


Dizíamos naquela oportunidade que, nessa residência teria morado o Padre Antônio Vieira. Somente morado, desde que o grande sacerdote de nacionalidade portuguesa, só chegou ao Brasil em 1614, ainda menino. Logo, ele não patrocinou a construção do imóvel como às vezes é citado. Residia no centro de Salvador com seus pais. Presume-se que a construção tenha sido realizada por quem herdou esse pedaço de terra do Conde Garcia D’Avila ou o próprio, ele que era proprietário de todo esse espaço e tantos outros. O difícil é saber qual dos Dias d’Ávila foi realmente o responsável pelo feito. O primeiro deles chamava-se Garcia de Souza d’Ávila e era filho de Thomé de Souza. Faleceu em 1609, dez anos antes do ano que a placa aponta (1619). Não pode ter sido ele. Em seguida vieram: Francisco Dias d’Ávila, Garcia d’Ávila II, Cel. Francisco Dias d’Ávila, Francisco Dias d’Ávila Pereira e Cel. Garcia d’Ávila Pereira III. Esse último nasceu em 1680 e faleceu em 1734. Está fora de cogitação. Deve ter sido o penúltimo deles, o Francisco Dias d’Ávila Pereira.
Completávamos, ela foi construída na parte mais bem protegida da ponta. Originalmente, tinha quatro lados avarandados a fim de aproveitar a amplitude do local. Hoje possui apenas três lados, desde que a parte anterior ao mar foi terrivelmente sacrificada.
Como isto aconteceu? Naquela oportunidade dos blogs de 2009, juntamos as duas fotos seguintes:.
Em lugar da varanda com as seis colunas, construíram um paredão divisório na casa ao lado. A seta indica-o.
Já na foto acima, vê-se uma coluna embutida na parede. Mais cinco dessas colunas faziam parte desse lado onde se encontra hoje a referida parede. Foram todas demolidas. A casa que tinha quatro lados avarandados; hoje só possui três.
Não temos a menor dúvida desse detalhe. E para comprovar o que se está dizendo, eis que nos chega às mãos uma pintura do artista baiano Diógenes Rebouças, justamente desse pedaço da Bahia.
Mostra a igreja em destaque e ao seu lado esquerdo o casarão de 1619, ainda livre das casas ao lado, principalmente aquela que lhe é junto. Vê-se, apenas, após o casarão, uma construção de dois andares relativamente bem afastada.
A verdade tarda, mas não falha.

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