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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O CRESCIMENTO DEVIDO ÀS NECESSIDADES DE ABASTECIMENTO

O crescimento inicial de Salvador para o norte em parte atribuído aos padres jesuítas com a construção de suas igrejas desse lado da cidade deve-se, em verdade, ser creditado principalmente às necessidades de abastecimento da cidade. Ela precisava de víveres de toda a espécie que estavam chegando dos lados do Porto da Lenha na península de Itapagipe. Vinham das ilhas e do recôncavo.
Em nosso blog sobre a Cidade Baixa, tivemos ocasião de tratar da questão com alguma minúcia. Não faríamos melhor agora. Reproduzamos então:

"Na postagem anterior falamos do Forte Santo Alberto. Muito interessante a sua história! Na oportunidade, foi dito que o referido forte fora construído com a finalidade de proteger o único acesso então existente à Cidade Alta de Salvador.


Planta de Salvador de 1549


Planta de Salvador de 1616

Com o passar do tempo, a cidade começou a se expandir e o fez com mais força em direção a Santo Antônio Além do Carmo, tanto no que diz respeito ao segmento residencial, quanto de referência ao segmento comercial। Este crescimento se estendeu até o Barbalho, onde já se tinha construído um forte com as mesmas finalidades das do Forte Santo Alberto (proteção ao único acesso à Cidade Alta) e se espraiou na parte baixa da cidade na altura da Água de Meninos que antes se chamava Praia da Jequitaia


Se, por esse lado, havia facilidade de expansão da cidade, do outro caminhando em direção a São Pedro, Campo Grande e Vitória, existiam sérias dificuldades। Primeiramente, a segurança era precária। As fortificações então existentes nessa direção se encontravam na Barra longínqua e tinham finalidades muito específicas de contenção das invasões de holandeses e franceses, ávidos por esta terra.
O segundo impasse residia na verticalização acentuada do morro de Salvador entre o Campo Grande e a Barra. Não havia como construir nada lá em baixo. Hoje, só os periféricos alcançam esta área.
Posteriormente, a cidade se estendeu para os lados da Lapinha e se fez um segundo acesso, verdade que por demais íngreme, só usado por pessoas, nunca por veículos de tração animal, aliás, como acontece até hoje de relação a veículos a motor.




Ladeira da Lapinha vista da Jequitaia



Ladeira da Lapinha vista da própria

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