ATÉ HOJE JÁ TIVEMOS MAIS DE 400 MIL CONTATOS

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

E AS NOSSAS BARRACAS DE PRAIA?


Não vimos nas propostas dos candidatos à Prefeito de Salvador uma posição efetiva de solução para melhoria de nossa orla, principalmente no que se refere às barracas.
Como  é sabido, todas as barracas então existentes em nossa orla foram retiradas por força de uma ação do Ministério Público. Até então, nada se fez para o retorno das mesmas, naturalmente dentro de um novo projeto.
O que não se admite é o esquecimento e aceitação passiva dessa medida por parte dos órgãos governamentais, tanto da Prefeitura quanto do Governo Estadual.
Governo Estadual? Estranharão alguns. Mas não deveriam!
Salvador é um dos maiores polos do turismo nacional e as barracas de praias davam às nossas praias uma característica muito própria no que se refere a entretenimento e aconchego.
Hoje, o baiano e o turista não têm onde “ficar” em nossas praias. O “ficar” aqui quer significar “descansar”, livrar-se  do sol; almoçar, tomar uma cerveja, essas coisas.
Mas que importância tem isto? Tem muita. O turismo proporciona a nossa capital milhões de reais de arrecadação e, sem dúvida alguma, o fim das barracas deve ter influenciado negativamente nessas contas.
Enquanto isto, Fortaleza cresce cada vez mais e, já se acredita que domina o fluxo do turismo nacional e as barracas de praias são uma de suas maiores atrações. O Governo de lá faz até propaganda das mesmas em todo o mundo.
Vamos ver o que foi divulgado na internet recentemente, isto é, façamos propaganda de suas barracas. Que jeito!

 Para completar, tem até piscina.

Mais esta:

 Será que os Poderes Públicos aceitariam esse tipo de barraca? Se não tem, faço uma sugestão, um aconselhamento ou a questão é definitiva? - Nada de barraca e pronto. Isto é coisa de cearense e sergipano. Eles precisam tanto e nós não. 

Leitura Opcional

ALAGADOS

Resumo do capítulo anterior: Bel contou a Cal o que seu filho aprontou no Porto doa Mastros.
16
As vendas do resort foram um sucesso. Todos os domingos o Banco do Brasil disponibilizava uma promotora para venda aos proprietários de lanchas que iam à Maré. O arquiteto indicou dois socialites que ficaram encantados com as casas mar, desde que suas compras fossem citadas nas colunas sociais. O próprio Rigoni procurou os jornais e forneceu a notícia. Foram publicadas. Em conseqüência, novos socialites entraram na fila. Uma agência de turismo internacional adquiriu cinco unidades. Diversas empresas adquiriam outras. Já se pensava numa ampliação.
E em dia glorioso, o Resorte Casas de Mar foi inaugurado com a presença de autoridades e, principalmente de todos os futuros moradores. Entre as autoridades, o Prefeito da Capital, o Sub-Prefeito das Ilhas e Carlos que tinha sido eleito vereador nas últimas eleições com grande votação no Uruguai e na ilha. A administração do condomínio ficaria com Cal, Firmino e Maneca que tinha sido convidado e aceitou.
Desde então, passaram-se três anos. Os filhos já estavam formados. Casados estavam apenas Alex com Mariana, e Jean com Milena. Mauro, Maria e Carlos continuavam solteiros. Tinham seus namorados, mas nada definitivo. Alex e Mariana moravam em belíssimo apartamento em Patamares; Jean e Milena na Barra em apartamento dado pelo senhor Rigoni, também muito bonito; Mauro e Maria continuavam no apartamento de Ondina comprado ao senhor Rigoni e Carlos quase não tinha residência fixa: vivia se mudando constantemente. Profissionalmente, Alex era uma renomado médico, bem como sua esposa. Tinham consultórios juntos. Jean e Mauro, ambos engenheiros, também se juntaram e formaram uma empresa de construção civil. Maria era dentista e tinha um ótimo consultório dado pelo pai. Milena que era enfermeira virou apenas dona de casa e Carlos agora era vereador, por sinal um dos mais votados, graças aos moradores dos Alagados.
Certa manhã de domingo Bel se encontrava na varanda de sua casa quando percebeu uma corrida de canoas e saveiros chegando à Maré. Naturalmente, as canoas bem mais rápidas, viam na frente e entre elas uma se destacava. Era a única que tinha uma bujarrona. Buscou um binóculo e identificou a mesma como sendo a “Ilha de Maré”, que lhe havia pertencido. Desceu rapidamente e se dirigiu à praia onde seria a chegada. A embarcação bicou na areia vitoriosa. Da mesma forma como fazia ao seu tempo. Era conduzida por dois rapazes. Se dirigiu a um deles.
- Esta canoa já foi minha.
- Como assim! Meu pai a comprou de um pescador no Uruguai.
- Esse pescador era eu.
- O senhor?!
- Exatamente eu. Hoje moro aqui em Maré. Eu e meu amigo Cal, que pescava comigo.
- Que coincidência! Isto merece uma comemoração.
Bel já ia convidar os dois rapazes para subirem até sua casa, mas achou por bem não fazê-lo. Poderia parecer uma exibição. – Vamos até o bar de um amigo meu, o Ju. Fica logo ali.
Enquanto isto ligou para Cal e Firmino que logo chegaram.
- Cal, meu amigo, veja como são as coisas da vida. Depois de tantos anos, ela vem até nós.
- Verdade! Pensei que não existisse mais. Tivesse sido abandonada numa dessas praias por aí.
- Vocês pescam com ela?  Perguntou Bel aos rapazes.
- Não, em verdade, só a pegamos quando tem corrida. Ela é uma grande campeã.
- E onde ela fica atracada?
- Em Aratu, temos iates lá. Fica junto aos nossos barcos.
- Vocês são iatistas?
- Somos. Não toleramos lanchas, essas coisas. O nosso negócio é vela que nem Maré.
- Maré?
- Oh. Desculpe. O nome dela todo é “Ilha de Maré”, mas a chamamos apenas de Maré. Fica mais rápido, como ela.
- Quer vendê-la?
- De jeito nenhum. Podemos até emprestá-la, mais ou menos por aí, se o senhor quiser um dia. É só aparecer lá em Aratu em qualquer domingo.
- E nos outros dias os senhores fazem o que?
- Somos médicos, tempos consultórios juntos.
- Tenho um filho e uma nora que são médicos.
- Quem são eles?
- Mauro e Mariana.
- O senhor é pai do Mauro?  Não é possível? Hoje é o dia das coincidências. Grande amigo nosso e também sua esposa. Já operamos juntos. Aí já podemos reformular nossa proposta de empréstimo. Em vez de o senhor ir até Aratu, já deixamos a canoa aqui pelo tempo que o senhor quiser. Depois o senhor a devolve, não se esqueça disto.
Risos.....
- O problema reside de como voltaremos para Aratu.
- Lhes deixo lá em minha lancha.
- Lancha. Nada feito. Estou brincando. Desde que eu não a dirija.
Marcos e Paulo, eram esses os nomes dos dois médicos, foram então conduzidos até Aratu por Firmino e o marinheiro, logo após terem recebido a taça pela vitória na regata. Deixaram a “Ilha de Maré” em mãos de Bel. Após um mês, seria devolvida.

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