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sexta-feira, 5 de julho de 2013

OUTROS TEMPOS, BELOS DIAS


Noutro dia um famoso apresentador de televisão comentava que antigamente andava-se em Curitiba às duas horas da manhã sem qualquer receio de assalto, etc. etc. e até mesmo uma mulher podia fazê-lo, sem nenhum problema.
Salvador também era assim entre os anos 40 e 60. O autor desse blog que é daquela época, atesta isto com todas as letras. Morava em Itapagipe, estudava à noite no Central e as 22 e até 23 horas, caminhava de Nazaré até a Praça Municipal para descer no Elevador Lacerda e pegar  o último bonde em direção à península. Às vezes, vinha pela Mouraria; descia a ladeira que dava na Praça dos Veteranos na Baixa dos Sapateiros; subia a Ladeira da Praça, na época uma zona de prostituição e já que estamos falando em ladeira, lembramo-nos que às vezes descia a Ladeira da Conceição da Praia, também uma zona de prostituição ou próxima dela (Ladeira da Montanha e da Preguiça).
Hoje, estamos sendo assaltados em plena luz do dia. Ai os responsáveis pela segurança da cidade pede que as pessoas tenham cuidado com as bolsas; não use joias, essas coisas.
Falando em joias, lembramo-nos que as moças saíam aos domingos à noite para a Cubana tomar sorvete, cheias de joias; em seguida, davam um pulo na Rua Chile para apreciar as vitrines da Sloper e Duas Américas que se mantinham iluminadas internamente. Em seguida pegavam os ônibus em direção às suas residências. Às vezes 8 ou 9 horas da noite, ainda ostentando suas joias. Não era apenas brinquinho de ouro; eram joias de verdade, de braço, grossas, maravilhosas, às vezes pertenciam às avós e tias ou delas herdadram..


A Cubana
Voltando aos responsáveis pela segurança dos cidadãos, alegam que a população cresceu muito; muita gente sem emprego, essas coisas. Outros tempos ou novos e maus tempos de hoje..
Não é bem assim! Em 2002 o então prefeito de Nova York uma das mais populosas cidades do mundo, implantou a política chamada de “tolerância zero”. Certos bairros da cidade eram um caos; totalmente dominado pelos bandidos. Prendeu todos que eram suspeitos. Proibiu-os de circular pela cidade sem uma razão plausível. Não tinha conversa.

Rodolph William (ex-Prefeito de Nova York)

Nova York

Aí vemos voltar para Salvador de hoje. Barra, por exemplo. Muita gente fazendo Cooper no fim da tarde ou principio da noite. Após a volta do trabalho. Olhemos em torno. Na balaustrada sentados estão diversos “jovens” “olhando” o movimento. De repente, passa uma mocinha com uma simples correntinha no pescoço, ou um rádio de ouvido, ou um celular na cintura, (coisas de hoje) e é assaltada. Em seguida correm pela praia. A poucos metros uma dupla de policiais está parada e nada faz. Antes, esses mesmos policiais passaram por onde estavam os bandidos sentados na baluastrada e também nada fizeram. O velho direito de ir e vir e até de ficar. Claro que eles sabiam que os caras estavam ali para praticar roubos como o descrito acima. É evidente, mas permitem. Se fossem retirados antes, nada aconteceria. Uma simples prevenção;  uma especie  de tolerância zero de Nova York.
Barra
Às favas com certas leis. Estão erradas.  Fora da realidade. Vejam outro exemplo significante: a permissão do consumo de drogas. Só o tráfico é proibido e dá cadeia. Racionemos, contudo. Se não houvesse consumo, não haveria tráfico. Ninguém vai instalar um negócio onde não há mercado. É burrice! Falência certa. É o fim do mundo.

Saudosista, haverão de dizer muitos. Sem dúvida. Outros tempos, belos dias, segundo famosa música. Preferimos assim.


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