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sexta-feira, 27 de maio de 2016

CONTINUAMOS COM A TOCHA OLIMPICA


Fizemos uma primeira postagem da passagem da Tocha Olímpica por Salvador. Hoje estaremos vendo um pouco de sua história incrível e mais detalhes de sua presença em nossa Capital. Teve momentos de grande emoção e todos inusitados. Por exemplo, andou também sobre as águas sagradas do mar da Bahia na Baía de Todos os Santos em standup Padlle.

. Teve tudo que merecia. Poderia ter sido feito muito mais, mas o que? Não encontro o que mais poderia ser feito por essa chama sagrada que tem Zeus como patrono, o deus olímpico da Grécia. Vejamos como era ele nas representações dos artistas como, por exemplo, assim:



Expressa força e determinação que o esporte requer

Filho do titã Cronos e de Reia, Zeus é o mais novo de seus irmãos; na maior parte das tradições é casado, primeiro com Métis, engendrando a deusa Atena e, depois, com Hera, embora, no oráculo de Dodona, sua esposa seja Dione, com quem, de acordo com a Ilíada, ele teria gerado Afrodite.[4] É conhecido por suas aventuras eróticas, que frequentemente resultavam em descendentes divinos e heroicos, como Atena, Apolo e ÁrtemisHermesPerséfone (com Deméter),DionisoPerseuHéraclesHelena de TroiaMinos, e as Musas (de Mnemosine); com Hera, teria tido AresÊnioIlítiaÉris,Hebe e Hefesto.[5]

“Como ressaltou o acadêmico alemão em seu livro Religião Grega, "mesmo os deuses que não são filhos naturais de Zeus dirigem-se a ele como Pai, e todos os deuses se põem de pé diante de sua presença."[6] Para os gregos, era o Rei dos Deuses, que supervisionava o universo. Nas palavras do geógrafo antigo Pausânias, "que Zeus é rei nos céus é um dito comum a todos os homens."[7] Na Teogonia, de Hesíodo, Zeus é responsável por delegar a cada um dos deuses suas devidas funções. Nos Hinos Homéricos ele é referido como o "chefe dos dA Grécia antiga cultuava o poder e o fogo. Na mitologia grega, Prometeu roubou o fogo de Zeus e deu aos humanos. Para celebrar a passagem do fogo de Prometeu ao homem, os gregos faziam corridas de revezamento. Os atletas passavam a tocha entre si até que o vencedor cruzasse a linha de chegada”.

Ficaria aqui por todo o tempo da vida, mas precisamos fazer outras coisas. Não fosse a grande colaboração da Dra. Desirèe Azzi |Gantois e não teria chegado nem a metade.

A TOCHA OLÍMPICA EM SALVADOR - 1

Tinha que ser. A Tocha Olímpica chegou a Salvador, primeira capital do Brasil...




E começou seu caminho pelo Pelourinho, onde, praticamente, se iniciou Salvador, que não é tão longe das Praças Municipal e Castro Alves. Pode se considerar essa área como um todo histórico inseparável (um mundo de afinidades e tradições que os unem).Lá, recebeu as homenagens da Banda Internacional do Olodum.  A chama da tocha crescia. Era evidente que se agitava com a vibração dos tambores e tamborins num reflexo singular e único que nunca mais se repetirá.





Em seguida ela desce de rapel pelo Elevador Lacedra, numa cena única e inusitada. Já está na Praça Cairu,em frente ao Mercado Modelo dos reis e rainhas que o visitam.







 Depois segue pelas ruas do comércio antigo, alcança o antigo Cais Dourado onde a Bahia vibrava com o comércio de tudo que vinha da Europa ( até sal, desde que era proibido, àquela época, fabricar qualquer coisa no Brasil). Alcança São Joaquim, Calçada, Dendezeiros e chega ao Bonfim, onde recebeu a benção do grande Santo junto com os Filhos de Ghandy. Não poderia ser diferente! O povo vibra. Era mais um momento inusitado, único. Nunca mais será visto neste século.






quarta-feira, 25 de maio de 2016

ARQUIBANCADA DE BENGALA NA ARGENTINA

Acordei cedo pensando em atualizar meu facebook e  blog. Tinha muito coisa atrasada. Estive fora por alguns dias. Por exemplo tinha a tocha olímpica que passou por salvador e outros assuntos. Passou em frente ao meu apartamento

Tinha a política e seus 200 ladrões da Pátria. Queria ver o próximo jogo do Barsa; tinha que me atualizar das lutas livres dessa semana no UFC. Gosto e fico admirado que após o encerramento de cada confronto, as duas feras,  arrebentadas, se abraçam e sorriem; tinha filmes da NetFlix para ver, enfim tinha tanta coisa que na minha ausência ficou para trás, por exemplo, os ladrões da Pátria. A cada dia surge mais um. Bandidões! E o povo pobre de nosso País sofrendo. 11 milhões de desempregados. Como pode uma coisa desta?. O que comem no dia a dia? E a dignidade indo embora. Deus tenha pena dessas pessoas. Dê aos novos dirigentes do País a inteligência necessária para resolver essa questão. Não vai ser fácil. Roubaram ou deixaram roubar o último centavo. Não sabem nem como começar. A cadeia pune, mas não resolve.

