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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A VERDADEIRA BAIXA DOS SAPATEIROS- RESIDÊNCIA TAMBÉM DOS TRAPICHEIROS

Dizíamos em postagem anterior que a maioria dos trapicheiros tinha sua moradia no próprio Pilar em razão de que àquela época, fins do século XIX e principio do Século XX, o transporte público era muito precário e as pessoas procuravam residir próximo ao local de trabalho, de estudo e até de religião (junto às igrejas).

Mostramos algumas das antigas residências, hoje caindo aos pedaços e, na sua maioria eram boas residências, algumas até de quatro andares, desde que além do dono moravam parentes e aderentes.

Em razão de que a Ladeira do Taboão era bem próximo, também ai residiam muitos dos trapicheiros. Tinha também belas residências.Praticamente era uma sequência das residências do Pelourinho, as mais ricas.


1930
À esquerda, prédios no estilo pombalino


Ladeira do Taboão - A Verdadeira Baixa dos Sapateiros

Ladeira do Pelourinho- À esquerda prédios ao estilo pombalino que nem no Taboão

Falando em Taboão, a grande verdade é que essa rua foi ou é a verdadeira Baixa dos Sapateiros.  Sobre o fato escrevemos certa feita:

Outro detalhe importante sobre a Ladeira do Taboão ou Rua do Taboão: era aqui a verdadeira Baixa dos Sapateiros! A versão de que a Av. J.J. Seabra ganhou o nome de Baixa dos Sapateiros em razão da instalação de uma fábrica de sapatos por imigrantes italianos, não se sustenta. Por outro lado, eram muitos os sapateiros instalados no Taboão. Ainda existem alguns, inclusive o comércio ainda hoje é muito inclinado para artigos de couro e suas variantes modernas de plástico caracterizando suas origens.

Por outro lado, àquele tempo a Av, J.J. Seabra não existia. No local passava o Rio das Tripas, afluente do Rio Camaragipe.  Somente no final do século XIX foi feita uma drenagem e o rio foi tubulado a uma profundidade de 7 metros.

Há noticias que no século XVIII o local reunia inúmeras hortas, sendo então conhecida também como Rua das Hortas. Também foi conhecida como Rua da Vala por abrigar uma grande vala por onde desaguava o Rio das Tripas. Nada de Baixa dos Sapateiros. A verdadeira fervilhava há muito tempo numa transversal da Rua da Vala, em direção aos bairros do Comércio e Pilar. Nossa hoje Ladeira ou Rua do Taboão.


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