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sábado, 5 de janeiro de 2013

LAVAGEM DO BONFIM - DETALHES 2


Faz-se necessário dizer que as Lavagens do Bonfim nem sempre foram da forma como se conhece hoje em dia. Antes de 1950, não se fazia a passeata que hoje percorre grande parte da Cidade Baixa. As pessoas se dirigiam diretamente ao templo que ficava aberto ao público.
Escravas e Baianas fazendo a lavagem do Bonfim

Geralmente muniam-se de vassouras e rodos e com auxílio de uma água perfumada preparada em casa, levada em baldes, davam uma geral no adro e no corredor central do templo. Era mais um simbolismo do que mesmo uma limpeza e, como não podia deixar de ser, cantavam os cânticos referenciados ao Santo e aos Orixás correspondentes. Como as lavadeiras nas beiradas dos rios e dos lagos. Um velho costume da Bahia. Em determinado ano após 1950, nas proximidades, os organizadores da festa resolveram fazer uma concentração de “baianas” ao pé da Ladeira do Bonfim. Passaram uma corda entre o Solar Marback e o obelisco no principio da balaustrada da ladeira. Ai Juntou-se uma dúzia de “baianas”, alguns curiosos e a Banda de Música da Polícia Militar dos Dendezeiros, e precisamente, às 10 horas após descer a corda, o pequeno séquito subiu a ladeira em direção à igreja. Cantavam o hino ao Senhor do Bonfim de autoria de Arthur de Sales e João Antônio Wanderley.

Ladeira do Bonfim
Passava-se uma corda entre o Solar e o pequeno obelisco da balaustrada da ladeira

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