Mas eis que me deparo com o menino argentino, deficiente físico, dando uma de suas bengalas  a um amiguinho para que ele também pudesse assistir a um jogo de futebol de seu time preferido, o Rosário Central da Argentina. Jogava contra o Barsa de Neimar. Imperdível! Construíram uma arquibancada de bengala. Dava para ver o jogo.




Rosário Central - Lance de um jogo contra o Barsa de Neymar





terça-feira, 12 de abril de 2016

A BELA BACIA DO CABRITO NO SUBÚRBIO DE SALVADOR

Ao longo desses 6 anos que é o tempo da existência desse blog, fizemos uma série de postagens sobre a invasão dos Alagados do Porto dos Mastros. Seria o bastante não fosse novos elementos esclarecedores que a todo momento surgem.

Mostramos a ação impiedosa de aterragem de grande parte do mar desde as proximidades do Largo do Papagaio até principio da Ribeira, oferecendo todas as condições para a construção de milhares de palafitas que deram origem ao que  se chama “Alagados, hoje abrigando mais de cem mil pessoas.





No todo o que há de mais cruel e lamentável foi a tomada pelas palafitas do mar, desde uma das extremidades do Largo do Papagaio, ao lado da Fábrica de Tecidos dos Machado, ainda hoje com sua faixada em pé, até o principio da Ribeira. A partir dai se construiu um cais que se estende até o Porto da Lenha. Nesse espaço o mar foi respeitado até hoje. 

Antiga fábrica de produtos testeis no \largo do \Papagaio


Há quem duvide que essa contenção deveu-se a construção desse cais. Teria ajudado na decisão o fato de que ali se disputavam as famosas regatas de barco à remo. (Deve ter contribuído).
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Hoje temos uma prova mais cabal e consistente dessa contenção por um cais. Está ali, na própria Baía de Itapagipe!  Referimos-nos a Bacia do Cabrito nas proximidades. Nela não houve invasão de palafitas ou o quer que seja.


Em seguida publicamos  uma foto do seu interior:


Bacia do Cabrito- \bucólico- acolhedor - poético

Não houve invasão de palafitas e ate o mangue foi relativamente preservado.

Beira-Mar do Cabrito

A bacia ainda com mangues

Mas nada é por acaso. O cais que contorna toda a ||Bacia do Cabrito foi construído para sustentar a ferrovia que se ia construir no local, ligando  Salvador ao  Rio São |Francisco; Parte dela passaria pela |Bacia do Cabrito. e em 28 de junho de 1860 foi inaugurada.pela empresa Bahia and San  Francisco Company,O trem contornava toda a Bacia do Cabrito.até que em 1952 foi inaugurada a \ponte São João, ligando Lobato a Pla
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sábado, 2 de abril de 2016

BAIA DE ITAPAGIPE

Diz-se que no momento da decisão de onde seria construída Salvador, Tomé de Souza e seu arquiteto Luiz Dias, cogitaram escolher Itapagipe como local da nova cidade, possivelmente movidos pela extraordinária beleza  de seus contornos e da existência de “elevados” (montes, por exemplo), que permitiria uma visão do espaço que se cogitava preservar contra ataques de inimigos.
Itapagipe tinha tudo isto, mas apresentava claramente uma grande inconveniência; ficava no fundo de uma baia e poderia ser isolada de abastecimentos de diversas ordens.

Prevaleceu então o bom senso. Optou-se então por um local elevado, praticamente na entrada da baía, protegendo-a e  construir-se-iam alguns fortes como foram os casos dos fortes  Santo Alberto na Jequitaia e Monte Serrat bem lá atrás. De sobra ainda se contava com o Forte do Barbalho e do Santo Antônio, mais ao alto.

Estabelecida a cidade, desenvolvida sua estrutura, de logo se apresentou  um grave problema. Ela não tinha um porto. Os navios ficavam ao largo. Mercadorias e passageiros usavam balsas para alcançar os melhores pontos de desembarque, praticamente na praia.

