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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

AS BARBÁRIES CONTINUAM ATRAVÉS DOS TEMPOS

Há muitos anos atrás quando a Avenida Tiradentes, que não outra senão o atual Caminho de Areia na Cidade Baixa era efetivamente todo de areia desde o Largo de Roma até o Largo do Papagaio,  existia apenas uma linha de bonde, ou seja, o “elétrico” vinha da  Rua Barão de Cotegipe e se dirigia para a Ribeira pelo par de trilhos do Caminho de Areia. Depois retornava pela Avenida dos Dendezeiros ou tomava a Rua da Imperatriz rumo à Boa Viagem.

Logo, não havia circulação de carros. Se tentassem certamente que atolariam, desde que a areia era muito fofa.

Certo dia, entretanto, um determinado senhor resolveu andar de carro pelo Caminho de Areia, sentido Largo do Papagaio-Largo de Roma, usando o par de trilhos, isto é, posicionou as rodas do seu veículo sobre eles e começou a caminhada, sob os olhares curiosos de muitas pessoas.

Coincidentemente, na mesma hora,  outro cidadão, fazia a mesma coisa sentido Largo de Roma- Largo de Papagaio, igualmente acompanhado por muita gente.

Era inevitável o encontro dos dois veículos em determinado momento.  Quando isto aconteceu, os dois senhores saíram dos seus carros e começaram a discutir. Cada qual se achava no direito de continuar, ou seja, um dos veículos teria que ser retirado dos trilhos para que o outro pudesse passar.

Mas não houve acordo. Um dos motoristas sacou de um revólver e matou o outro sob os olhos das duas torcidas atônitas.

Claro que o assassino foi logo preso e  quando levado a julgamento meses após, foi condenado a 30 anos de prisão. Acusação: morte por motivo fútil.

Essa história absolutamente verdadeira vem a propósito em razão do lamentável acontecimento ocorrido em nossa cidade na semana passada quando uma médica, após discutir com um casal em cima de uma moto, foi atrás da mesma e a atropelou, provocando a morte de dois jovens, irmãos que eram.

Isto nos leva a pensar que não houve evolução dos bons  instintos e costumes de quase 100 anos atrás para os dias de hoje;  bem como, no caso dos dois carros, igualmente prova que as barbáries que marcaram o século XIX,  refletiram fortemente no comportamento dos dois equilibristas de quatro rodas.


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