ATÉ HOJE JÁ TIVEMOS MAIS DE 400 MIL CONTATOS

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

MASCARAR OS CAMAROTES

Como é sabido, o Carnaval de antigamente era um misto de uma folia que começava nas ruas, (às 9 a rua Chile já estava cheia) e terminava na madrugada do dia seguinte nas dependências dos clubes sociais.

Com o surgimento dos Trios Elétricos, o Carnaval dos clubes foi desaparecendo e a folia ficou exclusivamente nas ruas e avenidas. Com isto a maioria dos grandes clubes fechou as portas, desde que o Carnaval era o sustentáculo financeiro dessas agremiações


Agora volta o carnaval a se “interiorizar”, ou seja, após o desfile de cada agremiação, seus associados se recolhem às dependências dos chamados camarotes num ambiente totalmente fechado e exclusivo aos participantes de determinada agremiação.

Essa tendência não é igual ao Carnaval dos antigos clubes em razão de um detalhe: TODOS OS COMPONENTES ESTÃO VESTIDOS DA MESMA MANEIRA. Iguais,? O mesmo abadá para homem é o mesmo para a mulher.  Fica todo mundo igual o que torna o ambiente um quanto homogêneo e homogeneidade mão se coaduna em nada com o Carnaval, que é uma festa difusa, ou seja "espalhada" e "indescritível". 

Mas, o que fazer? Mudar a camisa não é uma solução pois ela praticamente identifica o camarote.

Temos uma sugestão: vender-se-ia ou dar-se-ia uma máscara, um enfeite de cabelo, algo que tornaria cada participante uma pessoa diferente da outra, pelo menos na forma de se apresentar uns aos outros.

Eis algumas sugestões:





Já pensou o mistério essa gata?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

ROTEIRO DA AV. SETE DE SETEMBRO- DE SÃO BENTO AO FAROL DA BARRA

Como se sabe, entre 1912 e 1916 se construiu a Avenida 7 de setembro, desde o principio da Ladeira se São Bento até o Farol da Barra. Para tanto, demoliram-se diversos prédios residências e públicos e até igrejas, como foram os casos da Igreja de São Pedro e das Mercês.


O presente trabalho faz uma reconstituição de como era todo esse espaço em fotos da época e de hoje.
Aqui se inicia a Avenida 7 de setembro. É a Ladeira de São Bento e no alto antes de virar à direita, o extraordinário Convento de São Bento e a\ Igreja de São Sebastião.

Igreja de São Pedro. Ficava localizada cerca de 100 metros de São Bento

No local da Igreja instalaram um relógio, hoje conhecido como Relógio de São Pedro. Uma espécie de compensação.
Logo adiante a belíssima Praça da Piedade
Rosário. À frente possivelmente o Convento das Mercês. Também botaram à baixo.
Logo adiante o Campo Grande já com seus atrativos atuais.
Logo após o Corredor da Vitória




 
 Largo da Vitória
Ladeira da Barra
Porto da Barra

Farol da Barra

O presente trabalho poderia ser considerado um mapa fotográfico . Assim se pretente!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

IGREJA NOSSA SENHORA DE NAZARÉ SEM E COM TORRES

As duras igrejas acima apesar de serem diferentes na arquitetura ( a de cima sem torres) e a de baixo com duas torres maravilhosas, trata-se em verdade da mesma igreja: NOSSA SENHORA DE NAZARÉ localizada no Largo de Nazaré ou Praça Almeida Couto.

Na primeira foto estaríamos nos anos 1900. A segunda,  por volta nos de 1940/1950, quando se fez o viaduto que liga o largo à Avenida do Vale.

Registre-se ainda que no local existia um relógio público de pouca gente conhecida.Também não se tem conhecimento do seu destino. Segundo alguns teria ido para o exterior.

 Relógio de Nazaré (paradeiro desconhecido)

RELOGIOS PÚBLICOS PELO BRASIL - O CARRO RELÓGIO

Também em outros Estados eram comuns os relógios públicos. Vejamos alguns deles:

 Relógio da Central do Rio de Janeiro

Coluna da hora em Forteleza

Relógio do Consulado da Áustria em Santa Catarina

Relógio do Sol em Natal
Relógio da Glória no Rio de Janeiro

Relógio da Faculdade de Direito de Recife


Relógio das Flores- Florionópoles

Como não podia deixar de ser....

OS RELÓGIOS DE ANTIGAMENTE DE UMA BELA SALVADOR

Quem hoje tem a hora num celular(a maioria da população) e todas as formas e tipos de relógios que se conhece, mal imagina como, em tempos passados, uma torre com relógio, os sinos de uma igreja dobrando nas chamadas horas canônicas, a sirene apitando para chamar os trabalhadores, tinham significação extraordinária para a população.

Nessa postagem vamos destacar os três principais relógios públicos existentes em Salvador desde o século passado.


Antiga Prefeitura de Salvador localizada na Praça Municipal

Estação da Calçada

Relógio de São Pedro

Cada um desses relógios tem um história, contudo a do Relógio de São Pedro é deveras interessante.

Quem passa por São Pedro na Av. 7 de Setembro, não imagina que no local onde hoje se acha o tradicional relógio existia uma grande igreja demolida em 1913 para dar espaço a atual avenida 7 de setembro.

