ATÉ HOJE JÁ TIVEMOS MAIS DE 400 MIL CONTATOS

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

CARNAVAL DE HOJE E ANTIGAMENTE- CAMAROTES E BANCOS


O Carnaval está nas portas. Será no principio de março. A cidade já está se transformando. É impressionante como isso acontece. As fachadas dos prédios ganham novas formas. São tubuladas com andaimes e ganham estrados. Viram camarotes para os foliões que irão assistir ao desfile dos Trios Elétricos com todo o conforto, o chamado “all inclusive” correspondente mais ou menos ao que segue:



Bebidas (Scoth Whisky), Vodka, roskas, tequila, cerveja, vinhos e espumantes. Refrigerantes e Água Mineral. Diversificado menu assinado por diversas grifes gastronômicas. 2.800 metros quadrados  de conforto e glamour com 105 metros de mirante “super-view” à 4 metros dos trios elétricos. Shows ao vivo nos intervalos entre a passagem dos trios elétricos; boite climatizada animadas por bandas e Dj’s. amplos toiletes fixos e climatizados. Posto médico, “relaxe zone” com vista para o mar, massaterapia, perfumaria, salão de beleza e cinema.
PREÇOS: domingo R$650.00 – segunda-650.00 - terça: 600.00 – Total:R$1.900.00
Estamos nos referindo ao Circuito denominado Barra-Ondina, desde que no centro da cidade, Circuito Dodô e Osmar, as modificações restringem-se, quase que exclusivamente às arquibancadas, igualmente tubuladas, os tais andaimes usados na construção civil.
PREÇOS: Entre R$20.00 e R$40.00 dependendo do lugar. (cada dia).
            E como era antigamente, isto é, nos idos de 1940 até mais ou menos 1970. Como o povo assistia ao Carnaval? Quanto pagava? Essas coisas.
Antes de tudo, excluamos o Circuito Barra-Ondina. Não havia Carnaval de rua nesse trecho. O Carnaval se limitava entre a Rua da Misericórdia e o Rosário, esquina com a Casa da Itália, mas a grande concentração de público se dava na Rua Chile, com extensão à Rua da Ajuda e Rua da Misericórdia. Era uma massa humana que rodava nesse espaço ao som de músicas de alto-falantes e coro de milhares de vozes. Todo mundo mascarado e fantasiado, numa policromia deveras extraordinária. Começava cedo. Já às nove horas da manhã, não havia mais vazios no percurso.





Rua Chile
 Rua da Ajuda
Rua da Misericórdia
Na parte da tarde, os grandes blocos da época “Filhos do Fogo” – “Filhos do Mar” – “Ladrões de Bagdá” – “Filhos de Ghandi”, desfilavam na Av. 7 de setembro com mais liberdade.
 Av. 7 de setembro
E como o povo assistia a esse carnaval? Geralmente de pé nas calçadas. Ali para os lados de São Pedro, Piedade e Rosário, as famílias costumavam colocar bancos que se amarravam nas árvores de um dia para outro. Também se usavam sofás mais ou menos velhos e cadeiras idem. Havia sempre a possibilidade de serem levados. Muitos o foram.
As famílias mais abastadas costumavam alugar o primeiro andar das casas no perímetro. O térreo era sempre uma loja que se mantinha fechada nos três dias de folia. Muitas delas tinham uma marquise. Costumava-se colocar cadeiras nesse espaço e aumentar a assistência. Determinada vez, uma dessas marquises despencou e feriu as pessoas que nelas se encontravam. No ano seguinte, a Prefeitura condenou todas as marquises. Resultado: ninguém mais alugou as casas respectivas.

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