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sábado, 30 de abril de 2011

BARRA-FORTE SÃO DIOGO

Acima do painel e do marco de fundação de Salvador, sobre o morro de Santo Antônio, foi construído o Forte de São Diogo. Como vimos anteriormente, esse forte também teve participação ativa durante as invasões chamadas holandesas. Foi construído no século XVI, portanto, é bastante antigo.


Forte São Diego



Interior



Uma de suas vigias; à direita vê-se a Praia do Porto



São Diogo

Da mesma forma que os outros fortes existentes na Barra, como de resto em toda Salvador, o Forte São Diogo também homenageia um santo, no caso São Diogo de Alcalá de Henares, canonizado pelo papa Sixto V em 1588. Foi um religioso católico pertencente à Ordem dos Frades Menores. Nasceu em 1400 em San Nicolás del Puerto, Sevilha, Espanha e faleceu em Henares a 12 de novembro de 1463.

Foi autodidata e viveu como monge eremita próximo ao seu povoado, sempre em penitência e oração. É um dos santos mais populares da Espanha e das Américas. Foi cozinheiro e porteiro, daí suas representações em tela mostrarem sempre portando pão e chaves que indicam os ofícios a que se dedicou. Era possuidor de dons místicos e sua piedade e bondade eram tão fortes que logo ganhou fama de santidade. Não era isto que ele pretendia. Para fugir dessa impressão resolveu ingressar como noviço no Convento dos frades franciscanos de Arizafe, próximo a Córdoba. Era tempo das colonizações espanholas e em 1441, com 41 anos foi enviado como missionário às Ilhas Canárias onde desenvolveu intenso trabalho e em cinco anos depois era empossado como Superior da Ordem.

Há certa controvérsia sobre a verdadeira pessoa que deu seu nome ao forte, isso em razão de que a sua construção foi autorizada por Diogo Luiz de Oliveira, Governador-Geral entre 1626 e 1635, a quem muitos chamavam de D. Diogo.

Nada haver! Os fortes deviam ter um santo como patrono e D. Diogo, Governador-Geral, não era nenhum santo.

Outra curiosidade digna de registro era o porquê de tanto forte em Salvador. Só na Barra são três 500 a 800 metros um dos outros. Justifica-se: a cidade de Salvador foi fundada numa época de grande conturbação internacional envolvendo as grandes potências marítimas daquela época, Portugal, Espanha, França e Inglaterra. O mundo estava sendo ampliado e conquistado a cada passo, mas ninguém era de ninguém. Não havia um meio de registro de posse definitiva em órgão internacional.

As cidades tinham que se proteger de alguma forma contra as constantes invasões de terceiros. Dessa maneira Salvador nasceu sob o signo da defesa. Os portugueses deram início à implantação de um sistema de defesa que evoluiu até o século XVIII. Uma grande muralha de taipa e barro, suficiente contra as flechas dos índios foi a primeira obra militar portuguesa na Capital.

Com o passar dos anos, a muralha foi ampliada e reforçada em pedra e sal, ganhando baluartes na parte do mar e torres encasteladas nas portas voltadas para o São Bento e o Carmo.

Logo, as preocupações de defesa se voltaram para o mar, de onde os corsários estrangeiros ameaçavam a cidade. Inútil contra a artilharia da época, a velha muralha deu lugar a um eficiente sistema de defesa em profundidade, com trincheiras, muralhas e fortificações, construídas em lugares estratégicos e armadas de acordo com a evolução da arte da guerra. Por exemplo, o Forte de São Diogo foi implantado diretamente sobre a rocha.

Possui extraordinária inserção paisagística. Até 1696 o forte apresentava-se pequeno, de muralhas baixas e muito vulneráveis e não comportava mais do que 7 peças de canhão.


Em 1704 foi reconstruído, ganhando traçado curvilíneo convexo.

Hoje ele é sede do projeto de Fortificações Histórias da 6ª Região Militar e da Associação Brasileira de Amigos de Fortificações. Sua localização geográfica é a seguinte:
S13 00.130’ W 38 31973’)

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