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terça-feira, 27 de março de 2012

E AS NOSSAS BARRACAS DE PRAIA?

Deparei-me outro dia com a foto acima. É de uma barraca de praia de Fortaleza-Ceará. Parece um hotel, um parque, algo assim, menos uma simples barraca de praia.

Em Salvador já tínhamos algumas buscando esse padrão. Um luxo! O banhista unia o útil ao agradável. Útil, o banho de sol e de mar; agradável, a cervejinha e o caranguejo depois do banho, afora a sombra..



 


 
Esta festa acabou!
 
Há outro detalhe importante. Muitas pessoas, principalmente idosos, que já não tomam banho de mar e sol frequentemente ou nunca tomam por questões que todos conhecem, tinham nas barracas um “oásis” em meio ao sol implacável. Até os turistas de passagem, usavam suas dependências para descansar um pouco de tanto andar. Outro dia, na imprensa, um se manifestou a respeito. Lembramo-nos do que ele disse: “As praias de Salvador são muito bonitas, mas não são acolhedoras”. Referia-se às barracas que haviam sido retiradas de toda a orla e que ele gostava quando aqui esteve outras vezes.



Destruição implacável
 
Vejam o termo usado pelo visitante: “acolhedoras”. Não é o que cara tem razão. As barracas “acolhiam” as pessoas, não somente fisicamente, mas também interagiam com elas através o atendimento das pessoas que trabalhavam nelas. Não era necessário falar inglês. Um simples sorriso era bastante para um perfeito entendimento pessoal.

Mas a cerveja e o refrigerante continuam sendo servidos na praia. Certo! Contudo, a “emenda ficou pior que o soneto”. Um monte de horríveis isopores e guardas-sol mofados estão infestando as nossas praias em quantidade superior às então barracas.

É claro que isto iria acontecer. Admitamos que na antiga barraca trabalhassem 10 pessoas:o proprietário, a esposa ou o filho, o cozinheiro, e mais 5 ou 6 garçons. Pelo menos a metade desse pessoal optou pelo isopor, quintuplicando o número de pontos de vendas.

Se eram 500 barracas, virou 2.500 pontos de venda de cerveja e refrigerante enchendo as nossas praias. É um visual terrível, verdadeiro “mercado persa”.

E tem outro problema que levantamos outro dia. A questão da higiene desses isopores. Como se sabe, eles são guardados em lugares pouco recomendados, até em cantos de ruas. Devem sofrer contaminação provocada por ratos e baratas.





Será que eles são higienizados antes da colocação dos produtos e gelo? Se não são, as latas de refrigerantes e cervejas serão contaminadas. Nada adianta aquela cobertura que agora estão colocando na parte superior, pois toda a lata estará contaminando as mãos.

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