Antiga Igreja de São Pedro


Sim! Essa extraordinária igreja ficava a poucos metros do Mosteiro de São Bento. Este conseguiu resistir ao ímpeto arrasador do Governador J.J. Seabra quando resolveu destruir meia Salvador para a construção da atual Avenida 7 de setembro. Essa igreja e os casarões no seu entorno foram colocados à baixo. 
Sobre o assunto discute-se até hoje se valeu à pena essa providência. Temos as fotos da grande igreja e conhecemos o pedaço da avenida que ficou em seu lugar. Não valeu à pena. Poderia ter sido contornada. Era um grande parimônio.

Aqui ficava a grande igreja
Relógio de São Pedro

Para compensar, colocaram no lugar um relógio sobre um pedestal de metal. Efetivamente uma peça bonita, mas não há termos de comparação com a grande igreja.

Esse relógio, sempre às 6 horas da noite, badalava um sino colocado na sua parte superior. Teve um fim trágico, digamos assim.

Foi importado da França É um relógio “Henry Le Paute A coluna é de autoria de Pasquale De Chirico . O material é constituído por ferro fundido e granito e mede 6.50 m. de altura. Na parte superior possue quatro relógios, apoiados por quatro figuras de Atlantes (2).

O termo “atlante”em arquitetura, refere-se a um tipo de coluna antropomorfa onde, no lugar do fuste, se apresenta a forma esculpida de um homem (no caso, mulheres).

Foi inaugurado em 15 de novembro de 1916

Superficialmente, julga-se tenha sido uma compensação: o relógio pela igreja destruída. Não foi, mesmo tendo o governo construído uma nova igreja na Praça da Piedade

A história é bem diferente e é escabrosa.


Desde o século XIX o forte de São Marcelo costumava dar um tiro de festim às 9 horas da noite. Era como que um aviso: "é hora de dormir". Toda a população sabia disto e, em termos, respeitava: era um indicativo.
Desde o momento, contudo, que esse mesmo forte de São Marcelo bombardeou a cidade de Salvador em razão das dissidências políticas envolvendo o Govenador.J. Seabra e figuras outras como Rui Barbosa, o governo proibiu o tal tiro das 9 horas. 
Ai, sim, veio a compensação: o governo instalou o relógio de São Pedro que, se não tinha a força de um tiro de canhão, possuía a inegável beleza da bela peça.
Bem duvidosa essa substituição. Um relógio, verdade que com quatro frentes no lugar de um patrimônio inconteste de uma grande igreja.

Um lembrete: as badaladas do sino do relógio foram suspensas. Quando tocavam a população lembrava-se dos tiros de canhão.




segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

LAVAGEM DO BONFIM PODERIA TER SIDO ASSIM

Em postagem feita ha poucos dias, tivemos ocasião de colocar uma foto da igreja do Senhor do Bonfim onde a colina onde ela está é quase toda rodeada pela Enseada dos Tainheiros, a exceção apenas do chamado Alto do Monte Serrat, por onde se fazia o acesso das pessoas ao local.


Nessas condições, ao tempo dessa foto por volta de 1800, ainda não havia todo o maciço onde é hoje o Uruguai, Caminho de Areia, Maçaranduba, Dendezeiros, Bairro Machado, Jardim Cruzeiro, etc. Tudo isto era mar, mar da grande enseada de Itapagipe, dos Tainheiros, dos milhões de peixes que habitavam a região.

E como era a lavagem do Bonfim que hoje conhecemos como tal ou não havia lavagem?

Sem as características como hoje conhecemos, existia sim a lavagem que não era outra coisa senão uma representação de “limpeza” do grande templo que, naturalmente, era preparado com maior antecedência, geralmente pelos escravos.

E o povo que costumava participar do “evento”, afora aquele outro que se integrava à festa e vinha pelos altos do Monte Serrat, como chagava nas proximidades dos Bonfim?

Da mesma forma que os saveiros que traziam lenha para Salvador provinda do Recôncavo e das Ilhas: simplesmente chegavam pelo Porto da Lenha, na base contrária à enseada e da mesma forma que em dias comuns de trabalho, subiam a ladeira ali próxima.


Porto da Lenha

Ainda no contexto da grande festa, como se explicaria o surgimento da “segunda feira da Ribeira”ainda fazendo parte dos festejos ao Senhor do Bonfim?

Não há outra explicação senão o fato de que a imagem do grande Santo e de Nossa Senhora da Guia, foram grandes hóspedes da Igreja da Penha por cerca de 10 anos enquanto se concluía a construção da Igreja do Bonfim.  Enquanto isto se faziam as homenagens conhecidas.


Igreja da Penha 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

BONFIM- O MAR COMO CONTORNO

BONFIM - O MAR COMO CONTORNO


A foto acima é por demais preciosa. É a grande igreja da Bahia e do Brasil. Dentro de poucos dias começam as festividades em seu louvor. Hoje, contudo, vamos destacar um detalhe precioso de seu entorno: por volta dos séculos dezoito e dezenove o mar chegava bem próximo à colina; Onde é hoje o Bairro Machado, Jardim Cruzeiro, Massaranduba, Uruguai,.Mares e  tudo o mais nas proximidades.era mar.Formava-se ali a extraordinária Enseada  dos Tainheiros. No seu entorno o elevado que tinha inicio na Barra e se estendia até Santo Tomé de Paripe e Aratu. Não havia nenhuma construção. Ninguém habitava o local.