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sexta-feira, 1 de junho de 2012

vO PRIMEIRO DE ABRIL DA PINTURA DA IGREJA DOS MARES

No último dia 1º de Abril (logo esse dia?) passando pelo Largo dos Mares fomos surpreendidos pelo inicio da nova pintura da Igreja dos Mares. De verde!

De imediato, ainda no trânsito, tiramos uma foto da mesma, comendo parte da torre e em meio aos carros e pessoas passando apressadas. Publicamos a mesma numa postagem, pedindo desculpas pelas incorreções fotográficas. Achamos estranho que a famosa igreja estivesse sendo pintada dessa cor, absolutamente inusitada para um templo – qualquer um. Seria talvez o primeiro no mundo a ter essa ousadia colorida. De imediato um leitor. Teólogo e Pesquisador da História da Bahia, o Senhor Jorge Luiz de Abreu fez o seguinte comentário no próprio blog:



"Estimado Professor, na verdade fiquei muito curioso com aquela pintura, não me contive e fui até a própria igreja fazer uma pequena pesquisa. Lá, uma pessoa da irmandade me atendeu e passou a contar o que na verdade estava acontecendo: tratou-se de um protesto para chamar atenção da Arquiodocese para o estado de conservação da igreja e também o processo de pintura que pedia uma tinta para servir de base, não sombreando o cinza e o bege vindouros.
Convenceu-me a justificativa e sobretudo a pintura que aí estar,
É uma obra de arte do Neogótico. Um grande abraço. Pas e bem.
Jorge Abreu. Teólogo e Pesquisador da Historia da Bahia.

Isto é, o professor foi conferir pessoalmente a tal da pintura e como se vê acima, uma pessoa da irmandade explicou que tratava-se de um “protesto para chamar atenção da Arquiodocese para o estado de conservação da igreja”. Complementou: “ o processo de pintura pedia uma tinta forte para servir de base para o cinza e o bege vindouros”. O professor ficou satisfeito com as explicações. Nós não! Sente-se incríveis contradições nas justificativas apresentadas, além de deixar transparecer certa desorganização administrativa, que não cremos que haja. Chamar a atenção da Arquiodocese, gastando dinheiro à toa com tinta, andaimes e operários, não é coisa que se faça. A situação ficou ainda pior quando o homem afirmou que aquele verde era uma “tinta forte para servir de base para a cinza e o bege, vindouros”. Em verdade, para o caso da pintura da igreja que fazia tempo não era pintada, seria necessário a aplicação do chamado selador ou fundo preparador. Como o próprio nome está a dizer “prepara a parede para receber a pintura definitiva”. Por outro lado, devido igualmente ao longo tempo sem pintar, as paredes da bela igreja deveriam estar com pequenos buracos provocados pelo tempo. Talvez outros pequenos estragos. Teriam que ser rebocados ou “selados”. Evidentemente, que o artífice deste imbróglio deve ter levado um “pito” da Arquiodocese daqueles que deixam marcas, desde que a matéria também saiu na imprensa escrita. Estranho também foi a imediata reação de quem de direito. De imediato, mandou pintar a igreja como deveria ser. Foi impactante o protesto. Será que este procedimento é permitido nos trâmites da Igreja Católica, isto é, da Arquiodocese? Se a moda pega, aquela igreja que esteja precisando de pintura é bastante  o responsável pintar um pedaço com uma cor estrabólica e está resolvida a questão. Mas será que o verde com o qual foi pintada parte da igreja é tão estrabólico assim? Poderia ter sido de outra tonalidade de verde. São tantos. Vejamos quase todos:
No caso da igreja, parece que usaram ou o verde lima ou o verde abacate. Uma das duas. Marcou! Grande 1º de Abril!

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