d’água aos fundos da cidade, ou seja, do lado contrário ao mar. Para que? Seus navios não tinham como navegar nesse espelho de água doce. Por onde passariam? Os portugueses, também não. Certamente estavam mais preocupados com o abastecimento de água e até de hortaliças onde a área era pródiga ou se tornou pródiga do que mesmo a  questão da proteção da cidade. 

Aliás, muito pelo contrário, essa lâmina d'água ao fundos de Salvador, era em si mesma uma proteção natural. Mar na frente, lagoa atrás: uma dádiva de Deus.



 A Salvador bem protegida

E como se formou essa lâmina de água de cerca de 110 mil metros cúbicos? Dos rios que se dirigem em sua direção, principalmente o Rio das Tripas, com nascente nos terrenos do Mosteiro de São Bento. Algum abastecimento deveria vir de águas que desembocam no Rio Vermelho.

E o que aconteceu com tanta água provinda de ambos os lados? Estamos no principio do século passado. Salvador passava por grandes transformações urbanas. Pensava-se nos bondes. De logo a Baixa dos Sapateiros por onde corre o Rio das Tripas, foi incubado. Antigos moradores da área, pela própria internet, se dispuseram  a afirmar que a lâmina d'água ia próximo à subida para o Campo Grande, como melhor referência.
Há de se reparar as construções ao fundo da foto. Era a Salvador do Campo Grande e adjacências.

Se havia uma preocupação digamos técnica, seria mais para conter o excesso de água que lhe chegava, principalmente do Rio das Tripas até se encontrar com Rio Camarajipe nas proximidades do Iguatemi;.

Este rio tomava toda a Baixa dos Sapateiros bem como  a Rua Djalma Dutra e chegava até a Fonte Nova e daí até as margens do Dique do Tororó  era um pulo.

A partir dai havia um rebaixamento do solo que se estendia até as proximidades do Campo Grande. Formava-se, então extensa lâmina de água de cerca de 110 mil cúbicos.

Como poderia ter sido

Como é atualmente

Demarcado

Antigos moradores do local atestam ainda hoje essa extensão pela internet. Por volta dos anos 1830, a região começou a ser urbanizada. Em 1862, a Rua da Vala foi completamente aterrada e, em 1865, tornou-se a primeira grande avenida de vale da Cidade.

Hoje, o Rio das Tripas passa, em grande parte, por dutos no subsolo, integrado à rede de saneamento.
A Baixa dos Sapateiros estende-se da Barraquinha ao Aquidabã. Desde o final do século 19, é um local de intenso comércio. Vários artesãos de calçados, os sapateiros, trabalhavam lá e existiam também armarinhos e lojas que vendiam produtos primários para os artesãos, como artigos de couro. Esse tipo de comércio envolvia também parte da Ladeira do Tabuão.

A Rua da Vala passou a se chamar rua J. J. Seabra, em homenagem ao ministro da Viação e Obras Públicas, de 1910 a 1912, e presidente da Bahia, em dois períodos: 1912 a 1916 e 1920 a 1924. No século 20, abrigou três grandes cines-teatro da cidade: o Jandaia, o Tupy e o Pax.

E ai chegaram os bondes. Iam até o Aquidabã. O que fazer para alcançar a Fonte Nova. Aterrou-se também a referida rua e chegando à Fonte Nova não tiveram dúvida em aterrar parte do dique pela esquerda para alcançar o Rio Vermelho.No lado direito já vicejavam as hortas.






Baixa dos Sapateiros


Aterro para a passagem dos bondes

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A LAMA PODE ALCANÇAR SALVADOR

Está ai uma notícia que nunca gostaria de dar: as águas barrentas da barragem de Minas Gerais estão chegando ao litoral sul da Bahia, um dos mais preciosos de todo o Brasil. Troncoso, Arraial d’Ajuda, Porto Seguro estão em perigo de vida. Sim! Essas localidades vivem de suas praias e principalmente de seu mar e ele está sendo contaminado talvez por muitos anos.

