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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

ESTÁDIO DA FONTE NOVA- BERIMBAU DO TEMPO

O futebol está na ordem do dia. O Brasil deverá sediar a Copa do Mundo de 2014 e a Bahia será uma das sedes do grande certame. Alguns estados preferiram reformar os seus estádios. Outros optaram por fazer novos estádios, mantendo os que já têm e ainda outros, botaram abaixo o que tinha para construir no local um novo estádio. A Bahia está neste último caso. Tinha a Fonte Nova e a demoliu. E daí? Qual é o problema?

Não é só um problema, são dois. Ao tempo em que demoliram o estádio de futebol, demoliram também as piscinas e o ginásio de esportes. Resultado, Salvador ficou sem piscina e sem ginásio de esportes e vai levar tempo para se construam esses equipamentos em outro local.

Em conseqüência, certames nacionais dos esportes de piscina e de “ginásio” não serão realizados em Salvador durante muito tempo. Quem quiser vê-los, terá que assistir pela televisão. Às vezes, até é mais atraente, há de se confessar, contudo, o prejuízo técnico que a falta desses equipamentos causará ao esporte da Bahia é incalculável. Toda uma geração de atletas estará seriamente prejudicada. É o caso do Clube Olímpico da Bahia que treinava nas piscinas da Fonte Nova e acabou de pedir desfiliação à Federação Baiana de Natação. Era um celeiro de grandes nadadores. Fez até um campeão mundial.

Isso é parte de uma realidade, um dos lados da moeda. Vamos dizer que é “CARA”. Já o outro lado, a “COROA” poderá significar o coroamento da construção de um belo estádio com vistas à Copa do Mundo de Futebol, evento que é do interesse de toda uma coletividade, seja ela esportista ou não, goste ou não goste de futebol, pois o que está em jogo é a construção de um monumento de nossa cidade, num dos locais mais belos que ela possui, por onde passa todos os dias centenas de milhares de pessoas e olham, queiram ou não, o andamento dessa gigantesca obra de engenharia.

Claro que este blog não poderia ficar à parte dessa realização. Isso também é história, história de nossa cidade, história moderna.

Somente estávamos em dúvida sobre a melhor forma de registrar o fato e ele estava ali, às nossas vistas, todos os dias que passávamos nas proximidades. O berimbau sustentando um marcador eletrônico de dias, no caso, dos dias que faltam até o grande evento.

Na Bahia o registro desse extraordinário evento tinha que ser sustentado por um dos maiores símbolos de nosso folclore que tem como finalidade marcar o compasso da dança.

Efetivamente, não sabemos se o autor dessa peça teve a intenção de marcar o compasso do tempo com a escultura de um berimbau ou apenas ele está ali como sustentação fisica e material de um marcador eletrônico.

Seja como for, registramos como tendo sido “um compasso do tempo” e quem o diz bem é nosso amigo de longos anos, médico e professor dos mais renomados, parceiro de grandes mergulhos na nossa costa, Dr. Ângelo Decânio Filho:

“A capoeira baiana é um processo dinâmico, coreográfico, desenvolvido por dois parceiros, caracterizado pela associação de movimentos rituais, executados em sintonia com o ritmo ijexá [1], regido pelo toque do berimbau, simulando intenções de ataque, defesa e esquiva...

Mais, diz o grande mestre: Todos os movimentos possíveis do corpo humano são admissíveis no jogo da capoeira, desde que realizados a partir do gingado, em concordância com o toque do berimbau...


Pois é esse berimbau que vai marcar os movimentos construtivos da grande obra; como ela crescerá aos poucos a partir do solo barrento da Fonte Nova até se tornar uma grande casa de espetáculos.

Se passamos pela emoção de registrar o cataclismo da implosão do ex-estádio em postagem memorável, haveremos de tempos em tempos de registrar o crescimento das novas estacas, brotando da terra até as alturas de sua cobertura extraordinária।



Abaixo fazemos o nosso primeiro registro do estágio da obra:

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