Iniciaram então os trabalhos de aterro com lixo proveniente da cidade alta. Tudo seria jogado em baixo. Há os que são de opinião que foi usada areia e terra. De onde, há de se perguntar? Fiquemos com a primeira hipótese, apesar de altamente degradante, mas com mais lógica.

Uma prova absolutamente incontestável de que o lixo da cidade alta era jogado na cidade baixa que ainda se formava, é a disposição das casas feitas em toda a encosta de Salvador, desde a Barra até Pirajá. Todas, mas todas mesmo, têm o fundo voltado para o mar, a fim de facilitar o processo natural de despejo das coisas de todas as pessoas.

Mais do que palavras, vejamos como era a Baia de Itapagipe antes dos aterros que se fizeram


   Originalmente era assim


As invasão do mar por palafitas (em azul)


Hoje é assim  a Península de Itapagipe



A ponte

 Baia de Itapagipe - O cais não deixou as palafitas dominarem - Ainda hoje é assim


Belíssima imagem da Bacia do Cabrito \\(Arquivo de Desirèe Gantois)

domingo, 27 de março de 2016

CANOAS A VELA TRANSPORTAVAM PESSOAS ENTRE PLATAFORMA E RIBEIRA

Antigamente, mais ou menos ente 1940 e 1950, o transporte de pessoas entre Plataforma e Ribeira era feito através grandes canoas à vela. Quem morava em Plataforma usava quase que exclusivamente esse meio de transporte.



Estranhamente não há nenhum registro desse sistema de transporte, inclusive na internet, que geralmente aborda a grande maioria dos fatos e não se diga que não era importante. Era! Milhares de pessoas, dia e noite, usavam-no.

Infelizmente, o sistema foi proibido pela Prefeitura após um naufrágio de um dessa canoas, justamente num segunda-feira Gorda da Ribeira, quando o povo em terra se divertia atrás de blocos  puxados por instrumentos de percussão (ainda não havia sido inventado o Trio Elétrico).

Após um bom período de entendimentos entre os proprietários dessas canoas e a Prefeitura, resolveram voltar ao sistema, contudo, em vez de velas as canoas usariam motor de popa, sistema que durou até o ano de 2014, mais precisamente no dia 14 de setembro desse ano.


Já que estamos num momento de correções, vale a pena fazer uma correção urgente sobre o significado do nome Plataforma. Diz a Internet que se tratava de uma balsa (uma plataforma) que transportava passageiros entre as duas localidades.

Em verdade, nunca existiu essa balsa, a não ser que tenha sido no século XIX ou até antes. Não há registro. Por outro lado,  da Ribeira ou Penha, não há sinais de que em qualquer lugar tenha havido uma plataforma.

Aprofundando um pouco mais a questão os dicionários da vida referem-se a |"plataforma" à Plataforma como sendo uma área plana e elevada o que não é, evidentemente "Plataforma", elevada mas não plana.


\Plataforma e uma bala abaixo.





sexta-feira, 18 de março de 2016

GABRIEL SARAIVA PRIMEIRO RADIO ESCUTA DA BAHIA

Em todas as partes do mundo sempre existe nas cidades uma pessoa que se destaca por qualquer razão excêntrica, seja pela idade (uma vitória), seja por um procedimento  que não é comum.
Salvador sempre teve estas figuras do conhecimento de todos geralmente por um procedimento pouco comum. Não achamos necessário citá-los; a maioria conhece.

Na maioria das vezes a razão é de ordem psicológica, infelizmente.

Hoje, entretanto, vamos focalizar uma dessas pessoas que nada tem a ver com qualquer distúrbio psicológico, queremos crer. É absolutamente normal. Inteligência perfeita, tudo enfim nos seus devidos lugares.

Queremos nos referir a Gabriel Saraiva, antigo morador de Itapagipe. O que há com ele? Apenas usa uma gravata com o escudo do Botafogo do Rio de Janeiro e, de sobra, o do Bahia para não irritar a torcida tricolor. Sua paixão, entretanto, é mesmo o Botafogo e poucos sabem a razão.
Talvez agora venhamos a saber, porque está sendo publicada uma biografia sobre a sua vida da autoria do professor Eliezer Cezar.

É Botafogo ou Bahia, a paixão de Gabriel? Vamos comprar o livro. Eu, por exemplo, estou ansioso, desde que conheço Gabriel desde quando era menino, apesar de não considerar que tenhamos tido uma amizade. Apenas nos conhecíamos e nos falávamos ligeiramente.


Morava no na Av. Beira Mar na altura do Poço.

Geralmente uma figura como a de Gabriel e sua paixão por um clube é salientada nos anais do clube. No caso do Botafogo não temos nenhuma certeza se tal aconteceu.