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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

SUGESTÕES E IDÉIAS AO NOVO PREFEITO


5ª parte – PRAÇA CAIRU
Vamos iniciar a postagem de hoje com uma foto maravilhosa da antiga Praça Cairu.
Vejam  ver como era esta praça antigamente, ainda ao tempo do antigo Mercado Modelo inaugurado em 1912  e incendiado em 1969.



É quase inacreditável. Fileiras paralelas de árvores nas laterais e no centro um grande e belíssimo gramado. Ao meio, a grandiosidade do belo monumento em homenagem ao Visconde de Cairu, economista, historiador, jurista, publicista e grande político brasileiro, ativo na época da Independência do Brasil.  Nesta foto vê-se ainda o antigo Mercado Modelo. Compunha  elegantemente o quadro. Extraordinário!

Não existe mais o antigo Mercado Modelo, incendiado para permitir o acesso à Avenida do Contorno. Ficou redonda. Do lado esquerda fizeram um estacionamento público, hoje tornado privado e à direita permitiram a instalação de dezenas de barracas que vendem artigos artesanais.

O monumento (belíssimo) sustenta-se  em meio à tormenta das barracas artesanais, mas quase não se percebe sua existência. Mistura-se com as “coisas” da praça e fica em segundo plano.
Outro monumento existente no perímetro é o chamado Fonte da Rampa do Mercado, em homenagem ao antigo Mercado Modelo, obra do escultor Mario Cravo. Está sempre sujo e a fonte não funciona.


Ainda na praça, à direita, sustenta-se por longos anos um prédio belíssimo. Ele é todo revestido de azulejos portugueses. Uma preciosidade. Caracteriza-se também pelas dezenas de janelas em sua fachada. Falou-se muito que seria um grande hotel, mas parece que a ideia  falhou (culpam a crise européia). Chegaram a colocar uma tela azul para limpeza dos azulejos. Hoje esta tela são trapos ao vento.

A área que acabamos de focalizar, juntamente com a do Pelourinho, é uma das mais  visitadas pelos turistas .Tem a magnitude do Elevador Lacerda, único no mundo com  o formato que tem; e tem o Mercado Modelo, sempre um convite pelas suas atrações artesanais e culinárias, afora o monumento em homenagem ao antigo Mercado Modelo e sua rampa famosa. Mais a esquerda, ressalte-se a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, cujas pedras de sua fachada vieram de Portugal, numeradas uma a uma; por outro lado, é uma das primeiras igrejas do Brasil, em considerando a Ermida mandada construir por Tomé de Souza nas proximidades de 1549/1950. Afora tudo isto, tem o casario centenário compondo o cenário.

Por essa e outras razões que se poderia acrescentar, este é um lugar que mereceria dos prefeitos de nossa capital a maior atenção. É como se fosse uma sala de visitas; deveria estar sempre bem cuidada, mesmo que os quartos e a cozinha  não estejam lá essas coisas.

Mas como se viu pelas fotos, não é o que vem acontecendo ao longo dos anos. Não se trata de focar apenas a gestão do atual prefeito. Não foi ele que incendiou o antigo Mercado Modelo; como também não foi ele que fez a reforma para pior da Praça Visconde de Cairu. Era retangular, com dezenas de árvores no seu contorno;  um extenso gramado combinado com calçamento de pedras portuguesas formando belos desenhos. Também não foi ele que permitiu o funcionamento de dezenas de barracas de produtos artesanais em plena praça, fazendo concorrência com os comerciantes de dentro do mercado que pagam seus impostos e taxas respectivas, bem como dando um horroroso aspecto ao local. Diz-se que é uma feira, bem no centro da cidade.
E tem solução à médio prazo, pelo menos? Tem! A retirada das barracas não deve ser difícil. Do estacionamento também não. Aí restará um espaço redondo que poderá ser calçado com pedras portuguesas formando monumentais desenhos que vistos das balaustradas da Praça Municipal ou de cima da Prefeitura, impressionasse o mundo turístico. Fácil e barato!
A verdade nua e crua é a seguinte: os nossos governantes  não sabem aproveitar as características de nossa cidade, feita em dois níveis. Nunca souberam!
Há algo bem razoável na Praça da Sé desde o momento que o escultor Mário Cravo construiu as Cruzes Caídas no belvedere ali existente.
Aproveitando a oportunidade, para quem não sabe, esse monumento quer representar a demolição da antiga Igreja da Sé que era a nossa Catedral. Um dos maiores crimes cometidos contra um patrimônio de uma cidade. Era um templo sensacional, único pela sua localização.
Muitos haverão de perguntar: por que e cometeu essa atrocidade? Simplesmente para que os bondes da Companhia Circular da Bahia passassem pelo local em direção à Misericórdia. Hoje, ficamos sem os bondes e o grande patrimônio que era essa igreja.
De relação ao outro monumento do grande escultor baiano referenciando-se à antiga fonte da rampa do Mercado Modelo, temos uma sugestão: a Prefeitura poderia fazer um convênio com a Marinha para que essa instituição cuidasse desse monumento. Aí ia ficar uma beleza!

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