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domingo, 22 de setembro de 2013

TEMOS UM POÇO E NINGUÉM DÁ IMPORTÃNCIA

A imagem acima é extraordinária. É um momento de maré de vazante em Itapagipe. São precisamente 10 horas da manhã, ápice de um fenômeno que só acontece nessa localidade. O mar recua centenas de metros e então surgem dezenas de coroas de areia e pedra. Acima, uma delas, onde mariscam algumas pessoas. Em baixo, contudo, existe uma faixa de mar que permanece como que intocável. É chamado de poço. Trata-se de uma depressão com uma profundidade de 1 metro hoje em dia, mesmo nas marés baixas, alcançado 3 a 4 metros nas marés cheias. Pouca gente dá importância ao fenômeno, aliás, a maioria desconhece sua existência. Nesse rol, podemos incluir os poderes dessa cidade.

Para se ter uma melhor idéia, a alguns anos atrás, esse poço tinha uma profundidade de 3 a 4 metros, mesmo nas marés baixas. Agora, sua profundidade na baixa é de menos de 1 metro. Deve estar entupido de “sujeira”, de pedras, etc. etc. e seria simples a correção desse problema: é só dragá-lo.

Mas por que dragá-lo, gastar dinheiro como fizeram com a dragagem de areia de suas proximidades para os Alagados do Porto dos Mastros? Simplesmente porque esse fenômeno é raríssimo em todo o mundo. Podemos citar dois casos:

Poço no Caribe
Piscina de Champagne", com águas borbulhantes que lembram a bebida (Foto: Divulgação/Waiotapu)



Pois bem! Esses dois poços são uma grande atração turística em seus países. O nosso poderia também sê-lo, não é verdade?




A mancha mais escura é o poço. Neles fundeiam diversas embarcações de pesca. São os pontos brancos



O nosso poço visto na horizontal da praia e da rua descalça. Uma pena!

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