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segunda-feira, 4 de março de 2013

ERA UMA VEZ AS BARRACAS DE PRAIA DE SALVADOR


Havia uma esperança no ar de que o novo Prefeito solucionasse o caso das barracas de praia de Salvador. Sempre há uma expectativa de grandes soluções quando se renova a direção política de uma cidade. Contudo, no caso das barracas de praia, parece que a coisa é definitiva. O Ministério Público não quer que elas voltem e ponto final.
Enquanto isso a população fica sem entender porque só em Salvador existe esta proibição. Será que somos os mais inteligentes, os mais urbanistas, os mais higiênicos, os mais de todas as coisas? Não devemos ser! Em verdade, no caso específico, estamos sendo retrógados e incompetentes.
Esta análise pode ser feita se confrontarmos a situação de outras capitais do nordeste com a nossa. Em todas elas, as barracas são uma das grandes atrações de suas praias.
Inicialmente, a natureza nos deu as praias e o mar em frente, muito embora existam praias sem mar: pode ser um rio ou um lago.  Às margens do São Francisco, encontramos algumas.
O homem não satisfeito com o formato das praias que Deus lhe deu, iniciou o acréscimo de acessórios que lhe desse mais atrativo e comodidade. Um dos primeiros foi o guarda-sol, usado contra a incidência solar, na maioria das vezes prejudicial à saúde. Na sequência, vieram as cadeiras para se sentar em baixo desses guardas-sol.   As toalhas completavam essa primeira etapa.  Mas havia a sede e a fome a serem saciadas. Começou a levar água e lanches rápidos.  Talvez fosse a parte mais trabalhosa dessa faina e foi por aí que começou a aparecer os primeiros vendedores ambulantes para satisfazer essa necessidade. Verdade que em Salvador já havia a mulher do acarajé e do abará, mas faltava a bebida. Era um novo campo de trabalho e de rendimento. Surgiram as primeiras barracas, onde se podia estocar as bebidas e ampliar o abastecimento de tira-gosto e mesmo refeições completas. Com o tempo, foram ampliadas e aumentou o leque de serviços, como chuveiros e até sanitários. Começou a empregar muita gente.  Milhares de pessoas. Ganhou uma razão social. Por outro lado, contribuía para o desenvolvimento do turismo do qual depende a maioria das capitais dessa região. Passou a ter uma importância econômica.
Nesse ponto, entretanto, aproveitando uma celeuma entre a Prefeitura e os barraqueiros sobre um novo modelo de barracas, o Ministério Público intervêm e numa semana põe abaixo quase um milhar de barracas.
Até hoje, a maioria das pessoas não entendeu as razões dessa medida, absolutamente extrema. De principio titularam a Prefeitura como mandante do feito e esta sem a comunicação devida como que aceitou o mando. Não esclareceu com veemência que não foi ela a causadora do estrago. Para se ter uma ideia, a maioria dos barraqueiros tem a certeza de que foi ela a mandante. Na campanha eleitoral esta autoria foi ventilada.
Outra coisa intrigante, isto é, que ninguém entende, é que não se procurou uma outra alternativa de serviço de gastronomia para a nossa cidade. Por exemplo, no período foram inauguradas em Salvador três praças nas proximidades de praia, uma na Pituba, outra em Ondina e uma terceira em Itapagipe. Em nenhuma delas se fez um centro gastronômico para permanência do público no local e saciamento de sua sede, fome e descanso. Parece que ficaram com medo. Essa a impressão que nos causou.
Enquanto isto, vamos apreciar a foto de uma barraca de praia em Aracaju que está carriando grande parte dos turistas que vêm ao Nordeste. Dá para ter uma praia mais divertida! Só praia, é por demais causticante.
Cuidado! É apenas em Aracaju.

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