Antigamente era uma fazenda pertencente à família Saldanha. Devia chamar-se “Fazenda Saldanha”. Posteriormente, uma religiosa da Igreja Católica se estabeleceu no local junto com outras freiras, e passou a se chamar “Quinta das Beatas”. Durou até 1960 quando o rábula e político Cosme de Farias ali se estabeleceu, e de imediato o povo passou a chamar o local de “Cosme de Farias”.
Uma volatilidade urbana repleta de indefinições. Inicialmente não se tem registro qual Saldanha foi dono daquelas terras. Em seguida, surge uma freira e ninguém sabe o seu nome, se pertencia à família Saldanha ou lhe fora doada a propriedade. Por fim o major vem morar no local e, de imediato, o bairro muda de nome.
Essa última mudança ocorreu em 1960 – não faz muito tempo - e já se perde no tempo informações relevantes da história desse bairro.
Se qualquer sorte estivemos olhando o bairro e nos impressionou o índice de ocupação. Impressionante! Não tem um pedaço do que foi a outrora mata de Brotas que não esteja ocupado, não importando que seja uma escarpa ou o fundo do vale. Está tudo tomado e quase todas as habitações são de baixa qualidade. Talvez esteja ali o maior aglomerado de favelas de Salvador. Só os Alagados de Itapagipe e sua ampliação pelos morros ao redor, pode servir de termo de comparação.
O bairro pode ser divido em sete comunidades: Alto do Cruzeiro, Alto Formoso, Baixa da Paz, Baixa da Silva, Baixa do Sossego, Baixa do Tubo e Campo Velho.
Em seguida o povo foi ocupando seus espaços e hoje Cosme de Farias é um imenso bairro, quase todo ele constituído de casas eminentemente populares.
Uma volatilidade urbana repleta de indefinições. Inicialmente não se tem registro qual Saldanha foi dono daquelas terras. Em seguida, surge uma freira e ninguém sabe o seu nome, se pertencia à família Saldanha ou lhe fora doada a propriedade. Por fim o major vem morar no local e, de imediato, o bairro muda de nome.
Essa última mudança ocorreu em 1960 – não faz muito tempo - e já se perde no tempo informações relevantes da história desse bairro.
Se qualquer sorte estivemos olhando o bairro e nos impressionou o índice de ocupação. Impressionante! Não tem um pedaço do que foi a outrora mata de Brotas que não esteja ocupado, não importando que seja uma escarpa ou o fundo do vale. Está tudo tomado e quase todas as habitações são de baixa qualidade. Talvez esteja ali o maior aglomerado de favelas de Salvador. Só os Alagados de Itapagipe e sua ampliação pelos morros ao redor, pode servir de termo de comparação.
O bairro pode ser divido em sete comunidades: Alto do Cruzeiro, Alto Formoso, Baixa da Paz, Baixa da Silva, Baixa do Sossego, Baixa do Tubo e Campo Velho.
Em seguida o povo foi ocupando seus espaços e hoje Cosme de Farias é um imenso bairro, quase todo ele constituído de casas eminentemente populares.


O nome do bairro homenageia um grande homem: Cosme de Farias, nascido em 1875 e morto em 1972. Viveu 97 anos. Quando ele nasceu havia apenas 55 anos que o Brasil era independente de Portugal. Quando tinha 13 anos de idade, Cosme de Farias vivenciou a abolição da escravatura .Presenciou a Proclamação da República que se deu 15 de novembro de 1889.
Não teve condições de se formar. Cursou apenas o primário, mas isto não o impediu de exercer a advocacia como “rábula”.
Àquela época era possível. O Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil -lei 4215/1963 assim dizia: “Compunham seu quadro advogados, estagiários e provisionados.
Cosme de Faria era um provisionado. Tinha autorização para atuar como advogado, chamado “rábula”.
Fez defesas brilhantes: uma das quais passou à história. Defendeu no tribunal
nada mais nada menos do que Sérgia Ribeiro da Silva a cangaceira Dadá, mulher de “Corisco”, o “diabo louro’ do cangaço baiano.

“Numa certa feita, em metade do século XX, estava na platéia durante o júri de um acusado de homicidio, crendo que este estava sofrendo injustiça, ele se levantou e começou a andar pelo Tribunal do Júri, cabisbaixo, como se tivesse perdido algo, quando foi questionado sobre o que estaria procurando e ele
prontamente respondeu: “A Justiça, meu senhor, que nesta casa anda escondida […]”.
(Comunicação verbal ouvida no Fórum).
Também foi jornalista sem nunca ter sido veiculado a nenhum jornal. Através de “bilhetinhos” e pequenos presentes (bolacha de goma era seu preferido), pedia aos redatores a publicação de suas matérias. Sempre conseguia. A luta pelo analfabetismo foi a sua marca.
Foi deputado estadual em 1914 e vereador em diversas legislaturas.
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