ATÉ HOJE JÁ TIVEMOS MAIS DE 400 MIL CONTATOS

quarta-feira, 10 de abril de 2013

ARENA FONTE NOVA OU ITAIPAVA ARENA FONTE NOVA? EIS A QUESTÃO!

No dia de ontem fizemos uma postagem sobre a Arena Fonte Nova. Extranhávamos a inclusão de uma placa na frente do estádio - setor sul- aquele que dá para o Dique do Tororó, com os seguintes dizeres:

                             ITAPAVA ARENA FONTE NOVA

Inicialmente, ligamos o feito a uma contra partida provisória, ou seja, é sabido que Itaipava patrocinou a colocação da grande fita do Senhor do Bonfim em torno do estádio no dia de sua inauguração. Em contra partida,  a Itaipava teria ganho o direito de colocar uma placa em frente ao estádio ligando o seu nome ao da Arena Fonte Nova. Parecia não ser nada definitivo, até prova em contrário.
Hoje estamos sabendo pela Internet que o governador teria confirmado que o nome oficial do novo estádio seria mesmo ITAIPAVA ARENA FONTE NOVA. Isso mesmo, com todas as letras. A empresa está disposta à pagar dez milhões por esse direito por longos 10 anos.  

Mas o que se extranha? É comun as empresas de bebida, principalmente, colocarem placas de propaganda em torno do campo de futebol. Outras ligam o seu nome a um determinado torneio ou campeonato. É um merchandising lucrativo para o órgão que administra o estádio. Corretíssimo! Não se compreende, entretanto, que se queira acrescentar o nome de um cerveja ao nome oficial do estádio que é um patrimônio esportivo da cidade.

Mas será que haveria uma razão mais forte para essa inclusão? Por exemplo, o nome da cerveja ligado ao local do estádio: ao Dique do Tororó onde ele está proximo? À Bahia como um todo ou a Salvador, sua capital?
Parece que não! Em tupi-guarani, desde que Itaipava é uma plavra indígena, significa "pedra que chora". Sem dúvida romântico, mas no âmago, triste. Os poetas dirão que ela é  bela e realmente o é quando se toma conhecimento do seu formato magnifico nas Serras de Petrópolis; seu significado, entretanto, pode lembrar tristeza.
Itaipava
Vamos reproduzir uma das suas descrições:
"A Pedra de Itaipava com seus 1.369 metros de altitude pode ser vista de boa parte da cidade Imperial, mas ela é melhor apreciada a partir do centro comercial do distrito de Itaipava, pois é a elevação que mais destacada na região. Ela possui esse nome justamente porque escorre água de muitas das suas lages, pois Itaipava, em tupi-guarani, significa "Pedra que Chora" – outro nome pelo qual a montanha também é conhecida.

Ela possui um lindo formato de pirâmide, mas só conseguimos ver esse formato característico a partir do meio da caminhada. A caminhada para acessar seu cume é curta, mas é bem ingrime e feita a céu aberto, pois a vegetação é bem rasteira. De seu cume temos uma linda vista em 360 graus onde podemos ver bem de perto com destaque o centrinho de Itaipava, além de ser possível ver grande parte das montanhas de Petrópolis, como: o Alcobaça, a Mãe D'Água, a Serra dos Órgãos, a Jacuba, a Pedra do Cantagalo, o Morro da Mensagem e destaque para a vista de Araras e Maria Comprida que fica linda vista do cume da Pedra de Itaipava. É possível ver também as terras menos escarpadas que pertencem aos municípios de Miguel Pereira, Paty de Alferes e Paraíba do Sul".


Em não havendo nada como se constatou, busquemos o passado, por exemplo ao grande Ipiranga de muitas tradições; ao Guarani de Walter Passos; ao Botafogo de nosso parente Raul Balalé Gantois de Carvalho; ao Galicia da extraordinária Colônia Espanhola.

Nada foi encontrado. Teria sido a FIFA a culpada, ela que defende o direito de consumo de cerveja nos estádios, segundo ela, em todo o mundo o que não é verdade. Por exemplo, na maioria dos países árabes é proibido "beber" em público. Quem transgredir, morre. Queremos ver o dia que a a entidade máxima do futebol  marcar um mundial nesta região. Quem irá vencer a batalha alcoólica?

Muitos justificam a atitude perniciosa da Fifa como uma necessidade. Na Europa os estádios são muito frios. A cerveja ajuda a combater ou suportar o frio. Nesse caso, entretanto, seria melhor a nossa cachaça. Mais forte. De imediato já sugerimos algumas marcas, como:




Ai, no jogo de estréia do novo estádio o Vitória aplicou no Bahia um solene 5x1. Imediatamente seus torcedores mudaram o nome que o governo quer denominar o estadio: em vez de Itaipava Arena Fonte Nova, seria 51 ARENA FONTE NOVA. O estádio ficaria assim, visto do alto:
51 ARENA FONTE NOVA
(mais condizente com a realidade das coisas)
Outra realidade: a imprensa noticiou que o governador justificando a mudança do nome, teria afirmado que, oficialmente o nome do estádio é Complexo Governador Octávio Mangabeira.
Aí piorou!  Segundo os dicionários complexo seria um conjunto de coisas com relações entre si: um complexo de vitaminas; um complexo habitacional, um complexo esportivo.

O antigo Estádio Governador Octávio Mangabeira era um complexo exportivo. Ele próprio tinha além do campo de futebol uma pista de atletismo. No seu entorno existia o Ginásio Antônio Balbino para a prática de diversas modalidades esportivas e a Piscina Juracy Magalhães para a prática de natação e polo aquático. Posteriormente se fez outra piscina para aquecimento. Poderia ter sido chamada de Piscina Walter Figueredo, pelo seu empenho na construção da mesma.

Esse complexo foi implodido como se pode ver abaixo. Esqueçamo-lo. Teve sérios problemas, inclusive com perda de preciosas vidas humanas. Não deveríamos ressuscitá-lo como se está fazendo agora.

Implosão do antigo estádio



Nenhum comentário:

Postar um comentário