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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

BONDES- BOMFIM COM ‘’M’

A nossa postagem sobre os bondes de Salvador já está repercutindo entre os nossos leitores. Muitos estão nos oferecendo fotos dos antigos bondes, numeração das linhas, trajetos e mais não sei quantas coisas.

Dentro do possível, haveremos de aproveitar cada informação e formatá-las em próximas postagens. O primeiro da lista, o nosso amigo José Dortas, grande mergulhador dessa Baía de Todos os Santos, nos enviou as seguintes fotos, das mais preciosas:



Na sequência, o amigo de Itapagipe, acrescentou duas outras ainda mais preciosas e interessantes:

A primeira delas, um bonde e outro a reboque na porta do Elevador Lacerda, parte de baixo.
 
O bonde vinha pela Rua Portugal; passava em frente à antiga Alfândega (hoje Mercado Modelo); virava à esquerda pela lateral do antigo Mercado Modelo, em seguida, curvava ainda à esquerda e parava em frente Elevador Lacerda.
 
A seta amarela indica o referido bonde, encostadinho ao antigo Mercado Modelo. Vai em direção ao Elevador Lacerda após virar à esquerda.


A outra grande foto do Dortas impressiona. Um bonde está parado em plena hoje Avenida Dendezeiros do Bonfim. Alguns passageiros estão do lado de fora. Possivelmente ou o bonde quebrou ou faltou energia. Sim! Tinha também esta de faltar energia. Era um grande problema. Às vezes demorava de voltar.
 
Além disto, a foto tem outros detalhes importantíssimos na recuperação dos velhos tempos. Isto para um pesquisador é como encontrar uma mina de ouro. O primeiro deles, diz respeito à vegetação em torno da grande avenida. Palmeiras minha gente até quase à colina que se vê ao fundo! Certamente, quando do alargamento da avenida, elas foram sacrificadas.
 
Porque não sacrificaram o outro lado? Possivelmente porque desse lado construir-se-ia a Vila dos Dendezeiros da Polícia Militar e, consequantemente, com o passar dos anos, o Hospital de Irmã Dulce, desde que o espaço do mesmo foi uma cessão de posse da Vila Militar à Santa da Bahia. No local funcionava a cavalariça da vila.
 

O segundo “grande” detalhe dessa foto é a inscrição contida fora dela, na sua parte inferior. “Bahia, Roma – Bom  Fim”.

Bomfim com “M” antes de “F”. Estranho, não é?

Nem tanto. A Prefeitura de Salvador também escrevia assim. Veja uma de suas placas de rua:


A respeito tivemos oportunidade em 21 de outubro de 2009 escrever uma postagem sobre o assunto.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009

HISTÓRIA DE SALVADOR- CIDADE BAIXA - O VERDADEIRO NOME DA IGREJA DO BOMFIM

Quando este blog foi criado, afirmamos que as informações nele contidas seriam fruto de pesquisas em diversas fontes e conhecimento do lugar. Moramos muitos anos na Cidade Baixa, entre infância no Canta Galo e juventude em Itapagipe.
Não fosse a experiência advinda dessa vivência, seria impossível ou pouca produtiva a ação da própria pesquisa. Ou levaríamos anos para realizá-la ou a faríamos de forma pouco convincente.

Um evidente erro de gramática. “Antes de "F" não se põe M”. Mas aí está a placa da Prefeitura. Bem no Largo de Roma. Têm outras por toda Itapagipe, indicando o caminho do Bomfim. Tem uma na Praia do Bugari. Têm mais duas bem próximas da Colina: uma no final da Avenida Dendezeiros do Bonfim e outra no final da Rua da Imperatriz, quase esquina com a Baixa do Bonfim. Todas indicam Bomfim com “m”.
Resultado: malho na Prefeitura. Como se faz uma coisa desta? Inclusive ela própria se contradiz, quando na placa indicativa do nome da Avenida Dendezeiros está lá escrito Bonfim com “n”. Avenida Dendezeiros do Bonfim.
Mas será que está errado mesmo? Será que o nome do Santo é com M e não com N. Foram feitas pesquisas de todos os lados, consulta e surpresa, o verdadeiro nome do Santo é Senhor Bom Jesus do Bomfim. A imagem foi trazida de Portugal pelo militar Teodósio Rodrigues de Farias. Ela é de Setubal naquele País e lá o santo chama-se Bom Jesus do Bomfim de Setubal.

Como surgiu o nome Bomfim lá em Portugal. Diz-se que a imagem foi encontrada próxima a Setubal (sempre a imagem foi “encontrada” e não “feita”). A partir do seu descobrimento procurou-se dar a mesma um “bom fim”. Ficou sendo Senhor Bom Jesus do Bomfim. Pode ser também o bom fim de todas as coisas, o bom fim da vida ou o bom fim da morte. Que tudo tenha um bom fim, este é o nosso desejo, poderíamos dizer para alguém que persegue um objetivo ou tenta a solução de um problema. (REF: CARVALHO FILHO – 1932).

Não foi por outra razão que o militar Teodósio Rodrigues de Farias que tinha uma patente alta na hierarquia das forças armadas portuguesas, portanto um homem com algum conhecimento das coisas, possivelmente de gramática, ao registrar a Irmandade dos Devotos do Senhor do Bomfim, o fez acertadamente com M. Ele era de Setubal.E agora? Vale o registro Bomfim ou vale a tradição do nome Bonfim? Briga boa!

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