ATÉ HOJE JÁ TIVEMOS MAIS DE 400 MIL CONTATOS

segunda-feira, 25 de abril de 2011

BARRA/VILA PEREIRA – AVENIDA OCEÂNICA

Após a visão dos morros limítrofes da Praia da Barra, o Cristo e o da Ponta do Padrão - nosso Farol da Barra - vamos subir o passeio (no bom baianês) e ver como é a Barra na parte de cima, isto é, no asfalto। Será isto importante? – Não temos a menor dúvida! Enquanto a praia é a mesma desde quando Francisco Pereira Coutinho andava por ela, bem como os índios que mais tarde o devoraram, a estrutura urbana se modificou pelos anos afora। Vejamos a foto a seguir:




Praia do Farol em 1860

Ainda não existia a balaustrada nem a avenida. O terreno onde se acham os coqueiros está praticamente ao nível do mar. Ao fundo vê-se o Morro do Cristo, ainda sem a estátua.

A seguir se fez uma pista, possivelmente de barro batido, elevada em relação ao nível do mar. Também já se construíra uma balaustrada. Há de se reparar que ainda não tinham sido feitos os passeios. As luminárias já estavam lá. Não há fios entre elas. Quase com toda certeza era uma iluminação movida á óleo de baleia, como era comum na época.


Foto possivelmente de 1900/1905

A construção começou a partir de Ondina ou do Morro do Cristo - A foto acima prova esse fato.Há de se reparar que, próximo ao farol, as casas não obedecem a um ordenamento natural de uma rua. Cada uma mais próxima da praia! Certamente, muitas delas foram sacrificadas para passar a avenida.
 
A foto seguinte nos mostra a evolução da grande avenida.

Foram feitos os passeios. A rua está sendo “calçada” com paralepípedos. No chão, mais postes de iluminação. À direita vê-se o então casario. A balaustrada já é a de hoje. Possivelmente estaríamos entre 1910/1916 época de grandes melhorias urbanas em Salvador.


Mas, vamos caprichar um pouco mais com a quarta foto da mesma Avenida Oceânica:




Opa! A avenida está pronta. Vê-se um obelisco logo ao seu principio nas proximidades do Farol; em seguida a grande fileira de luminárias. Os passeios bem cuidados. A praia em si. Banhistas. Uma pequena vegetação foi deixada na praia. Ainda não existia o Ed. Oceania, mas o seu lugar estava reservado. Este, uma espécie de pomar da casa escura ao seu lado, cercado em alvenaria.

Por fim, em 1942 construiu-se o Ed.Oceania no espaço “vago” acima. Mas como? – Não havia um gabarito no local? Havia e há, mas na Bahia...

Vejamos a história:

O gabarito de nossa orla tem sido motivo de grandes discussões, desde que envolve altos interesses imobiliários e particulares. Vamos tentar descobrir alguma coisa sobre o gabarito na Barra, por exemplo. Pouco se conhece do mesmo, desde que os órgãos responsáveis não se pronunciam devidamente. As informações são contraditórias de acordo com o interesse de cada parte. A maioria da população desconhece onde pode ou não pode construir edifícios, ou seja, onde pode ou não aumentar a altura dos imóveis então existentes.

Na Av. Oceânica, por exemplo, entre o Farol e o Cristo não pode. Mas pôde em alguma época?

Ao que tudo indica, já naquela época havia um gabarito para a Avenida Oceânica, onde se acha a Praia do Farol. É bastante ver o restante das construções no local, a maioria de dois ou três andares, a exceção do Ed. Baia de Todos os Santos que é também um caso para estudo.


O único que foge a regra é o nosso excepcional Edifício Oceania. Ele projeta uma sombra na praia nas primeiras horas da manhã. Aliás, sempre projetou, desde 1942 quando foi construído.
Mas será que naquela época ainda não existia um gabarito para área? Parece que existia! E se existia como o grande edifício pôde ser construído no local?

Vamos fazer algumas conjecturas.

Vejamos a foto seguinte e de imediato sentiremos que algo de errado houve na construção desse prédio na altura que é e no lugar que está.


Como estamos vendo, há um descalabro total de alinhamento. O prédio ao lado está como que “engolido”(parece mais um anexo) apesar de ser um prédio de luxo, com a frente toda marmorizada. A sensação que temos é de que ele não deveria ser construído ali. Está totalmente irregular! É uma monstruosidade arquitetônica! Um prédio anão! Um mini-prédio! Como é que se faz uma coisa desta, logo ali, juntinho ao grande Edifício Oceania, empanando sua beleza? Prejudicando-a.

O "normal" da avenida - todos os prédios são baixos

Mas, incrível! É justamente o contrário। Parece quem está errado é o Edifício Oceania. Não deveria ter sido construído onde está ou na altura que tem. O que teria acontecido?



Acima temos esta extraordinária foto do Farol da Barra. No primeiro plano, e à sua direita o nosso grande edifício Oceania. Reparem que ele se alinha com os prédios à sua esquerda em frente à praia entre o Farol e o Forte de Santa Maria. À sua direita, como já vimos, ele se desalinha com o prédio dos Portela, aquele pequenininho e os demais nas proximidades.



Os prédios à esquerda do Edifício Oceania

Presume-se, então, que a sua construção só foi permitida em razão de algum artifício de endereço no momento da solicitação do alvará de construção. Teria sido dado outro endereço que não, efetivamente, Avenida Oceânica. Como o prédio faz esquina com a Av. Marques de Leão, parece que foi usado este último endereço. Para tanto a sua frente deveria ser nesta última avenida e foi o que realmente aconteceu. O lado que dá para a Av. Atlântica é apenas uma complementação, a chamada “lateral cega”.

Confirmando tudo isto o Edifício Oceania tem o seguinte endereço oficial:

Av. Alm. Marques de Leão, 36, Cep.40.140-230. Barra-Salvador-Bahia-Brasil

Nenhum comentário:

Postar um comentário