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segunda-feira, 14 de março de 2011

O CONVENTO QUE DEVERIA SER EM ANGOLA

O Convento de Santa Tereza era para ser erguido em Angola. Conta-se que os irmãos Carmelitas descalços vieram para o Brasil de passagem. Aqui pegariam um navio com destino a Angola. Os meses foram se passando e nada de navio. Desistiram! O convento e a igreja que fariam em terras africanas seriam feitos na Bahia, mais precisamente em Salvador.
E, foi assim que em 1686, as obras do convento foram concluídas e a Bahia ganhou um dos mais belos patrimônios religiosos de todo o Brasil.

A Ordem dos Carmelitas Descalços é um ramo da Ordem do Carmo formado em 1593 por Santa Tereza de Ávila.


Santa Tereza de Ávila

Escudo da Ordem


A grande igreja e o convento

Belíssima reprodução da igreja - Vista da Enseada da Preguiça
Mapa da área onde foi consruido - Rua do Sodré


Visão aérea da área onde foi construido o convento। A parte sinalizada mostra a concentração das residências.


E os Carmelitas descalços realmente andavam descalços? Por algum tempo, sim. Em verdade, contudo, eram assim conhecidos por observarem uma vida que tinha como símbolo a pobreza e o despojamento interior. Bem mais tarde, começaram a usar uma sandália de corda que, na época, eram calçados muito pobres.
O trecho seguinte expressa divinamente os Carmelitas descalços:

Como Moisés, quando apascentava o rebanho, também nós somos chamados por Deus no deserto. Deus chama - nos pelo nome, assim como outrora chamou a ele: "MOISÉS, MOISÉS, TIRA AS SANDÁLIAS DOS TEUS PÉS, PORQUE O LUGAR EM QUE TE ENCONTRAS É TERRA SAGRADA". Assim nós hoje, para nos aproximarmos de Deus é preciso crer, despojar-se, DESCALÇAR-SE. Então, o Deus do Horeb se nos revelará, na intimidade de nosso ser, para nos tornar uma nova criatura: UM SANTO!”


Hoje, a Ordem não mais existe na Bahia. Foi abolida em 2 de junho de 1840. Os “descalços” teriam abrigado no interior do convento soltados portugueses.(todos calçados). Houve manifestações populares contra este procedimento. Os padres e freiras foram expulsos da Bahia.


O convento ficou abandonado por muitos anos, até que em 1959 foi restaurado e se transformou em Museu de Arte Sacra, belíssimo por sinal.

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