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domingo, 12 de junho de 2011

JOANA ANGÉLICA

Muito provavelmente, a Avenida Joana Angélica não se fez de acordo com seu trajeto tradicional, isto é, partindo da Piedade em direção ao Largo de Nazaré.

O que nos faz pensar assim tem relação com o desenvolvimento da cidade pelos lados da Palma e da Mouraria ainda no século XVI, enquanto na Piedade houve certo retardamento cronológico.

O Convento da Lapa e o Convento do Desterro situados na mesma área, teriam sido construídos dentro daquele principio de segurança que era peculiar na época, isto é, próximo de uma fortaleza, no caso o Quartel da Mouraria, verdade que não o quartel que hoje vemos, mas de uma fortaleza que gerava uma certa confiança.

Por ai teria se desenvolvido a cidade no seu setor leste, quase par e passo com o setor Norte aí pelos lados de Santo Antônio Além do Carmo.

E com as igrejas, conventos e mosteiros, chegava a população com suas residências e a conseqüente formação das ruas, ruelas, ladeiras e tudo o mais que caracteriza uma localidade, um bairro.

O primeiro dessas construções religiosas na parte leste da cidade foi o Convento do Desterro।



Convento do Desterro

Olha que enorme que é! 7.850 mts.2
De outro ângulo

Essa enormidade indica a grande disponibilidade de terra então existente. Claro! A cidade estava se fazendo. O governo facilitava. Doava as terras. Não se conhece que esta ou aquela entidade religiosa tenha pagado por qualquer pedaço de terra.

No caso, a cessão deu-se por Licença Real concedida pelo Imperador em 1665. Reinava Portugal e Espanha D. Afonso VI. Sucedeu-lhe D. Pedro II. Conta-se que a “concessão se deu em virtude do apelo da nobreza e do povo de se instalar em Salvador um mosteiro para fazer frente às Preocupações de ordem moral de se estabelecer um local que pudesse abrigar as mulheres de vocação religiosa que desejassem manter o celibato e desenvolver suas virtudes religiosas livres das inquietações do século, ou ainda resguardar aquelas que não possuíam um dote de matrimônio”.

Como os tempos eram outros!

Foi fundado pelas madres do mosteiro das Clarissas de Évora, sendo sua primeira abadessa a madre Margarida da Coluna,



Freiras clarissas


Fabricação de licores

As irmãs clarices do convento Santa Clara do Desterro (em Salvador) fazem até licor de pétalas de rosas retiradas do jardim do convento.

Tradição secular - No Convento do Desterro, em Salvador, a tradição de fazer licor é muito antiga. São 140 anos de história e, durante todo o ano, são produzidas no local 800 garrafas do produto. Cajá, cacau e rosas são alguns dos sabores encontrados. Nos meses de maio e junho, quando a procura aumenta cerca de 80%, o sabor mais pedido é o de jenipapo.




Mosteiro Sé de Évora



Localização do Convento do Desterro – Próximo da Mouraria – Rua Santa Clara





“Só passareis por cima do meu cadáver!”, disse aos soldados que tentavam invadir o convento, abrindo os braços e colocando-se defronte à porta. Foi então violentamente atacada a golpes de baioneta e ainda conseguiu arrastar-se até a Capela e morreu diante do Santíssimo”
 
Representação do fato
 
Essa é história da abadeza Joana Angélica, mártir da Bahia. Era filha de José Tavares de Almeida e sua esposa, Catarina Maria da Silva. Entrou para o convento aos vinte anos de idade, precisamente no dia 21 de abril de 1782.

Essa história de sacrifício nos conduz à própria Nossa Senhora da Lapa, desde que, foi à partir da morte de inúmeras religiosas no Convento de Sisimiro em Portugal por tropas mouras que atacavam aquele país, que surgiu o culto à Nosssa Senhora da Lapa.

As religiosas que conseguiram escapar do massacre, fugiram e se abrigaram em uma gruta, onde guardaram a imagem de Nossa Senhora da Lapa, que levavam consigo.

Por cerca de 500 anos a imagem permaneceu ali, até que em 1498, uma jovem pastora, chamada Joana, menina ainda e muda de nascença, ao pastorear as ovelhas pelos arredores da gruta, resolveu adentrar e encontrou a imagem, pequena e formosa. Pensou tratar-se de uma boneca e durante um bom tempo cuidou dela. Carregava-a sempre consigo, dentro de uma cesta onde guardava seus pertences e seu lanche. Enquanto isto continuava seu pastoreio, mas era um pastoreio diferente dos outros. As ovelhas eram mais tranquilas. Ficavam sempre juntas, mesmo quando Joana não as olhava afim de cuidar de sua "boneca".
 
O fato despertou a curiosidade das pessoas e começaram a ser feitos comentários que chegaram aos ouvidos de sua mãe que irritada pegou a santa imagem e atirou-a ao fogo.

Ao ver isso, a menina soltou um grito: “Não! Minha mãe! É Nossa Senhora! O que fez?”. Sua fala desprendeu-se instantaneamente de forma irreversível e sua mãe, neste momento, ficou com o braço paralisado. Ainda em transe, a menina e a mãe oraram e o braço paralisado ficou curado.

A comunidade, então reconhecendo o valor da santa e milagrosa imagem, construíu uma capela para abrigá-la, onde ficou, mesmo após as diversas tentativas do clero de levá-la para a igreja paroquial, de onde sempre desaparecia de modo misterioso.”
Talvez por isso a estátua da Virgem que está no santuário apresente marcas de queimaduras



Nossa Senhora da Lapa
Sansimiro
 
Localiza-se junto às nascentes do Rio Vouga.

É que nem Salvador. De qualquer ponto que se lance o olhar, vê-se um uma torre de uma igreja ou um cruzeiro.



















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