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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ILHA DE MARÉ – SUAS IGREJAS, PRAIAS E POESIA

A Ilha de Maré tem 16 km2 de extensão. Fica nas proximidades da Baía de Aratu. Diz-se até que ela faz parte desse acidente geográfico. Aí é demais para tanta beleza!
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Localização

O mar de Maré

As rendas de Maré
 
Foi povoada desde muito cêdo. Há registros de que já em 1584 foi construída a Igreja de Nossa Senhora das Neves em seu espaço.
 
Nossa Senhora das Neves
 
Das Neves? Isto mesmo, apesar de toda a Mata Atlântica que Maré possuía e ainda possue com seu clima absolutamente tropical. O fato é justificado pela maior importância da representação do que mesmo do local. Por isso, vale a pena contar essa história.

Vivia em Roma um ilustre descendente de nobre família romana. Não possuía herdeiros e aí resolveu “consagrar” sua fortuna à glória de Deus. Em determinado dia, a Rainha do Céu apareceu-lhe em sonhos e disse-lhe: – “Edificar-me-eis uma basílica na colina de Roma que amanhã aparecerá coberta de neve”.
Apesar do calor que fazia naquele agosto, no dia seguinte o monte Esquilino estava coberto de Neve para espanto de toda a população e mesmo do Papa Libério que para lá se dirigiu.
O Monte Esquilino é uma das sete colinas de Roma. Era repleto de carvalho. Todos ficaram em meio à neve que se formou.
Construída a igreja a mesma foi denominada de Nossa Senhora das Neves em razão do fenômeno climático.
Além da Praia das Neves, Maré possue ainda a Praia de Itamoabo onde está situada outra tradicional igreja dedicada a Nossa Senhora de Santana daí a praia do mesmo nome, mais a praia do Botelho e Praia Grande.
 
Praia do Botelho
 
O nome Botelho é em homenagem ao poeta barroco brasileiro, Manoel Botelho de Oliveira. Foi o primeiro autor nascido no Brasil a ter um livro publicado.
Seu poema sobre Ilha de Maré é extraordinário। Eis um trecho do mesmo:

Jaz obliqua forma e prolongada
a terra de Maré toda cercada
de Netuno, que tendo o amor constante,
lhe dá muitos abraços por amante,
e botando-lhe os braços dentro dela
a pretende gozar, por ser mui bela.
Nesta assistência tanto a senhoreia,
e tanto a galanteia,
que, do mar, de Maré tem o apelido,
como quem preza o amor de seu querido:
e por gosto das preendas amorosas
fica maré de rosas.
e vivendo nas ânsias sucessivas,
são do amor marés vivas;
e se nas mortas menos a conhece,
maré de saudades lhe parece.
E por ai vai, em longos versos, o grande Botelho de Oliveira (1636/1711).

Agora só nos resta vê-la bem do alto


 

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