Isto significa dizer que a Bahia perde uma de suas maiores atrações turísticas desde Pedro Álvares Cabral.

Aliás, quando a barragem estourou e a lama alcançou o litoral do Espírito Santo, conhecendo a  a área como conheço através de mergulhos na área atingida, principalmente o sentido de suas correntezas pela quais chegam na região pinguins vindos do Polo Norte: não tive  a menor dúvida que tal coisa iria acontecer.

E vai mais adiante. Em pouco tempo chegará a Ilhéus, outro ponto de atração turística de nosso estado.


E ai fica uma pergunta que infelizmente poderá acontecer; vai alcança Salvador? Ai será o fim do mundo! Aliás, esse desastre ecológico já sendo considerado com uma das maiores tragédias do mundo.

 A lama deve alcançar Salvador

Porto Seguro- Bahia

PALÁCIO DA ACLAMAÇÃO FOI UMA GRANDE RESIDENCIA

A Prefeitura de Salvador acaba de anunciar um melhor aproveitamento do chamado Passeio  Público, anexo ao Palácio da Aclamação, nas proximidades do Campo Grande. Até que enfim! A cidade tem espaços maravilhosos muito mal aproveitados. É o presente caso. Vamos ver sua históri

Pouca gente sabe que antes de ser Palácio da Aclamação foi residência  do senhor Miguel Francisco Rodrigues de Morais, comerciante bem sucedido originário da cidade de Ponte de Lima em Portugal.  Ele o comprara, em 1894, da viúva Anna Carolina Ribeiro Miranda. Morto, em 1895, sua viúva, Clara César de Moraes (filha de Horácio César, figura de marcada presença na vida política da Bahia) permaneceu no Palacete até o ano de 1911, quando entendeu-se em negócios com o governo do Estado que adquiriu o imóvel por “trinta contos de reis”. No ato da venda, 11 de setembro de 1911, o governo do Estado se fez representar pelo seu Secretário-Geral de Estado, José Carlos Junqueira Ayres de Almeida. 


Palácio da Aclamação

O obelisco instalado em frente ao Palácio da Aclamação em 1808 em homenagem a D. Pedro II em sua passagem por Salvador.


Um  mirante para o mar
Uma das salas do seu interior

O chamado Passeio Público

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A AMENDOEIRA DO FAROL DA BARRA

Faz alguns anos que na base do morro do farol da Barra, existia uma amendoeira, aliás, uma frondosa amendoeira. Fora plantada praticamente na pequena praia ali existente e em meio às pedras. Seus galhos chegavam bem próximos à balaustrada, quase se podendo pegá-los.

Amendoeira devidamente sinalizada

Nas marés cheias, o mar molhava a base do seu tronco. Água salgada. Mesmo assim ela resistia, mas aos poucos foi definhando e se tornou uma árvore de folhas secas ou quase sem elas; apenas galhos escuros.

Morreu aos poucos

Mesmo assim, serviu por muito tempo até de moradia de uma família pobre que ali vivia. Dependurava suas roupas e panelas nos galhos mais baixos.  Depois se tornou uma “boca de fumo” de muitos marginais.

Até que um dia resolveram cortá-la. O Poder Público. Só ele poderia fazê-lo. Fosse qualquer cidadão e seria preso e multado. É a lei.


E para quem pensa que as garras da lei são apenas para as árvores plantadas em espaços públicos se engana. No edifício que moramos, tinha um pé de “pinheiro” plantado num jardim interno. Pois bem! A belíssima árvore que mais parecia uma árvore de Natal, cresceu horrores e empenou para o lado da rua. O síndico resolveu cortá-la; a Prefeitura não deixou; somente quando essa inclinação se inverteu para os lados da guarita do prédio, ameaçando sua estrutura, os poderes públicos autorizaram o seu corte. 

Um pinheiro