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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

TERREIRO DE JESUS – 1

Vamos prosseguir em nosso périplo sobre os Largos (Praças) da Salvador antiga e chegando até os dias atuais. É uma forma de saber como a cidade evoluiu e, por vezes, regrediu.

No caso do Terreiro de Jesus ao que nos parece, evoluiu. Foram feitos muitos beneficiamentos nessa área. É uma praça muito bonita.

Porque se chama Terreiro de Jesus e não Praça de Jesus ou Largo de Jesus? É a única praça que usa esse termo “terreiro”, a exceção, naturalmente, dos “terreiros” de candomblé espalhados pela cidade.

Teria alguma ligação? Na área devia ter vários, à principio. Talvez, para diferenciar dos mesmos, começaram a chamar a praça de Terreiro de Jesus. É uma hipótese! A outra, mas consistente diz respeito a uma referência feita pelo cronista Gabriel Soares em 1584: ocupa este terreiro e parte da rua da banda do mar um suntuoso colégio dos padres da Companhia de Jesus, com uma formosa e alegre igreja…"
A palavra “terreiro” segundo os dicionários é um espaço de terra livre, limpa e plana. Então nosso amigo Gabriel estava numa área livre, limpa e plana. O Terreiro de Jesus tem essas características, é descoberta. Ainda não existia a atual Catedral Basílica prejudicando o acesso visual a banda do mar onde se via “parte da rua”. Essa parte da banda do mar, não pode ser outra senão onde hoje está o Plano Inclinado Gonçalves com sequência pela atual Praça da Sé, precisamente a nossa Rua Direita como foi descoberta em postagem anterior.

De relação ao colégio dos padres, pode ter sido o primeiro deles, exatamente situado na Praça da Sé e a formosa e alegre igreja, também pode ter sido a nossa Igreja da Sé.

È! Parece que o homem (Gabriel Soares) estava mesmo na Praça da Sé e não, rigorosamente no atual espaço do Terreiro de Jesus.

Vamos recorrer aos escritos de Frederico Edel Weiss – As Primeiras Igrejas de Salvador- afim de esclarecer as dúvidas ou as certezas. Escreveu o mesmo:

Quando Tomé de Souza iniciou os trabalhos de construção da cidade para sediar o governo, contou com os jesuitas ´para levantar duas casas, uma no sitio onde se encontra a Igreja d'Ajuda e outra para a Igreja de Salvador (Sé). A primeira igreja dos jesuitas foi construída no local que passou a se chamar Terreiro de Jesus, que incluia a área hoje denominada Praça da Sé...”

Já o Padre Serafim Leite em “História da Companhia de Jesus do Brasil” escreveu:

A partir do século XVI a cidade cresceu os seus limites, dando formação a segunda praça, o Terreiro de Jesus, tornando-se o seu centro cultural e nervoso.
As primeiras moradias que os padres tiveram eram umas pobres casas de taipa cobertas de palhas. Eram as casas d'Ajuda. Antes de as deixar, fizeram outras no Monte Calvário, então fora da cidade e deu o Governador uma casa de barro dentro dela, perto dos muros. Nenuma delas dispunha dos requisitos indispensáveis para “Colégio”, ainda que em todas se fez catequese e se ensinaram os rudimentos de ler e escrever"
.
Este último escrito é importante para uma definição. Esqueçamos o atual prédio do Colégio dos Jesuitasx, entre a Catedral Basílica e a antiga Faculdade de Medicina. O escritor fez questão de salientar o detalhe.
As casas de catequese dos jesuitas daquela época eram de
taipa.



 Terreiro de Jesus - Catedral ao fundo

Terreiro de Jesus e a Igreja de São Francisco

 Catedral e ao lado o Colégio dos Jesuitas

Hoje em dia

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