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sábado, 27 de outubro de 2012

MEU BAIRRO QUERIDO - HUMAITÁ


O Monte Serrat faz parte do que chamaram Ilha do Bonfim, desde tempos imemoriais. É até mais alto do que a Sagrada Colina onde se encontra a Basílica do Senhor do Bonfim.
É um bairro belíssimo desde que nele se encontra o Humaitá. Não somente a Ponta do Humaitá como se costuma falar. Claro que é parte integrante das mais extraordinárias, mas a Pedra Furada também é Humaitá e igualmente todo o elevado da Rua São Francisco. E se não bastasse essa profusão, a colina onde se encontra o Forte de Monte Serrat também é Humaitá.
Isso vem a propósito, devido às limitações impostas por pessoas ligadas a história da cidade de que Humaitá se restringe tão somente ao espaço onde se encontra a Igreja de Monte Serrat e o Farol, por vezes excluindo desse perfil o casarão ali existente, mais conhecido pelo fato de ter abrigado em suas dependências um clube de iates.
Não é e não foi somente um clube. Este casarão foi construído em 1619 e nele morou o padre Antônio Vieira.
Há de se notar que Salvador foi construída a partir do ano de 1549 por Tomé de Souza e se manteve restrita às suas famosas portas de Santa Luzia ao sul e a de Santa Catharina ao norte, pelo menos até o final desse século. Logo, o casarão a que estamos nos referindo foi talvez uma das primeiras construções fora dos limites tradicionais da cidade.
Isso tem uma importância considerável no contexto histórico de nossa cidade. O lugar era inóspito e desabitado por gente de pele branca. Quem teria tido a coragem de se arvorar em morar ali? Teria sido Garcia de Ávila, filho de Tomé de Souza?
Como se sabe, o pai deu-lhe terras em Itapagipe – península – e algumas rezes para as quais se fizeram currais para abrigá-las. E onde teria se abrigado o próprio Garcia de Ávila? Não se conhece na península outra construção dessa época.

 Clube de Iates Itapagipe
Nossa Senhora de Monte Serrat e o farol
Pier

Casas da Ponta do Humaitá

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