ATÉ HOJE JÁ TIVEMOS MAIS DE 400 MIL CONTATOS

domingo, 1 de setembro de 2013

LIBERDADE DO ILÊ AIYÊ

Há grande divergência de relação aos limites da Liberdade. No sentido norte, muitos dizem começar no Largo da Lapinha estendendo-se até o Largo do Tanque. A oeste desce até São Joaquim e Calçada e a leste alcança o bairro de Pero Vaz que muitos consideram como sendo ainda Liberdade

Os limites da Liberdade

Tem uma população estimada em cerca de 300 a 400 mil pessoas, a maioria de cor negra sendo, por essa razão, considerada como sendo a maior concentração negra fora da África.

Claro que por essa razão  tem uma tendência de expressar com mérito indiscutível as raízes da cultura afro descendente, cujos sinais se manifestam em todas as partes: nas roupas, nos cabelos trançados, na paixão pela música percussiva e na devoção aos orixás.

Nesses dois últimos casos, está na Liberdade a maioria dos afoxés de Salvador bem como terreiros de candomblé. No primeiro caso, destaca-se o Ilê Aiyê, considerado  um patrimônio da cultura baiana.É responsável pela reafricanização do Carnaval da Bahia, desde que eles preservam a expandem a cultura afro-brasileira.Fazem isto desde 1974 quando foi fundado.
Ilê Aiyê significa casa de candomblé, terreiro. São muitos na Liberdade, todos importantes e significativos. 

O Ilê com seu presidente à frente (Vovô)

Na Avenida
Significativo também  é a existência de três importantes igrejas em seu espaço, todas elas bem de acordo com a cultura local. São elas, as Igrejas de São Lázaro, São Cosme e Damião e Santa Bárbara.
Diz-se que a Liberdade tem de tudo, ou seja, tem vida própria, comercialmente falando. Seus moradores não precisam ir ao centro da cidade ou aos shoppings de Salvador, para fazer suas compras. Efetivamente, tem um comércio variegado que abastece seu povo de tudo. Verdade que esse comércio infringe determinadas regras de organização, agravado pela mão dupla de suas ruas e barracas de camelôs ocupando boa parte dos passeios. Em conseqüência, o povo é obrigado a circular pelas ruas, arriscando a própria vida.
Não temos a menor dúvida que algo precisa ser feito pelos poderes competentes. Sugere-se, por exemplo, uma mão única para veículos de toda a natureza. O retorno dos ônibus ou seria feito pela Rua Pero Vaz ou seguiria em frente em direção ao Largo do Tanque, São Caetano, etc. Cabe aos técnicos a viabilidade dessa sugestão.Sabemos que é difícil. De relação aos camelôs, ainda mais complicado.


Centro da Liberdade


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